O Mais Religioso dos Templos

Religião. É sobre isso que vamos conversar agora neste texto. Mais precisamente sobre templos. Judaísmo, Cristianismo, Islamismo, Taoísmo, Xintoísmo, Budismo? Que nada! Sinagogas, Igrejas, Mesquitas? Não também. Esses templos recebem milhares de pessoas em muitas ocasiões por mais de uma vez na semana. E não são também os templos da Igreja Universal! São palcos da mais extrema loucura e paixão individual. Um templo onde se pode pronunciar – sem temer acusações ou julgamentos – o mais chulo dos palavreados. Um lugar onde o amor pode se transformar em ódio e vice-versa em questão de minutos.

O templo do Parque Central, no Uruguai. Ao fundo, devotos do Nacional de Montevidéu.

Este templo é o estádio. Não digo apenas estádios de futebol, o mesmo é válido para o Rugby em Twickenham (Inglaterra), para o críquete no estádio de Mohali, no Punjab (Índia). Para os esportes gaélicos no Croke Park em Dublin (Irlanda). Templos para 30, 50, 80, 120 mil devotos poderem extravasar e celebrar toda o seu amor e fidelidade à sua religião…ops, clube! Em muitas ocasiões os templos são invadidos por seguidores de uma outra religião! E só no esporte para acontecer isso de uma maneira pacífica (em boa parte das vezes nem tanto). Os 70 mil corinthianos presentes no “tricolor” Maracanã em 1976 são uma prova disso. São os únicos templos religiosos em que as pessoas podem sair de lá completamente arrasadas depois de um culto (missa/celebração…): os brasileiros com a final da Copa de 1950, perdida em casa. 

A invasão corinthiana ao Maracanã, em 1976

Quem é do Boca Juniors diz que o seu estádio, o “La Bombonera”, não treme. Ele na verdade pulsa. Atleticanos e Cruzeirenses brigam pelo Mineirão. Para quem é da Moóca, nada mais peculiar que as bancadas da Rua Javari, do Juventus. Milan e Inter, na Itália, dividem o mesmo templo. Para quem é do Inter, o nome do templo é Giuseppe Meazza. Para os do Milan, San Siro. Duas religiões em um templo apenas. Os do Millwall (Londres) chamam seu estádio por “nossa casa”.

The Den: orgulho para os torcedores do Millwall

Dizem que os avanços tecnológicos e o aumento da violência farão com que as pessoas percam a fé e a religiosidade. Afirmação muito equivocada. A religião depende de seus seguidores e fará de tudo para que continuem a freqüentar estes templos e confessarem a fé. O devoto precisa fazer isso ao vivo porque tem a necessidade de compartilhar este momento com seus semelhantes, em comunhão, em união. E não há lugar melhor para isso ser feito do que em um templo. Em um estádio!

 

 

1 Response to “O Mais Religioso dos Templos”


  1. 1 Quel (limeira) 15/05/2008 às 12:20 am

    Como sempre textos que conseguem fundir as suas paixões milimetricamente… o esporte e as RIs (hierarquicamente claro). Parabéns querido por me educar mais um pouco! Bjos


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