Apresentação do Esporte: Brasil x Chile

No último sábado (2) trabalhei na apresentação do esporte de Brasil e Chile, pela quarta rodada do Americas Rugby Championship, no estádio Dr Jayme Cintra, em Jundiaí. Fazia tempo que não realizava um trabalho como este. Acho que estou a me desenferrujar.

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Os Tupis enfrentaram um adversário duríssimo e que valorizou bastante a vitória da equipe da casa, por 15 a 10. Com o resultado, o Brasil mantém uma sequência positiva em seu território, contra os Cóndores, quando venceram na Arena Barueri, em 26 de Abril de 2014.

Super Sevens no BandSports

No Domingo (24) o BandSports transmitiu o SuperSevens masculino 2018 de Rugby, em que o Jacareí venceu o Desterro e conquistou o bicampeonato, numa reedição da última final, em 2017, quando os paulistas também venceram. Fiquei nos comentários e o Maurício Bonato narrou.

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Com isso, o principal campeão do certame segue sendo o São José RC com sete (7) conquistas, seguido pelo Desterro RC e Jacareí Rugby, ambos com dois (2) títulos. É preciso incentivar mais as transmissões de Rugby e também a sua audiência, em ciclo virtuoso e cooperativo. É também esta uma maneira para o crescimento da modalidade em nosso país.

Saudações ovaladas!

O “Derby” do futebol angolano

No Sábado dia 9 de Fevereiro estive no estádio 11 de Novembro (a. k. a. “Gigante do Camama”), em Luanda/Angola para o grande clássico do futebol local: Primeiro de Agosto versus Atlético Petróleos (Petro). As informações do jogo eram escassas, soube por um post do Primeiro de Agosto no facebook, apenas. O estádio estava a cerca de 40km de onde eu estava hospedado e o transporte era bastante restrito. Procurei por uma agência de turismo que fizesse o serviço, entretanto o preço mais barato que consegui para ele foi de R$650,00. Com o ingresso incluído, “diga-se de passagem”.

Inviável.

Em um gesto de boníssima vontade, o irmão deste que vos escreve ofereceu de levar-me ao jogo. Na sexta-feira que antecedeu a partida, sim encontrei na internet informações sobre o derby, como o preçário dos ingressos, hora de venda e abertura dos portões. Pois bem.

Amanhece o Sábado e, por precaução, chego ao estádio pelas 11 horas. Compro o ingresso: 1500Kz (R$15,00). Bom, diante de muito tempo livre, restava dar uma volta pelo “Gigante do Camama” e registrar alguns momentos com vídeos e fotografias. Não demorou bastante para ver um furgão da Rádio Nacional de Angola (RNA). Por curiosidade fiquei ali a assistir o programa de antevisão ao grande clássico do futebol local. Minutos depois sou abordado pelo produtor da emissora, que me convida a fazer uma participação. Pedido atendido e fui entrevistado pelo grande locutor, Jornalista Sr. Carlos Pacavira.

Depois de encerrada a minha participação, pretendia – agora sim – dar uma volta por fora do estádio (construído para a Copa Africana de Nações de 2010). No entanto, paro para conversar com torcedores e não demora muito para termos uma roda ali de três ou quatro a falar sobre futebol: de Angola, do Brasil e do mundo. Conversa vai, conversa vem, chega um novo pedido para participar da emissão de rádio, desta vez dentro do “Jornal de Sábado” da mesma Rádio Nacional de Angola. Após esta participação, sou convidado a estar com a equipe da RNA desde as cabines de imprensa. Acompanharia o derby desde lá.

E assim foi. Aos poucos a torcida começou a chegar. Dos 50 mil lugares, 35 mil foram preenchidos e o barulho era ensurdecedor. O Primeiro de Agosto (fundado em 1977) é o clube das Forças Armadas de Angola. Seus torcedores são conhecidos como os “Rubro-Negros”. O Atlético Petróleos surge em 1980, nasce da indústria petrolífera e dos seus sindicatos. Popularmente é conhecido como “Petro” e seu escudo é um dos mais bonitos que já vi.

O jogo termina 1 a 0 para os Rubro-Negros, com o gol marcado ao final do primeiro tempo. Uma experiência única e talvez indescritível. Preparei um vídeo que em breve poderá ser visto. Por enquanto fiquem com a prévia dele:

Simplesmente inesquecível. É como resumo o dia em que vivi o derby do futebol de Angola.

Rugby em Angola

Na semana passada estive em Luanda, capital da República de Angola, antigo território português entre 1575 e 1975 (400 anos). Apesar de fazer fronteira com a Namíbia e não ser modalidade desconhecida dos vizinhos da República Democrática do Congo e da República do Congo, o Rugby ainda dá os primeiros passos no país.

O Palancas Rugby Clube é a única equipe de Angola e treina durante a semana na Escola Portuguesa de Luanda. Aos finais de semana treinam na praia e dedicam-se a ensinar crianças com o propósito de, no futuro, formar uma seleção nacional angolana.

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Apesar de a maioria dos atletas ser de estrangeiros que trabalham no país, é cada vez maior a presença de angolanos. O Palancas representa Angola nas competições internacionais não-oficiais que acontecem por aquela região.

Se algum dia perguntarem, há sim Rugby n’Angola, pá!

Conquistadores da América

O ano foi repleto de grandes acontecimentos no futebol. Entretanto a novela da final da “Taça Libertadores da América” pessoalmente deixa-me triste. Alguns sabem da relação pessoal que tive com a taça ao transportá-la para Assunção, em um roteiro cinematográfico. Fico macambúzio por conta dos casos de violência, pelas indecisões, pela falta de profissionalismo, pelo desserviço e falta de zelo em relação ao futebol da América do Sul.

É pública a forte influência de alguns clubes e federações na Confederação Sul-Americana de Futebol, em detrimento de outros. É escancarado na história o benefício que alguns tiveram nas competições continentais. Um “prende e manda soltar” característicos de um sistema corruptor e corruptível.

A gestão do futebol na América do Sul é reflexo da sociedade local, salvo exceções. Raras exceções.

As corriqueiras cenas de policiais com escudos a protegerem os futebolistas que batem o escanteio, dos estádios que caem aos pedaços, dos atrasos em função de quedas de energia e os inchaços das competições para satisfazer elites políticas só servem para justamente ficarem no passado. Um dia, lá atrás, isso fez parte. Os europeus devem ter aprendido com Heysel, Hillsborough e Valley Parade. O futebol de alta competição atual não aceita estas situações mencionadas no início deste parágrafo. Isso não é romântico e não dá nenhum glamour ao torneio. Dá, na verdade, vergonha.

Ademais, decide-se que a grande final do principal torneio de futebol de clubes da América do Sul será fora daqui. Será na capital da Espanha, Madri. Cidade que por séculos foi sede do domínio espanhol nesta parte do mundo. Das inesgotáveis mágoas e rancores que o Sul da América, os povos nativos e adotivos, muitos deles, têm pela Península Ibérica.

Quem conquistaria a América, afinal? Os campeões ou a cidade apontada para receber o segundo jogo da final? Sinceramente, fico sem saber. A novela é longa e os seus capítulos diários desenham um enredo cujo vencedor não vai ser o protagonista.

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Torcedores do River Plate (ARG) no Monumental, estádio onde devia ter sido disputado o segundo jogo da final da Taça Libertadores da América (Foto: Metro Jornal)

A protagonista da decisão será esta indecisão arrastada por dias! O resultado é que todos os sul-americanos perdemos.

Sem quaisquer coitadismos ou terceiro-mundismos, é incoerente, doloroso e dolorido golpe para os sul-americanos a decisão da Taça Libertadores América ser jogada fora daqui. Independente de ser em Madri, Miami ou em Doha.

Ao mesmo tempo é um prêmio. É um prêmio a tudo aquilo que não conseguimos ser.

Com tudo isso, não sei se aprenderemos com os acontecimentos. A ânsia pelo poder, a ganância e o dinheiro não podem valer mais que o ser humano, que um campeonato melhor organizado, com garantias aos atletas e aos torcedores.

É preciso voltar-se para o mercado, atender as demandas do público, em vez de atender as demandas vindas da forte influência de alguns clubes e federações dentro da Confederação Sul-Americana de futebol.

Em tempo: enquanto escrevia esta crônica, tive acesso a uma notícia que dizia o CA River Plate recusar-se a jogar a final da “Taça Libertadores da América” em Madri. No mínimo ridículo. Gesto de criança mimada. Joguem e resolvam isso logo.

Em tempo 2: esta novela condena a candidatura sul-americana para a Copa do Mundo de Futebol de 2030.

Tupis x Māori All Blacks

Na semana passada trabalhei na transmissão oficial em Português-Brasileiro pelo twitter da Confederação Brasileira de Rugby (CBRu), do histórico jogo em que a Seleção Brasileira de Rugby XV masculino (Tupis) recebeu os Māori All Blacks (MABs).

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Estive nos comentários, com o Cadu Cortez (foto) na narração e o Fernando Camargo nas reportagens. A produção foi da “Everstream”. A partida foi no Morumbi e recebeu 34,451 pessoas com um placar favorável aos visitantes de 35 a 3, com 14 a 0 ao intervalo.

Apesar do placar, foi um resultado excelente para o Rugby do Brasil. Quem imaginava há 10 anos uma seleção do Brasil receber uma equipe como os MABs? É impressionante o crescimento da modalidade no país durante a última década. Tudo isso resultado de bastante trabalho, compromisso e dedicação.

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Na foto acima estou com Ari Aguiar, Will Broderick (que fizeram a transmissão em inglês) e Cadu Cortez.

Spartan Race 2018

No primeiro domingo de novembro fui locutor da edição Brasil da “Spartan Race”, em Pirapora do Bom Jesus/SP. Organizada pela empresa homônima, ela é uma corrida de obstáculos (OCR – Obstacle Course Racing) feita em mais de 40 países. Foram centenas de participantes distribuídos em inúmeras categorias.

Bastante intenso e divertido. Para 2019 os organizadores pretendem fazê-la não apenas em São Paulo, mas também no Rio de Janeiro e em outras partes do país.

Despeço-me com o grito “Spartan”: AROO!

Em tempo: na foto eu corro de costas com o microfone em mãos para não ser “atropelado” em uma das largadas.

Crédito da foto: Gabriel Heusi (heusiaction.com)


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