Conquistadores da América

O ano foi repleto de grandes acontecimentos no futebol. Entretanto a novela da final da “Taça Libertadores da América” pessoalmente deixa-me triste. Alguns sabem da relação pessoal que tive com a taça ao transportá-la para Assunção, em um roteiro cinematográfico. Fico macambúzio por conta dos casos de violência, pelas indecisões, pela falta de profissionalismo, pelo desserviço e falta de zelo em relação ao futebol da América do Sul.

É pública a forte influência de alguns clubes e federações na Confederação Sul-Americana de Futebol, em detrimento de outros. É escancarado na história o benefício que alguns tiveram nas competições continentais. Um “prende e manda soltar” característicos de um sistema corruptor e corruptível.

A gestão do futebol na América do Sul é reflexo da sociedade local, salvo exceções. Raras exceções.

As corriqueiras cenas de policiais com escudos a protegerem os futebolistas que batem o escanteio, dos estádios que caem aos pedaços, dos atrasos em função de quedas de energia e os inchaços das competições para satisfazer elites políticas só servem para justamente ficarem no passado. Um dia, lá atrás, isso fez parte. Os europeus devem ter aprendido com Heysel, Hillsborough e Valley Parade. O futebol de alta competição atual não aceita estas situações mencionadas no início deste parágrafo. Isso não é romântico e não dá nenhum glamour ao torneio. Dá, na verdade, vergonha.

Ademais, decide-se que a grande final do principal torneio de futebol de clubes da América do Sul será fora daqui. Será na capital da Espanha, Madri. Cidade que por séculos foi sede do domínio espanhol nesta parte do mundo. Das inesgotáveis mágoas e rancores que o Sul da América, os povos nativos e adotivos, muitos deles, têm pela Península Ibérica.

Quem conquistaria a América, afinal? Os campeões ou a cidade apontada para receber o segundo jogo da final? Sinceramente, fico sem saber. A novela é longa e os seus capítulos diários desenham um enredo cujo vencedor não vai ser o protagonista.

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Torcedores do River Plate (ARG) no Monumental, estádio onde devia ter sido disputado o segundo jogo da final da Taça Libertadores da América (Foto: Metro Jornal)

A protagonista da decisão será esta indecisão arrastada por dias! O resultado é que todos os sul-americanos perdemos.

Sem quaisquer coitadismos ou terceiro-mundismos, é incoerente, doloroso e dolorido golpe para os sul-americanos a decisão da Taça Libertadores América ser jogada fora daqui. Independente de ser em Madri, Miami ou em Doha.

Ao mesmo tempo é um prêmio. É um prêmio a tudo aquilo que não conseguimos ser.

Com tudo isso, não sei se aprenderemos com os acontecimentos. A ânsia pelo poder, a ganância e o dinheiro não podem valer mais que o ser humano, que um campeonato melhor organizado, com garantias aos atletas e aos torcedores.

É preciso voltar-se para o mercado, atender as demandas do público, em vez de atender as demandas vindas da forte influência de alguns clubes e federações dentro da Confederação Sul-Americana de futebol.

Em tempo: enquanto escrevia esta crônica, tive acesso a uma notícia que dizia o CA River Plate recusar-se a jogar a final da “Taça Libertadores da América” em Madri. No mínimo ridículo. Gesto de criança mimada. Joguem e resolvam isso logo.

Em tempo 2: esta novela condena a candidatura sul-americana para a Copa do Mundo de Futebol de 2030.

Tupis x Māori All Blacks

Na semana passada trabalhei na transmissão oficial em Português-Brasileiro pelo twitter da Confederação Brasileira de Rugby (CBRu), do histórico jogo em que a Seleção Brasileira de Rugby XV masculino (Tupis) recebeu os Māori All Blacks (MABs).

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Estive nos comentários, com o Cadu Cortez (foto) na narração e o Fernando Camargo nas reportagens. A produção foi da “Everstream”. A partida foi no Morumbi e recebeu 34,451 pessoas com um placar favorável aos visitantes de 35 a 3, com 14 a 0 ao intervalo.

Apesar do placar, foi um resultado excelente para o Rugby do Brasil. Quem imaginava há 10 anos uma seleção do Brasil receber uma equipe como os MABs? É impressionante o crescimento da modalidade no país durante a última década. Tudo isso resultado de bastante trabalho, compromisso e dedicação.

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Na foto acima estou com Ari Aguiar, Will Broderick (que fizeram a transmissão em inglês) e Cadu Cortez.

Spartan Race 2018

No primeiro domingo de novembro fui locutor da edição Brasil da “Spartan Race”, em Pirapora do Bom Jesus/SP. Organizada pela empresa homônima, ela é uma corrida de obstáculos (OCR – Obstacle Course Racing) feita em mais de 40 países. Foram centenas de participantes distribuídos em inúmeras categorias.

Bastante intenso e divertido. Para 2019 os organizadores pretendem fazê-la não apenas em São Paulo, mas também no Rio de Janeiro e em outras partes do país.

Despeço-me com o grito “Spartan”: AROO!

Em tempo: na foto eu corro de costas com o microfone em mãos para não ser “atropelado” em uma das largadas.

Crédito da foto: Gabriel Heusi (heusiaction.com)

Campeonato Brasileiro de Rugby

Recentemente trabalhei na transmissão da final do “Super 16 – Campeonato Brasileiro de Rugby”, com o grande Maurício Bonato como narrador, no BandSports. Quero parabenizar não apenas o vencedor do título (Poli), mas todas as equipes, atletas, voluntários e torcedores de todos os clubes.

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Fico feliz porque acredito este ter sido um torneio que foi um marco na mídia de audiovisual do rugby do Brasil, dentro do incansável trabalho do “Portal do Rugby”, das transmissões por webrádio do Luís Kolle, do Alexandre Ferrer e do Tom Júnior Dias, do amigo (multitarefa) Marcus Travinha, sem falar da “FotoJump”, do Jean Bettega, Lucas Toniazzo, Roberth Corgosinho entre tantos outros.

Parabéns a todos vocês que levaram o rugby brasileiro para todos os cantos, “subiram a barra” e não há volta: em 2019 é preciso mais. 

Ovalados

Nesta semana começamos um novo projeto dentro do “Portal do Rugby”, o “Ovalados”, transmitido ao vivo pelo “facebook”, cuja proposta é um debate descontraído, interativo e saudável com os fãs do esporte.

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Estamos muito no começo. Ainda há muito para melhorar e ser feito, mas acredito que o passo mais importante foi dado: o primeiro.

Encontro de Gestores de Futebol Americano

No último dia 23 de Setembro participei do Encontro Nacional de Gestores de Futebol Americano, na FECAP, em São Paulo, evento organizado por Lucas Rossetti, grande incentivador da modalidade no Brasil.

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Foto: Chiarini Jr.

Na ocasião, falei sobre o sistema esportivo do Brasil, em como se organiza o esporte no país e foi feita uma comparação com outros modelos, como o norte-americano/canadense.

Parabéns ao evento, organizadores e participantes!

Entrevista para o “Salão Oval”

Nesta semana fui entrevistado pela galera do Salão Oval, importante veículo de comunicação especializado em futebol americano. Falamos sobre o que o futebol americano pode aprender com o rugby e vice-versa. Confiram:


Virgilio’s Tweets

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Esses Dias na História

14 de Dezembro

1995 – Assinatura de um tratado de paz que termina o conflito na Bósnia e Herzegovina

15 de Dezembro

2006 – A VARIG – Viação Aérea Rio Grande S.A., deixa oficialmente de operar

16 de Dezembro

1815 – O rei D. João VI eleva o Brasil à categoria de Reino Unido de Portugal e Algarves

17 de Dezembro

1819 – Simón Bolívar declara a independência da República da Grã-Colômbia em Angostura (hoje Ciudad Bolívar na Venezuela)

18 de Dezembro

1932 – Os Ursos de Chicago (Chicago Bears) vencem os Espartanos de Portsmouth (Portsmouth Spartans) no primeiro jogo da história da NFL

19 de Dezembro

1983 – Roubo da Taça Jules Rimet, da sede da CBF à Rua da Alfândega, no Rio de Janeiro

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