Archive for the 'Rugby' Category

Mundo Oval

10 dias de Copa do Mundo. 19 partidas, com média de público de 51.201 pessoas. Jogos excelentes, de encher os olhos. Duelos de Titãs, como o Inglaterra x País de Gales do último sábado; o Escócia x Estados Unidos, do último domingo. Felizmente em 19 jogos, nenhum cartão vermelho, para o bem do esporte.

No entanto vê-se cada vez mais competitividade e profissionalismo entre as principais seleções do mundo: Inglaterra, País de Gales, África do Sul, Austrália, Nova Zelândia, Irlanda e França. A competitividade aumenta mas a diferença diminui de pouco em pouco. O Japão superou os poderosos Springboks (África do Sul) neste Mundial. O país que não acompanhar este crescimento terá toda a sustentabilidade do rugby local comprometida. A Itália é um desses casos. Sem seleção de 7s e com uma seleção de XV que não se renova. Por outro lado, trabalham incansavelmente o Japão, a Argentina e os Estados Unidos. Com menos recursos (humanos e financeiros), o Uruguai trabalha para o crescimento e desenvolvimento. Fora do Mundial, o Brasil, através da Confederação nacional, Federações estaduais e clubes trabalha muito bem esse crescimento, de maneira sustentável.

Por fim, o crescimento e desenvolvimento sustentados na Disciplina, no Respeito, na Integridade, Solidariedade e Paixão, pilares – hooker, segunda-linha, asas, oitavo, scrum-half, abertura, pontas, centros e full-back – deste jogo apaixonante.

Japoneses comemoram triunfo de 34 a 32 sobre os Boks

Japoneses comemoram triunfo de 34 a 32 sobre os Boks

O Rugby e o Empreendedorismo

10 Coisas que os Empreendedores podem aprender com o Rugby

Texto adaptado de Simon Hurry

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Nos meus tempos de estudante, eu não era muito diferente em relação aos meus alunos – eu aguardava pelo fim do dia, quando a prática esportiva começava. A melhor estação do ano, certamente, era o inverno, o que significava que eu treinaria rugby. Honestamente eu nunca gostei tanto assim de jogar rugby, mas sim ser treinador. Talvez seja por que eu frequentemente era ‘esmagado’ pelos joelhos dos adversários mais fortes e grandes. Eu e a dor nunca fomos bons amigos. Mais fácil motivar outra pessoa para isso do que eu.

Olhando para trás noto que há alguns fortes paralelos entre minha jornada como empreendedor e os meus dias de rugby (como jogador e como treinador). Gostaria de dividir alguns deles com vocês:

  1. Os negócios são uma queda de braço. Você tem que lutar pelo que quer e pelo que acredita. Nada vai ser dado para você. A chave aqui é que a vida consiste em andar 3 passos pra frente, 5 para trás, 10 pra frente, 2 pra trás. No final, quantas vezes você cruzou a linha do in goal?
  1. A paixão só vai ser útil nos primeiros 5 minutos. Paixão é uma emoção e uma vez que passados os discursos e as conversas táticas, o trabalho duro começa. E não há nada mais glorioso do que o trabalho duro. É suado, sangrento e ingrato, mas move montanhas.
  1. Vão te bater forte. E algumas vezes quando você não estiver olhando. Rugby é um jogo físico. Se você não gosta de ser tackleado, não jogue. O mesmo com o seu trabalho. Se você não gosta das pancadas fortes, caia fora.
  1. Bata ou seja batido. Se você é passivo no tackle, hesitante ou simplesmente abaixa a cabeça, você pode se colocar em sério perigo. Não evite problemas. Vá pra cima deles, se posicione bem e vai para o contato, e forte. Esteja certo de que eles foram para o chão, senão eles podem continuar.
  1. O rugby tem regras. Se você se incomoda em perceber as regras para usá-las ao seu favor, você poderá ser advertido e tomar um cartão amarelo ou um vermelho, e ficar fora do jogo. Não poderá culpar ninguém, senão a si próprio. As regras determinam o jogo e o tornam possível. Leve o tempo que for para entendê-las.
  1. Jogue o seu jogo. O rugby é imperdoável para a equipe que tenta jogar o jogo da outra equipe. Entenda o que a sua oposição faz, mas não a imite. Aprenda com eles, mas jogue o seu jogo.
  1. Proteja a bola a todo o custo. Se você não tem a bola, não tem como pontuar. Pior ainda, você vai ter que se defender, e isso é duro, muito desgastante. Então, qual é a sua bola? Em que você tem que estar agarrado a todo o custo? Se você perdê-la, estará em perigo.
  1. Diversidade é força. Rugby é jogado por 15 jogadores que possuem distintas funções cada um. Toda função é uma importante peça dentro de um quebra-cabeça gigantesco. Você não pode simplesmente trocar a posição. O que você prefere: cercar-se de pessoas iguais a você ou se preparar para saber quem você precisa e quando?
  1. O rumo da bola. Uma bola de rugby é peculiar porque tem uma quicada imprevisível. A vida é como uma bola de rugby. Um dia ela pode pingar para o lado a favor e você ganhar o jogo. No outro, pingar pro outro lado e você se perder todo. A mesma bola. A mesma circunstância. Se você não entender isso, vai se dar mal. Faça o que for necessário para controlar o quique da bola, mas não leve isso para o lado pessoal.
  1. Jogue dentro dos espaços. A chave no rugby é criar espaços, assim o jogador pode ganhar território. O mesmo com o seu negócio. Crie espaços e ocupe-os o mais rápido que puder.

Mas acima de tudo, não se esqueça de que você está jogando. E essa é a parte mais fácil. Por que você ama isso tudo.

A África do Sul, o Futebol e o pós-Apartheid

Maior economia da África, a República da África do Sul está fora do Mundial FIFA 2014. O estereótipo prevalece: um país com  população de maioria negra (em que os leigos dizem que preferem mais o futebol) não poderia ficar de fora.

Ora, os sul-africanos foram os anfitriões do último evento, mas o futebol por lá não dá grandes avanços. Não é a modalidade preferida deles. Lembro-me que quando lá estive, desembarquei no aeroporto de Joanesburgo (O. R. Tambo) durante um jogo. O aeroporto praticamente ‘parado’ com os olhos na TV. Não era futebol. Era jogo do antigo “Tri-Nations”, entre a Nova Zelândia e os Springboks.

Fish e Tovey

Fish e Tovey

Há mais negros hoje no rugby sul-africano de alto-rendimento do que brancos no futebol. E havia mais antes. Exemplos não faltam: Nos anos 1990, os dois craques dos Bafana-Bafana (montagem acima) eram brancos: Mark Fish e Neil Tovey (capitão da equipe campeã da Copa Africana de Nações de 1996). Hoje, as principais estrelas dos Springboks são negras: Cecil Afrika, Bryan Habana, por não falar em Tendai Mtawarira (montagem abaixo).

Afrika e Mtawarira

Afrika e Mtawarira

Uma equipe nacional multicultural representa muito – mas muito – mais os habitantes daquele país do que uma equipe apenas de brancos (como era a seleção de rugby/Springboks durante o Apartheid) ou de negros (como é a do futebol de hoje/Bafana-Bafana, pós-Apartheid).

Ademais, tudo isso teve o dedo de Mandela. Soube ele em 1995 trabalhar com o rugby ao transferir para a equipe nacional a representação da “Rainbow Nation” que ele propunha quando da sua eleição à presidência, em 1994 e, com isso, conferir ideia de nacionalidade, pertencimento e, consequentemente, integridade territorial, apesar de apenas Chester Williams ser o único não-branco da equipe. A vitória dos Springboks naquele mundial de rugby de 95 simbolicamente era a vitória do novo país, do sucesso de uma sociedade multiétnica e multicultural.

Não me surpreende o futebol da principal economia africana estar fora do Mundial. O esporte preferido deles, além de ser a manifestação desportiva do Estado-Nação da África do Sul – assim como falei do Brasil no texto anterior – é, sem dúvida alguma, o rugby.

O que a Copa do Mundo FIFA deixou de legado para o futebol da África do Sul? Até agora nada que se possa perceber. Talvez tenha influenciado geração cujos resultados serão apenas colhidos em quinze, vinte anos.

 

#soyrugbyGuadalajara

De hoje e por durante uma semana este blogueiro estará em Guadalajara, México, para acompanhar a Seleção Brasileira de Rugby Sevens nos Jogos Panamericanos. As partidas serão no sábado (29) e domingo (30).

Neste blog você terá informações e análises sobre o mundo do esporte mexicano.

Caso queira saber mais da Seleção Brasileira de Sevens, acompanhe no Rugby Brasil, do portal globoesporte.com

#soyrugbyGuadalajara

Mundial de Rugby

Acompanhe a Copa do Mundo de Rugby e tudo sobre a modalidade no Brasil no “Blog Rugby Brasil” do globoesporte.com: http://globoesporte.globo.com/platb/rugbybrasil/

Impressões Kiwis

Recentemente este blogueiro esteve na Nova Zelândia, para a Copa do Mundo de Rugby. É um País pequeno (tamanho do estado de São Paulo), com cerca de 5 milhões de habitantes, que recebeu o 3º maior evento esportivo do planeta.

De Auckland, extremo norte, onde desembarquei, até Invercargill, extremo sul (local de Argentina-Romênia), são 1700 kms. Nesses dias em que lá estive os voos não se atrasaram, havia vagas em hotéis e backpackers, voos não foram cancelados, o transporte público esteve impecável e a organização do evento, também. Éramos orientados nos estádios por voluntários munidos de megafones, que nos indicavam os portões de acesso e, à saída, onde pegávamos os ônibus, gratuitos, para onde queríamos voltar. Havia turistas por todos os cantos. Só não encontrávamos lugar nos pubs e restaurantes à hora dos jogos. Caso quiséssemos garantir lugares, tínhamos que chegar aproximadamente 3 horas antes dos jogos.

Acessos ao jogo França-Japão

Acessos ao jogo França-Japão

Outro ponto observado foi a quantidade de grupos de excursão, realizados através de agências especializadas em “turismo esportivo”, sobretudo grupos do Reino Unido. Era comum vermos agasalhos das agências de turismo com as inscrições: “Sports Travels” ou “Sports Tours”. É um segmento em que apenas uma empresa atua no Brasil, inexplorado e desconhecido no País, mas com um grande potencial em função do alto interesse dos Brasileiros pelos eventos esportivos.

Acessos internos do estádio de Wellington

Acessos internos do estádio de Wellington

Segurança, conforto, facilidade e respeito. Não é difícil tratar o torcedor como consumidor. No Brasil, o futebol não consegue fazer isso. O voleibol sim, consegue. O rúgbi no Brasil anda para a mesma direção do vôlei e tem totais condições de consolidar e ser caso de sucesso de bons exemplos de gestão esportiva no País. E está fazendo por onde.


Esses Dias na História

16 de Janeiro

1605 – Publicado em Madrid a primeira edição de El ingenioso hidalgo Don Quijote de la Mancha” (Livro I de Dom Quixote) de Miguel de Cervantes

17 de Janeiro

1377 – Papa Gregório XI muda o Papado de Avignon de volta para Roma

18 de Janeiro

1535 – Fundação de Lima, capital do Peru

19 de Janeiro

1983 – Anunciado o “Apple Lisa”, o primeiro computador pessoal comercial da Apple a ter uma interface gráfica do usuário e um mouse

20 de Janeiro

1917 – Lançado em disco “Pelo Telefone”, considerado o primeiro samba a ser gravado no Brasil

21 de Janeiro

1911 – Ocorre o primeiro Rali de Monte Carlo

22 de Janeiro

1968 –  Apollo 5 lança o primeiro voo teste não tripulado do Módulo Lunar Apollo (LM-1) para o Programa Apollo da NASA

23 de Janeiro

1579 – União de Utrecht forma uma república protestante nos Países Baixos

24 de Janeiro

1984 – Apple Computer lança nos Estados Unidos o computador pessoal “Macintosh”

25 de Janeiro

1554 – Fundada a Vila de São Paulo de Piratininga, atual São Paulo, capital do estado homônimo e cidade com o maior número de habitantes do país

1924 – Abertura das Jogos Olímpicos de Inverno de Chamonix (FRA)

1934 – Fundação da Universidade de São Paulo (USP)

26 de Janeiro

1546 – Fundação da atual cidade de Santos (na imagem abaixo, o brasão de armas do município, cuja inscrição significa: “À Pátria ensinei a liberdade e a caridade”)

27 de Janeiro

1983 – Perfurado o eixo piloto do túnel Seikan, o túnel subaquático mais longo do mundo (53,85 km) entre as ilhas japonesas de Honshu e Hokkaido

28 de Janeiro

1808 – Promulgado o Decreto de Abertura dos Portos às Nações Amigas pelo Príncipe-regente de Portugal Dom João de Bragança, em Salvador

29 de Janeiro

1886 – Karl Benz patenteia o primeiro automóvel bem sucedido à gasolina

30 de Janeiro

1972 – Domingo Sangrento: paraquedistas britânicos abrem fogo contra manifestantes católicos em Derry, Irlanda do Norte, matando 14 pessoas.

31 de Janeiro

1966 – URSS lança a nave espacial não tripulada Luna 9 como parte do “Programa Luna”.

1º de Fevereiro

1987 – Instalada a Assembleia Nacional Constituinte (ANC) no Brasil, presidida pelo deputado federal Ulysses Guimarães (a ANC trabalhou para a atual Carta Magna da República Federativa do Brasil, em 5-10-1988)

2 de Fevereiro

1914 – Fundação do Paysandu Sport Club, em Belém/PA

3 de Fevereiro

1536 – Pedro de Mendoza funda a cidade de Buenos Aires

4 de Fevereiro

1856 – Fundação da Vila de Mokói-Yembú, atual Dois Córregos

5 de Fevereiro

1973 – Os Estados Unidos enterram o último soldado morto na Guerra do Vietnã, conflito que oficialmente acabou só em 30-4-1975

6 de Fevereiro

1840 – Assinatura do “Tratado de Waitangi”, na Nova Zelândia: garante a soberania do Reino Unido sobre o território. Também garante aos nativos da continuidade da chefia e a posse das suas terras e tesouros (tsonga em māori). Por fim, concede iguais direitos aos Māori e anglo-descendentes.

7 de Fevereiro

1756 – É assassinado Sepé Tiaraju, líder da resistência dos Sete Povos das Missões

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