Archive for the 'Rugby' Category

Tupis x Māori All Blacks

Na semana passada trabalhei na transmissão oficial em Português-Brasileiro pelo twitter da Confederação Brasileira de Rugby (CBRu), do histórico jogo em que a Seleção Brasileira de Rugby XV masculino (Tupis) recebeu os Māori All Blacks (MABs).

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Estive nos comentários, com o Cadu Cortez (foto) na narração e o Fernando Camargo nas reportagens. A produção foi da “Everstream”. A partida foi no Morumbi e recebeu 34,451 pessoas com um placar favorável aos visitantes de 35 a 3, com 14 a 0 ao intervalo.

Apesar do placar, foi um resultado excelente para o Rugby do Brasil. Quem imaginava há 10 anos uma seleção do Brasil receber uma equipe como os MABs? É impressionante o crescimento da modalidade no país durante a última década. Tudo isso resultado de bastante trabalho, compromisso e dedicação.

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Na foto acima estou com Ari Aguiar, Will Broderick (que fizeram a transmissão em inglês) e Cadu Cortez.

Ovalados

Nesta semana começamos um novo projeto dentro do “Portal do Rugby”, o “Ovalados”, transmitido ao vivo pelo “facebook”, cuja proposta é um debate descontraído, interativo e saudável com os fãs do esporte.

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Estamos muito no começo. Ainda há muito para melhorar e ser feito, mas acredito que o passo mais importante foi dado: o primeiro.

Minas Sevens 2018

No primeiro fim-de-semana de Agosto estive em Belo Horizonte para a transmissão do “Minas Sevens 2018” e também do jogo entre o Belo Horizonte Rugby Clube e os fluminenses do Guanabara Rugby Football Club, em jogo válido pelo “Super 16 – Campeonato Brasileiro de Rugby” (Rugby de XV). Além disso, realizei palestra sobre os desafios e oportunidades para rugby mineiro. Todo o evento aconteceu no SESC Venda Nova, na capital mineira.

No feminino, as vencedoras do Minas Sevens foram as atletas do Belo Horizonte RC. No masculino, a final foi um dérbi do Triângulo entre Uberlândia e Ituiutaba, com triunfo dos uberlandenses. No jogo do Super 16, vitória do Guanabara por 13 a 0 o que frustrou a torcida local. As estrelas-do-mar ficaram com a “Taça Igor Konovaloff” em disputa.

Foram mais de cinco horas de transmissão com os amigos Roberth Corgosinho e Marcelo Travassos nos comentários, com os trabalhos técnicos do pessoal da “98 Live”.

Uma grande honra e meus parabéns à Federação Mineira de Rugby e à “Brasil FA”, organizadora do evento.

Mundo Oval

10 dias de Copa do Mundo. 19 partidas, com média de público de 51.201 pessoas. Jogos excelentes, de encher os olhos. Duelos de Titãs, como o Inglaterra x País de Gales do último sábado; o Escócia x Estados Unidos, do último domingo. Felizmente em 19 jogos, nenhum cartão vermelho, para o bem do esporte.

No entanto vê-se cada vez mais competitividade e profissionalismo entre as principais seleções do mundo: Inglaterra, País de Gales, África do Sul, Austrália, Nova Zelândia, Irlanda e França. A competitividade aumenta mas a diferença diminui de pouco em pouco. O Japão superou os poderosos Springboks (África do Sul) neste Mundial. O país que não acompanhar este crescimento terá toda a sustentabilidade do rugby local comprometida. A Itália é um desses casos. Sem seleção de 7s e com uma seleção de XV que não se renova. Por outro lado, trabalham incansavelmente o Japão, a Argentina e os Estados Unidos. Com menos recursos (humanos e financeiros), o Uruguai trabalha para o crescimento e desenvolvimento. Fora do Mundial, o Brasil, através da Confederação nacional, Federações estaduais e clubes trabalha muito bem esse crescimento, de maneira sustentável.

Por fim, o crescimento e desenvolvimento sustentados na Disciplina, no Respeito, na Integridade, Solidariedade e Paixão, pilares – hooker, segunda-linha, asas, oitavo, scrum-half, abertura, pontas, centros e full-back – deste jogo apaixonante.

Japoneses comemoram triunfo de 34 a 32 sobre os Boks

Japoneses comemoram triunfo de 34 a 32 sobre os Boks

O Rugby e o Empreendedorismo

10 Coisas que os Empreendedores podem aprender com o Rugby

Texto adaptado de Simon Hurry

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Nos meus tempos de estudante, eu não era muito diferente em relação aos meus alunos – eu aguardava pelo fim do dia, quando a prática esportiva começava. A melhor estação do ano, certamente, era o inverno, o que significava que eu treinaria rugby. Honestamente eu nunca gostei tanto assim de jogar rugby, mas sim ser treinador. Talvez seja por que eu frequentemente era ‘esmagado’ pelos joelhos dos adversários mais fortes e grandes. Eu e a dor nunca fomos bons amigos. Mais fácil motivar outra pessoa para isso do que eu.

Olhando para trás noto que há alguns fortes paralelos entre minha jornada como empreendedor e os meus dias de rugby (como jogador e como treinador). Gostaria de dividir alguns deles com vocês:

  1. Os negócios são uma queda de braço. Você tem que lutar pelo que quer e pelo que acredita. Nada vai ser dado para você. A chave aqui é que a vida consiste em andar 3 passos pra frente, 5 para trás, 10 pra frente, 2 pra trás. No final, quantas vezes você cruzou a linha do in goal?
  1. A paixão só vai ser útil nos primeiros 5 minutos. Paixão é uma emoção e uma vez que passados os discursos e as conversas táticas, o trabalho duro começa. E não há nada mais glorioso do que o trabalho duro. É suado, sangrento e ingrato, mas move montanhas.
  1. Vão te bater forte. E algumas vezes quando você não estiver olhando. Rugby é um jogo físico. Se você não gosta de ser tackleado, não jogue. O mesmo com o seu trabalho. Se você não gosta das pancadas fortes, caia fora.
  1. Bata ou seja batido. Se você é passivo no tackle, hesitante ou simplesmente abaixa a cabeça, você pode se colocar em sério perigo. Não evite problemas. Vá pra cima deles, se posicione bem e vai para o contato, e forte. Esteja certo de que eles foram para o chão, senão eles podem continuar.
  1. O rugby tem regras. Se você se incomoda em perceber as regras para usá-las ao seu favor, você poderá ser advertido e tomar um cartão amarelo ou um vermelho, e ficar fora do jogo. Não poderá culpar ninguém, senão a si próprio. As regras determinam o jogo e o tornam possível. Leve o tempo que for para entendê-las.
  1. Jogue o seu jogo. O rugby é imperdoável para a equipe que tenta jogar o jogo da outra equipe. Entenda o que a sua oposição faz, mas não a imite. Aprenda com eles, mas jogue o seu jogo.
  1. Proteja a bola a todo o custo. Se você não tem a bola, não tem como pontuar. Pior ainda, você vai ter que se defender, e isso é duro, muito desgastante. Então, qual é a sua bola? Em que você tem que estar agarrado a todo o custo? Se você perdê-la, estará em perigo.
  1. Diversidade é força. Rugby é jogado por 15 jogadores que possuem distintas funções cada um. Toda função é uma importante peça dentro de um quebra-cabeça gigantesco. Você não pode simplesmente trocar a posição. O que você prefere: cercar-se de pessoas iguais a você ou se preparar para saber quem você precisa e quando?
  1. O rumo da bola. Uma bola de rugby é peculiar porque tem uma quicada imprevisível. A vida é como uma bola de rugby. Um dia ela pode pingar para o lado a favor e você ganhar o jogo. No outro, pingar pro outro lado e você se perder todo. A mesma bola. A mesma circunstância. Se você não entender isso, vai se dar mal. Faça o que for necessário para controlar o quique da bola, mas não leve isso para o lado pessoal.
  1. Jogue dentro dos espaços. A chave no rugby é criar espaços, assim o jogador pode ganhar território. O mesmo com o seu negócio. Crie espaços e ocupe-os o mais rápido que puder.

Mas acima de tudo, não se esqueça de que você está jogando. E essa é a parte mais fácil. Por que você ama isso tudo.

A África do Sul, o Futebol e o pós-Apartheid

Maior economia da África, a República da África do Sul está fora do Mundial FIFA 2014. O estereótipo prevalece: um país com  população de maioria negra (em que os leigos dizem que preferem mais o futebol) não poderia ficar de fora.

Ora, os sul-africanos foram os anfitriões do último evento, mas o futebol por lá não dá grandes avanços. Não é a modalidade preferida deles. Lembro-me que quando lá estive, desembarquei no aeroporto de Joanesburgo (O. R. Tambo) durante um jogo. O aeroporto praticamente ‘parado’ com os olhos na TV. Não era futebol. Era jogo do antigo “Tri-Nations”, entre a Nova Zelândia e os Springboks.

Fish e Tovey

Fish e Tovey

Há mais negros hoje no rugby sul-africano de alto-rendimento do que brancos no futebol. E havia mais antes. Exemplos não faltam: Nos anos 1990, os dois craques dos Bafana-Bafana (montagem acima) eram brancos: Mark Fish e Neil Tovey (capitão da equipe campeã da Copa Africana de Nações de 1996). Hoje, as principais estrelas dos Springboks são negras: Cecil Afrika, Bryan Habana, por não falar em Tendai Mtawarira (montagem abaixo).

Afrika e Mtawarira

Afrika e Mtawarira

Uma equipe nacional multicultural representa muito – mas muito – mais os habitantes daquele país do que uma equipe apenas de brancos (como era a seleção de rugby/Springboks durante o Apartheid) ou de negros (como é a do futebol de hoje/Bafana-Bafana, pós-Apartheid).

Ademais, tudo isso teve o dedo de Mandela. Soube ele em 1995 trabalhar com o rugby ao transferir para a equipe nacional a representação da “Rainbow Nation” que ele propunha quando da sua eleição à presidência, em 1994 e, com isso, conferir ideia de nacionalidade, pertencimento e, consequentemente, integridade territorial, apesar de apenas Chester Williams ser o único não-branco da equipe. A vitória dos Springboks naquele mundial de rugby de 95 simbolicamente era a vitória do novo país, do sucesso de uma sociedade multiétnica e multicultural.

Não me surpreende o futebol da principal economia africana estar fora do Mundial. O esporte preferido deles, além de ser a manifestação desportiva do Estado-Nação da África do Sul – assim como falei do Brasil no texto anterior – é, sem dúvida alguma, o rugby.

O que a Copa do Mundo FIFA deixou de legado para o futebol da África do Sul? Até agora nada que se possa perceber. Talvez tenha influenciado geração cujos resultados serão apenas colhidos em quinze, vinte anos.

 

#soyrugbyGuadalajara

De hoje e por durante uma semana este blogueiro estará em Guadalajara, México, para acompanhar a Seleção Brasileira de Rugby Sevens nos Jogos Panamericanos. As partidas serão no sábado (29) e domingo (30).

Neste blog você terá informações e análises sobre o mundo do esporte mexicano.

Caso queira saber mais da Seleção Brasileira de Sevens, acompanhe no Rugby Brasil, do portal globoesporte.com

#soyrugbyGuadalajara


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Esses Dias na História

20 de Novembro

1994 – O governo de Angola (MPLA) e os rebeldes (UNITA) assinam o protocolo de Lusaka, no Zâmbia, e colocam fim a 19 anos de Guerra Civil

21 de Novembro

1902 – O Philadelphia Football Athletics derrota o Kanaweola Athletic Club de Elmira/NY por 39 a 0, no primeiro jogo profissional do Futebol Americano jogado à noite

22 de Novembro

1975 – Juan Carlos é declarado Rei da Espanha, após a morte do Gral. Franco

23 de Novembro

1971 – A República Popular da China ganha a vaga da República da China no Conselho de Segurança da ONU

24 de Novembro

1973 – É imposto limite de velocidade nas “AutoBahns” alemãs em função da crise do petróleo. Esta imposição dura apenas 4 meses.

25 de Novembro

1966 – Primeiro link de TV entre o Reino Unido e a Austrália

26 de Novembro

1917 – Formação da National Hockey League/Liga Nacional de Hóquei (NHL) com as seguintes equipes (todas canadenses): Montréal Canadiens, Montréal Wanderers, Ottawa Senators, Québec Bulldogs e Toronto Arenas

27 de Novembro

***Dia de São Virgílio***

1971 – O programa espacial soviético comemora a chegada do módulo “Mars 2”, o primeiro objeto produzido pelo homem a atingir a superfície do planeta Marte

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