Archive for the 'Gestão do Esporte' Category

Encontro de Gestores de Futebol Americano

No último dia 23 de Setembro participei do Encontro Nacional de Gestores de Futebol Americano, na FECAP, em São Paulo, evento organizado por Lucas Rossetti, grande incentivador da modalidade no Brasil.

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Foto: Chiarini Jr.

Na ocasião, falei sobre o sistema esportivo do Brasil, em como se organiza o esporte no país e foi feita uma comparação com outros modelos, como o norte-americano/canadense.

Parabéns ao evento, organizadores e participantes!

9º CBGE

Na semana passada estive envolvido na organização da nona edição do Congresso Brasileiro de Gestão do Esporte, cuja instituição anfitriã foi o Instituto Federal do Ceará (IFCE). O evento foi um grande sucesso, com mais de 200 participantes e 94 trabalhos apresentados.

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Na ocasião, tive a oportunidade de realizar workshop sobre “Marketing e Comunicação Estratégica em Organizações Esportivas”. Obrigado ABRAGESP (Associação Brasileira de Gestão do Esporte) pelo convite. Uma grande honra em contribuir com o evento.

Aula de Apresentação

No último dia 5 realizei uma aula de apresentação do curso de Pós-Graduação em Administração e Marketing Esportivo da Estácio. Em pouco mais de duas horas procurei apresentar um pouco sobre a panorama da indústria do esporte no Brasil, conceitos de marketing, gestão e de comunicação estratégica no esporte.

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Foi uma aula bastante produtiva e que gerou inquietações entre os presentes. A todos eles, o meu Obrigado! Aos que ganharam os livros sorteados, os meus parabéns.

Até a próxima oportunidade!

Convite para aula: “A Indústria do Esporte”

Dia 5 de Setembro estarei na Estácio (unidade Bela Vista em São Paulo/SP) para apresentar o curso de pós-graduação em Administração e Marketing Esportivo, com aula que tem como tema: “A indústria do Esporte: Gestão, Marketing e Comunicação” da Estácio.

A inscrição é GRATUITA através do link abaixo na arte do evento. Conto com a presença de todos:

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Jiu Jitsu Brasileiro é Poder Brando

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Jiu-Jitsu Brasileiro nas Filipinas

Neste último texto do ano ainda levanto alguns pontos sobre o esporte como “poder brando”, o soft power (Nye, 1990). São fontes de poder intangíveis, como cultura, ideologia e demais instituições, em detrimento das formas de poder tradicionais, como a militar (“hard power”). Usa-se o “soft power” para conseguir o que se quer sem usar o “hard power”. É capaz de moldar, influenciar e determinar as crenças e desejos dos demais. Com isso se alcançam objetivos para uma política externa através de meios não materiais.

Imagino o quanto o futebol inglês colabora com a imagem do Reino Unido pela Europa com o “Brexit” em curso. Ou então o apoio à independência catalã em função da diplomacia pública que exerce o FC Barcelona. Sem falar do Qatar e Emirados Árabes Unidos com seus patrocínios milionários e conglomerados esportivos que estão por disneificar* o esporte.

Foi com esta tempestade cerebral que tomou boa parte do meu tempo livre – ou de trabalho – nas últimas semanas, que comecei a refletir onde estão a diplomacia pública e o poder brando do Brasil. No esporte. Face à irrelevante atuação brasileira na política internacional, a diplomacia pública exerce importante papel na projeção do país pelo mundo. Não apenas na política, mas na opinião pública. As telenovelas, por exemplo. No entanto, dentro do esporte, a seleção de futebol outrora excelente instrumento de relações públicas, já não possui tanta força. Marta foi eleita a melhor do mundo por muitas vezes consecutivas recentemente. Entretanto, o futebol feminino – infelizmente – não possui semelhante projeção como o masculino. Existe sim, uma grande oportunidade com Neymar, Gabriel Jesus e uma eventual conquista da Copa 2018. Mas não, não é suficiente.

E então eu abro o facebook e vejo a postagem de um conhecido meu, instrutor de Jiu-Jitsu, que vive em Oslo (Noruega), com uma foto da franquia da academia da família Gracie. Na parede, uma bandeira do Brasil e a foto do Sr. Hélio Gracie. Na fachada, a inscrição: “Brazilian Jiu Jitsu” (BJJ). Uma pesquisa de 30 minutos na internet foram suficientes para constatar o quando que a luta é admirada no mundo todo, com milhões de seguidores, que carrega o nome e o pavilhão do Brasil. Ademais, com uma cultura de valores que colaboram com a imagem do país (sobretudo quando a bandeira está exposta). Pena não ser tão popular como é o futebol. Sem sombra de dúvidas é o principal representante de uma diplomacia pública brasileira.

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Com tudo isso, é mais que na hora para que haja maior integração entre o esporte brasileiro e a política externa do país. Afinal, são atores como o BJJ que fazem muito mais que embaixadas e diplomatas espalhados mundo afora.

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Em tempo: o BJJ é condição “sine qua non” para ingressar nas Forças Armadas dos Emirados Árabes Unidos. Para crescer na hierarquia militar daquele país, é necessária a aprovação no exame para subir de faixa.

* Disneificação (Disneyfication): processo pelo qual tem se transformado o futebol em função da aquisição de clubes/equipes/franquias de diversas modalidades dentro de conglomerados empresariais. Caso do Liverpool FC (Inglaterra) cujo dono é também proprietário dos Red Sox de Boston (beisebol) e no caso do futebol, Manchester City FC e New York City FC pertencem ao mesmo grupo. Existem outras “holdings” também, como a do Atlético de Madrid (ESP) com o do Club San Luís (MEX).

O “Conselho de Segurança” do Futebol

Com a classificação do Peru para o mundial de futebol da Rússia no próximo ano, a América do Sul terá 5 representantes no evento. Os outros quatro são Argentina, Brasil, Colômbia e Uruguai. A região tem 10 seleções. Metade delas vai para a Copa. Logo, 50%!

Alta proporção em relação aos outros continentes. A Europa possui 55 membros e teve 14 vagas (25,45%). A Ásia, 47 e 5 vagas (a da Austrália foi na repescagem), 10,64%. A África, 5 vagas entre 56 federações nacionais, 9%. A América do Norte, Central e Caribe, 3 em 41 integrantes (7,3%). A Oceania não teve nenhum classificado entre os seus 14 membros.

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Peru celebra gol que o classificou para o Mundial de Futebol em 2018

É grande a proporção de equipes classificadas da América do Sul. É mercado populoso e com poder aquisitivo, mas incomparável com outras partes do mundo como a Ásia, Europa e América do Norte. Por que tamanha diferença nestas proporções? Levanto aqui algumas hipóteses:

  1. Torneio de seleções mais antigo do futebol, a Copa América, de 1916;
  2. Número de títulos mundiais, vice-campeões e semi-finalistas em Copas (Chile já foi terceiro em 1962), em proporção ao número de equipes na Confederação da América do Sul;
  3. Contribuição com o jogo;

Ainda assim acho bastante alto o índice de 50%. Por que as Américas não têm uma confederação continental apenas? A maneira como a modalidade foi organizada na América do Sul foi completamente diferente da das partes Central e do Norte, bem como das ilhas do Caribe. Por que Suriname, Guiana e Guiana Francesa não fazem parte da Confederação Sul-Americana? Pela organização política, econômica, social e cultural desses países e território ultramarino francês, que estão mais próximos dos do Caribe do que dos da América do Sul.

 

Por analogia, a América do Sul no futebol lembra o Conselho de Segurança (CS) da Organização das Nações Unidas, que zelam pela manutenção da paz e segurança internacional. Seria a “Liga da Justiça”? É…por aí, vai. Cinco membros do CS são permanentes e possuem poder de veto: República Popular da China, Federação Russa, República Francesa, Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte e Estados Unidos da América. Os outros 10 países ocupam posição rotativa no CS que dura dois anos.

Se a presença permanente no Conselho e o veto é em preservação à natureza da ONU e da manutenção da balança de poder, tantas vagas para a América do Sul explica-se para preservar uma “balança de poder” do futebol mundial – que atualmente pende muito mais para a ordem econômica do hemisfério norte – e a natureza do jogo, que os sul-americanos receberam e aprimoraram, enquanto que hoje europeus e asiáticos a aperfeiçoaram, ao incorporarem a tecnologia e outros elementos que remontam à Revolução Industrial (1760, 1820 a 1840), como a psicologia do trabalho, os recursos humanos, a produção em série – produtividade, eficiência e eficácia – além da otimização do tempo.

Revolução Industrial que projetou várias modalidades esportivas, entre elas o futebol. Tema para outro texto!

Filosofia de Trabalho II

Como continuação do post anterior, escrito há mais de 2 meses, dou sequência no tema da “Filosofia de Trabalho”, tão importante para quaisquer organizações, esportivas ou não.

O conhecido Club Atlético River Plate (Buenos Aires/ARG) foi rebaixado dentro de campo em Junho/2011. Fora de campo, afundado em dívidas. Realizaram eleições e assumiu um novo presidente – remunerado e de dedicação integral -, responsável por criar uma equipe de gestores que daria a volta por cima com o clube anos mais tarde, e conquistaria a Copa Bridgestone Libertadores de 2015.

Recorto aqui alguns trechos da matéria “This is the Story of the Fall and Rise of River” (Esta é a Estória da Queda e Ascensão do River) da renomada revista inglesa “Four Four Two”. Algumas das mudanças mais significativas foi o resgate da filosofia do clube e o estabelecimento de uma cultura e ética de trabalho.

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“Mas algo se destaca, a coisa mais importante foi filosofia. Nós voltamos às nossas origens, desde as categorias de base até a equipe principal, de respeitar o estilo que nos tornou grandes e a nossa maneira de se jogar futebol. ” (tradução nossa)

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“…River começou a desempenhar com os 3 Gs que foram uma parte importante da aproximação do clube com o seu jogo: Ganar (Ganhar), Gustar (aproveitar/divertir-se) e Golear (golear).” (tradução nossa)

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“E para o River, ser River novamente foi, sobretudo, uma vitória de caráter.” (tradução nossa)

É cada vez mais evidente a questão de estabelecer uma filosofia organizacional nas instituições esportivas. Os próprios resultados das grandes equipes de ponta nas mais diversas modalidades deixam isso ainda mais claro.


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Esses Dias na História

15 de Outubro

1996 – Criação da GloboNews, o canal de notícias do Grupo Globo

16 de Outubro

1968 – Tommie Smith e John Carlos erguem os punhos cerrados vestindo uma luva negra, durante a execução do hino dos EUA, na cerimônia de premiação dos 200m rasos nos Jogos Olímpicos da Cidade do México, em protesto aos Direitos Civis

17 de Outubro

1777 – Revolução Americana de 1776: os norte-americanos venceram a Batalha de Saratoga

18 de Outubro

1867 – A posse sobre o Alasca é oficialmente transferida do Império Russo para os Estados Unidos

19 de Outubro

1979 – Brasil, Argentina e Paraguai assinam acordo tripartite para recursos hidráulicos no trecho do Rio Paraná desde as Sete Quedas até a foz do Rio da Prata

20 de Outubro

1990 – Surgimento da MTV Brasil

21 de Outubro

1879 – Thomas Edison inventa a lâmpada elétrica incandescente

22 de Outubro

1938 – A primeira fotocópia é feita nos EUA

23 de Outubro

1940 – Nasce Edson Arantes do Nascimento, o ‘Pelé’

24 de Outubro

1669 – Fundação do Forte de São José da Barra do Rio Negro, que mais tarde se tornaria a cidade de Manaus

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