As 3 Grandes

Tudo começou na década de 1930, quando os irmãos Dassler batiam de porta em porta nos quartos dos atletas a oferecer sapatos esportivos. Foram com eles que Jesse Owens conseguiu a medalha de ouro nos Jogos de 1936, em plena Berlim de Hitler. Com o final da II Grande Guerra, os Dassler brigaram e cada um foi para um lado: um dos irmãos criou a Puma. O outro, a adidas.

Adi Dassler, fundador da adidas

A amizade com o selecionador alemão na Copa de 1954 fez com que Adi Dassler (fundador da adidas), inventasse as chuteiras com travas de rosca, que possibilitavam a prática do futebol em todo o tipo de terreno e nas mais diversas condições climáticas. Capitaneados por Fritz Walter, todos os jogadores alemães, campeões mundiais daquela Copa, usavam adidas. Nas Olimpíadas de Melbourne, em 1956, o sucesso foi o mesmo com atletas de diversas modalidades. Até aí, o dinheiro não falava tão alto. Tudo resumia-se em oferecer um par de calçados.

Pelé com chuteiras Puma na Copa de 70

É nos Jogos Olímpicos de 1960, em Roma, que a Puma entra “no jogo” e, além de oferecer sapatos, oferecia também dinheiro. Estava iniciada a guerra do sports marketing. No início apenas entre Puma e adidas. Quem não se lembra do Pelé amarrando as chuteiras antes das partidas da Copa de 70? E Beckenbauer na célebre foto com o braço enfaixado durante o jogo com a Itália, vestido de adidas?

Os planos das grandes marcas iam, certamente, para além das 4 linhas, no caso do futebol. Boa parte dos projetos de Havelange, depois de ter sido eleito presidente da FIFA, foram financiados com dinheiro da adidas, patrocinadora da entidade. Na última hora a empresa alemã, que apoiava Stanley Rous ao cargo máximo do futebol, passou a apoiar o brasileiro, que tinha os votos dos países americanos e africanos. Dizem que Horst Dassler (filho do fundador da adidas) dizia a Havelange: “ajude-me no meu negócio que eu ajudo no seu”.

O swoosh da Nike (encomendado por US$35,00) e seu famoso slogan

É nos anos 70 que a Nike entra em campo, primeiramente apenas com sapatos de corrida, copiados dos japoneses Tiger (Asics). É no fim dos anos 70 e início dos 80 que revolucionam o mercado do basquete com o Nike Air e seu garoto propaganda, Michael Jordan. Só nos anos 90 que os “Guys of Beaverton” (em alusão à Nike) investem maciçamente no desporto-rei, patrocinando seleções como a brasileira e italiana e, com o passar dos anos, se tornam a maior empresa de artigos esportivos do planeta.

Não há dúvidas de que hoje em dia estas marcas rendem grandes volumes de negócios, sejam eles em vendas, publicidade ou patrocínios. Existem também várias marcas no mercado além das supracitadas, mas as maiores cifras são da Puma, adidas e Nike. A tendência é continuar neste triângulo, visto a aquisição da Reebok pela adidas e da Umbro pela Nike e, se o “impossible is nothing” ou o “just do it” não terem cuidado, a Puma – que aposta nos mercados emergentes – pode tomar a liderança em um futuro não tão distante. Que a briga seja à vontade, desde que o esporte seja preservado.

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