“Basta, mi Fermo”*

* – já chega, vou parar

Adriano pela seleção do Brasil (GazetaWeb)

O pronunciamento de Adriano é a consequência do que se tornou a carreira de um jogador, do mercado do futebol: desmedido e desregulado.

Assim como o Estado precisa intervir na economia de um país, os organismos reguladores de cada modalidade também precisam. É o que Platini quer fazer dentro da UEFA, uma iniciativa louvável.

Em 1990 a transferência mais cara do futebol tinha sido de US$ 5 milhões. Hoje já mais nem sei, perdi as contas. O dinheiro e o glamour cada vez mais seduz jovens de origens menos favorecidas, não apenas o futebol. Jovens com 13, 14 anos deixam suas casas e seus países à procura de riqueza, fama e reconhecimento. Não que eles não tenham o direito disso, pelo contrário. Mas cabe a questão se isso realmente convém para eles. Sem dúvida que devem existir inúmeros “adrianos” que desejam encerrar as carreiras e voltarem às suas origens. Por não falar naqueles que não tiveram a coragem de tomar esta atitude e perderam-se por aí.

A circulação das riquezas dentro do futebol está desregulada e desgovernada. É necessário, para o bem da modalidade, intervir de alguma maneira. Inocente é aquele acredita que o circo da bola está imune à crise. O futebol não pode ser imaculado, como propõe Eduardo Galeano. Entretanto, como todo mercado e negócio, ele precisa ser regulado.

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