Libertário Sonhador II

A sociedade atual que se reflete no universo esportivo, nos coloca um cenário em que é cada vez mais rara a demonstração de amor, fidelidade e orgulho a um clube, uma instituição e a um país.

Milhões de dinheiro são gastos na contratação de atletas, no patrocínio aos atletas. Outros milhões são projetados em vendas, em número de telespectadores, em quantidade de bilhetes vendidos, de bebidas e comidas consumidas dentro de um estádio, pavilhão, onde houver um evento esportivo.

Os valores cada vez mais estão sendo perdidos. Levar vantagem nas situações tornou-se uma convenção. Dar-se por esperto em detrimento de outra pessoa, também.

Concordam comigo os pedagogos do desporto que, aliado à formação do atleta, está também a formação da pessoa, do caráter deste atleta. E são também cada vez mais raras as demonstrações de probidade, honradez e caráter nesse meio.

Juan Verón, a serviço dos Estudiantes de La Plata (sportsillustrated.cnn.com)

Uma das últimas demonstrações desta natureza foi a de Juan Verón, campeão da Libertadores da América em 2009. De nada adiantou correr o mundo a jogar futebol e obter sucesso. Era preciso voltar às origens e jogar no clube em que o pai foi tri-campeão da Libertadores (1968-69-70), simplesmente para honrá-lo. Não se aguentou e foi ao choro logo do final da partida. E para Verón certamente não há dinheiro, clube ou patrocínio no planeta que pague por essa conquista.

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