A Rainha

Ano passado havia escrito alguns textos sobre qual seria a cidade que receberia os Jogos Olímpicos de 2016. Pois bem, ela foi escolhida sexta-feira passada: o Rio de Janeiro. No início vi esta inciativa do Rio de Janeiro com desconfiança. Depois pensei ser mais difícil a escolha do Rio pelo facto do peso político dos EUA, de Obama e sua cidade, Chicago.

Minha opinião começou a mudar em Março de 2008, quando participei de um curso de Marketing Esportivo na Universidade de Salamanca, Espanha. Lá tive uma “aula” com um dos coordenadores da Campanha de Madrid 2016. Procurei por aqui mas não me lembrei do nome desta pessoa, infelizmente. Naquela altura ele já considerava o Rio como o principal adversário de Madrid e que para isso a candidatura espanhola havia criado um comitê de Relações Internacionais justamente para conquistar mais votos. Fiquei lá por mais de 3 horas a ouvir a “aula” desse senhor. Mais de 3 horas a ouvir falarem mal do meu País. Colapso urbano. Corrupção. Saúde, segurança e vários outros temas a respeito do Brasil, levantados por pessoas que sequer conheciam o meu País. Depois da “aula” dele, fiz 5 perguntas. Ele não soube responder 3 delas e lembro-me do embaraço causado quando fiz essas perguntas. Acredito que ele não esperava ver um Brazuca infiltrado naquele anfiteatro. Senti-me o agente secreto.

Jacques Rogge, presidente do COI (topnews.in)

Meses mais tarde encontro-me com o grande Professor Dr. Gustavo Pires, da Faculdade de Motricidade Humana, em Lisboa. Uma das maiores autoridades mundiais em Estudos Olímpicos. Perguntei a ele o que achava da candidatura do Rio de Janeiro e da de Madrid. Vale dizer que Madrid julgava-se “herdeira” da vaga para 2016 por estar em uma sequência:

2008: China, país do idioma mais falado no mundo (mandarim) e Pequim como o centro da cultura Chinesa;

2012: Inglaterra, país do 2º idioma mais falado no mundo (inglês) e Londres o centro da cultura Anglo-Saxã;

2016: Espanha, país do 3º idioma mais falado no planeta (castelhano) e Madrid o centro da cultura Hispânica.

O Professor Gustavo Pires olhou-me e sem deixar prosseguir com a minha pergunta, respondeu-me em seu bom português:

– Ó, Virgílio, vai dar Rio de Janeiro, pá!

Depois desta fala, muito bem argumentou a sua opinião, baseada principalmente no que foi discursado por Henrique Meirelles, Presidente do Banco Central do Brasil. Pois bem, se é o Professor Gustavo Pires que vislumbra os Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro, eu não vou contestá-lo. Acabei por ir na onda dele, mas que a principal adversária já não seria Madrid, mas sim Chicago.

E  por fim São Sebastião do Rio de Janeiro foi eleita a Rainha dentre as 4 cidades finalistas. Não tenho dúvidas de que o povos Carioca e Fluminense organizarão os maiores Jogos Olímpicos da História.

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