Adiantados

Não sei se é porque estou envolvido nisso, mas a todo tempo se fala de futebol. Seja pelos campeonatos locais, pelos estrangeiros, pela seleção nacional, pelos estádios, pela Copa de 2010, pela de 2014 e pelas futuras. É todo o mundo envolvido nisso. Exatamente, o mundo inteiro, de um extremo a outro.

A Austrália já lançou-se na candidatura em abrigar o Mundial FIFA 2018. Se não conseguir, a de 2022 também está pronta. Sem problemas, eles já receberam dois Jogos Olímpicos (1956 e 2000), mundiais de Rugby, dentre outros eventos. Know-how e estrutura, os australianos têm.

Logo da candidatura qatari (qanol.net)

O Qatar corre para ser sede. A partida Brasil x Inglaterra, dia 14/11 foi para promover o país. Prometem estádios subterrâneos, climatizados, com muito alto nível. Nada que o dinheiro vindo do petróleo não pague. Aliás, o petróleo está no fim, por isso os qataris investem em serviços, assim como o Bahrein e os Emirados Árabes Unidos. O Qatar é o menor país na disputa: 2 mil km² e cerca de 600 mil habitantes (a população de Ribeirão Preto).

A Rússia é outro país, cuja canidatura é financiada também pelo petróleo e pelo gás natural. Uma Copa do Mundo romperia em definitivo as lembranças da era socialista (1917-1991) e aproximaria aquele país do mundo do futebol, cuja seleção tem estado muito ausente das competições internacionais. Do futebol russo, sabemos apenas dos clubes: CSKA, Zenit, Spartak. Da seleção, uns ou outros. Ah, é claro: lembramo-nos sempre de Yashin, falecido no início da década de 1990.

Holanda e Bélgica lançaram uma candidatura conjunta. Os dois já foram sede do Europeu de Seleções em 2000. E tiveram êxito. Cultura desportiva eles têm, bem como condições de receberem um Mundial FIFA. Mas a concorrência é grande: Inglaterra. Os ingleses também estão nessa. Pode parecer que não tenho argumentos, mas essa candidatura dispensa comentários. O futebol moderno foi ali desenvolvido e dali difundido para o mundo todo. Ademais, contam com estádios funcionais e o 2º campeonato mais rico do mundo.

Logo da candidatura belgo-batava (the-bid.com)

Portugal e Espanha, pois bem! Os dois países Ibéricos unem esforços para receberem o Mundial FIFA 2018. O futebol espanhol de clubes é referência no planeta, devido em grande parte aos estrangeiros que por lá jogam. Portugal tem o know-how de um Europeu (2004), além de revelar excelentes jogadores. Se comparássemos o palmarés no futebol em relação ao número de habitantes do país, Portugal estaria em primeiro: 4 Ligas dos Campeões, 2 Mundiais de Clubes, semi-finalista em 2 dos apenas 4 Mundiais FIFA disputados; semi-finalista e vice-campeão em 2 Europeus nos apenas 5 jogados. Tudo isso com apenas 10 milhões de habitantes.

Atravessamos o Oceano e chegamos à América. Yeah, man, os EUA também estão no páreo. Em termos de infra-estrutura, é o país mais bem preparado e pelos vistos estão a fazer de tudo para arrebatarem o Mundial. A MLS (Major League Soccer, a liga de futebol de lá) se expande a cada dia e é cada vez mais comum encontrarmos camisas de clubes estadunidenses nas lojas. Vale lembrar que eles foram vice-campeões da Copa das Confederações deste ano. Outra coisa: Obama é fã de futebol. Não garante a Copa, como não garantiu as Olimpíadas para Chicago. Mas gosta, e isso leva a crer que comprará a briga.

Logo da candidatura inglesa (www.arsenal.com)

Para 2030, Argentina e Uruguai preparam a candidatura*.

É o mundo todo envolvido, concentrado em um esférico que vale milhões em rendimento, em infra-estrutura, em empregos.

Fica aqui o meu favorito. Não é o meu predileto, mas aquele país que acho que será a sede do Mundial FIFA 2018: a Austrália, em nome do desenvolvimento do futebol naquela parte do planeta e do preenchimento de todos os continentes. Afinal, depois de 2010 só faltará a Oceania para receber uma Copa do Mundo. Basta a FIFA enxergar isso.

*- http://www.mundialuruguay2030.com/

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