A Turbulência usa Turbante

Cancelaram o GP do Bahrein. Muitos dizem que é um sinal de alívio para a Fórmula 1, diante da instabilidade política por que passam uns Países do mundo Árabe. Tunísia, Egito, Iêmen, Bahrein inclusive, e até a Líbia passam por momentos delicados. Estão preocupados com o Bahrein! Não convém.

Oras, Tunísia, Egito, Líbia, Iêmen não são tão ricos quanto o Bahrein. Não são tão pequenos quanto o Bahrein, em área e número de habitantes. Não se dão ao luxo de não cobrarem impostos da população, com faz o governo Barenita. Oras, o regime daquele País, em função destes fatores, tem muito maior poder de manipulação do que outros Países, muito mais pobres e autoritários. Sem uma prestação de serviços adequada e pobreza que se destaca, é óbvio que estarão insatisfeitos, o suficiente para causar uma revolta popular.

Enfim, a Fórmula 1 e seus eventos são alheios a isso. Movimentos populares desta natureza não vão alcançar o “circo” da F1. Este é um evento global, com interesses locais, nacionais, regionais e mundiais. O evento respeita o calendário e tradições da Sociedade local, portanto, estão por fazer tempestade em copo d’água, ao dizerem que a turbulência deste momento veste turbante, afinal pode colocar em risco pilotos, equipes e fãs. Para os habitantes destes Países, a ameaça não é externa, mas sim interna.

A turbulência não usa turbante. A turbulência é o despotismo, a indiferença e o autoritarismo.

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