O “Super Bowl”

Foto da Final do Super Bowl de 2007, entre Indianapolis Colts e Chicago Bears

Já dizia um antigo professor que não gostava de americanos: “…reconheço que eles sabem fazer música…”. A esta frase, acrescento que sabem também fazer espetáculos, espetáculos esportivos, mais precisamente.

Hoje é dia do Super Bowl, a final do campeonato de futebol americano. Os EUA param para ver este jogo. É o maior evento esportivo no planeta de apenas um dia, que acontece todos os anos. Segundos na televisão que valem centenas de milhões de dólares. Bilhetes com preços altíssimos. Empresas que gastam outros milhões nos atletas que estarão presentes. Fora a quantia gasta pelos torcedores, presentes ou não no estádio, em produtos licenciados das equipes, comida, estacionamento, cerveja, hotéis, passagens de avião, enfim, tudo isso inserido na grandeza e potencial do mercado consumidor estadunidense.

Um evento recheado de inúmeros outros. Para que se tenha uma idéia, os Rolling Stones fizeram uma apresentação no intervalo do Super Bowl de 2006. Tina Turner cantou o hino nacional antes dessa decisão, há alguns anos. Como é ano de eleições presidenciais, certamente os que disputam a corrida à Casa Branca de alguma forma estarão presentes, in loco, ou por breves comentários desta partida. Para os puritanos, é impossível fazer uma analogia deste jogo com a final de uma Copa do Mundo. Sem dúvida alguma que uma final de Copa pára o mundo inteiro, enquanto a decisão do futebol americano é capaz de fazer isso em apenas um país. Em contrapartida, o Super Bowl está ao alcance de toda uma nação, seja através do idioma, dos costumes e de um american-way-of-sport, baseado no espetáculo e no consumo. Muito diferente de uma final de Copa do Mundo, quando a presença dos torcedores é limitada pela territorialidade, não existem eventos paralelos, é pouco promovida e acontece apenas de quatro em quatro anos.

O futebol americano a cada ano supera as suas receitas com as transmissões de TV, patrocínios e vendas de produtos licenciados. Isso é capaz de gerar milhões de empregos diretos e indiretos. O que for feito com esta finalidade, no futebol que a gente conhece (o que é jogado em todo o mundo), será bem-vindo e para isso o jogo não precisa perder a sua essência, como os que temem que ele se tornaria muito “comercial”. O bom senso basta. É preciso ter em mente que, nos dias de hoje, sem patrocínios e anunciantes, o esporte fica inviável.

1 Response to “O “Super Bowl””


  1. 1 Delfino 06/02/2008 às 7:08 pm

    Realmente Vir, é um evento gigantesco, onde o maior interesse por trás de tudo é o consumo.

    Que bom seria que esse consumo fosse sustentado. Infelizmente os milhares ou milhões de dólares gastos em torno desse evento serão financiados em cartões de créditos pelos pobres consumidores capitalistas estadunidenses.

    No final de 2007 a dívida em cartões de crédito de cada americano já ultrapassava US$ 7 mil, sempre sendo refinanciada.

    Enquanto esse espetáculo é exibido triunfalmente e cheio de ostentação, a recessão bate à porta dos ianques.

    Abraços.


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