Sinta-se em Casa!

Jogos Olímpicos, Copa do Mundo, Mundiais de diversas modalidades, torneios continentais, nacionais ou mesmo regionais. Muitas cidades querem receber eventos esportivos. Algumas concorrem, poucas podem, outras poucas que podem nem concorrem, muito poucas conseguem.

Certamente receber grandes eventos esportivos exigem muito das finanças públicas e quem acaba por arcar com estes gastos é a população, quer seja da cidade, quer seja do país. Para todos os gastos e investimentos, é necessário planejamento.

Por exemplo, dizem que o grande problema do Brasil para o Mundial FIFA 2014, Copa FIFA das Confederações 2013 e Jogos Olímpicos 2016 são os aeroportos. É um item que tem se mostrado bastante sensível nos últimos anos. Entretanto, um aeroporto não deve ser pensado apenas em termos de volume de passageiros. Os eventos vêm para o País, sem dúvida, mas eles acabam. Quando acabam, estes passageiros não voltam na mesma proporção. É por isso que é preciso pensar no aeroporto como sendo um porto seco, com o intuito de gerar rendimentos não somente a partir da movimentação de viajantes. O aeroporto de Confins, em Belo Horizonte, ilustra esta situação.

A fim de mobilizar a população local, a iniciativa pública deve trabalhar dois grandes conceitos: mobilizar, mexer com o orgulho local e explorar as oportunidades econômicas advindas do grande evento. Trabalhar com o orgulho local é mostrar ao próprio habitante, ao país e ao mundo o legado da cidade; os valores que ela preserva, suas conquistas e vanguarda. Explorar o potencial econômico é deixar claro aos cidadãos que apesar de serem feitos muitos gastos, eles atrairão muito mais recursos.

Obviamente tudo isso deve ser feito com planejamento e responsabilidade, para que a cidade possa manter todo o investimento público realizado.

Estádio Moses Mabhida, em Durban, na África do Sul. Construído ao lado da linha férrea: exemplo de mobilidade urbana! (brillianttrrips.com)

Factores que devem ser prioridades à cidade, ao receberem grandes eventos desportivos – também não precisam sê-los: segurança, proteção, bem-estar, educação, limpeza, asseio, mobilidade urbana e, claro, planejamento em todas estas áreas. Assim profissionais e turistas poderão se sentir em casa. Um grande evento esportivo é um legado à cidade e ao País. Angola provavelmente não pensou nisso ao receber a Orange CAN’2010. Mas este é tema para outro texto.

Ver longe, já dizia Coubertin.

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