Além Fronteiras

Novos mercados. É isso que quer o esporte brasileiro, em especial o futebol. Estrangeiros que consumam o futebol nacional para além da seleção brasileira. Não é verdade que a CBF não queira que os clubes procurem por novas oportunidades fora do país. Ela não tem nada a perder com isso, pelo contrário.

Internacionalizar uma marca esportiva, que é um clube de futebol, ou uma modalidade, ou uma liga, não é contratar um jogador de São Tomé e Príncipe, outro do Sri Lanka, ou um da Etiópia. Quantos seriam os tomeenses, cingaleses ou etíopes que assistiriam os jogos do Campeonato Brasileiro, ou comprariam as camisas oficiais da equipe? Nenhuma.

A internacionalização da marca esportiva deve seguir, por exemplo, as diretrizes da Política Externa Brasileira. Saber onde e como o Brasil mais atua, quem são seus principais parceiros e quais poderão ser, para, com a ajuda da diplomacia construir uma base sólida para a marca esportiva a fim de obter uma relação duradoura. O futebol brasileiro poderia fazer melhor isso. A indústria da moda faz muito bem, a Osklen é exemplo. Além disso, é muito comum vermos chinelos, camisetas e blusas com bandeiras do Brasil, vestindo todas as nacionalidades.

Atualmente as marcas esportivas consideradas internacionais (Barcelona, NFL, NBA, Real Madrid, Chelsea) colhem os frutos plantados em um primeiro momento pelas políticas externas de seus países de origem: o colonialismo espanhol, o Império Britânico e a expansão estadunidense (“big stick”). Quando forem contratar alguém de algum país, para chamar a atenção, considere 4 fatores:

– Adesão dos nacionais daquele país pela modalidade em questão

– Tamanho do mercado consumidor

– Poder de consumo

– Historial de relacionamento com o Brasil

Que chamem um árabe, um coreano, um russo ou um mexicano. Para tudo isso é preciso planejamento e conhecimento, ter uma base bem feita para poder trabalhar livremente. Saber, antes de tudo, onde se quer chegar. Não basta apenas contratar gringos e assinar contratos com marcas mundiais. Elas ajudam, mas não mantêm.

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1994 – O governo de Angola (MPLA) e os rebeldes (UNITA) assinam o protocolo de Lusaka, no Zâmbia, e colocam fim a 19 anos de Guerra Civil

21 de Novembro

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