Confederativas

Estamos em meio à Copa das Confederações, por isso tomamos como exemplo o futebol. Mas podemos levar isso para o esporte em geral.

Dizem que o futebol interrompe guerras, que o Pelé foi responsável por um cessar-fogo. Ora, concordaram em interromper um conflito para que houvesse o jogo. Ou o Santos jogaria ao colocar seus jogadores em risco? Rússia e Geórgia estavam ainda em guerra quando estabaleceu-se uma trégua para que as duas seleções pudessem disputar partida válida para o apuramento ao Mundial de Rugby de 2011, pelos mesmos motivos.

Blatter sugere que a bola é maior que estas manifestações pelo Brasil. Parreira afirma que as manifestações usam o futebol como plataforma de divulgação. Uia, agora é o contrário! É comum o esporte ser usado para a promoção de grupos e interesses políticos. Jogos Olímpicos e a Guerra Fria, o regime de Franco e o Real Madrid; seleção portuguesa da copa de 1966 e governo de Salazar, em Portugal. Agora o feitiço se volta contra o lado que costuma ser o ‘feiticeiro’.

O motivo das manifestações não é apenas a questão dos 20 centavos, mas sim por toda falta de bom senso, dos abusos e absurdos, da falta de educação; da impunidade, da ausência do respeito ao próximo e aos mais velhos; do favorecimento de uma parte, em prejuízo da outra.

Assim como as manifestações podem mudar o destino de um povo, o esporte, a serviço de todos, também.

Em tempo: o papel social de atletas no alto-rendimento é muito grande para eles se omitirem sobre o que se passa no dia-a-dia. A sociedade dá muito reconhecimento, mas também cobra posicionamento. ‘Entocar’ os jogadores do Brasil que atuam nessa Copa FIFA das Confederações não será nem um pouco saudável, quer seja para cada atleta, quer seja para o plantel como um todo. George Weah e Manny Pacquiao foram canidatos à presidência de seus respectivos países, Libéria e Filipinas.

 

1 Response to “Confederativas”


  1. 1 AGREOF 22/06/2013 às 12:18 am

    Muito boa a comparação!! O esporte deveria ser considerado mais uma ferramenta de ensino, um instrumento para moldar o caráter do cidadão para a sociedade, um apêndice da filosofia. Não ser usado como massa de manobra para o fortalecimento de políticas partidárias, deveria ser componente de política publica séria, com objetivos na formação e saúde humana!


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