Sugestão de frase para o ônibus/autocarro da Seleção Brasileira:
“Proibido aves”.
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Já diz o Prof Dr Gustavo Pires, da Faculdade de Motricidade Humana: “Infelizmente, em desporto, muitas vezes são os resultados que dão origem aos projetos e não os projetos que dão origem aos resultados.”
O que tem acontecido ao Rugby Brasileiro encaixa-se nestas poucas vezes (e não nas muitas) a que o Professor se refere. Nos dois primeiros jogos da Seleção Brasileira no Campeonato Sul-Americano que está acontecendo no Chile, o Brasil foi derrotado por 26 a 10 e 31 a 08 para Uruguai e Chile, respectivamente. No mesmo torneio, no ano passado, o Brasil perdera por 71-03 e 79-03 para as mesmas seleções.
Desempenho 2009: 150 pontos sofridos; 6 pontos marcados
Desempenho 2010: 57 pontos sofridos; 18 pontos marcados
O Brasil diminuiu em aproximadamente 3x o número de pontos sofridos, quase 100 pontos; aumentou em 3x o número de pontos marcados.
Estes números representam um resultado, claro. Na verdade, o resultado de um projeto que ainda terá muito pela frente, para fazer o Rugby grande no Brasil.
Muito se fala em como no Brasil a imprensa ignora os “naming rights”, seja ele na cultura ou no esporte. Se a empresa quer ter o seu nome falado, tem que fazer um anúncio na mídia. Em vez de o veículo procurar o anunciante, por conta disso é o anunciante que procura o veículo.
O Banco Santander patrocina a Copa Santander Libertadores, mas muitos meios de comunicação no Brasil não dizem o nome completo do torneio, justamente por não divulgarem suas marcas em seus meios. Dessa maneira as empresas começaram a agir e trabalhar com a ativação do patrocínio, para o nome poder ser dito pelos meios de comunicação.
Exemplo disso é o diário Lance! de hoje, que conta com um anúncio do Banco Santander, como o da foto acima. Também já tomaram semelhante iniciativa no Canal Bandsports.
Tudo isso demanda um grande investimento, certamente. Entretanto a posição e reconhecimento da marca vão se tornar maiores.
Faltou apenas Dunga chamar Douglas Richard, do XV. O Brasil teria mais chances com ele.
Dunga, leva o Douglas Richard!!! http://bit.ly/dBy2I2
este é o 200º post neste blog
Ontem durante o 1º jogo do Corinthians no Campeonato Brasileiro alguns adeptos abriram uma faixa com os dizeres: “Cadê planejamento?”, por motivos mais ou menos óbvios: eliminação da Copa Santander Libertadores.
Ora, o planejamento no Corinthians começou no 1º dia da gestão de Andrés Sanchez. Por pouquíssimas vezes no clube viu-se um trabalho tão meticuloso, objetivo e cauteloso. Primeiro, contratou-se um treinador com o perfil esperado; depois montou-se o elenco; em terceiro lugar trabalhou-se o potencial da imagem do clube. Os resultados começaram a aparecer em campo: Campeonato Paulista e Copa Kia do Brasil 2009. Os resultados financeiros viriam depois. Chega 2010 e a equipe é precocemente eliminada da Copa Santander Libertadores, por uma fração de segundos e algumas tranças nos cabelos.
Aos torcedores que abriram aquela faixa: houve sim planejamento, que tem sido bem executado e terá sequência. Futebol é paixão e lidar com isso é um desafio para os gestores do esporte, afinal nele infelizmente (já dizia o Prof. Gustavo Pires), são os resultados que dão origem aos projetos e não os projetos que originam os resultados.
Estou lá no twitter! Confiram: http://twitter.com/vn97
Dia 12 de Junho, quando Inglaterra e EUA enfrentarem-se em Rustemburgo, não será apenas um jogo entre a ex-Metrópole e a ex-Colônia, mas sim de um jogo de “football” contra o de “soccer”. Um jogo carregado de estereótipos e preconceitos.
A Inglaterra vê o futebol nos EUA da mesma maneira que os EUA veem o beisebol na Inglaterra. John Harkes, foi o primeiro futebolista estadunidense a jogar como profissional na Inglaterra no início dos anos 1990. A torcida dirigia-se a ele: “Ei, Ianque: volta pra tua terra e jogar aquele estúpido futebol americano”. De lá pra cá muita coisa mudou depois da zebra da Copa de 1950, quando a Inglaterra perdeu para os EUA no estádio Independência, em Belo Horizonte: Dempsey é ídolo no Fulham (finalista da Liga Europa); Brad Friedel e Kasey Keller são dois dos melhores goleiros da Liga Inglesa Barclays. Cada vez mais os Ianques são cotados para atuarem na Inglaterra. O atrativo: profissionalismo. O estadunidense não diz: “não posso”. O estadunidense diz: “por que eu não posso?”. E ele acaba fazendo.
Muito do conceito que os ingleses possuem do futebol nos Estados Unidos pode ser visto no filme “Hooligans” (“Green Street Hooligans”), de 2005, em que são levantados os estereótipos dos estadunidenses, criados pela sociedade inglesa em geral.
Ademais, há também a maneira com que os Estados Unidos enxergam o desporto: eles não possuem uma tradição clubística, as equipes são empresas, franquias, não são clubes. Na Inglaterra, o clube é uma empresa, entretanto centenária, “umbilicalmente” vinculada a uma cidade ou região, sem exceção.
Independentemente de estereótipos, conceitos e preconceitos, será um grande jogo, do futebol mais rico e mediático do planeta contra o que mais tem se desenvolvido em aproximadamente duas décadas.
Assim segue o futebol no Brasil e sua falta de profissionalismo: obras para o Mundial FIFA 2014 atrasadas (J Valcke, SG da FIFA) e jogador urinando durante treino do clube mais popular do Brasil.
Os recentes acontecimentos na Grécia deixam claro que quando um governo gasta mais do que arrecada, a economia entra em crise.
Aquele País tem como forte o setor de serviços, mais especificamente o turismo. Possui indústrias, claro, mas que atendem o mercado local. Nunca foi um potencial exportador de tecnologias, tampouco grande investidor em pesquisa e desenvolvimento.
A questão deste texto não é apontar responsáveis pela crise grega, mas levantar a discussão que os gregos estão a pagar também pelos gastos na organização dos Jogos Olímpicos de Atenas, em 2004. Naquela ocasião, não foram investidores privados que financiaram as obras, mas sim o próprio Poder Público local. Ora, uma hora ou outra a conta disso tudo ia chegar. Chegou e estamos a ver as consequências.
O Brasil atrasadamente tem pela frente os 2 maiores eventos esportivos do mundo e é bom que as autoridades não sigam o exemplo grego.

