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Dunga, leva o Douglas Richard!!! http://bit.ly/dBy2I2

Projetos, Resultados e Vice-Versa

este é o 200º post neste blog

Ontem durante o 1º jogo do Corinthians no Campeonato Brasileiro alguns adeptos abriram uma faixa com os dizeres: “Cadê planejamento?”, por motivos mais ou menos óbvios: eliminação da Copa Santander Libertadores.

Ora, o planejamento no Corinthians começou no 1º dia da gestão de Andrés Sanchez. Por pouquíssimas vezes no clube viu-se um trabalho tão meticuloso, objetivo e cauteloso. Primeiro, contratou-se um treinador com o perfil esperado; depois montou-se o elenco; em terceiro lugar trabalhou-se o potencial da imagem do clube. Os resultados começaram a aparecer em campo: Campeonato Paulista e Copa Kia do Brasil 2009. Os resultados financeiros viriam depois. Chega 2010 e a equipe é precocemente eliminada da Copa Santander Libertadores, por uma fração de segundos e algumas tranças nos cabelos.

Aos torcedores que abriram aquela faixa: houve sim planejamento, que tem sido bem executado e terá sequência. Futebol é paixão e lidar com isso é um desafio para os gestores do esporte, afinal nele infelizmente (já dizia o Prof. Gustavo Pires), são os resultados que dão origem aos projetos e não os projetos que originam os resultados.

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Soccer para Inglês Ver

Dia 12 de Junho, quando Inglaterra e EUA enfrentarem-se em Rustemburgo, não será apenas um jogo entre a ex-Metrópole e a ex-Colônia, mas sim de um jogo de “football” contra o de “soccer”. Um jogo carregado de estereótipos e preconceitos.

A Inglaterra vê o futebol nos EUA da mesma maneira que os EUA veem o beisebol na Inglaterra. John Harkes, foi o primeiro futebolista estadunidense a jogar como profissional na Inglaterra no início dos anos 1990. A torcida dirigia-se a ele: “Ei, Ianque: volta pra tua terra e jogar aquele estúpido futebol americano”. De lá pra cá muita coisa mudou depois da zebra da Copa de 1950, quando a Inglaterra perdeu para os EUA no estádio Independência, em Belo Horizonte: Dempsey é ídolo no Fulham (finalista da Liga Europa); Brad Friedel e Kasey Keller são dois dos melhores goleiros da Liga Inglesa Barclays. Cada vez mais os Ianques são cotados para atuarem na Inglaterra. O atrativo: profissionalismo. O estadunidense não diz: “não posso”. O estadunidense diz: “por que eu não posso?”. E ele acaba fazendo. 

Muito do conceito que os ingleses possuem do futebol nos Estados Unidos pode ser visto no filme “Hooligans” (“Green Street Hooligans”), de 2005, em que são levantados os estereótipos dos estadunidenses, criados pela sociedade inglesa em geral.

Torcedores do Liverpool contra a gestão do clube, executada por Estadunidenses (Tim Hales/AP)
Torcedores do Liverpool contra a gestão do clube, executada por Estadunidenses (Tim Hales/AP)

Ademais, há também a maneira com que os Estados Unidos enxergam o desporto: eles não possuem uma tradição clubística, as equipes são empresas, franquias, não são clubes. Na Inglaterra, o clube é uma empresa, entretanto centenária, “umbilicalmente” vinculada a uma cidade ou região, sem exceção.

Independentemente de estereótipos, conceitos e preconceitos, será um grande jogo, do futebol mais rico e mediático do planeta contra o que mais tem se desenvolvido em aproximadamente duas décadas.

Assim segue o futebol no Brasil e sua falta de profissionalismo: obras para o Mundial FIFA 2014 atrasadas (J Valcke, SG da FIFA) e jogador urinando durante treino do clube mais popular do Brasil.

Prosa Grega

Os recentes acontecimentos na Grécia deixam claro que quando um governo gasta mais do que arrecada, a economia entra em crise.

Aquele País tem como forte o setor de serviços, mais especificamente o turismo. Possui indústrias, claro, mas que atendem o mercado local. Nunca foi um potencial exportador de tecnologias, tampouco grande investidor em pesquisa e desenvolvimento.

A questão deste texto não é apontar responsáveis pela crise grega, mas levantar a discussão que os gregos estão a pagar também pelos gastos na organização dos Jogos Olímpicos de Atenas, em 2004. Naquela ocasião, não foram investidores privados que financiaram as obras, mas sim o próprio Poder Público local. Ora, uma hora ou outra a conta disso tudo ia chegar. Chegou e estamos a ver as consequências.

O Brasil atrasadamente tem pela frente os 2 maiores eventos esportivos do mundo e é bom que as autoridades não sigam o exemplo grego.

O Brasil foi anunciado sede do Mundial FIFA 2014 em 30 de Outubro de 2007 (aniversário do Maradona e data da fundação do BH Rugby). Era para terem feito já alguma coisa. Sobram falatórios, seminários, abraços, apertos-de-mão e politicagem! Faltam iniciativas, planejamento e ação.

Espetáculo Esportivo

Muito bem organizada a festa da final do Campeonato Paulista de 2010, diferentemente do ano passado. Foi mesmo um êxito, apesar da imensidade de pessoas envolvidas nisso tudo. Era impressionante: com exceção dos jornalistas, eram cerca de 100 pessoas em volta do campo de jogo.

Fora isso, o que chamou minha atenção foi a execução do Hino Nacional por uma Orquestra Sinfônica. A Orquestra é sensacional e – apesar de não entender de música – fez excelentes arranjos. Entretanto os espectadores, que mal sabem entoar a Canção Pátria, perderam-se nos retoques dados ao Hino pela Orquestra. Resultado: ninguém cantou.

Pacaembu na final do Paulista'2010: Santos x Santo André

Pacaembu na final do Paulista'2010: Santos x Santo André

Se a intenção dos responsáveis é o de cultivar o civismo através da execução do Hino Nacional, que façam isso de uma maneira apropriada, que aproxime-o da população e não o torne mais distante. Infelizmente uma Orquestra Sinfônica está distante da maioria do público que frequenta o futebol, público este que não vai entender os arranjos e retoques de uma Orquestra Sinfônica.

Mais valia o uso de um CD com o Hino: mais rápido, mais barato e eficiente.

Cech fez escola no futebol: Chivu com Rugby Cap nas semifinais da UCL!

É Muita Copa

Sinal dos tempos. Com o passar os anos e o avanço da tecnologia nas comunicações e o desenvolvimento da indústria esportiva, os investidores estão dando mais conta que o esporte aproxima as suas marcas do público e – mesmo que aos poucos – demonstram interesse em aplicar seus recursos neste setor.

Diariamente somos bombardeados por Copa do Mundo. “Promoção da Copa”; “Poupança da Copa”; “TV com garantia após a Copa 2014”; “Plano de saúde da Copa”; “Fórum de Futebol”; “Revista Copa”, são exemplos de iniciativas. “Empresa X patrocina equipe Y em busca de olho na Copa”; “Construtora Z arca com reforma do estádio “Relvado Sagrado” de olho nos Jogos Olímpicos”; “Empresa W investe em esporte de olho em seu nicho”. Esses são exemplos de investimentos no esporte que estão sendo verificados.

Entretanto cabe saber onde e em que serão feitos estes investimentos e quem fará a gestão destes investimentos. Muitos investidores desistiram devido à má impressão que antigos “gestores esportivos” causaram. Está mais que na hora de mudar, para o bem dos atletas e para o bem do País.


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