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Trinta Mil

Olá a todos!
Hoje o blog atingiu a marca de 30.000 visitas. Desde que foi colocado no ar, passaram-se já 893 dias, o que representa uma média de 33,6 visualizações/dia. Número quase 7x maior que a média esperada (5/dia). Obrigado!

Cevadada

Se cerveja fosse o problema, o futebol alemão seria uma merda!

Paradinhas

Cobrança de uma penalidade máxima: a bola é chutada a uma determinada distância da meta, pelo jogador de uma equipe que sofreu a infração. Durante a cobrança, a não ser pelas agressões verbais, não há demonstração de oposição por parte da equipe adversária. No lado oposto permanece o goleiro (guarda-redes) da equipe que cometeu a infração e que deve ficar posicionado sobre a linha que demarca o gol, a fazer movimentos laterais ou para trás, nada para frente. Pois bem.

Para o goleiro só há uma alternativa de evitar o gol: defender a cobrança.

“Paradinha”: segundos antes de executar o chute da penalidade máxima, o jogador para repentinamente o movimento, mantendo a perna no ar ou no solo, com o corpo encurvado ou não. O goleiro, por sua vez, ao observar o movimento do jogador, também executa o seu e acaba por saltar. Da mesma maneira que o chutador interrompe o movimento, o goleiro não tem como interromper o seu. O salto é frustrado. Quando o batedor resolve completar o chute, o goleiro já está vencido no solo, para o lado em que pulou, enquanto a bola beija a rede no outro canto.

Paradinha durante uma cobrança de penalidade máxima (estadao.com.br)

Paradinha durante uma cobrança de penalidade máxima (estadao.com.br)

O jogador engana o goleiro. Comete uma trapaça. Friamente, as trapaças não são bem vindas. Se o propósito do futebol é também a educação e difusão dos valores pelo esporte, então que o façam sem trapaças. E absurdamente há pessoas que defendem. Trapaça é enganação, é a contramão da evolução, do desenvolvimento. É levar vantagem da situação, coisas de um país subdesenvolvido – não digo que em outros países isso não exista, pode até existir, mas bem menos evidente. Trapaça não é valor algum para ensinar a juventude de um País que quer crescer. Dá uma paradinha pra pensar.

PS: Escrevo este post-scriptum mais ou menos 7 horas depois de haver escrito o texto. Certamente surgirá um comentário a dizer que driblar é enganar. Entretanto a situação do jogo é diferente, os dois jogadores em questão possuem a mesma vantagem competitiva. Diferentemente de uma penalidade máxima. Se vale o jogador cometer a paradinha, vale então o goleiro avançar.

“Football Money League”, Deloitte, 2010

Vá em “Utilidade Pública” e saiba quais são os 20 clubes mais ricos do planeta, de acordo com a Deloitte, através do relatório “Football Money League”.

Bridge, Terry e o Profissionalismo

Muitos de vocês devem saber do escândalo. Terry, futebolista do Chelsea, capitão da Inglaterra, casado, teve um caso com a esposa – à altura – do também jogador do Manchester City FC e da selecção inglesa, Bridge.

Quando Bridge soube disso, divorciou-se e recentemente pediu o seu afastamento da equipe inglesa. Obviamente o ambiente de trabalho na selecção nacional seria prejudicado com a presença dos dois. Consciente de ter menos carisma, palmarés e popularidade, Bridge recusou, portanto, a sua participação no Mundial FIFA de junho próximo, na África do Sul. Tudo isso em nome da Inglaterra. Atitude correta. Extremo profissionalismo.

Ontem Chelsea e Manchester City se enfrentaram pela Liga Inglesa Barclays. Bridge à entrada não cumprimentou Terry e o seu clube venceu por 4 a 2, mesmo fora-de-casa. Aqui salientamos o profissionalismo e o jogo limpo. Entretanto, cumprimentá-lo, depois do que houve, seria demais: Bridge já demonstrou profissionalismo e jogo limpo ao afastar-se da selecção nacional e haver atuado com fair-play na vitória do Man City, ontem.

Bridge e Terry pela selecção inglesa, antes do escândalo (thetimes.co.uk)

Bridge e Terry pela selecção inglesa, antes do escândalo (thetimes.co.uk)

Tão inconveniente quanto o adultério, foi o jornal “Daily Mail”, diante de todo este escândalo que envolveu Bridge, tê-lo chamado de “fraco”. Logo, pelos vistos, segundo a consideração deste jornal, cometer adultério, ser desonesto e imoral, é ser “forte”.

Não, isso não. Nem aqui, nem na Inglaterra e nem na China.

Fidel Castro é Nike

Antigo mandatário cubano rompeu com a adidas e assinou pela Nike. O anúncio foi feito ontem (24 Fev) durante a visita do Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva à capital, Havana.

Presidente do Brasil e ex-Presidente de Cuba durante encontro em Havana. Fidel já posa com equipamentos da multinacional estadunidense (redebomdia.com.br)

Presidente do Brasil e ex-Presidente de Cuba durante encontro em Havana. Fidel já posa com equipamentos da multinacional estadunidense (redebomdia.com.br)

Anos antes, Fidel Castro aparecia nas fotos com roupas da adidas, fornecedora do Comitê Olímpico Cubano.

Fidel Castro e Luiz Inácio Lula da Silva, em Havana (granma.cu)

Fidel Castro e Luiz Inácio Lula da Silva, em Havana (granma.cu)

É claro que o título deste texto não passa de uma brincadeira. Mas acredito ser a primeira vez que a figura principal da Revolução Cubana de 1959 usa artigos da empresa estadunidense, que há décadas lidera um embargo econômico à ilha. Ademais, os irmãos Castro (Fidel e Raul, que ocupa a presidência) promovem em sua ilha uma propaganda ideológica contra um imperialismo por parte dos Estados Unidos, terra natal da Nike.

Talvez Fidel Castro, em fim de vida, esteja a rever seus conceitos.

Madiba, Invictus e os Patrocinadores

Acredito que muitos tenham visto o filme “Invictus”, em que Morgan Freeman faz o papel do ex-presidente Nelson Mandela e Matt Damon o de François Pienaar durante a Copa do Mundo de Rugby de 1995, em uma África do Sul recém saída do Apartheid.

África do Sul x Austrália - IRB World Cup 1995 - itelegraph.co.uk

África do Sul x Austrália - IRB World Cup 1995 - itelegraph.co.uk

Repararam por acaso nos patrocinadores que aparecem naqueles jogos reproduzidos nas cenas do filme? Foram impecáveis nestes detalhes, a não ser pela atualização das logomarcas: a Xerox em 1995 não tinha a mesma logo que atualmente. Entretanto, a Xerox esteve nas filmagens, bem como a South African Airways, a Heineken, enfim. Entretanto, qual a efetividade de um patrocínio esportivo “on site”.

Em 1995 fizeram esta pesquisa na África do Sul e, à saída do estádio, após um jogo, a “taxa de lembrança” de um patrocinador no estádio foi a seguinte (em outras palavras, a porcentagem da amostra que lembrou-se das marcas):

Heineken, 75%; South African Airways (SAA), 45%; Cellnet, 28%; Sony, 26%; Coca-Cola, 25%; Citizen (relógios), 24%; Famous Grouse (whisky), 21%; Xerox, 16%; Toyota, 13%.

Fonte: TSMS

Devido ao caráter histórico do torneio, que valeu até um filme, estes patrocinadores estarão sempre associados ao evento e sua particularidade, fatores que agregarão valor às suas marcas.

Protocolos

A Federação Japonesa de Natação proibiu seus atletas de usarem roupas extravagantes, terem unhas ou cabelos coloridos. Agem certo. Estes nadadores representam o País, logo, serão formadores de opinião no estrangeiro, onde vão representá-lo. Serão a imagem do país. Vide exemplos Brasileiros: mulheres, festa, vida mansa e bandidagem.

Jogos de Poder

A Argentina em 2010 comemora 200 anos da Revolução de Maio. López será o primeito argentino em 10 anos na Fórmula 1, em honra de Fangio e Reutemann. Cristina Kirchner, atual presidente, encontra baixos índices de popularidade. A transmissão do futebol é responsabilidade do Estado desde o ano passado. Internacionalmente, a Argentina obteve o apoio Latino-Americano para a soberania das Ilhas Malvinas.

Em comemoração ao bicentenário do 25 de Maio, dizem ser necessário recuperar a argentinidade a partir das raízes da Pátria. Em meio a tantas crises porque a Argentina passa, é mais uma manobra de poder em o Estado patrocinar um piloto local na Fórmula 1; em tornar a transmissão da principal liga de futebol do país em uma questão pública; em obter apoio do Grupo do Rio para uma tão delicada questão que é a soberania das Malvinas.

O Poder e o Futebol (klepsidra.com)

Qualquer semelhança é mera coincidência para uma situação de 25, 30 anos atrás. O futebol possui grande aceitação entre as massas e o Mundial FIFA está por vir. Nada impede que o utilizem a fim de resgatar a argentinidade.

Direitos do Consumidor

Nível de Obediência Civil (NOC). Certamente no último jogo do Corinthians da Copa Santander Libertadores o NOC foi nulo. Corinthians x River Plate (ARG). À medida dos gols argentinos, uma parte dos corinthianos que lotavam o Pacaembu revoltou-se com a equipe e reagiu com violência. Queria invadir o campo e agredir jogadores, quer sejam locais, quer sejam visitantes.

E todos os dias vemos equipes perderem e suas torcidas não reagirem assim. Está aí o porquê do NOC.

O tal grupo de torcedores foi hostil. Vandalizou as instalações. A força pública reagiu à altura e atingiu alguns torcedores, sendo eles inocentes ou não. Agora processam o clube. Agem corretamente. O clube, como prestador de serviços (o futebol) devia pensar na segurança dos torcedores (clientes/consumidores).

E foi o que não aconteceu. Sem segurança e sem NOC, a confusão se instalou. O NOC nos estádios de futebol começará a aumentar a partir do momento que o torcedor for bem tratado nos estádios, quando o bilhete valer o quanto se paga por ele.


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