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Pré-Conceitos

Infeliz – em um adjetivo mais elegante – a matéria da Veja desta semana sobre o Rugby. Tentaram denegrir a modalidade, fizeram afirmações sem fundamento, expuseram conclusões sem conhecerem o esporte e os verdadeiros esforços de quem joga e de quem dirige a modalidade no País.

Se foi esta a intenção desta revista, não conseguiram. Os responsáveis pela matéria não conhecem o Rugby e os valores que transmite. Não conhecem os seus praticantes e o amor com que eles jogam. Claro, leitor, muitos podem dizer: “em situações como estas, só amor não adianta, só amor não leva isso para frente”.

Muito felizmente há os que acreditam, há aqueles que são levados pelo lema que o “coração manda” e seguem em frente. Por conta deles, hoje o Rugby não é mais militância no País. Este blog é capaz de mostrar isso. O Rugby é a cada dia mais levado a sério e cresce ano a ano. Um motivo ou outro no passado fez com que ele não fosse tão popular quanto outras modalidades. Se for feita uma analogia à matéria da Veja, o futebol Brasileiro até os anos 1930 do século passado acumulava péssimos resultados internacionais. Outras modalidades também têm atletas que precisam conciliar o esporte com a vida profissional. Não se trata apenas do Rugby.

Aliás, se uma matéria como esta é publicada, é porque o Rugby está fazendo barulho e infelizmente a sociedade tem pré-conceitos deste esporte. Pré-conceitos concebidos por um meio de comunicação, de circulação nacional e formador de opinião pública pode, no mínimo, conduzir a população a ter uma visão e opinião limitada e restrita sobre o mundo e as inovações que podem ser benéficas a ela própria. Em longo prazo, significa o atraso e não-desenvolvimento de um País.

E o compromisso de todo meio de comunicação é servir e contribuir para o crescimento do País. O que a revista escreveu, serve de alento para seguir em frente. De resto mandou bem mal, Veja.

Garotas praticantes de Rugby - RFU/Inglaterra

Garotas praticantes de Rugby - RFU/Inglaterra

Sugestão de frase para o ônibus/autocarro da Seleção Brasileira:
“Proibido aves”.

Projetos, Resultados e Vice-Versa II

Já diz o Prof Dr Gustavo Pires, da Faculdade de Motricidade Humana: “Infelizmente, em desporto, muitas vezes são os resultados que dão origem aos projetos e não os projetos que dão origem aos resultados.”

O que tem acontecido ao Rugby Brasileiro encaixa-se nestas poucas vezes (e não nas muitas) a que o Professor se refere. Nos dois primeiros jogos da Seleção Brasileira no Campeonato Sul-Americano que está acontecendo no Chile, o Brasil foi derrotado por 26 a 10 e 31 a 08 para Uruguai e Chile, respectivamente. No mesmo torneio, no ano passado, o Brasil perdera por 71-03 e 79-03 para as mesmas seleções.

Desempenho 2009: 150 pontos sofridos; 6 pontos marcados

Desempenho 2010:  57 pontos sofridos; 18 pontos marcados

O Brasil diminuiu em aproximadamente 3x o número de pontos sofridos, quase 100 pontos; aumentou em 3x o número de pontos marcados.

Estes números representam um resultado, claro. Na verdade, o resultado de um projeto que ainda terá muito pela frente, para fazer o Rugby grande no Brasil.

Quando a Montanha vai a Maomé

Muito se fala em como no Brasil a imprensa ignora os “naming rights”, seja ele na cultura ou no esporte. Se a empresa quer ter o seu nome falado, tem que fazer um anúncio na mídia. Em vez de o veículo procurar o anunciante, por conta disso é o anunciante que procura o veículo.

O Banco Santander patrocina a Copa Santander Libertadores, mas muitos meios de comunicação no Brasil não dizem o nome completo do torneio, justamente por não divulgarem suas marcas em seus meios. Dessa maneira as empresas começaram a agir e trabalhar com a ativação do patrocínio, para o nome poder ser dito pelos meios de comunicação.

Ativação do Banco Santander na Copa Santander Libertadores 2010 - L! 14 Mai 2010

Ativação do Banco Santander na Copa Santander Libertadores 2010 - L! 14 Mai 2010

Exemplo disso é o diário Lance! de hoje, que conta com um anúncio do Banco Santander, como o da foto acima. Também já tomaram semelhante iniciativa no Canal Bandsports. 

Tudo isso demanda um grande investimento, certamente. Entretanto a posição e reconhecimento da marca vão se tornar maiores.

Análise da Lista para o Mundial

Faltou apenas Dunga chamar Douglas Richard, do XV. O Brasil teria mais chances com ele.

Dunga, leva o Douglas Richard!!! http://bit.ly/dBy2I2

Projetos, Resultados e Vice-Versa

este é o 200º post neste blog

Ontem durante o 1º jogo do Corinthians no Campeonato Brasileiro alguns adeptos abriram uma faixa com os dizeres: “Cadê planejamento?”, por motivos mais ou menos óbvios: eliminação da Copa Santander Libertadores.

Ora, o planejamento no Corinthians começou no 1º dia da gestão de Andrés Sanchez. Por pouquíssimas vezes no clube viu-se um trabalho tão meticuloso, objetivo e cauteloso. Primeiro, contratou-se um treinador com o perfil esperado; depois montou-se o elenco; em terceiro lugar trabalhou-se o potencial da imagem do clube. Os resultados começaram a aparecer em campo: Campeonato Paulista e Copa Kia do Brasil 2009. Os resultados financeiros viriam depois. Chega 2010 e a equipe é precocemente eliminada da Copa Santander Libertadores, por uma fração de segundos e algumas tranças nos cabelos.

Aos torcedores que abriram aquela faixa: houve sim planejamento, que tem sido bem executado e terá sequência. Futebol é paixão e lidar com isso é um desafio para os gestores do esporte, afinal nele infelizmente (já dizia o Prof. Gustavo Pires), são os resultados que dão origem aos projetos e não os projetos que originam os resultados.

Tweet, Tweet

Estou lá no twitter! Confiram: http://twitter.com/vn97

Soccer para Inglês Ver

Dia 12 de Junho, quando Inglaterra e EUA enfrentarem-se em Rustemburgo, não será apenas um jogo entre a ex-Metrópole e a ex-Colônia, mas sim de um jogo de “football” contra o de “soccer”. Um jogo carregado de estereótipos e preconceitos.

A Inglaterra vê o futebol nos EUA da mesma maneira que os EUA veem o beisebol na Inglaterra. John Harkes, foi o primeiro futebolista estadunidense a jogar como profissional na Inglaterra no início dos anos 1990. A torcida dirigia-se a ele: “Ei, Ianque: volta pra tua terra e jogar aquele estúpido futebol americano”. De lá pra cá muita coisa mudou depois da zebra da Copa de 1950, quando a Inglaterra perdeu para os EUA no estádio Independência, em Belo Horizonte: Dempsey é ídolo no Fulham (finalista da Liga Europa); Brad Friedel e Kasey Keller são dois dos melhores goleiros da Liga Inglesa Barclays. Cada vez mais os Ianques são cotados para atuarem na Inglaterra. O atrativo: profissionalismo. O estadunidense não diz: “não posso”. O estadunidense diz: “por que eu não posso?”. E ele acaba fazendo. 

Muito do conceito que os ingleses possuem do futebol nos Estados Unidos pode ser visto no filme “Hooligans” (“Green Street Hooligans”), de 2005, em que são levantados os estereótipos dos estadunidenses, criados pela sociedade inglesa em geral.

Torcedores do Liverpool contra a gestão do clube, executada por Estadunidenses (Tim Hales/AP)
Torcedores do Liverpool contra a gestão do clube, executada por Estadunidenses (Tim Hales/AP)

Ademais, há também a maneira com que os Estados Unidos enxergam o desporto: eles não possuem uma tradição clubística, as equipes são empresas, franquias, não são clubes. Na Inglaterra, o clube é uma empresa, entretanto centenária, “umbilicalmente” vinculada a uma cidade ou região, sem exceção.

Independentemente de estereótipos, conceitos e preconceitos, será um grande jogo, do futebol mais rico e mediático do planeta contra o que mais tem se desenvolvido em aproximadamente duas décadas.

Assim segue o futebol no Brasil e sua falta de profissionalismo: obras para o Mundial FIFA 2014 atrasadas (J Valcke, SG da FIFA) e jogador urinando durante treino do clube mais popular do Brasil.


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