Por motivos profissionais, há muito não se escreve por cá. Entretanto esta página volta a partir de hoje à rotina em sua actualização. Por enquanto visitem a secção “de Letra”.
São as conseqüências do sucesso, da globalização e dos projetos do São Paulo “Internacional” Futebol Clube: um palestino flagrado com a camisa tricolor em pleno conflito do Oriente Médio.
Opa! Esperem lá, queridos leitores!!! Qual a providência a ser tomada pelo fato de o palestino vergar uma camisa pirata do São Paulo? O que valeria mais e o que valeria a pena? A internacionalização do clube ou o combate à pirataria? Claro que os dois, de maneira combinada.
Antes víamos anônimos em zonas de conflitos bélicos ou campos de refugiados com camisas como as do Chacarita Juniors, Los Andes, Barcelona, Manchester United, Radium de Mococa e Juventus. E agora o São Paulo!
Há algumas semanas deixei como pergunta no quiz qual clube londrino tinha como lema a frase: “Ousar é fazer”. Esta frase me fez lembrar outras duas que vi no quartel do Exército em Foz do Iguaçu (PR): “Só os que ousam realizam. Só os que organizam são bem sucedidos”.
“Ousar é fazer” é o lema do Tottenham Hotspur FC, de Londres (fonte: tottenhampn.podbean.com)
Se o Brasil quer organizar uma Copa sem precedentes, se querem mudar a gestão e a visão do esporte nacional, se queremos mudar o país para melhor, é preciso ousar. Na história existem inúmeros exemplos daqueles que ousaram e tiveram êxito. Para começar, eles ousaram. O que foi preciso para ousar? Começar fazendo.
Nesta altura todos falam do São Paulo, campeão brasileiro, exemplo no esporte nacional, profissional ou amador. Poderia até soar como modismo continuar falando dele, mas não. A sua direção apostou em um modelo para torná-lo um grande clube. Isso há cerca de vinte anos. Passou períodos de vacas gordas e magras. Não seguiu, mas ditou tendências. Hoje tornou-se referência para os clubes da América do Sul, sem grandes injeções de dinheiro vindos dos bolsos de algum extravagente mega-investidor.
Vamos sair do futebol e olhar para aquelas empresas que se destacaram no meio de tanta crise porque o mundo passou recentemente. Foram poucas, sem dúvida. Vamos olhar para países como a Coréia do Sul, que saíram da condição de subdesenvolvimento para poderem dar aos seus cidadãos as condições necessárias para viverem em bem-estar.
O que clubes como o São Paulo, empresas e países fizeram para serem tão bem-sucedidos? A resposta é: fizeram. Ousaram e fizeram. Não bastou apenas fazer, mas sim fazer com ousadia. Portanto, se o Brasil quer crescer, quer mudar para melhor, ser referência para mundo seja no esporte (prática e direção), na economia e na política, é preciso ousar.
Neste ano que entra, é o que desejo a todos que acompanham este blog. Mais ousadia em 2009!
Hoje este blog atingiu as 10000 visualizações! Meta conseguida antes do Natal! Para os que gostam de números, desde que “O Esporte e o Mundo” está no ar, foram em média 22 visitas/dia. Obrigado!
ficam aqui os votos de um Feliz Natal e um 2009 repleto de trabalho, saúde, realizações e felicidades! Que tudo aquilo que queremos resgatar no Natal esteja realmente presente nas nossas mentes, nos nossos corações e nas nossas ações por durante o ano todo! Que não fiquemos apenas nas palavras.
Nesta semana me perguntaram sobre o que eu achava da apresentação do Ronaldo Nazário (“Fenômeno”) no Corinthians. A minha resposta provocou a ira de quem perguntou, de como eu poderia ser conivente com situações em que os interesses pessoais, financeiros, de imagem, de lucro, estiveram acima da lealdade, da fidelidade, de respeito e – em alguns casos – até mesmo da pátria! Para quem fez esta pergunta, se o Ronaldo fosse mesmo adepto Rubro-Negro, jamais teria assinado contrato com qualquer outro clube.
Apresentação de Ronaldo Nazário no Corinthians (fonte: www.dgabc.com.br)
Tentei em vão convencê-lo que a tendência não é mais esta. A renda, o dinheiro, os interesses comerciais e financeiros atualmente representam muito no mercado desportivo, sobretudo no futebol. São cada vez mais raros os exemplos que mostram o contrário. Há pouco tempo perguntaram a um jogador do Newell’s Old Boys (Rosário, ARG) para quem ele torceria em uma partida entre dois outros clubes, cujo resultado definiria o futuro da sua equipe no torneio. O atleta foi enfático: “Eu sou do Newell’s. Não vou torcer para ninguém se não for o Newell’s”.
Quem fez aquela pergunta do início deste texto para mim é membro de um movimento Ultra de um clube. Os Ultras são conhecidos pelo caráter contestador e lutam à sua maneira contra a interferência do mercado no futebol e no clube que apóiam. Mas o futebol é popular, logo é midiático e, logo, vende. Para os fins que ele é usado, aí já é outra história para um outro texto. A grande maioria dos torcedores, desde que suas equipes ganham alguma coisa, já se acostumaram com esta lógica.
Adeptos como ele também são raros. O máximo que pude fazer foi ouvi-lo e sugerir que lesse “O Futebol ao Sol e à Sombra”, de Eduardo Galeano, para compartilhar com o autor sobre a “imaculalidade” do futebol. De puro ainda no futebol, acredito que existam apenas a paixão de boa parte dos torcedores e aquela paixão demonstrada pelos jogadores uruguaios ao vestirem a Celeste Olímpica. Preferi não falar mais nada.
E não percam…dia 26, logo após o dia de Natal…a Barclays Premier League estará bombando!
Falam por aí que a crise econômica por que o mundo passa chegou à Fórmula 1. Nesta semana a montadora Honda anunciou a sua saída do circo. Isso significa menos equipes e menos patrocínios. Entretanto esta notícia não é o prenúncio de um possível agravamento da situação.
Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos (fonte: www.itu.int)
A F1, o automobilismo, o esporte em geral têm uma saída. Uma não, peço desculpas. Tem algumas. Uma delas até há pouco tempo achavam que era a China. Provavelmente o seu circuito sairá do calendário por falta de público e patrocínio. O negócio da China é formar atletas e o seu politburo não agüenta sustentar eventos como este. Uma “capitalistíssima” prova de F1 não é assunto para os “comunas” chineses.
A rica Abu Dhabi será a segunda localidade do Oriente Médio a receber o circo de Ecclestone (F1), ao lado do Bahrein. Não vai demorar para que o petróleo árabe organize uma equipe. Se a crise aumentar, serão organizadas mais corridas naquela região. Temos lá a Arábia Saudita, o Kuwait e o Omã como potenciais anfitriões. Um pouco mais a leste temos a Índia, com um incrível potencial: 300 milhões de milionários e 500 milhões de habitantes que fazem parte da classe média. Uma “scuderia” eles já têm, a Force India. Vamos um pouco agora à Ásia Central. Ao Cazaquistão, para ser mais exato. Eles querem se mostrar para o mundo. Planejaram a capital do país (Astana). Têm um time no Tour de France de ciclismo. Caso queiram os cazaques não demorarão muito para construírem um autódromo e se oferecerem à FIA para receberem uma prova.
A crise não chegou à F1. Poderá até chegar, mas saídas existirão. Incerto mesmo só para os pilotos que aspiravam ocupar os lugares de Barrichello e Button na Honda.
Recebi de presente nesta semana o primeiro número da edição brasileira de uma excelente revista, a Four-Four-Two. Há nela muita coisa do que se trata este blog, mas uma matéria me chamou a atenção. Para a publicação, existem 12 goleiros que mudaram a história do jogo de futebol. Grobbelaar, Ceni, Yashin, Gatti, Fillol, Carrizo, Zamora, dentre outros. Faltou um.
Impossível não falar de Chilavert. Dizem que uma boa equipe começa por um bom goleiro. Levou bem longe os times por onde passou. Conquistou uma Taça Libertadores com o até então modesto Vélez Sarsfield. A seleção paraguaia, com ele, esteve em dois mundiais (1998 e 2002). Bom capitão, um líder em campo. Esteve à frente de uma excelente geração de futebolistas paraguaios como Arce e Santa Cruz. Além das defesas, fazia gols. Sua marca foi recentemente batida por Rogério Ceni.
Bom, este texto vai ser curto porque de futebol mesmo, do jogo e das qualidades e habilidades técnicas dos jogadores, este blogueiro cá nada sabe. Só mesmo queria expressar a admiração por Chilavert como jogador de futebol. Por isso o incluiria na lista da revista como o 13º guarda-redes a ter mudado a história do balípodo mundial.
Ficam aqui registrados os parabéns ao meu clube, o Esporte Clube XV de Novembro de Jaú, que hoje completa 84 anos de muita glória. Vida longa ao glorioso Galo da Comarca! Muito trabalho, boa vontade e visão aos que também hoje tomam posse na diretoria do clube.
Falou-se muito nesta semana que a mudança chegou à “América”. Qual mudança? Qual “América”? Enfim, uma profunda e densa análise sobre esta frase não vem ao caso agora. Entretanto refere-se à eleição de Barack Obama à presidência dos Estados Unidos. O primeiro negro a assumir tal cargo. Como este é um blog desportivo, caso ele fosse um atleta, poderia, como filho de um queniano, ser corredor de fundo. Vejam só como ele é magro. Ou, por haver vivido anos da infância na Indonésia, ser jogador de badminton!
Barack Obama, o próximo presidente dos EUA (fonte: obama08.com)
Disparates de lado, a eleição de Obama à presidência daquele país da América do Norte mexe com o universo do desporto. Não é pelo fato de ele torcer pelos Bears, pelos White Sox, Cubs ou pelos Bulls, Como torce realmente, por ser de Chicago.
Obama é uma ameaça. Isso mesmo, Obama é uma ameaça. Ameaça aos madrilenhos, cariocas e aos naturais de Tóquio. Espanhóis, brasileiros e japoneses, respectivamente. Medidas para a proteção de produtos estadunidenses frente a similares destes países? Ameças de conflitos armados? Não, longe disso. O que estas cidades (Rio de Janeiro, Chicago, Tóquio e Madri) têm em comum é o fato de serem candidatas aos Jogos OIímpicos de 2016. E uma delas será a escolhida. No ano que vem, 2009.
Obama em sua época “basqueteira” (fonte: weblogs.newsday.com)
Não há dúvidas de que Chicago ganhará maior projeção mundial por ser a terra natal do próximo Chefe-de-Estado dos EUA. Como Obama é negro, isso pode atrair a simpatia dos países africanos na hora de escolherem a sede. O voto dos países latino-americanos também, se as políticas com aquela região foram bem conduzidas.
Com isso, Chicago sobe nas bolsas de apostas para ser a cidade-sede das Olimpíadas em 2016. Se a briga estava boa, ficará melhor e que vença a que estiver em melhores condições. Mas, cá entre nós, muita coisa vai acontecer até lá. Que antes de tudo isso, Barack Obama seja um bom presidente para o povo dos Estados Unidos.