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O mundo é ‘bão’, Sebastião

Muito diferente acompanhar a Fórmula 1 ao vivo, em plena manhã de segunda-feira. E quando terminou a transmissão, estranhar que não começa o Bom Dia Brasil, porque por aqui já marcavam 7:30 do dia 26/11.

Aproveitei para ver como é a narração em inglês e como os gringos vêem o GP Brasil. Bom, a narração é muito mais emocionante e muito mais sensata. Como automobilismo não é minha praia, não prestei muita atenção aos comentários, mas percebi muito entrosamento entre narrador, comentarista e repórter, uma mulher, assim como muitas vezes a TV brasileira faz.

Para os de fora, Interlagos é a melhor prova. Por ser um circuito ‘das antigas’, exige mais do piloto, o que para eles é o que falta à atual geração da F1: tudo é menos difícil em relação ao passado, a tecnologia possui relação direta com a condução. Entretanto, o equilíbrio dessa balança é a pressão comercial, muito maior atualmente. Há mais partes interessadas no negócio.

Segui muito pouco a temporada de 2012, cujo campeão do negócio em 2012 foi Vettel, Sebastian Vettel. O final, mesmo para quem não acompanhou, foi emocionante. Parabéns, Sebastião!

Desconhecido Passado

Não sou um grande fã do esporte-motor, mas o documentário que a ESPN transmitiu hoje de madrugada chamou-me a atenção. “The Killer Years”, sobre a Fórmula 1 nos anos 60 e 70, que vitimou, dentre muitos, pilotos como Jim Clark, Lorenzo Bandini, Jochen Rindt (único campeão mundial depois de falecido) e Roger Williamson (acidente abaixo, em que seu amigo e piloto David Purley, tenta socorrê-lo):

Não havia segurança nas pistas. Não havia ambulâncias, não havia o mínimo de infra-estrutura. As provas não tinham limite de horas, mas sim de voltas (o GP de Mônaco tinha 100). Quantos pilotos, quantos jovens, quantos talentos faleceram para que houvesse hoje segurança e a integridade física dos condutores? Condutores hoje que não ganham por serem os melhores mas por terem os melhores! Os melhores carros, os maiores patrocínios.

Esses pilotos – e os sobreviventes – escreveram parte importante dentro da história do automobilismo, que não seria o mesmo atualmente se não fosse por eles.

Fizeram algo no passado para deixar um futuro melhor, assim como acontece em todos os setores da sociedade. Na indústria aeroespacial, quantos não arriscaram suas vidas a fim de promover a aviação e a conquista do espaço? Na medicina, na farmácia. Na comunicação, muitos no início faziam tudo pelo amor ao rádio e à TV, bem antes da mídia poder pagar altos salários.

Para entendermos isso, basta observarmos duas palavras: legado e herança. O respeito àqueles que se arriscaram em um ‘desconhecido’ passado para hoje vivermos melhor. Que ao menos estejamos nesse caminho e fazendo algo melhor para entregar às gerações futuras, em que farão parte nossos filhos e netos.

País-Circuito

Neste fim-de-semana, mais precisamente neste exato momento, está ocorrendo o tradicional Grande Prêmio de Mônaco de Fórmula 1 (F1). A mais tradicional e charmosa prova do esporte motor, cercada de muito glamour em pleno coração da Riviera francesa. Mônaco também é conhecido pelos cassinos, pela marina, mas a maioria das pessoas só se lembra da existência deste Principado apenas na semana da realização do GP.

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O Principado de Mônaco (com o circuito em linha branca/vermelha) visto do satélite

Mônaco, depois do Vaticano, é o menor país do mundo. Há mais de 700 anos que é governado pela família Grimaldi, cujo principal representante é o príncipe – esportista – Alberto II. Com cerca de 35 mil habitantes, tem 2 Km² (alguns quarteirões) de área, 3km de costa no mediterrâneo e 50km de ruas! Destes 50km, 3,34 são destinados ao GP. Boa parte do mundo pára para acompanhar este evento. É quando o mundo conhece Mônaco. É quando “cai a ficha” de que Mônaco não é apenas um paraíso fiscal, mas sim um país.

Loews

A curva Loews do GP de Mônaco de F1 em 1977

O GP de Mônaco sem dúvida alguma é incentivado pela família real monegasca, uma chance para promover o principado, não apenas em termos turísticos, mas como membro de um sistema de Estados independentes, atuante no cenário internacional. A própria presença da família real na cerimônia de entrega dos troféus aos 3 primeiros do Grande Prêmio, vista por bilhões de pessoas por todo o planeta, é uma maneira de demonstrar ao mundo a soberania do Principado. Analogicamente, os turcos criaram muita polêmica com a presença do Presidente da República Turca do Norte do Chipre (reconhecida apenas por Ankara) na entrega dos prêmios da corrida de Istambul. E tem gente que diz que o esporte e as Relações Internacionais não têm nada a ver. Muito pelo contrário. Hoje em dia são as competições esportivas internacionais os melhores cenários para promover um país. Vide os Jogos Olímpicos.

A Família Real de Mônaco (GP de 2007), atrás dos pilotos

Depois disso tudo, Mônaco, com todas as suas dimensões,  é um país-circuito. A cidade “vive” um ano todo em torno deste Grande Prêmio, que neste momento tem Hamilton em 1º, Massa em 2º e Kubica em 3º. Daqui a pouco vou à televisão ver a entrega dos prêmios, reconhecer a soberania monegasca e quem sabe a princesa Stéphanie!


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