Archive for the 'Geral' Category

Dominicais Mundiais

Domingo repleto, de ponta-a-ponta. Parecia mais um dia de trabalho, como todos.

Uma volta ao mundo que começou na Nova Zelândia, no rugby com Chiefs x Crusaders. Pela semelhança da camisa parecia que os Crusaders viajaram milhares de quilômetros para jogar o campeonato brasileiro de futebol, em Brasília, a Capital Federal do Brasil, que viu o nascimento de várias bandas punk-rock entre os anos 1970 e 1980, entre elas o Capital Inicial. O capital rola solto nos cassinos de Mônaco, que assistiu Nico Rosberg vencer o tradicional GP da Fórmula 1. O pai de Nico, Keke, também correu na mesma categoria e venceu na temporada de 1985 a corrida dos EUA, que conhecem muito mais a Indy e tem a prova das 500 milhas de Indianápolis como referência. As 500 milhas, Indianápolis, os EUA e o mundo viram um brasileiro triunfar na prova deste domingo: Tony Kanaan, piloto que não faz muito tempo estava atrás de capital pra poder competir. Um mínimo de capital inicial, que expliquei aos alunos nas aulas de hoje, necessário para os empreendedores no esporte e a relação entre evento esportivo, dívida pública e inflação, uma das razões da crise econômica grega e da de Portugal. Portugal que assistiu hoje ao 3º vice-campeonato do Benfica em 8 dias, depois de haver deixado escapar a Liga para o Porto, a Liga Europa para o Chelsea e a Taça daquele país para o Vitória de Guimarães. Um dos Guimarães, o Ulysses, que era torcedor do Santos, clube que aceitou a proposta do Barcelona por Neymar, cujo último gol pela equipe foi marcado no passado mês de abril, mês este que dá nome ao grupo de comunicação cujo diretor-presidente (Roberto Civita) faleceu hoje. O Grupo ‘Abril’ publica a revista masculina ‘Playboy’, que ofereceu milhões à protagonista de uma novela que terminou há alguns dias em horário nobre da Globo. Aos domingos esse horário nobre é ocupado pelo ‘Fantástico’.

Só que, fantástico mesmo foi como através de um gol de cabeça de goleiro aos 47 minutos do segundo tempo, o América tornou-se campeão mexicano no fim deste domingo.

De tudo, a certeza: há muito pra ser visto!

Por aí

Este blogueiro tem estado longe de casa, mas nada que o impede de ficar de fora do que se passa. Aliás, não há como. As notícias são as mesmas em qualquer lado hoje em dia. Talvez a única diferença que tenho notado é que tenho visto mais críquete. Entretanto, longe de tornar-se um crítico do críquete.

Crítico do críquete. Fale isso rapidamente.

Tudo aquilo que este blog trata é nitidamente visível pelo mundo todo, que o esporte é algo hoje global, gerador de emprego, renda e riqueza. Aos poucos, felizmente, o Brasil está percebendo isso. É preciso mais, é claro, mas caminhamos pra isso. Mundial de futebol e Jogos de 2016 ajudarão para tal.

Em Dubai, vi corrida de camelos pela televisão, mas predomina mesmo o futebol. Aqui na Nova Zelândia o balípodo cresce bem. Por exemplo, se vou ao supermercado e tenho a opção de comprar 2 tipos de sabão em pó: um da caixa preta, com o símbolo dos All Blacks (a seleção de rúgbi) e outra com o símbolo da NZ Football (federação nacional da modalidade no país). Obviamente o rúgbi predomina e há mais caixas pretas que brancas, mas o críquete também é muito presente, ainda mais em uma altura em que os ‘Black Caps’ estão em uma série de amistosos no Sri Lanka.

Curioso que a equipe do Sri Lanka tem como um de seus maiores expoentes um atleta chamado Aravinda da Silva, nome mais lusófono, impossível. E este foi o tema da minha conversa com o Vijay, atendente cingalês da loja de conveniência do posto cujo dono é de Cingapura, em frente ao hotel onde estamos, cujo proprietário é coreano.

O esporte é o mundo.

Isso (ainda) Persiste

O esporte é talvez um dos únicos meios de manifestação das emoções, sentimentos e orientações – quer seja para o bem, quer seja para o mal -, sem haver uma condenação coletiva pela opinião pública. Quando há esta condenação, a pessoa se vale do anonimato, uma vez que age dentro de uma coletividade.

O sociólogo Marcel Mauss dizia que o esporte, sobretudo o futebol, é um fato social total. Pelas demonstrações racistas (fascistas, neonazistas ou nacionalistas) cada vez mais comuns no universo esportivo, entende-se a sociedade do País. Ameaça do desemprego, a aversão àquele que é diferente e que por isso pode ser considerado um perigo, qualquer motivo pode suscitar uma reação coletiva, estúpida e injusta.

Assim como o ‘hooliganismo’, isso não vai acabar no esporte. Poderá sim, dentro dos estádios, mas fora deles ainda vai haver, será cultivado e atinge o público que acompanha o esporte. Apenas a educação desde o berço para resolver essa questão. De nada vai adiantar campanhas que nada resolvem: apontam o problema mas não dão a solução. Ainda bem que é uma pequena parcela do público que dá o mal exemplo, conhecidos pela intolerância, só que é a parcela do péssimo exemplo.

É se é função de quem controla o esporte, protegê-lo e preservar quem o promove, o atleta, é preciso agir. Dizer ‘não’ à intolerância, é muito fácil. Agir contra a intolerância, é outra história e com poucas pessoas dispostas a encarar. Se não assumirem a situação, ela descamba, em pleno século XXI, numa era de abundante conhecimento.

O vídeo abaixo, ainda bem, é o contrário de tudo isso:

4 Anos

Este blog completou no último dia 30, 4 anos no ar. Durante este tempo, são até agora 260 textos e mais de 65 mil visitas. Além do blog, esta página também oferece as seções “Utilidade Pública” (informações em geral), “Ficha Técnica” (sobre o autor), “Quiz” (perguntas malucas sobre o esporte em geral), “de Letra” (célebres declarações de pessoas envolvidas com o esporte e “English Version” (para os gringos que visitam o site e querem entender algo do que ele se trata).

A proposta do blog é fazer uma ligação entre o esporte e o planeta no âmbito da sociedade, da economia, do meio-ambiente, da educação, cultura, da medicina, das relações internacionais, da gestão, do marketing e várias outras áreas afins. A frase “Veja longe, fale francamente e aja firmemente” é lema de Pierre de Coubertin, mentor do Movimento Olímpico moderno, compartilhada aqui por este blogueiro.

Estive ultimamente um tanto ausente em função das minhas atividades com o Blog Rugby Brasil.

Obrigado aqui por estes 4 anos em que pude dividir com vocês aquilo que acredito e amo. E que venham mais!



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