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Para não esquecer: adira ao GALO AVANTE! Procure a sede do XV!

E. C. XV de Novembro. De Jaú, de todos nós!

Sangue Novo

No início desta semana o CR Flamengo elegeu um novo presidente. Aliás, uma “presidenta”. Patrícia Amorim foi eleita e quer gerir o clube à maneira feita no FC Barcelona. Pois bem, muito bem! Disse ainda que a realidade europeia é diferente. Em falar isso ela foi infeliz.

Gerir o CR Flamengo como o FC Barcelona é uma excelente iniciativa. Até onde se sabe o clube catalão possui poucos problemas financeiros, é um exemplo em desportivismo (tem handball, basquete, hóquei, Rugby) e trabalha com a sua marca. Tem instalações próprias e uma massa associativa contribuinte, o que acaba por potenciar os seus rendimentos.

Torcida do Fla no Maracanã (flamengoeternamente.com.br)

O CR Flamengo tem muito mais que isso: a maior torcida do mundo e origens que não vêm do futebol, mas sim do remo. O basquetebol tem um excelente palmarés e, se bem trabalhado, a massa pode tornar-se literalmente associativa e contribuir financeiramente. Se bem trabalhado, os patrocinadores não se tornarão apenas sponsors, mas sim parceiros da instituição. Com tranquilidade, estabilidade (salários pagos em dia), boa infra-estrutura e bom ambiente de trabalho, não haverá atleta que quererá deixar de jogar no CR Flamengo.

Não consigo ver em que a realidade europeia é diferente.

Talvez seja no aspecto do pagamento dos salários e gestão comercial do clube.

O CR Flamengo é um produto que deve ser desenvolvido para potenciar suas receitas. Sua direção tem muitas coisas em mãos (patrocínios e mercado consumidor) depois do título brasileiro. Está com “sangue novo”. É preciso, portanto,  trabalho para transformar o CR Flamengo o maior clube do mundo, não apenas em número de adeptos, o que eu acho que todo rubro-negro também quer.

Adira ao GALO AVANTE! Procure a sede do XV de Jaú.

E. C. XV de Novembro. De Jaú, de todos nós!

Truculência Nacional*

* – Continuação do post “Truculência Mundial” de semanas atrás

Campeonato Brasileiro 2009 terminado. Flamengo hexacampeão. Foi uma grande festa, sem dúvida alguma. No entanto, as comemorações foram exageradas e resultaram em violência, vandalismo e desrespeito ao próximo.

Em Curitiba, o descenso do Coritiba FC levou a uma batalha campal. Na hora lembrei-me de um documentário sobre a tragédia de Heysel, em 1985: era final da Copa dos Campeões da Europa (atual Liga dos Campeões) entre o Liverpool FC (ING)  e a Juventus (ITA). Antes do jogo as duas torcidas envolveram-se em uma confusão e os ingleses encurralaram nas bancadas os adeptos italianos. 39 deles morreram asfixiados, nas arquibancadas.

Heysel, 1985: vá ao estádio e coloque sua vida em risco! (www.idrottsforum.com)

Esses exemplos são cenas de barbárie e ignorância. Quem vê de fora pensa que o brasileiro é desordeiro, primitivo e que resolve as adversidades com violência e ignorância. Segundo algumas autoridades, parece que é comum o ser assim, não há como conter a paixão da torcida.

Não dá é pra conter a burrice de alguns vários. Torcedores e autoridades.

Torcedores da Juventus em Heysel (www.ubishops.ca)

E há clubes que distribuem bilhetes a desordeiros. Depois reclamam que falta “verba”. É óbvio: bilhete oferecido + patrimônio danificado = prejuízo! Uma operação de subtração!

Mais uma vez digo que a solução está:

– No aumento do preço dos bilhetes;

– Combinada com a melhoria dos estádios;

–  Aplicação de programas de fidelidade de torcedores;

– Venda antecipada de bilhetes para a época toda;

– Ação policial.

Está provado: o torcedor frequenta um estádio em busca de segurança, conforto, facilidades (estacionamento, acesso) e socialização. No entanto, não se encontra nada disso. Que sejam, portanto, feitos investimentos nestes pontos. Se for para aumentar o preço dos bilhetes, que aumentem. Ok, muitos gostaram de lá estarem e terem visto o Flamengo campeão. No entanto, a grande maioria dormiu lá ou chegou nas primeiras horas da manhã para evitar confusões e filas. Evitar desconforto e aborrecimento.

Até as formigas organizam melhores filas que os torcedores nos estádios do Brasil. Nem o Homem de Neanderthal brigava à maneira com que torcedores do Coritiba e do Flamengo brigavam ontem.

Com todo respeito, Sr. Homem de Neanderthal!

Programa GALO AVANTE

Faça parte! Procure a sede do XV!

E.C. XV de Novembro. De Jaú, de todos nós!

O Êxito da Copa Davis

Espanha e República Tcheca farão a decisão da Copa Davis 2009 e bate recordes financeiros para um torneio de tênis. Tendo em vista a sua fórmula de disputa, sugiro aqui alguns fatores que contribuem para o sucesso financeiro deste torneio.

Ser jogado entre países. Este fator atiça rivalidades entre países, acaba por inserir um propósito que em geral não existe em uma partida de tênis. Atrai público, mídia e patrocinadores.

Ser jogado entre equipes, que reúne os melhores jogadores do país e é motivo de atrair público, mídia e patrocinadores.

Ter “ascenso” e “descenso” entre os países que a disputam. Isso torna as etapas regionais, embora menores, atrativas de público, patrocínio e mídia.

Ademais, os torneios de tênis promovem cidades e com a Copa Davis não é diferente. As urbes têm interesse nessa promoção: atrai turistas e investimentos.

Agora, para o Brasil voltar a fazer parte do escalão máximo da Davis, é tema para outro papo.

Galo Avante

Por R$50,00 (cinquenta reais) mensais você passa a pazer parte do programa “Galo Avante”, do EC XV de Novembro de Jaú. Torna-se, portanto, sócio-torcedor do clube. Ao fim de 2 anos e com as mensalidades em dia, você se torna sócio-patrimonial do clube.

Adira ao programa, obtenha benefícios e contribua com o nosso clube! Compareça ao Estádio Zezinho Magalhães e saiba mais!

Aproveite também e adquira o pacote de todos os jogos do Campeonato Paulista da Série A3. Com isso você ajuda na cobertura de despesas imediatas do clube e obtém um desconto de quase 30% no valor do ingresso!

Esporte Clube XV de Novembro. De Jaú, de todos nós!

Estádio Zezinho Magalhães, “Jauzão” (classicoeclassico.sites.uol.com.br)

Zona “Z”

Na maioria das ocasiões para a compra de bilhetes com antecedência no Brasil, o cenário encontrado é de confusão, oportunismo, desrespeito e ignorância. Completa desorganização.

Cenário comum da compra de bilhetes com antecedência (fimdejogo.com.br)

Está assim a venda dos bilhetes para o jogo do Flamengo, domingo próximo, contra o Grêmio. A Polícia procura organizar – nem é obrigação dela -, mas alguns torcedores aproveitam-se da situação do anonimato, causam tumultos e agem com ignorância e a Polícia acaba por fazer uso da força. Os orientadores, despreparados, acabam por fugir da responsabilidade e, no fim, desorientam. Isso é no Rio, isso é em São Paulo e é em Minas Gerais. 

E vamos receber um mundial.

Falar e criticar é muito fácil. Que sejam propostas soluções, não é verdade? Seguem aqui:

– Venda de ingressos exclusivamente pela internet e remessa pelo correio;

– Venda de pacotes de bilhetes para a temporada toda, antes de seu início, com desconto no ato da compra;

– Ingressos direcionados exclusivamente aos chamados “sócio-torcedores”, depois de confirmado o interesse através do site oficial do estádio ou do clube.

Obviamente são ideias que devem ser desenvolvidas mais ainda e servirão como temas para outros textos.

Torcedor é consumdor de um serviço. Como todo consumidor, ele não deve ser desrespeitado. Todavia tem também seus deveres. E deve segui-los.

Ocupação Total

Míseros 40% representam a taxa de ocupação média dos estádios do Brasil na Série A do Campeonato Brasileiro, segundo estudo desenvolvido pela Crowe Horwath RCS. Este valor é o dobro do registrado em 2003. Houve avanços e há muito por vir.

Estádio Joaquim Américo, em Curitiba, Brasil (worldstadiums.com)

O mesmo estudo diz que um Mundial FIFA pode aumentar os rendimentos dos clubes, quando se fala na potenciação da presença do público nos estádios. Antes do Mundial FIFA 2006 na Alemanha, a taxa média de ocupação dos estádios naquele país era de 77%. Hoje é de 92%. Fatores que podem ter contribuído para isso: investimento em conforto e segurança, venda antecipada de ingressos e aumento da gama de serviços prestados nos estádios, como a instalação de centros comerciais e praças de alimentação/restauração.

Para o futuro digo que o preço dos ingressos nos estádios aumentará. E os torcedores estarão dispostos a pagá-los, entretanto, quererão ter em troca: comodidade, segurança e facilidade. O preço do bilhete tem que fazer jus ao que vale. Se o torcedor reclama do preço, que o pague antecipadamente, através de um pacote, no começo da temporada.

O Mineirão (bahianoticias.com.br)

O preço médio, segundo a Crowe Horwath RCS, do bilhete em um jogo do Palmeiras é de R$36,28, para uma população cujo salário mínimo é de R$505,00 é bem mais caro do que um bilhete para o jogo de uma Liga dos Campeões da Europa, que varia entre EUR52 e EUR138. O menor salário mínimo da União Europeia é de EUR500. É errado fazer as contas de quantos bilhetes para o jogo do Palmeiras é possível comprar com a mesma quantia do bilhete mais barato para o jogo da Liga dos Campeões. O certo é calcular a Paridade de Poder de Compra: quanto representa um bilhete de uma partida de futebol no salário mínimo de uma pessoa nas duas situações. Assim saber-se-á o valor real de um bilhete. De unânime, três coisas: ele está caro, ficará mais e será uma tendência. Se quiserem atrair mais público, os clubes e os proprietários dos estádios aumentarão o leque de serviços prestados e, para manter a qualidade destes serviços, o preço do bilhete aumentará. Consequentemente a gestão do estádio vai ser melhor planejada e a violência diminuirá. Até mesmo haverá redução de confusão na venda de ingressos. A venda terá que ser regulamentada. Se quiserem bilhetes mais em conta, terão que ser comprados com antecedência e, pelo fator comodidade, ela será feita pela internet. Na Inglaterra – e isso já foi dito neste blog – o hooliganismo diminuiu não foi pela atitude das autoridades de segurança apenas, mas na mudança na gestão dos estádios. Àquela época, eram as classes C, D e E que frequentava os estádios. Hoje, a A e a B.

Alguns clubes Brasileiros não devem ter percebido isso e fazem uma má gestão de seus recursos, uma administração popular. De que maneira adianta ter a maior média de público do Campeonato Nacional se o torcedor paga R$2 pelo bilhete? Será que o clube tem lucro com isso? É uma administração consciente? Lembra-me o coronelismo: cobra-se barato para a “diretoria” ser bem vista por todos.

De 2003 pra cá a taxa de ocupação duplicou. Quem sabe com toda essa euforia e profissionalização da gestão esportiva, os seus recintos não se tornem marcos bem-sucedidos de recebimento de multidões nas cidades do país.

Futebol nada Diplomático

Para todos verem: egípcios e argelinos disputaram uma vaga no Mundial FIFA 2010 na África do Sul. Primeiro jogo em Argel; segundo jogo no Cairo. Houve a necessidade de um campo neutro para um terceiro jogo, que disputou-se em Omdurman, no Sudão. A Argélia levou a melhor e classificou-se para a Copa.

Entretanto a disputa não ficou apenas dentro do campo. Fora dele os adeptos se enfrentaram com violência, os jogadores das duas seleções foram hostilizados; na Argélia, empresas egípcias foram vandalizadas. Tudo isso causou mal-estar entre os dois países. Agora o governo do Cairo boicotará a Argélia de todas as suas competições esportivas.

A Liga Árabe, preocupada, procura restaurar a estabilidade entre os dois países. A autoridade líbia, através do presidente Muammar Khadaffi, ofereceu-se intermediar as conversações. Muito boa gente o tal Khadaffi.

Khadaffi, ditador libio (www.dumpert.nl)

Se Franklin Foer continuasse o seu livro, está aí mais uma prova de como o futebol explica o mundo. O futebol foi motivo de discórdia e assim foi porque a modalidade atrai as massas e essas massas, anônimas, são incontroláveis. Khadaffi provavelmente aproveitará o clima para colocar a Líbia em posição de destaque no cenário internacional, melhorar a sua imagem e tornar-se influente no futebol aos olhos da FIFA: é proprietário de um clube da segunda divisão italiana e um de seus filhos é futebolista desse clube. Mera coincidência. “Meríssima”.


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