Archive for the 'Sem-categoria' Category



Contratempos

Winston Churchill, antigo Estadista Britânico dizia que o segredo para ele haver chegado aos 90 anos de idade se devia ao fato de ele nunca haver praticado quaisquer modalidades esportivas. Nesta semana, na Super Interessante, uma matéria chamou-me a atenção e dizia sobre como o esporte degenera o caráter.

Winston Churchill (tametheblackdog.wordpress.com)

Escuta-se tanto dizer e lê-se tanto sobre como o esporte traz e ressalta valores, o “espírito esportivo”. Entretanto, seguem os argumentos do autor baseados nos exemplos do doping de Ben Johnson e outros. Sobre a competitividade do sistema capitalista, sobre a evasão escolar nas escolas de Israel durante as competições esportivas.

Infelizmente a indústria do esporte atravessa uma acirrada competição, como se todos os esforços fossem catalisados unica e exclusivamente para os primeiros lugares, os mais interessantes. Este posicionamento renderia mais exposição, mais patrocínio, mais rendimentos. E, para isso, as pessoas são capazes desmedidamente de enganarem, de mentirem, de trairem, de trapacearem.

Ainda e ainda bem que existem alguns bolsões em que os reais valores do desporto, cujo precursor foi o Barão de Coubertin (1863-1937), operam. Valores estes que devem ser usados não apenas nos treinamentos, nas competições, mas fora do âmbito esportivo também, a fim de fazer grandes coisas, sempre a respeitar o próximo.

Já dizia Fernando Pessoa (1888-1935) que “navegar é preciso”. A “navegação” significa também em fazer grandes coisas, através de princípios socialmente aceitos e reconhecidos, como a transparência, a ética, o respeito e o trabalho: pequenas receitas para alguns contratempos.

Alegria em Tegucigolpe

“Uma desculpa para sermos felizes”, já dizia Jorge Valdano à altura da conquista do Mundial’86 pela Argentina.

Esta também deve ter sido a frase do Sr. Manuel Zelaya (presidente deposto refugiado na Embaixada do Brasil em Tegucigalpa, capital de Honduras) e a do Sr. Roberto Micheletti (presidente interino de Honduras). Micheletti até declarou feriado escolar no país hoje, 15 de outubro, devido à classificação hondurenha para o Mundial do próximo ano na África do Sul.

É a segunda vez que Honduras vai a um Mundial. A primeira vez foi em 1982, na Espanha, e até que fizeram boa campanha. Vale dizer que o futebol não vai resolver os problemas de Honduras! Sejam eles políticos, sociais e econômicos. Pode sim conferir um sentido de patriotismo e busca por um bem comum, independente da posição política. Entretanto isso será rápido e passageiro.

Jogadores de Honduras em comemoração (oleole.com)

Convém aos representantes dos Srs. Zelaya e Micheletti aproveitarem este clima de euforia da população hondurenha – que desvia a atenção do povo para o futebol – e logo chegarem a um acordo que colocariam um fim nas questões políticas do País.

Disse uma vez Juscelino Kubitschek em 1958, quando o Brasil conquistou seu primeiro mundial: “Quando é o próximo mundial de futebol? Mudei vários Ministros e ninguém falou nada!”.

Grandes Clássicos

Interessante saber o que torna um jogo um grande clássico do futebol. Existem os grandes clássicos entre clubes e entre seleções nacionais. Hoje é dia de um deles, entre equipes nacionais. É dia de Uruguai contra a Argentina, em Montevidéu. Os dados apontam que este confronto tem bastante história. Além da história, existem fatores que tornam um jogo entre seleções um “grande clássico”.

O primeiro fator, como citado, é o palmarés no futebol. Um duelo que tem mais de 100 anos (desde 1902), decidiu uma Olimpíada (1928) e o primeiro Mundial FIFA, em 1930, no mesmo estádio em que será disputada a partida de hoje (Estádio Centenário). Ademais, os dois países empatam em número de títulos mundiais: 2. Os uruguaios não querem ser ultrapassados.

O segundo fator, é o equilíbrio. Há um certo equilíbrio nos confrontos entre uruguaios e argentinos, mas são mais vitórias para os argentinos. Equilíbrio confere mais competitividade ao jogo, o que naturalmente leva a um maior interesse por parte das pessoas.

O terceiro fator é a história fora do campo. As histórias dos dois países são marcadas por guerras, alianças, tratados e traições. Acontecimentos que podem ser levados pelos jogadores para dentro das quatro linhas.

Existem vários jogos que podem ser incluídos nesta categoria de “grande clássico”, levando em consideração estes fatores: Inglaterra vs Argentina, Espanha vs Portugal, Brasil vs Argentina, Chile vs Peru, EUA vs México e Japão vs Coreia do Sul.

Entretanto, nenhum deles tem tanta história e tradição de um Uruguai e Argentina, seja do lado de lá ou de cá do rio da Prata, a 15 minutos de voo ou 1 hora de barco. A proximidade, a semelhança na cultura, no sotaque e nas origens (indígena, europeia e, no caso uruguaio, africana também) torna este jogo especial. É, portanto, muito mais que simplesmente um jogo.

Uruguai x Argentina, na decisão do Mundial de 1930 (Lafuente Photo)

Que seja realmente um grande jogo.

A Rainha

Ano passado havia escrito alguns textos sobre qual seria a cidade que receberia os Jogos Olímpicos de 2016. Pois bem, ela foi escolhida sexta-feira passada: o Rio de Janeiro. No início vi esta inciativa do Rio de Janeiro com desconfiança. Depois pensei ser mais difícil a escolha do Rio pelo facto do peso político dos EUA, de Obama e sua cidade, Chicago.

Minha opinião começou a mudar em Março de 2008, quando participei de um curso de Marketing Esportivo na Universidade de Salamanca, Espanha. Lá tive uma “aula” com um dos coordenadores da Campanha de Madrid 2016. Procurei por aqui mas não me lembrei do nome desta pessoa, infelizmente. Naquela altura ele já considerava o Rio como o principal adversário de Madrid e que para isso a candidatura espanhola havia criado um comitê de Relações Internacionais justamente para conquistar mais votos. Fiquei lá por mais de 3 horas a ouvir a “aula” desse senhor. Mais de 3 horas a ouvir falarem mal do meu País. Colapso urbano. Corrupção. Saúde, segurança e vários outros temas a respeito do Brasil, levantados por pessoas que sequer conheciam o meu País. Depois da “aula” dele, fiz 5 perguntas. Ele não soube responder 3 delas e lembro-me do embaraço causado quando fiz essas perguntas. Acredito que ele não esperava ver um Brazuca infiltrado naquele anfiteatro. Senti-me o agente secreto.

Jacques Rogge, presidente do COI (topnews.in)

Meses mais tarde encontro-me com o grande Professor Dr. Gustavo Pires, da Faculdade de Motricidade Humana, em Lisboa. Uma das maiores autoridades mundiais em Estudos Olímpicos. Perguntei a ele o que achava da candidatura do Rio de Janeiro e da de Madrid. Vale dizer que Madrid julgava-se “herdeira” da vaga para 2016 por estar em uma sequência:

2008: China, país do idioma mais falado no mundo (mandarim) e Pequim como o centro da cultura Chinesa;

2012: Inglaterra, país do 2º idioma mais falado no mundo (inglês) e Londres o centro da cultura Anglo-Saxã;

2016: Espanha, país do 3º idioma mais falado no planeta (castelhano) e Madrid o centro da cultura Hispânica.

O Professor Gustavo Pires olhou-me e sem deixar prosseguir com a minha pergunta, respondeu-me em seu bom português:

– Ó, Virgílio, vai dar Rio de Janeiro, pá!

Depois desta fala, muito bem argumentou a sua opinião, baseada principalmente no que foi discursado por Henrique Meirelles, Presidente do Banco Central do Brasil. Pois bem, se é o Professor Gustavo Pires que vislumbra os Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro, eu não vou contestá-lo. Acabei por ir na onda dele, mas que a principal adversária já não seria Madrid, mas sim Chicago.

E  por fim São Sebastião do Rio de Janeiro foi eleita a Rainha dentre as 4 cidades finalistas. Não tenho dúvidas de que o povos Carioca e Fluminense organizarão os maiores Jogos Olímpicos da História.

2 Anos

Olá pessoal!

Hoje este Blog comemora 2 anos online! Até agora contam-se 21113 visitas em 731 dias. Em média são 28,88 visualizações/dia. Resultado bem acima do esperado, 28x acima do previsto. Resultados impressionantes. Vamos então comemorar com uma sábia frase de Pelé, que está em Copenhague (Dinamarca) para a votação da cidade que receberá os Jogos Olímpicos de 2016:

“Chicago disse que vai trazer o Obama. Pela Espanha vem o Rei. O Brasil tem Pelé e Lula. 2 a 1 pra nós!”

E por aí vai!

Olímpicos

Madrid, Rio de Janeiro, Chicago e Tóquio. Um dessas quatro cidades será a escolhida para receber os Jogos Olímpicos de 2016. Numerosas e dispendiosas comitivas já estão em Copenhague (capital da Dinamarca) para o anúncio da cidade-sede na sexta-feira (02 de Outubro).

Se há uma favorita? Arrisco-me em não me arriscar. A imprensa de cada país pende para o lado da sua cidade. O que é insustentável é o cenário de pompa criado em volta disso tudo. Uma cidade candidata é apenas candidata. Os projetos que existem para uma cidade candidata não devem ser ativados apenas para os Jogos Olímpicos, mas sim como a fazerem parte de um Plano Director. Não apenas o Rio de Janeiro ilustra isso. As outras também. Muito provavelmente estes projetos serão deixados de lado se a canidatura não ser a vencedora. E vão grupos musicais, prefeitos, governadores, presidentes! É importante, obviamente. Entretanto as populações de cada cidade têm problemas e questões mais urgentes que os Jogos Olímpicos não resolverão. E estas autoridades não podem ser contagiadas por esse cenário de “oba-oba”, que mostra ser pura e momentânea ilusão. Depois da festa de Copenhague, tudo voltará ao normal.

Pessoal, não sejamos contagiados por este clima. Receber os Jogos Olímpicos será extremamente importante! Torço para que isso aconteça! Porém antes de os jogos serem organizados, é preciso organizar necessidades mais urgentes e direcionar mais recursos a estas demandas, a serviço de toda a população. E não apenas para uma elite.

Profissionais e Profissionais

Dizem que há gente pra tudo. De todos os jeitos. De todas as personalidades, dos mais variados caracteres. Gente honesta, verdadeira; gente falsa, hipócrita, sem valores. Profissionais e não-profissionais. 

“Não fico a saltar ao chão na grande área porque não sou trapaceiro”, disse Wayne Rooney sobre a encenação de Eduardo, Brasileiro naturalizado Croata, que atua pelo Arsenal, de Londres. Na Romênia, um jogador recusou-se a cobrar a penalidade máxima marcada ao seu favor, ao alegar que não havia sido pênalti. Sábado passado, em Fortaleza, a bola tocou “levemente” na mão do jogador do Paraná Clube e acabou por entrar na baliza. O tal jogador comemorou como se nada tivesse acontecido. Tocou levemente? Francamente! Pudera! Questão de valores. Questão de profissionalismo.

Marta, grande expoente do futebol feminino mundial sempre deixou claro ser corinthiana. Entretanto, Marta foi contratada pelo Santos FC. Logo, Marta retirou da sua página da internet a informação de que o seu clube de coração era  o alvi-negro do Parque São Jorge. Na contramão, Kleber, jogador do Cruzeiro EC aproveitou o fim-de-semana de folga e foi visitar São Paulo. Esteve em uma festa de uma torcida organizada do Palmeiras, seu antigo clube. Bateu bola com amigos! Vestiu a camisa da organizada! Ostentou o símbolo do rival, contra quem jogará na próxima quarta! Como estão os cruzeirenses com isso? Que confiança eles colocarão em um jogador que tomou uma atitude nada profissional. Pagam-no para nada.

Isso tudo que foi escrito pode ser sintetizado em uma palavra apenas: ética. Em alguns casos, houve. Em outros, não. Sem ética (Etos) não há credibilidade. Sem credibilidade, não há confiança e um relacionamento de longo prazo se perde. Um profissional é prezado pela sua credibilidade, seja no esporte, seja na imprensa, seja no mercado imobiliário ou financeiro, por exemplo. Se no esporte não há ética e não há valores, péssimo exemplo para quem agora começa a praticá-lo e a segui-lo.

A Grande Vencedora do Tênis

Quando se lê um título como este, é possível pensar em nomes como Martina Navratilova, Arantxa Sánchez, Steffi Graf ou Gabriela Sabatini. Que nada, muito longe disso. Há muito tempo uma situação chama a atenção e ontem, durante a decisão do Aberto dos EUA de tênis, esta situação tornou-se muito mais evidente. A supremacia da Nike na modalidade.

Os finalistas – Del Potro e Federer – estavam vestidos pela empresa estadunidense. Rafael Nadal, outro sempre finalista de grandes torneios também é patrocinado pela Nike. No feminino, Maria Sharapova e Lindsay Davenport. Em suma, ela reina absoluta e no tênis, enquanto que as rivais correm por fora, como Djokovic (adidas) e Clijsters (Fila). Impressiona a passividade das concorrentes em relação a essa liderança da Nike.

Parabéns a Del Potro pelo grande jogo de ontem e pelo título obtido. Mais parabéns ainda pela Nike que predomina, soberana, em todos os pisos, quer seja o tenista, quer seja o país.

UCL Fantasy Football

Aos visitantes do Blog que estiverem interessados em participar do Fantasy Football da UCL (UEFA Champions League), acessem o site:

http://pt.uclfantasy.uefa.com/

Registre-se e faça a sua equipe. Vá em “Ligas” e adira à Liga “KNELA_GROSSA”. Vão solicitar um código de acesso, que é: 12469-3684.

Divirta-se!

Esse Mundo que é uma Bola

A FIFA (Federação Internacional de Futebol) tem mais países que a Organização das Nações Unidas. São 209 contra 191, que a cada quatro anos se reúne para a Copa do Mundo, que, no ciclo em que estamos, começou em finais de 2006 e terminará em junho/julho de 2010, na África do Sul.

Hoje acontecerão jogos em todos os fusos horários do planeta, independentemente da latitude. Justamente enquanto vos escrevo os sauditas estão a preparar o estádio Real em Riad para receberem o Bahrein. Os samarineses deslocam-se até Uherske Hradiste para enfrentarem os tchecos. Israel recebe Luxemburgo em Ramat Gan. Os magiares seguem ansiosos para estarem presentes em uma fase final de Copa do Mundo, depois de mais de duas décadas. Os norte-coreanos celebram hoje a Doutrina Juche e a presença na África do Sul no ano que vem. No meio do Oceano Atlântico os 300 moradores da ilha de Tristão da Cunha acompanharão o Inglaterra x Croácia, em Wembley. Enquanto isso, o astro do futebol vietnamita joga em Portugal. É esse vasto mundo que estará atento a alguns esféricos no dia de hoje.  

O mundo gira e a bola rola.


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