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XV 84

Ficam aqui registrados os parabéns ao meu clube, o Esporte Clube XV de Novembro de Jaú, que hoje completa 84 anos de muita glória. Vida longa ao glorioso Galo da Comarca! Muito trabalho, boa vontade e visão aos que também hoje tomam posse na diretoria do clube.

Dá-lhe Galo ontem, hoje e sempre!

Obladi, Obama

Falou-se muito nesta semana que a mudança chegou à “América”. Qual mudança? Qual “América”? Enfim, uma profunda e densa análise sobre esta frase não vem ao caso agora. Entretanto refere-se à eleição de Barack Obama à presidência dos Estados Unidos. O primeiro negro a assumir tal cargo. Como este é um blog desportivo, caso ele fosse um atleta, poderia, como filho de um queniano, ser corredor de fundo. Vejam só como ele é magro. Ou, por haver vivido anos da infância na Indonésia, ser jogador de badminton!

Barack Obama, o próximo presidente dos EUA (fonte: obama08.com)

Disparates de lado, a eleição de Obama à presidência daquele país da América do Norte mexe com o universo do desporto. Não é pelo fato de ele torcer pelos Bears, pelos White Sox, Cubs ou pelos Bulls, Como torce realmente, por ser de Chicago.

Obama é uma ameaça. Isso mesmo, Obama é uma ameaça. Ameaça aos madrilenhos, cariocas e aos naturais de Tóquio. Espanhóis, brasileiros e japoneses, respectivamente. Medidas para a proteção de produtos estadunidenses frente a similares destes países? Ameças de conflitos armados? Não, longe disso. O que estas cidades (Rio de Janeiro, Chicago, Tóquio e Madri) têm em comum é o fato de serem candidatas aos Jogos OIímpicos de 2016. E uma delas será a escolhida. No ano que vem, 2009.

Obama em sua época “basqueteira” (fonte: weblogs.newsday.com)

Não há dúvidas de que Chicago ganhará maior projeção mundial por ser a terra natal do próximo Chefe-de-Estado dos EUA. Como Obama é negro, isso pode atrair a simpatia dos países africanos na hora de escolherem a sede. O voto dos países latino-americanos também, se as políticas com aquela região foram bem conduzidas.

Com isso, Chicago sobe nas bolsas de apostas para ser a cidade-sede das Olimpíadas em 2016. Se a briga estava boa, ficará melhor e que vença a que estiver em melhores condições. Mas, cá entre nós, muita coisa vai acontecer até lá. Que antes de tudo isso, Barack Obama seja um bom presidente para o povo dos Estados Unidos.

Fim de Semana Milionário

Fórmula 1 em São Paulo, realização perfeita. Só não foi mais-que-perfeita porque Hamilton sagrou-se campeão do mundo. Bom para Hamilton, bom para a escola britânica de automobilismo, bom para a cidade de São Paulo. Circuito cheio, hotéis lotados, turistas, consumo, renda. Milhares de empregos diretos e indiretos criados devido a um evento que dura um pouco mais que um fim-de-semana. Mas tenham certeza que a partir de amanhã a maioria dos hotéis e a administração paulistana já começarão a acertar os ponteiros para receberem a corrida do próximo ano. Oxalá que para melhorar o que ficou a desejar neste ano.

Cidade de São Paulo (fonte: capital.sp.gov.br)

Hoje cedo ouvia a Jovem Pan AM pela net e impressionei-me com a quantidade de fãs da velocidade vindos de diversos países da América Latina. A certa altura, metade dos entrevistados eram estrangeiros. Chile, México e principalmente Argentina, onde Fangio e Reutemann foram os maiores exponentes na F1. Mais um motivo para a cidade de São Paulo ser mais divulgada nestes países e posicionar-se mais como o principal centro urbano latino-americano. Mais motivos para a língua castelhana ser ensinada com mais ênfase no Brasil, com a finalidade de maior integração com os vizinhos.

Autódromo José Carlos “Moco” Pace, Interlagos (fonte: jornale.com.br)

O Brasil e São Paulo apareceram bastante na mídia internacional nestas duas últimas semanas. E não foi pela acentuada queda da Bovespa, nem pelo futebol, eleições municipais ou seqüestros, mas sim por receberem o “circo” da Fórmula 1. Tamanha exposição na imprensa – através de um aspecto positivo que é o desporto, em vez da violência – só tem a favorecer a cidade de São Paulo. A partir de Interlagos a capital paulista é capaz de transmitir ao mundo o quão cosmopolita ela é, assim como o seu poder econômico. O resultado disso é um maior volume de investimentos que por sua vez significa geração de emprego, renda e qualidade de vida para a população.

Região da Berrini, em São Paulo (fonte: estacoesferroviarias.com.br)

O esporte é sim capaz disso tudo e que isso não fique restrito apenas à cidade de São Paulo. Infelizmente o autódromo José Carlos Pace é o único no Brasil (e na América Latina) em condições de receber uma prova da F1. E ainda com diversas restrições, muito há de ser melhorado.

GP de F1 na Oceania (fonte: caradvice.com.au)

Como percebido, milhões e milhões de dólares circularam por São Paulo nestes dias. Muitos outros a McLaren Mercedes forneceu à Toyota também. Por que não? O automobilismo precisa ter um campeão inglês, para não perder a fatia do mercado britânico e o seu grande poder de consumo: durante a década de 90, Damon Hill ficou campeão e depois desta conquista, ele sumiu. Até rimou: o Hill sumiu! Brincadeiras à parte, parabéns a Hamilton, o mais jovem piloto a conseguir um título mundial de Fórmula Um. Mais que isso, ele quebrou uma barreira – barreira não, uma barragem – racial ao ser o primeiro negro a levar o título. Queria mesmo era que a corrida de hoje acontecesse há 30 anos, em Kyalami, África do Sul, em pleno Apartheid. Queria mesmo ver o que a elite sul-africana daquela época faria ao ver Hamilton, negro, campeoníssimo.

Parabéns Hamilton. Parabéns e muito obrigado, Felipe Massa!!!

BH Rugby 5 Anos

No passado dia 30 de outubro (ontem), o Belo Horizonte Rugby Clube completou 5 anos de existência. Tenho muito orgulho por ter feito parte desta história desde o início. Vida longa ao BH e meus parabéns a todos que fizeram – mas que sempre fazem e farão -, fazem e farão parte deste grande clube! BH FORÇA, BH RAÇA, BH RUGBY! Ontem, hoje e sempre!

Bandeira do BH Rugby

As 8 mil y el Pibe

No dia em que este blog comemora 8 mil visualizações, outra celebração: hoje foi nomeado nada mais nada menos que Diego Armando Maradona para o cargo de técnico da seleção argentina. É o início da era do eterno camisa 10 alvi-celeste no comando da seleção “gaucha”. Ontem mesmo pensava comigo: Grondona (presidente da AFA e vice-presidente da FIFA) não concederia o cargo a ele. Antes Pekerman, Bilardo ou mesmo Batista.

Carlos Bilardo e Maradona, durante a Copa de 1986 (fonte: ole.clarin.com.ar)

Enfim, sem mais delongas e avesso às rivalidades, bom trabalho a Maradona!

Jogar em Casa

Se o caro leitor achar que este texto falará da importância de um clube possuir um estádio ou da influência da torcida em uma partida, tanto ao jogar como local ou visitante, pare por aqui. A “casa” que está inserida no texto é uma outra. Sim, em termos relaciona-se com um estádio, mas vai mais além.

Fonte: www.s3.amazonaws.com

Um dos sonhos de João Havelange ao longo dos mais de 90 anos da sua vida , porém não realizado, foi não ter organizado ou visto uma partida entre Israel e Palestina. Filiada à FIFA desde 1998, hoje pela primeira vez a Palestina faz uma partida como local, dentro de território da Autoridade Palestina. O jogo é um amistoso (amigável) contra a Jordânia e histórico também. Quem sabe o esporte, através do futebol, não faça as diversas facções existentes entre os palestinos chegarem a um acordo comum, que promova o diálogo e o bom senso para alcançarem um acordo de paz e terem uma “casa” em definitivo para poderem jogar perante o seu público.

Logo do movimento para a realização de uma Copa do Mundo conjunta entre Israel e Palestina (Fonte: blogdoisrael.blogspot.com)

Toda nação quer ter uma “casa” para jogar e este jogo significa um avanço no processo de paz entre Israel e Palestina, com o aval israelense à realização da partida. Israel sabe bem o que foi não ter uma “casa” para mandar os seus jogos por vários anos. Muito antes da criação do Estado de Israel, havia a Federação Israelense, com uma seleção que jogava ora na Europa, ora na América, ora na África. Qual a vantagem e motivação tinha esta equipe sem uma “casa” para jogar? Era menor, sem dúvida.

Com tudo isso, que estes 90 minutos deste jogo que neste momento está sendo realizado, sirvam como referência, como avanço para a promoção da paz.

Coexistência

Que a Holanda não é exemplo de país em que as comunidades que lá residem conseguem viver, ou melhor, coexistir, não é mesmo. Claro que não chega ao ponto de ser uma guerra civil, muito bem longe disso. Entretanto, basta ver a atuação da extrema direita naquele país e o assassinato de seu líder, Pim Fortuyn, por um imigrante marroquino. Até há pouco tempo, os jogadores brancos e negros da seleção não se falavam. Theo Van Gogh, reconhecido cineasta holandês, foi também foi morto por um imigrante africano. Atualmente é o filho de um imigrante marroquino que tem ocupado as primeiras páginas dos diários batavos.

A multirracial seleção holandesa de futebol (fonte: knvb.nl)

Ahmed Aboutaleb é o nome dele. Escolhido para ser o prefeito de Roterdã, a segunda cidade holandesa e maior porto do mundo, é o primeiro muçulmano a ocupar tal cargo naquele país. Só para terem uma idéia, 46% de seus 600 mil habitantes é originária de 174 países. Simbolicamente Roterdã pode ser considerada uma sociedade das nações.

Ahmed Aboutaleb, o novo prefeito de Roterdã (fonte: dereporter.nl)

Apelidado de “unificador”, tem 45% de apoio entre os holandeses e defensor da negociação como método de trabalho que, segundo o próprio, é uma característica essencial do islamismo. Pretende exercer os 6 anos de mandato que tem pela frente e por enquanto as críticas não vêm da extrema direita, mas sim daqueles mais “bairristas”, uma vez que Aboutaleb, muçulmano, é adepto do AFC Ajax Amsterdam em vez do Feyenoord local. Uma característica curiosa esta, uma vez que – se for levada em consideração a questão do conflito no Oriente Médio -, o Ajax foi fundado por judeus e é o clube da comunidade judaica holandesa, internacionalmente reconhecido. Quiçá por estas características este tal Aboutaleb pode sim ser considerado um “unificador”.

Torcida do AFC Ajax Amsterdam (fonte: ajaxfotoside.net)

Para ele, portanto, ficam os votos de bom trabalho, para que exerça um ótimo mandato e satisfaça as necessidades dos habitantes de Roterdã. Que estes 45% de aprovação aumentem e que ele seja o exemplo para que a Holanda caminhe em direção a uma harmônica coexistência entre as diversas comunidades que lá vivem (coexistem).

Sobre o Duelo do Prata

Ontem jogaram Argentina vs. Uruguai, no Monumental de Núñez, em Buenos Aires. Tempo bom, relvado excelente, atmosfera única. Tudo nas melhores condições para receber o maior clássico entre seleções do planeta ao lado de um Argentina-Brasil. Pensava-se que haveria um problema: os jogadores. Os próprios que fazem o espetáculo.

Os capitães uruguaio e argentino antes da final da Copa do Mundo de 1930. Notem o figurino do árbitro (fonte: auf.org.uy)

Como assim os jogadores? Se forem analisados os somados 22 iniciais celestes e alvi-celestes, quase todos atuam no futebol europeu. Pensava-se que não seria visto um típico jogo sul-americano: ríspido, catimbado, de extrema técnica e toque de bola. Imaginava-se que não seria vista uma partida digna daquelas com Francescoli, Nazassi, Schiaffino, Gradín e Varela pelo lado oriental; Houseman, Sivori, Kempes, Rattin e Lostau pelo lado argentino. A corrupção, individualismo e amadorismo do corpo diretivo do futebol sul-americano (clubes e federações), somados ao câmbio desfavorável fazem com que os melhores jogadores da América do Sul partam para atuar em canchas do Oriente Médio, Europa, Japão e até da América do Norte!

Jogadores uruguaios (fonte: auf.org.uy)

Tal expectativa foi em vão. Viu-se realmente um grande jogo, um típico duelo do Prata, com San Martín e Artigas (heróis argentino e uruguaio, respectivamente) a assistirem de camarote. Mais de 10 cartões amarelos, mas nenhuma expulsão. Isso é obvio, foi um jogo entre gentlemen ! Noventa minutos muito bem disputados, brigados a cada centímetro do campo, a cada gota de suor (ou sangue, como preferirem), a cada fio rasgado da camisa. Tudo indicava que os argentinos goleariam com dois gols (golos) anotados logo ao início do encontro. Mas quem um dia na história da humanidade duvidou da garra uruguaia? Nem Napoleão na sua prepotência e arrogância duvidaria disso. Foi assim que os orientais descontaram, ao recuperarem em uma bola que até o Fundo Monetário Internacional, em meio a esta grave crise financeira que passa o mundo, dava por perdida.

CA Boca Juniors x CA Peñarol, pela Taça Libertadores de 1979 (fonte: Conmebol)

Oxalá um dia os jogadores que promoveram o duelo do Prata de ontem voltem a atuar nas canchas da América do Sul. Com seriedade e profissionalismo isso vai acontecer, mas muito há de se mudar antes. O esporte, principalmente o futebol, é um potencial gerador de serviços, empregos e rendimentos diretos e indiretos. E, sem dúvida, mais espectáculo ainda.

Maradona, o Avô

Fui pego de surpresa durante esta semana! Não foi por causa das eleições, nem pela derrota do FC Porto em Londres, ou do Artmedia Petrzalka, em Bratislava. Vi Kun Agüero comemorando um gol alá Robinho a celebrar a breve chegada ou o nascimento do seu filho. Pergunto ao Corbellini se a noiva dele, Gianinna, filha de Maradona, estava grávida. Resposta afirmativa, Maradona avô! Difícil de acreditar.

O casal Gianinna Maradona e Kun Agüero (Fonte: diariouno.com.ar)

Independente do triste fim de carreira (a futebolística) que ele teve, dizem que assim é a vida. Uma hora ou outra ele iria ser avô mesmo. Aquele garoto nascido em um bairro privado (privado de luz, água, saneamento básico), quando ainda criança disse um dia disse à TV que conquistaria o mundo com a seleção argentina. E conquistou. Foi campeão mundial adulto aos 17 anos, fez fama e sucesso. Foi o melhor do mundo ao lado de Pelé. Um domínio de bola, noção de espaço e garra dentro de campo incomparáveis. Acabou com um país usando os pés, claro, mas também ao usar uma das mãos, que ele disse era a de Deus.

A “Mão de Deus” de Maradona, contra a Inglaterra, no Mundial México’86 (fonte: fifa.com)

Rodou o planeta, fez a Argentina ser mais ainda conhecida pelo globo. Conheceu reis, rainhas, sultões, generais, comandantes. Conheceu pessoas. Conheceu pessoas que levaram-no a tomar um caminho de onde até hoje ele quer sair (pelo menos acredito), mas não consegue. Em determinadas ocasiões – nas clínicas de tratamento -, convive com pessoas que acreditam serem o Papa ou San Martín. Ele não pode falar nada que acredita ser o Maradona, porque ele é o próprio. A vergonha que ele sente em ter escolhido este outro caminho é visível.

Não adianta aparecerem Robinhos, Messis, Henrys, Beckhams, Cristianos Ronaldos. Maradona será insuperável. Hoje em dia muitos condenam-no pelo seu passado (quiçá pelo presente também), mas ele merece outra chance. Quem sabe Leonel Agüero Maradona, o futuro neto, faça do avô perceber o tempo que perdeu, o tempo que poderia ter passado com a família, o exemplo que ele precisa ser para este neto. Tomara.

1 Ano

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