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O País da Copa é o País do Rugby

A TV passa que na África do Sul o futebol é a modalidade dos negros e o Rugby, a dos brancos. Não é nada disso. Não sei o que querem quando dizem essas coisas, mas constatei que não é bem assim.

Logo ao desembarcar em Joanesburgo a África do Sul jogava contra a Nova Zelândia, fora-de-casa, pelo torneio das 3 Nações. Nos restaurantes e cafés que transmitiam o jogo, pessoas aglomeravam-se para ver os Springboks. Brancos e, em uma ligeira maioria, negros. Além disso, naquele dia, as pessoas com quem conversei – negros e brancos – sabiam do resultado da equipe e os compromissos que viriam a seguir.

Não tive dúvidas de que o Rugby é o desporto-rei na África do Sul.

O blogueiro tem estado um tanto ausente e ficará outro tanto a mais. Na volta, as impressões globais e “blogais” sobre as bolas ovais e redondas desde a África Austral. Nos vemos em Porto Elizabeth e em Jo’burg na grande final!!!

o XV vai junto

o XV vai junto

Holanda-Espanha

Chegam à final as únicas duas seleções nunca campeãs mas com potencial de alcançarem o título em função dos históricos que possuem. Outrora grandes inimigas na época das Grandes Navegações: Invasões Holandesas no Brasil e a União Ibérica. Ademais, o hino nacional holandês cita a Espanha em sua letra. Claro que não por estes fatores, mas certamente será um grande jogo. Nos vemos em Jo’burg.

Hoje este blog completou 40000 visitas. Para os que gostam de estatísticas: 40,16 visualizações/dia. Média muito maior que as demais aqui já colocadas. Obrigado!

Rugby além do Óbvio

Esses dias meu irmão perguntava sobre o motivo dos recentes conflitos entre quirguizes e uzbeques. Não soube no momento responder, por falta de informações. Levando em linha de conta que a tensão dá-se na cidade quirguiz de Osh, procurei levantar algumas hipóteses, sem saber dos motivos dos enfrentamentos.

Ora, o Quirguistão não é rico em recursos naturais; 15% do solo do País é arável, ou seja, não têm coisa alguma e brigam por nada, salvo se os motivos forem questões de trabalho, como a empregabilidade, em outras palavras, por coisas que os uzbeques se submetem a fazer que os quirguizes não fazem, a roubarem os seus postos de trabalho.

Se diversos motivos distanciam estas duas etnias, o Rugby é capaz de unir. E justamente para difundir os valores do Rugby, de respeito, camaradagem, entre outros, que as seleções nacionais dos dois Países realizaram uma grande partida em Bishkek, capital do Quirguistão. O jogo foi em 2008 e o resultado não interessa, mas este conflito étnico ocorre com muita frequência desde o fim da União Soviética (1991). Portanto, como mostra a foto abaixo, o Rugby mostra que é capaz de – pelo menos durante 80 minutos mais o tempo do terceiro tempo – aproximar os dois povos.

Quirguistão x Uzbequistão - Bishkek, 2008 - Fonte: IRB

Quirguistão x Uzbequistão - Bishkek, 2008 - Fonte: IRB

A Energia da Copa

Interessante o e-mail que o Biá (o mesmo do ranking Brasileiro de clubes de futebol e futuro avô de um(a) lindo(a) polaco(a)-brasileiro(a)) me enviou ontem.

O gráfico abaixo mede o consumo de energia elétrica no Brasil nos dias dos jogos Brasil-Croácia (13 Jun 2006) e Brasil-Japão (22 Jun 2006). Realmente o País para (já sem o acento por conta do acordo ortográfico), com uma acentuada queda assim que começa o jogo. Ao intervalo, o consumo tem um ligeiro aumento, que volta a cair na segunda parte do jogo. Finalizada a partida, o consumo de energia volta a aumentar, mas ainda fica abaixo do normal. Confira o gráfico:

Consumo de Energia Elétrica no Brasil - Copa 2006 - Jogos 1 e 3 (xCroácia e xJapão, respectivamente). Fonte: José Antônio "Biá" Biasetti

Consumo de Energia Elétrica no Brasil - Copa 2006 - Jogos 1 e 3 (xCroácia e xJapão, respectivamente). Fonte: José Antônio "Biá" Biasetti

Hipóteses para o ligeiro aumento do consumo de energia ao intervalo:

– As pessoas preparam um lanche ou precisam de um “reabastecimento de cerveja” e para isso precisam abrir geladeiras, frigoríficos, acender fogões, usar microondas, preparar cafeteiras ou usar as máquinas de café;

– As pessoas voltam a ligar o computador para realizar algum trabalho nestes 15 minutos de intervalo.

O consumo de energia ao fim do jogo volta a elevar-se porque as pessoas certamente voltaram às suas atividades normais. Entretanto há aquelas que ficaram em casa ou que mantiveram as atividades enquanto viam o jogo, ou seja, acabaram por ficar sem fazer nada, ou, no mínimo, assistindo TV. Por isso o consumo não volta ao dos dias típicos, no mesmo horário.

Eis o que faz a Copa do Mundo para o consumo de energia do País. Todavia estes resultados apresentados podem variar de acordo com o fuso horário em relação ao País em que acontece a partida.

Jabulani reclama de maus tratos

Em conferência de imprensa realizada hoje pela manhã no Ball Hall, em Joanesburgo, África do Sul, o sindicato das bolas dos mundiais de futebol expressou em comunicado oficial o descontentamento com o tratamento que tem sido feito aos esféricos neste Mundial de futebol FIFA.

Estiveram presentes a veteraníssima Telstar, a Telstar Durlast, a Tango Rosario, a Tango España, a Azteca, a Etrusco, a Questra, a Tricolore, a Fevernova, a Teamgeist e a própria Jabulani. A bola porta-voz, a Jabulani, disse que sentiu-se como uma bomba da guerra civil iugoslava nos jogos da Eslovênia contra a Argélia e em Sérvia x Gana. A bola também não gostou da indiferença com relação a ela no jogo França x Uruguai: “não me viram…”. Inclusive está com crise existencial: “…estive neste jogo?”. “Cansei de ser buscada nas bancadas”, disse a bola.

Tadinha.

O sindicato das bolas disse que se medidas não forem levadas a cabo a fim de tratarem-nas com estima, tomará sérias providências. Os atletas reclamaram muito dela antes desta Copa do Mundo, enquanto que na verdade percebe-se que é ela que deve reclamar dos jogadores.

Parabéns à FEA, campeã do InterUSP’2010 no Rugby!!! Campanha: 13 x 0 Med/Pinheiros; 6 x 3 Med/RP; 15 x 0 Farmácia! Dá-lhe FEA!!!

Reclamam da bola da Copa, a Jabulani, da adidas. Na verdade não vejo nada incomum: ela é redonda igual as outras e sempre beija a rede quando feito um bom trabalho!

Pré-Conceitos

Infeliz – em um adjetivo mais elegante – a matéria da Veja desta semana sobre o Rugby. Tentaram denegrir a modalidade, fizeram afirmações sem fundamento, expuseram conclusões sem conhecerem o esporte e os verdadeiros esforços de quem joga e de quem dirige a modalidade no País.

Se foi esta a intenção desta revista, não conseguiram. Os responsáveis pela matéria não conhecem o Rugby e os valores que transmite. Não conhecem os seus praticantes e o amor com que eles jogam. Claro, leitor, muitos podem dizer: “em situações como estas, só amor não adianta, só amor não leva isso para frente”.

Muito felizmente há os que acreditam, há aqueles que são levados pelo lema que o “coração manda” e seguem em frente. Por conta deles, hoje o Rugby não é mais militância no País. Este blog é capaz de mostrar isso. O Rugby é a cada dia mais levado a sério e cresce ano a ano. Um motivo ou outro no passado fez com que ele não fosse tão popular quanto outras modalidades. Se for feita uma analogia à matéria da Veja, o futebol Brasileiro até os anos 1930 do século passado acumulava péssimos resultados internacionais. Outras modalidades também têm atletas que precisam conciliar o esporte com a vida profissional. Não se trata apenas do Rugby.

Aliás, se uma matéria como esta é publicada, é porque o Rugby está fazendo barulho e infelizmente a sociedade tem pré-conceitos deste esporte. Pré-conceitos concebidos por um meio de comunicação, de circulação nacional e formador de opinião pública pode, no mínimo, conduzir a população a ter uma visão e opinião limitada e restrita sobre o mundo e as inovações que podem ser benéficas a ela própria. Em longo prazo, significa o atraso e não-desenvolvimento de um País.

E o compromisso de todo meio de comunicação é servir e contribuir para o crescimento do País. O que a revista escreveu, serve de alento para seguir em frente. De resto mandou bem mal, Veja.

Garotas praticantes de Rugby - RFU/Inglaterra

Garotas praticantes de Rugby - RFU/Inglaterra


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