
Football-1
Exibição Internacional de Futebol, em Tóquio (Japão), de 19 a 21 de Fevereiro de 2010. Mais informações em:
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Football-1
Exibição Internacional de Futebol, em Tóquio (Japão), de 19 a 21 de Fevereiro de 2010. Mais informações em:
Mundial de Clubes da FIFA, FC Barcelona campeão. Finalmente venceram um mundial de clubes, na 3ª oportunidade. Venceram sem merecerem tanto e festejaram bastante. Parabéns ao clube da Catalunha. Enfim.

Cartaz da Copa Toyota 1999: Man Utd FC x SE Palmeiras (Wikipedia)
“Torneiozinho mixuruca, hein?” Garrincha, após a final do Mundial FIFA 1958, depois de saber que em uma Copa do Mundo não há 2º turno.
Quero aproveitar esta lendária (nos 2 sentidos) frase do Garrincha para fazer o meu comentário sobre o torneio. É ótimo ver clubes da Oceania, Ásia e África a disputar torneios com a grandeza da presença de clubes como o Estudiantes de La Plata, FC Barcelona e Atlante. Entretanto, não há apelo “futebolístico”, em termos de espetáculo mesmo. Não há apelo de público e interesse comercial nestes jogos.
E os clubes sul-americanos e europeus interrompem toda uma preparação para jogar este torneio.
A FIFA pode trabalhar e explorar comercialmente muito melhor um torneio como este se fosse disputado em jogo único, sob o nome de “Taça Europa-América do Sul”, ou “Taça Intercontinental” (mas aí a cadeia hoteleira devia patrocinar o jogo), nos moldes da antiga Toyota Cup. Entretanto isso não vai acontecer, devido à própria missão da FIFA: “Pelo Jogo, Pelo Mundo.”
Ano que vem tem mais.
Estimados pacientes, este texto é uma continuação do que escrevi em 21-09-2008, com o título “T.O.P.S.T.A.R.”.
Há acadêmicos que dizem que um atleta, para ser um topstar deve reunir características que tenham as iniciais com “T” (team), “O” (off-field life), “P” (physical characteristics), “S” (success), “T” (transferability), “A” (age) e “R” (reputation). O siginificado de cada uma dessas características está naquele texto.
Notem que no título deste texto que escrevo, faltam as letras “O” (off-field life) e “R” (reputation). Neste momento, é que falta para o golfista Tiger Woods voltar a ser um topstar. Se ele quiser ser, claro! O acidente de carro, o adultério e o consumo de entorpecentes tiraram essas duas letras dele, os patrocínios e alguns milhões de dólares.
O golfista estadunidese Tiger Woods
Rein, Kotler e Shields (2008) dizem que a perda de patrocínios, tida como uma punição, pode ser eficaz quando um “garoto-propaganda” de produtos famosos se envolve em situações questionáveis. Talvez por isso ele considere o que ocorreu. Segundo os mesmos autores, nada pode ser mais prejudicial para a imagem do atleta que a divulgação pública de semelhantes transgressões.
Já aconteceu com George Best, com Ronaldo Nazário, com Maradona e Schumacher. Uns souberam dar a volta por cima. Outros não. Resta saber como Tiger vai lidar com isso tudo.
..quem não tem colírio, usa óculos “escuro”! (Raul Seixas)
Os clubes desportivos no Brasil, em especial os de futebol pouco aproveitam e desenvolvem seu potencial comercial, o seu produto desportivo.
Poucos torcedores têm consciência que ao adquirir um produto oficial do clube, eles contribuirão diretamente com os rendimentos da instituição.
Os dois parágrafos acima, se somados e postos em prática, resultam em receita. Em ações de patrocínio, ações promoionais e relação duradoura da instituição desportiva com aquele que patrocina.
A prestação de serviços também é bem-vinda e gera rendimentos. Comercialização/terceirização de camarotes e prestação de serviços nas instalações e redondezas do clube também é uma iniciativa capaz de gerar rendimentos.
No Brasil conta-se nos dedos quem promove tais iniciativas. E até onde sabemos têm sido bem sucedidos.
O espetáculo desportivo é um produto. Sobre ele há consumo. Para além do espetáculo desportivo, o consumidor está apto a pagar pela marca do clube, pelo conceito, valores e princípios que a instituição desportiva transmite.
Isso vale aos grandes, médios e pequenos clubes, dentro das suas adequações. Onde quero chegar: de nada adianta vender um camarote por um valor elevadíssimo, se a equipe não disputa um torneio de ponta.

Estádio do Radium, de Mococa-SP (jogosperdidos.zip.net)
Bom, escrevo isso porque ouvi de um amigo neste fim-de-semana uma frase que chamou minha atenção: “fazer o que estava ao alcance”. Pelo contexto da situação por ele colocada – que não vem ao caso citá-la -, eu entendi assim: “cada macaco no seu galho”. Se a instituição é pequena, não pode pôr em prática grandes projetos, deve se adequar à sua força institucional e financeira, caso contrário um resultado adverso pode custar a própria existência da organização. Isso não significa que uma instituição desportiva pequena deva sempre “pensar pequeno”. Não, não. Mil vezes não! Deve “pensar grande”, projetar algo muito forte em longo prazo, ou então, por que razão existe? É preciso ter ambição e trabalhar nela.
Vale aqui a máxima do Barão de Coubertin: “veja longe, fale francamente, aja firmemente.”
Visitem a seção: “Utilidade Pública“.
Há novidades!
Para não esquecer: adira ao GALO AVANTE! Procure a sede do XV!
E. C. XV de Novembro. De Jaú, de todos nós!
No início desta semana o CR Flamengo elegeu um novo presidente. Aliás, uma “presidenta”. Patrícia Amorim foi eleita e quer gerir o clube à maneira feita no FC Barcelona. Pois bem, muito bem! Disse ainda que a realidade europeia é diferente. Em falar isso ela foi infeliz.
Gerir o CR Flamengo como o FC Barcelona é uma excelente iniciativa. Até onde se sabe o clube catalão possui poucos problemas financeiros, é um exemplo em desportivismo (tem handball, basquete, hóquei, Rugby) e trabalha com a sua marca. Tem instalações próprias e uma massa associativa contribuinte, o que acaba por potenciar os seus rendimentos.

Torcida do Fla no Maracanã (flamengoeternamente.com.br)
O CR Flamengo tem muito mais que isso: a maior torcida do mundo e origens que não vêm do futebol, mas sim do remo. O basquetebol tem um excelente palmarés e, se bem trabalhado, a massa pode tornar-se literalmente associativa e contribuir financeiramente. Se bem trabalhado, os patrocinadores não se tornarão apenas sponsors, mas sim parceiros da instituição. Com tranquilidade, estabilidade (salários pagos em dia), boa infra-estrutura e bom ambiente de trabalho, não haverá atleta que quererá deixar de jogar no CR Flamengo.
Não consigo ver em que a realidade europeia é diferente.
Talvez seja no aspecto do pagamento dos salários e gestão comercial do clube.
O CR Flamengo é um produto que deve ser desenvolvido para potenciar suas receitas. Sua direção tem muitas coisas em mãos (patrocínios e mercado consumidor) depois do título brasileiro. Está com “sangue novo”. É preciso, portanto, trabalho para transformar o CR Flamengo o maior clube do mundo, não apenas em número de adeptos, o que eu acho que todo rubro-negro também quer.
Adira ao GALO AVANTE! Procure a sede do XV de Jaú.
E. C. XV de Novembro. De Jaú, de todos nós!
* – Continuação do post “Truculência Mundial” de semanas atrás
Campeonato Brasileiro 2009 terminado. Flamengo hexacampeão. Foi uma grande festa, sem dúvida alguma. No entanto, as comemorações foram exageradas e resultaram em violência, vandalismo e desrespeito ao próximo.
Em Curitiba, o descenso do Coritiba FC levou a uma batalha campal. Na hora lembrei-me de um documentário sobre a tragédia de Heysel, em 1985: era final da Copa dos Campeões da Europa (atual Liga dos Campeões) entre o Liverpool FC (ING) e a Juventus (ITA). Antes do jogo as duas torcidas envolveram-se em uma confusão e os ingleses encurralaram nas bancadas os adeptos italianos. 39 deles morreram asfixiados, nas arquibancadas.

Heysel, 1985: vá ao estádio e coloque sua vida em risco! (www.idrottsforum.com)
Esses exemplos são cenas de barbárie e ignorância. Quem vê de fora pensa que o brasileiro é desordeiro, primitivo e que resolve as adversidades com violência e ignorância. Segundo algumas autoridades, parece que é comum o ser assim, não há como conter a paixão da torcida.
Não dá é pra conter a burrice de alguns vários. Torcedores e autoridades.

Torcedores da Juventus em Heysel (www.ubishops.ca)
E há clubes que distribuem bilhetes a desordeiros. Depois reclamam que falta “verba”. É óbvio: bilhete oferecido + patrimônio danificado = prejuízo! Uma operação de subtração!
Mais uma vez digo que a solução está:
– No aumento do preço dos bilhetes;
– Combinada com a melhoria dos estádios;
– Aplicação de programas de fidelidade de torcedores;
– Venda antecipada de bilhetes para a época toda;
– Ação policial.
Está provado: o torcedor frequenta um estádio em busca de segurança, conforto, facilidades (estacionamento, acesso) e socialização. No entanto, não se encontra nada disso. Que sejam, portanto, feitos investimentos nestes pontos. Se for para aumentar o preço dos bilhetes, que aumentem. Ok, muitos gostaram de lá estarem e terem visto o Flamengo campeão. No entanto, a grande maioria dormiu lá ou chegou nas primeiras horas da manhã para evitar confusões e filas. Evitar desconforto e aborrecimento.
Até as formigas organizam melhores filas que os torcedores nos estádios do Brasil. Nem o Homem de Neanderthal brigava à maneira com que torcedores do Coritiba e do Flamengo brigavam ontem.
Com todo respeito, Sr. Homem de Neanderthal!
Faça parte! Procure a sede do XV!
E.C. XV de Novembro. De Jaú, de todos nós!