Archive for the 'Ídolos' Category

Um Melhor do Mundo Presidente da Libéria

Primeiro país independente da África (1847), fundado a partir de terras compradas pelos Estados Unidos para escravos recém libertados, que desejassem voltar ao continente de origem, teve muito apoio de um ex-presidente norte-americano, James Monroe (1817-1825). É por isso que sua capital leva o nome de Monróvia.

Com uma história marcada por mandos e desmandos no poder, golpes de Estado e bastante violência, nos últimos anos a política liberiana felizmente goza de estabilidade. Nas primeiras eleições livres e diretas, realizadas há 12 anos, a economista Ellen Johnson-Sirleaf (Prêmio Nobel da Paz em 2011) foi eleita (2005) e reeleita (2011). No pleito deste ano, o ex-futebolista George Weah (escolhido melhor do mundo em 1995) atual senador e derrotado nas últimas eleições, venceu e será empossado em breve.

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Weah escolhido melhor do mundo em 1995, pelo AC Milan

Os problemas da Libéria são vários, desde a corrupção até a pobreza extrema da população, endêmica. Entretanto, a aparente tranquilidade na condução das eleições dá um panorama que poucos países africanos possuem, que é o do respeito pela democracia e suas instituições.

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Weah em campanha presidencial

Não vai ser um ex-futebolista que vai resolver as questões que atrasam aquele país, mas enquanto atleta ele o uniu em momentos delicados. Dedicou-se a causas sociais e esportivas na Libéria. Sempre foi bastante atuante politicamente, mesmo dentro de campo, quando era embaixador da ACUNR (Agência das Nações Unidas para os Refugiados), tendo sido ele próprio, refugiado. Sabe a dinâmica da economia de um país desenvolvido. Em termos de Soft Power (poder brando), um importante “Relações Públicas” para a nação. Simbolicamente ele posiciona a Libéria no mundo, o que pode atrair vários investimentos estrangeiros. Ademais, ele sucede uma economista que – aos olhos do mundo – pôs o país de volta à vida democrática.

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Weah em atuação pela Libéria contra a Nigéria, em 2001

Se continuar neste caminho da estabilidade e unidade nacional, a Libéria tem um próspero futuro pela frente. Claro que o futebol é bastante diferente da política, e Weah parece bem saber disso.

Era uma vez em La Paz

Há alguns dias lembrei-me da Copa do Mundo FIFA 1994 e da sua fase de apuramento. Consequentemente não dá pra se esquecer da seleção boliviana daquela época. Era uma grande equipe: Carlos Trucco, Baldivieso, Erwin Sanchez, Etcheverry marcaram toda uma geração, como a minha.

A Bolívia não é conhecida pela excelência no esporte. Os recursos financeiros são escassos. O baixo IDH reflete nos recursos humanos que o país possui à disposição. A economia e o esporte boliviano são muito prejudicados pela dificuldade de acesso entre as diferentes regiões do país. O altiplano limita muito, tanto para quem é das terras baixas quanto para quem é de lá mesmo. Ademais, a falta de saída ao mar dificulta ainda mais o escoamento dos produtos com a finalidade de serem exportados. Tudo isso, somado aos diversos desafios econômicos e sociais, deixam a prática esportiva em segundo plano, com raríssimas exceções, como o piloto de ralis Jorge Salvatierra; o executivo da IBM internacional, Jorge Quiroga; a atriz radicada no México, Ximena Herrera; o empresário Marcelo Claure, CEO da Sprint (telecomunicações); e as seleções de futebol de 1963 (campeã da Copa América) e de 1993, que se classificou ao mundial de 1994, nos EUA.

No ano passado o Bolívar (equipe de La Paz, uma das capitais do país, a outra é Sucre) foi semifinalista da Libertadores. Beirou o protagonismo. Recentemente Evo Morales tem adotado uma postura distante da Venezuela e de Cuba, mais próximo das grandes economias e isso tem dado um novo rumo para o PIB nacional. Tomara que continue. Pelo bem do esporte, do jogo e da América do Sul, queremos – de volta – ver uma seleção boliviana como a da foto acima. Inesquecível.

Oh my Drone!

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Um drone (pequeno helicóptero não tripulado) invadiu ontem o espaço aéreo do estádio do Partizan, em Belgrado, no jogo de futebol entre as vizinhas Sérvia e Albânia, pelo apuramento ao Campeonato Europeu de Seleções Nacionais (Eurocopa). Levava consigo uma bandeira com mapa da ‘Grande Albânia’, que toma parte do território sérvio, com a inscrição: “Autonomia”. Claro, os sérvios não gostaram e um jogador saltou e colocou abaixo drone e bandeira. Alguns albaneses, em reprovação ao ato contra a bandeira, partiram para cima do sérvio. Depois disso viu-se uma batalha campal, invasão de campo e consequente suspensão da partida.

O fato lembrou-me o episódio da bandeira croata no mundial de basquetebol de 1990. À época, a Iugoslávia se desintegrava: croatas, eslovenos, sérvios, bosníacos, macedônios, montenegrinos e kosovares não se entendiam e os movimentos separatistas ganhavam mais força. Ao mesmo tempo os iugoslavos tornam-se os campeões mundiais no basquete. Na comemoração, um jovem invade a quadra com a bandeira da Croácia. Vlade Divac, pivô de origem sérvia, tira a bandeira das mãos do jovem e a joga ao chão. Seu colega de equipe Drazen Petrovic (de origem croata) não gosta da atitude e rompe a amizade com Divac. Tudo isso é contado no documentário “Once Brothers”, da ESPN.

As tensões nos Bálcãs são seculares. Se antes as hostilidades eram transferidas para a conflito bélico, hoje é através do esporte, um dos principais instrumentos de representação nacional.

Tá na B

cabanas__4429ab12d5aa9212d567103a91É o recomeço para Salvador Cabañas, excelente futebolista paraguaio, com 44 internacionalizações e 10 gols pela albirroja. O Tanabi EC, equipe da série B do Campeonato Paulista contratou o jogador. Em janeiro de 2010 Cabañas esteve com a vida por um fio quando, no auge da carreira, atuava pelo América (México) e foi baleado na cabeça durante discussão em uma casa noturna da capital mexicana.

De lá pra cá se esforça na recuperação. Não tem sido fácil. Alguns clubes abriram as portas para ele, mas meses depois ele era dispensado.

O Tanabi e seus dirigentes viram nele oportunidade de projeção. É o máximo. Cabañas já não é aquele futebolista como no jogo em que eliminou o Flamengo da Libertadores por 3 a 0 no Maracanã.

A cidade de Tanabi vai abraçá-lo. O campeonato é limitado, Cabañas vai se destacar e não vai demorar muito para tornar-se uma referência. Ele precisa disso. O incidente no México é como se fosse uma interrupção bruta de um ciclo que precisa ser fechado.

O Tanabi está na B, mas é uma grande chance.

O Cosmo do Soccer

O Bayern de Munique vai abrir em Nova York um escritório comercial. O primeiro fora da Alemanha. E não é China, não é Japão, não é Malásia ou Coreia, historicamente mais acostumados ao contato com ingleses e espanhóis. É por isso que equipes como o United, Arsenal ou o FC Barcelona fazem suas digressões por lá.

Por que o Bayern vai pra Nova York? Não seria o estadunidense o povo que marginaliza o soccer? Talvez um dia foi assim, mas hoje não. Os motivos (não estão por ondem de importância):

1) a Major League Soccer é o torneio de futebol que mais cresce no mundo;

2) o poder de consumo do norte-americano é altíssimo;

3) Jürgen Klinsmann é o atual treinador dos EUA;

4) os EUA têm ainda uma base militar na Alemanha. Vários filhos de militares nasceram e cresceram por lá, conhecendo o futebol local e principais equipes. Alguns deles se tornaram jogadores da seleção norte-americana: Thomas Dooley (1994);

5) Franz Beckenbauer jogou nos anos 1970 no NY Cosmos, com Pelé e Carlos Alberto Torres; Soccer - NASL - New York Cosmos

São motivos mais que suficientes. Por se tratar de um clube da Bundesliga, semana passada via um jogo desse campeonato na TV. Não me lembro qual era, mas era um conhecido vs menos conhecido. Foi 4 a 0 pro conhecido. Via o jogo e pensava que a liga alemã tinha perdido a graça. Hoje os resultados são previsíveis o desequilíbrio é maior. Era um torneio outrora caracterizado pela igualdade de competitividade entre as equipes, potencializada pela dificuldade de adaptação de astros estrangeiros no país e o tímido comportamento comercial das suas equipes. Em 1998 o Kaiserslautern foi campeão da primeira divisão em seu primeiro ano após o acesso do segundo escalão.

Campeonatos como os da Inglaterra, Itália e Espanha (pra não falar de Holanda e Portugal), são fáceis de prever. Sempre os mesmos campeões, os mesmos ponteiros. Não sai daqueles clubes. Ora, a incerteza é fator que contribui para comparecer e/ou assistir a um evento esportivo. Exemplo: a baixa procura por ingressos nos jogos do Taiti durante a Copa das Confederações 2013.

Nos campeonatos sul-americanos, isso também não existe, haja vista a rotatividade de campeões na Argentina. Nos EUA, trabalham com o recrutamento (os melhores vão para as piores equipes) e há um teto salarial, o que não atrai os grandes astros e favorece a competitividade. Por consequência, a incerteza.

Depois de tudo isso, tenha cuidado, Bundesliga. Ou será a próxima.

Carreira Thorpedo

Ian Thorpe foi encontrado nesta madrugada em uma rua nos arredores de Sydney, tonto e desnorteado. Foi levado ao hospital. Até a hora da publicação deste texto, nada se sabe sobre o estado de saúde atual. Morava há 1 ano e meio na Suíça, mas estava na Austrália desde o Natal, na casa dos pais. Dizem que luta contra o alcoolismo e a depressão.

Ian-ThorpeGanhou 5 medalhas de ouro na natação em dois Jogos Olímpicos (2000 e 2004). Enquanto atleta foi (e é) ídolo mundial, concilia espírito de equipe (ganhou medalha no revezamento), vida fora-de-campo, características físicas, sucesso, transferência, idade e reputação.

O texto não se preocupa em apontar quais foram os motivos e culpados de Ian Thorpe estar doente. Mas sim a importância de um acompanhamento com um atleta no alto-rendimento, acostumado a conquistas e holofotes, a lidar com conquistas de menor projeção comercial e menos holofotes, após terminada a carreira profissional, rápida como um torpedo.

Qualidade Percebida

Um atleta trabalha com a sua imagem. Tudo o que o rodeia contribui para. Exemplos: se algum simples mortal começar a sair com algum(a) ator ou atriz de renome nacional ou internacional, o mundo começa a vê-lo de outra maneira. Passa a dar outra atenção. Se ele estiver vestido de maneira inapropriada em determinada ocasião, não importa o status, sua exposição não é potencializada.

Eis que o jornalismo investigativo apura questão de quantias não declaradas quando da transferência de jogadores. E o pai do Neymar concede coletiva para explicar as certas origens e os destinos da transferência do atleta para o FC Barcelona. Isso foi motivo para a renúncia do presidente de um clube conhecido pela solidez, excelência e transparência. De tradição centenária e símbolo da identidade nacional de um povo, orgulhoso da sua história e idioma.

Ora, na condição de pivô da situação, é preciso proteger bastante o atleta para que ele não sinta este extracampo, não interferindo no desempenho profissional (as atividades daquele que emprega, o clube, dentro e fora-de-campo). Não a ponto de postar uma foto sorrindo, mas fazer um pronunciamento sobre o assunto, o mínimo para não se mostrar alheio, indiferente. Mostrar-se interessado, afinal ele é parte disso.

Cito o Neymar porque o caso dele está em evidência, mas isso acontece com todos estão expostos, quer seja atletas, atrizes ou pessoas públicas. Lembram-se de Chiquinho Scarpa antes e depois de enterrar o carro dele, em campanha para a doação de órgãos? É semelhante. No entanto, compartilho da ideia de que o destino do dinheiro não me interessa. Mas a não-declaração dos rendimentos, sim, e pode contribuir de maneira negativa para quem trabalha com imagem, em se tratando de qualidade percebida.


Esses Dias na História

3 de Junho

1822 – Dom Pedro recusa fidelidade à Constituição portuguesa e convoca a primeira Assembleia Constituinte brasileira

1984 – Ayrton Senna, em sua primeira temporada na F1, chega na terceira posição no Grande Prêmio de Mônaco

4 de Junho

1970 – Independência de Tonga

5 de Junho

2003 – Dissolução da República Federal da Iugoslávia

6 de Junho

1944 – Segunda Guerra Mundial: Desembarque na Normandia de 155.000 soldados das tropas aliadas (“Dia D”)

7 de Junho

1494 – Portugal e a Espanha assinam o Tratado de Tordesilhas

8 de Junho

1990 – Começa o XIV Campeonato Mundial de Futebol na Itália com o jogo de abertura Camarões 1 x 0 Argentina

9 de Junho

1934 – Estreia do “Pato Donald” em The Wise Little Hen

10 de Junho

1539 – Hernando de Soto desembarca na baía do Espírito Santo (atual Sarasota, FL), nos Estados Unidos, com 600 homens

1770 – O governador de Buenos Aires, Bucarell, ordena que os ocupantes britânicos das ilhas Malvinas desocupem a zona

1776 – O Congresso de Filadélfia aprova a Declaração de Independência dos estados da união, nos Estados Unidos.

1829 – O governador das Províncias Unidas do Rio da Prata cria o Comando Político e Militar das Ilhas Malvinas

11 de Junho

***DATA MAGNA DA MARINHA DO BRASIL***

1865 – Vitória brasileira na Batalha Naval do Riachuelo, da Guerra do Paraguai

12 de Junho

1921 – Fundação do Figueirense Futebol Clube

13 de Junho

1808 – Criado o Jardim Botânico do Rio de Janeiro

14 de Junho

1900 – Havaí se torna parte do Estados Unidos

1982 – Fim da Guerra das Malvinas

15 de Junho

1891 – Já em tempos de República, é oficializada a Província de Minas Gerais como unidade da Federação

16 de Junho

1950 – É inaugurado o estádio “Jornalista Mário Filho”, o “Maracanã”

17 de Junho

1994 – Começa o XV Campeonato Mundial de Futebol masculino, nos EUA

18 de Junho

1908 – Aporta em Santos o navio Kasato-Maru, trazendo os primeiros imigrantes japoneses ao Brasil

19 de Junho

1846 – É realizada, em Hoboken (Nova Jérsei), nos Estados Unidos, a primeira partida oficial de beisebol

20 de Junho

1995 – Fundado o Desterro Rugby Clube, em alusão ao antigo nome de Florianópolis/SC, “Nossa Senhora do Desterro”

21 de Junho

1970 – O Brasil conquista o tricampeonato mundial de futebol masculino ao venceu seu similar italiano, por 4 a 1

1978 – A Argentina vence o Peru por 6 a 0 e se classifica para a decisão da Copa do Mundo de futebol masculino daquele ano

22 de Junho

1986 – Em tarde de gala, Maradona faz os dois gols da Argentina na vitória sobre a Inglaterra por 2 a 1 em jogo válido pelas quartas-de-final da Copa do Mundo de futebol masculino: “La Mano de Dios” e o “Barrilete Cósmico”

23 de Junho

***Dia Olímpico***

1894 – Fundação do Comitê Olímpico Internacional, por iniciativa do barão Pierre de Coubertin

24 de Junho

1995 – A África do Sul (Springboks) vence a Nova Zelândia (All Blacks) por 15 a 12 e conquista, pela primeira vez, a Copa do Mundo de Rugby (XV) masculino

25 de Junho

1975 – Independência do Moçambique

1978 – A Argentina vence a Holanda por 3 a 1 e conquista pela primeira vez o campeonato mundial de futebol masculino

1991 – A Croácia e a Eslovênia declaram sua independência da Iugoslávia/Jugoslávia

Mundo Virga

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