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O Êxito da Copa Davis

Espanha e República Tcheca farão a decisão da Copa Davis 2009 e bate recordes financeiros para um torneio de tênis. Tendo em vista a sua fórmula de disputa, sugiro aqui alguns fatores que contribuem para o sucesso financeiro deste torneio.

Ser jogado entre países. Este fator atiça rivalidades entre países, acaba por inserir um propósito que em geral não existe em uma partida de tênis. Atrai público, mídia e patrocinadores.

Ser jogado entre equipes, que reúne os melhores jogadores do país e é motivo de atrair público, mídia e patrocinadores.

Ter “ascenso” e “descenso” entre os países que a disputam. Isso torna as etapas regionais, embora menores, atrativas de público, patrocínio e mídia.

Ademais, os torneios de tênis promovem cidades e com a Copa Davis não é diferente. As urbes têm interesse nessa promoção: atrai turistas e investimentos.

Agora, para o Brasil voltar a fazer parte do escalão máximo da Davis, é tema para outro papo.

Galo Avante

Por R$50,00 (cinquenta reais) mensais você passa a pazer parte do programa “Galo Avante”, do EC XV de Novembro de Jaú. Torna-se, portanto, sócio-torcedor do clube. Ao fim de 2 anos e com as mensalidades em dia, você se torna sócio-patrimonial do clube.

Adira ao programa, obtenha benefícios e contribua com o nosso clube! Compareça ao Estádio Zezinho Magalhães e saiba mais!

Aproveite também e adquira o pacote de todos os jogos do Campeonato Paulista da Série A3. Com isso você ajuda na cobertura de despesas imediatas do clube e obtém um desconto de quase 30% no valor do ingresso!

Esporte Clube XV de Novembro. De Jaú, de todos nós!

Estádio Zezinho Magalhães, “Jauzão” (classicoeclassico.sites.uol.com.br)

Zona “Z”

Na maioria das ocasiões para a compra de bilhetes com antecedência no Brasil, o cenário encontrado é de confusão, oportunismo, desrespeito e ignorância. Completa desorganização.

Cenário comum da compra de bilhetes com antecedência (fimdejogo.com.br)

Está assim a venda dos bilhetes para o jogo do Flamengo, domingo próximo, contra o Grêmio. A Polícia procura organizar – nem é obrigação dela -, mas alguns torcedores aproveitam-se da situação do anonimato, causam tumultos e agem com ignorância e a Polícia acaba por fazer uso da força. Os orientadores, despreparados, acabam por fugir da responsabilidade e, no fim, desorientam. Isso é no Rio, isso é em São Paulo e é em Minas Gerais. 

E vamos receber um mundial.

Falar e criticar é muito fácil. Que sejam propostas soluções, não é verdade? Seguem aqui:

– Venda de ingressos exclusivamente pela internet e remessa pelo correio;

– Venda de pacotes de bilhetes para a temporada toda, antes de seu início, com desconto no ato da compra;

– Ingressos direcionados exclusivamente aos chamados “sócio-torcedores”, depois de confirmado o interesse através do site oficial do estádio ou do clube.

Obviamente são ideias que devem ser desenvolvidas mais ainda e servirão como temas para outros textos.

Torcedor é consumdor de um serviço. Como todo consumidor, ele não deve ser desrespeitado. Todavia tem também seus deveres. E deve segui-los.

Ocupação Total

Míseros 40% representam a taxa de ocupação média dos estádios do Brasil na Série A do Campeonato Brasileiro, segundo estudo desenvolvido pela Crowe Horwath RCS. Este valor é o dobro do registrado em 2003. Houve avanços e há muito por vir.

Estádio Joaquim Américo, em Curitiba, Brasil (worldstadiums.com)

O mesmo estudo diz que um Mundial FIFA pode aumentar os rendimentos dos clubes, quando se fala na potenciação da presença do público nos estádios. Antes do Mundial FIFA 2006 na Alemanha, a taxa média de ocupação dos estádios naquele país era de 77%. Hoje é de 92%. Fatores que podem ter contribuído para isso: investimento em conforto e segurança, venda antecipada de ingressos e aumento da gama de serviços prestados nos estádios, como a instalação de centros comerciais e praças de alimentação/restauração.

Para o futuro digo que o preço dos ingressos nos estádios aumentará. E os torcedores estarão dispostos a pagá-los, entretanto, quererão ter em troca: comodidade, segurança e facilidade. O preço do bilhete tem que fazer jus ao que vale. Se o torcedor reclama do preço, que o pague antecipadamente, através de um pacote, no começo da temporada.

O Mineirão (bahianoticias.com.br)

O preço médio, segundo a Crowe Horwath RCS, do bilhete em um jogo do Palmeiras é de R$36,28, para uma população cujo salário mínimo é de R$505,00 é bem mais caro do que um bilhete para o jogo de uma Liga dos Campeões da Europa, que varia entre EUR52 e EUR138. O menor salário mínimo da União Europeia é de EUR500. É errado fazer as contas de quantos bilhetes para o jogo do Palmeiras é possível comprar com a mesma quantia do bilhete mais barato para o jogo da Liga dos Campeões. O certo é calcular a Paridade de Poder de Compra: quanto representa um bilhete de uma partida de futebol no salário mínimo de uma pessoa nas duas situações. Assim saber-se-á o valor real de um bilhete. De unânime, três coisas: ele está caro, ficará mais e será uma tendência. Se quiserem atrair mais público, os clubes e os proprietários dos estádios aumentarão o leque de serviços prestados e, para manter a qualidade destes serviços, o preço do bilhete aumentará. Consequentemente a gestão do estádio vai ser melhor planejada e a violência diminuirá. Até mesmo haverá redução de confusão na venda de ingressos. A venda terá que ser regulamentada. Se quiserem bilhetes mais em conta, terão que ser comprados com antecedência e, pelo fator comodidade, ela será feita pela internet. Na Inglaterra – e isso já foi dito neste blog – o hooliganismo diminuiu não foi pela atitude das autoridades de segurança apenas, mas na mudança na gestão dos estádios. Àquela época, eram as classes C, D e E que frequentava os estádios. Hoje, a A e a B.

Alguns clubes Brasileiros não devem ter percebido isso e fazem uma má gestão de seus recursos, uma administração popular. De que maneira adianta ter a maior média de público do Campeonato Nacional se o torcedor paga R$2 pelo bilhete? Será que o clube tem lucro com isso? É uma administração consciente? Lembra-me o coronelismo: cobra-se barato para a “diretoria” ser bem vista por todos.

De 2003 pra cá a taxa de ocupação duplicou. Quem sabe com toda essa euforia e profissionalização da gestão esportiva, os seus recintos não se tornem marcos bem-sucedidos de recebimento de multidões nas cidades do país.

Futebol nada Diplomático

Para todos verem: egípcios e argelinos disputaram uma vaga no Mundial FIFA 2010 na África do Sul. Primeiro jogo em Argel; segundo jogo no Cairo. Houve a necessidade de um campo neutro para um terceiro jogo, que disputou-se em Omdurman, no Sudão. A Argélia levou a melhor e classificou-se para a Copa.

Entretanto a disputa não ficou apenas dentro do campo. Fora dele os adeptos se enfrentaram com violência, os jogadores das duas seleções foram hostilizados; na Argélia, empresas egípcias foram vandalizadas. Tudo isso causou mal-estar entre os dois países. Agora o governo do Cairo boicotará a Argélia de todas as suas competições esportivas.

A Liga Árabe, preocupada, procura restaurar a estabilidade entre os dois países. A autoridade líbia, através do presidente Muammar Khadaffi, ofereceu-se intermediar as conversações. Muito boa gente o tal Khadaffi.

Khadaffi, ditador libio (www.dumpert.nl)

Se Franklin Foer continuasse o seu livro, está aí mais uma prova de como o futebol explica o mundo. O futebol foi motivo de discórdia e assim foi porque a modalidade atrai as massas e essas massas, anônimas, são incontroláveis. Khadaffi provavelmente aproveitará o clima para colocar a Líbia em posição de destaque no cenário internacional, melhorar a sua imagem e tornar-se influente no futebol aos olhos da FIFA: é proprietário de um clube da segunda divisão italiana e um de seus filhos é futebolista desse clube. Mera coincidência. “Meríssima”.

Adiantados

Não sei se é porque estou envolvido nisso, mas a todo tempo se fala de futebol. Seja pelos campeonatos locais, pelos estrangeiros, pela seleção nacional, pelos estádios, pela Copa de 2010, pela de 2014 e pelas futuras. É todo o mundo envolvido nisso. Exatamente, o mundo inteiro, de um extremo a outro.

A Austrália já lançou-se na candidatura em abrigar o Mundial FIFA 2018. Se não conseguir, a de 2022 também está pronta. Sem problemas, eles já receberam dois Jogos Olímpicos (1956 e 2000), mundiais de Rugby, dentre outros eventos. Know-how e estrutura, os australianos têm.

Logo da candidatura qatari (qanol.net)

O Qatar corre para ser sede. A partida Brasil x Inglaterra, dia 14/11 foi para promover o país. Prometem estádios subterrâneos, climatizados, com muito alto nível. Nada que o dinheiro vindo do petróleo não pague. Aliás, o petróleo está no fim, por isso os qataris investem em serviços, assim como o Bahrein e os Emirados Árabes Unidos. O Qatar é o menor país na disputa: 2 mil km² e cerca de 600 mil habitantes (a população de Ribeirão Preto).

A Rússia é outro país, cuja canidatura é financiada também pelo petróleo e pelo gás natural. Uma Copa do Mundo romperia em definitivo as lembranças da era socialista (1917-1991) e aproximaria aquele país do mundo do futebol, cuja seleção tem estado muito ausente das competições internacionais. Do futebol russo, sabemos apenas dos clubes: CSKA, Zenit, Spartak. Da seleção, uns ou outros. Ah, é claro: lembramo-nos sempre de Yashin, falecido no início da década de 1990.

Holanda e Bélgica lançaram uma candidatura conjunta. Os dois já foram sede do Europeu de Seleções em 2000. E tiveram êxito. Cultura desportiva eles têm, bem como condições de receberem um Mundial FIFA. Mas a concorrência é grande: Inglaterra. Os ingleses também estão nessa. Pode parecer que não tenho argumentos, mas essa candidatura dispensa comentários. O futebol moderno foi ali desenvolvido e dali difundido para o mundo todo. Ademais, contam com estádios funcionais e o 2º campeonato mais rico do mundo.

Logo da candidatura belgo-batava (the-bid.com)

Portugal e Espanha, pois bem! Os dois países Ibéricos unem esforços para receberem o Mundial FIFA 2018. O futebol espanhol de clubes é referência no planeta, devido em grande parte aos estrangeiros que por lá jogam. Portugal tem o know-how de um Europeu (2004), além de revelar excelentes jogadores. Se comparássemos o palmarés no futebol em relação ao número de habitantes do país, Portugal estaria em primeiro: 4 Ligas dos Campeões, 2 Mundiais de Clubes, semi-finalista em 2 dos apenas 4 Mundiais FIFA disputados; semi-finalista e vice-campeão em 2 Europeus nos apenas 5 jogados. Tudo isso com apenas 10 milhões de habitantes.

Atravessamos o Oceano e chegamos à América. Yeah, man, os EUA também estão no páreo. Em termos de infra-estrutura, é o país mais bem preparado e pelos vistos estão a fazer de tudo para arrebatarem o Mundial. A MLS (Major League Soccer, a liga de futebol de lá) se expande a cada dia e é cada vez mais comum encontrarmos camisas de clubes estadunidenses nas lojas. Vale lembrar que eles foram vice-campeões da Copa das Confederações deste ano. Outra coisa: Obama é fã de futebol. Não garante a Copa, como não garantiu as Olimpíadas para Chicago. Mas gosta, e isso leva a crer que comprará a briga.

Logo da candidatura inglesa (www.arsenal.com)

Para 2030, Argentina e Uruguai preparam a candidatura*.

É o mundo todo envolvido, concentrado em um esférico que vale milhões em rendimento, em infra-estrutura, em empregos.

Fica aqui o meu favorito. Não é o meu predileto, mas aquele país que acho que será a sede do Mundial FIFA 2018: a Austrália, em nome do desenvolvimento do futebol naquela parte do planeta e do preenchimento de todos os continentes. Afinal, depois de 2010 só faltará a Oceania para receber uma Copa do Mundo. Basta a FIFA enxergar isso.

*- http://www.mundialuruguay2030.com/

Próximo Tema

A disputa pelas Copas de 2018 e 2022.

Truculência Mundial

Boa parte do planeta ontem acompanhou o desfecho do apuramento ao Mundial FIFA África do Sul 2010. Alguns acompanharam a semi-final da Copa Nissan Sulamericana. Além de futebol, parecia que era também uma etapa do Mundial da Deslealdade e Batalhas Campais, que costuma ocorrer periodicamente. Ignorância, estupidez e truculência mostraram-se ontem mundiais!

Bósnia-Herzegovina x Portugal, em Zenica (BIH). Chuva de pilhas e garrafas atingiram o estádio, principalmente durante o 2º tempo da partida.

Argélia x Egito, em Omdurman (SUD). Lojas saqueadas, diplomatas dos dos países sendo convocados para esclarecimentos, brigas dentro do campo.

Eslovênia x Rússia, em Maribor (SLV). Anti-jogo dos russos no fim do  jogo. Ridículo.

França x Irlanda, em St. Denis (FRA). A mão de Henry, que conduziu a bola na anotação do gol francês e as suas declarações pós-jogo, mostram o quão sujos são os jogadores: desonestos e hipócritas. Não são exemplos para a juventude.

Uruguai x Costa Rica, em Montevideo (URU), foram 2 registros. O primeiro, da briga entre os reservas da Costa Rica com os jornalistas uruguaios durante o 2º tempo, à beira do campo. Durante a comemoração uruguaia, o goleiro Castillo (Botafogo FR) esmurrava o mascote uruguaio, que vestia alguma fantasia. Um absurso.

Fluminense x Cerro Porteño, no Rio de Janeiro. Briga generalizada entre as duas equipes, depois da anotação do 2º gol do Fluminense. Os jogadores dos dois clubes perderam a cabeça.

A ignorância acompanhada da falta de educação, desonestidade e deslealdade viajaram pelo mundo ontem, com escala em vários lugares. Se não houver dura punição a todos estes acontecimentos, o futebol – em seu organismo máximo, a FIFA – corre o risco de ter a sua imagem mais arranhada pelo que aconteceu.

O tempo passa e mais concordo com meu Professor, Dr. Gustavo Pires, que diz: “Fair-play é uma treta!”

Depois dizem que o Rugby é violento! (bicodocorvo.com.br)

Galo da Comarca, 85 Anos

Jaú, São Paulo, Brasil. Novembro de 1924. Era uma vez alguns amigos apaixonados pelo futebol que resolveram criar um clube. Em homenagem aos 35 anos da Implantação da República no Brasil, resolveram dar à instituição o nome do dia da sua fundação: 15 de Novembro. Nascia o E.C XV de Novembro de Jaú.

XV de Jaú, 1978 (diarioweb.com.br)

Passou este clube a representar o povo da cidade nas competições de futebol pelo estado de São Paulo. Jaú era a sede da comarca da região e quis um dirigente da equipe de uma cidade vizinha, em uma reunião de clubes, arrancar a crista da equipe de Jaú. Rebateu o jauense a dizer: “Isso significa que o XV de Jaú é o Galo da Comarca?”. Foi, porque o XV tornou-se o Galo da Comarca. Da cidade, conquistou a região. Da região, conquistou o estado e, em 1951, passou a fazer parte de uma elite e fazer frente aos grandes clubes.

Naqueles tempos o futebol não se comportava como atualmente. A concorrência era menor, não havia tanto apelo comercial, os salários eram modestos e permitiam ao clube do porte médio de uma cidade do interior administrar as situações.

XV de Jaú, 1979 (diarioweb.com.br)

A cidade viveu tempos melhores, desenvolveu-se. O clube também. Os quadros inferiores revelaram muitos jogadores que fizeram sucesso no Brasil e no mundo: Marolla, Kazuioshi Miura, Afonsinho, Sonny Anderson, Edmilson, Andrei e França, por exemplo. A partir do fim dos anos 1980, o Brasil economicamente abriu-se ao mundo e o futebol também. Com isso surgiram crises sócio-econômicas que condenaram as principais atividades da cidade. O município e o clube empobreceram. No futebol, a cidade do interior não suportou a competitividade com o das grandes cidades, que têm mais torcida, mais visibilidade e, com mais visibilidade, mais empresas para apoiar os clubes (de lá).

XV de Jaú, 1952 (lanceactivo.com.br)

O mercado do futebol ficou agressivo e habitat de inúmeros aproveitadores que, de promessas em promessas, parcerias e esquemas para trazer verbas (odeio estas 3 palavras) no “intuito” de o XV de Jaú reviver e manter-se em bons tempos,  iludiram dirigentes (alguns com boas intenções) e principalmente, a sociedade local. Hoje a comunidade jauense não acredita e não confia na instituição E.C. XV de Novembro de Jaú. Algumas poucas, nobres pessoas,  mantêm a chama acesa e o espírito daqueles jovens jauenses que em 15 de Novembro de 1924 fundaram o XV.

Estádio Zezinho Magalhães (xvdejau.kit.net)

Há muito tempo a cidade de Jaú vive em estagnação econômica. Muitos querem sair dali, para outros lugares, com melhores oportunidades de crescimento profissional. Como acontece atualmente no Uruguai, por exemplo. Essa estagnação, aliada à desconfiança e falta de credibilidade, se reflete no futebol. Inúmeros são os esforços de este cenário ser mudado: atrair novas empresas, criar novos mercados, buscar alternativas, trazer uma universidade, investir em tecnologia. Inovar, com tecnologia e desenvolvimento científico. Em macroeconomia, é isso que faz um país crescer. É isso que fará a cidade crescer. Manter pais, filhos e netos na cidade, criar raízes e perpetuá-las.

É necessário resgatar a auto-estima da cidade, sem esquemas, sem parcerias, sem verba-daqui, verba-de-lá. Sem blá-blá-blá! Danem-se estas pessoas falam muito; e pouco, nada fazem! Dá asco! Tenho nojo! 

Só com (muito) trabalho e amor os resultados virão! Críticas virão, certamente. A única resposta para as críticas: mais trabalho ainda! 

XV de Jaú, 1981 (ecxvdejau.blogspot.com)

E o XV hoje completa 85 anos. Eu trabalho com esportes e torço pro XV. Só que pouco posso fazer pelo Galo, além de torcer. E ontem quis ter com o Presidente do XV para apresentar uma ideia. O XV jogava em Barueri, pelo Campeonato Paulista SUB-20. Precisava vencer o jogo por 2 gols de diferença para passar à próxima fase.

No meio da tarde peguei o trem (em Portugal dizem comboio) lotado na Barra Funda e fui. Estava um calor insuportável. Na ida, havia 2 rapazes na minha frente que conversavam sobre as torcidas dos clubes de futebol. Falavam da torcida do clube X, do clube Y e do clube Z. Até que um deles disse: “E a torcida de Jaú, hein? Deve ser de 5 pessoas apenas”. Eles não sabiam quem eu era, para onde estava indo e o que ia fazer. Para quem gosta, é de lá  e se orgulha do clube, aquilo mexeu comigo. Entretanto, discutir não adiantaria nada.

Depois de 1 hora de viagem e mais alguns minutos de táxi e caminhada, cheguei ao campo. Estava 1 a 1. Mal cheguei e o XV faz 2 a 1. Com 2 jogadores a menos! Incrível. O XV jogava muita bola, demonstrava muito empenho, todas as bolas eram do XV. Ao lado da torcida do Barueri, eu permanecia calado. Bom, devido às duas expulsões do XV, o árbitro deu 5 minutos de acréscimo. No último lance do jogo o Barueri descobriu uma avenida pela esquerda e empatou o jogo. Houve o reinício, mas só houve tempo do juiz apitar o encerramento da partida. Indignação e revolta foi o que os jogadores do XV sentiram, o corpo técnico, os dirigentes e eu. Um amigo meu, preparador físico da equipe estava muito abatido, encostado no alambrado e olhando pro nada. Certamente este não é um bom presente de aniversário.

Entretanto, talvez seja. Ao presenciar toda aquela situação, a vontade que surgiu foi a de querer mudar. O presidente do clube falou o mesmo. O técnico e o preparador físico, também. O melhor presente de aniversário para o XV será o trabalho que toda essa situação irá causar. E tudo que Jaú e o clube precisam, é trabalho.

Antes de tudo, é preciso resgatar a confiança e a credibilidade da sociedade local. O apoio inicial será da sociedade, que dará o respaldo pro XV, sempre, ao comparecer aos jogos, ao adquirir merchandising do clube, ao consumir os produtos dos patrocinadores do XV. Estas iniciativas, aliadas a projetos institucionais de gestão e imagem do clube poderão trazer resultados esportivos. Estes resultados esportivos, em conjunto com atividades de responsabilidade social, devolverão à sociedade local todo o investimento feito por ela no clube.

Muitos falam da ajuda do poder público. Ora, dinheiro público é dinheiro público. A população tem enormes necessidades e inúmeras urgências. Sempre haverá um empresário a querer tirar vantagem da situação se o poder público a ele solicitar uma ajuda ao clube da cidade. E isso, todos sabem, não é correto. O poder público deve fazer aquilo que está ao alcance dele. Nada mais, nada menos. Não adianta choramingar e dizer que os empresários não ajudam. Se não houver credibilidade, transparência e trabalho, ninguém do setor privado desejará vincular a imagem do seu empreendimento à marca do clube, que não servirá de vitrine para nenhuma empresa. Para isso acontecer: trabalho!

Assim sendo, o E.C. XV de Novembro de Jaú deve atuar em 3 frentes, com urgência na frente institucional:

– Institucional (governança, gestão)

– Comercial (marca, base de torcedores)

– Esportiva (resultados esportivos)

É isso. Seja para a cidade de Jaú e seja para o E.C. XV de Novembro de Jaú, apenas com muito trabalho todo este cenário se reverte.

Parabéns, Galo da Comarca!

PS: Apresentei minha ideia para o Presidente do clube. Ele deve ter gostado. Pediu para que levasse adiante. Com trabalho, vamos ver no que dará!

Cânticos de Torcida: Top 5

Confiram o Top 5 dos cânticos de torcida no futebol em “Utilidade Pública”.

Não concordo com 1 delas:  a do Barcelona não devia estar lá.

Cadê as de clubes da Argentina, Chile, Paraguai, Uruguai e Brasil? Faltaram!

Dêem uma olhada e opinem! Fica aqui o top 5 do blogueiro:

1º – “Horto magiko” (Panathinaikos, GRE); 2º – “Dale Bo” (Boca Juniors, ARG); 3º – “Entrada” (Universidad de Chile, CHI); 4º – “Fener Mania” (Fenerbahçe SK, TUR); 5º – “You will never walk alone” (Liverpool FC, ING)


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