Se estivesse vivo, Senna teria completado 49 anos ontem, 21 de março. Abaixo um vídeo para relembrá-lo:
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Pelos vistos, para tudo agora a culpa é da crise. Falta de investimentos, falta de iniciativa e pobreza, a causadora é a crise. Culpada mesmo a crise é pelo comodismo e pessimismo gerado nas pessoas. Diz um anônimo que devemos deixar de lado estas notícias sobre a crise e trabalhar. Os resultados deste trabalho virão e ficaremos surpreendidos positivamente com eles. O anônimo tem absoluta razão.
O esporte é meio para ultrapassar a crise. Não digo pelos salários exagerados pagos a alguns jogadores e treinadores, ou ao volume de dinheiro gerado pelas transações de futebolistas entre os clubes. Longe disso. Neste quesito, Platini tem razão e em textos futuros abordarei sobre o seu pronunciamento.
Muitos empregos podem ser gerados através do esporte, é isso que quero dizer. Desde o profissional que forma o atleta até o atendente da mesa do restaurante que transmite pela TV, aos seus clientes, a transmissão ao vivo do evento esportivo. Apenas um exemplo: o cliente deste restaurante verá na TV o seu ídolo com determinado equipamento esportivo e decidirá adquiri-lo no dia seguinte = venda para a loja + comissão para o funcionário da loja. É a renda em circulação, é a economia a crescer.
O Brasil tem grande potencial para isso tudo, e não apenas no universo esportivo. Um mercado gigantesco, ainda não bem explorado e por isso capaz de gerar milhares de empregos. A crescente profissionalização dos organismos que regulam os esportes no Brasil tem muito a contribuir com isso tudo, além da percepção do esporte como negócio (gerador de emprego e renda!). E tem a Copa do Mundo em 2014, que abrirá grandes oportunidades. Coubertin já dizia: visão, ação e franqueza. Com essas máximas a crise passa longe.
Depois do atentado à delegação de Israel nos Jogos Olímpicos de Munique, em 1972, o ataque desta semana à seleção cingalesa de críquete foi o primeiro. Sri Lanka há décadas passa por problemas internos, com a insurgência de movimentos separatistas. O críquete por lá é tão popular quanto o futebol é na América do Sul. Por analogia, é como se fizessem um ataque à seleção de futebol do Brasil.

O batsman e o wicketkeeper, posições de um jogo de críquete (yellowcab.com.au)
A modalidade – parecida com o nosso taco/bets/bente altas que jogamos na rua – é uma das que mais crescem no mundo e o International Cricket Council (organismo máximo do críquete) tem trabalhado intensamente no marketing esportivo, para conquistar mais praticantes e fidelizá-los. E tem obtido excelentes resultados. Fora a Copa do Mundo – uma das mais rentáveis em termos de público e patrocínios -, os jogos internacionais são cada vez mais frequentes e recentemente foi criada uma liga internacional de clubes: há críquete o ano todo!
O ataque não significa um entrave para o desenvolvimento do críquete. Muito pelo contrário. Certamente que esta não é a melhor maneira para conseguir projeção, mas o atentado aos atletas de Sri Lanka deixou a modalidade mais conhecida pelo mundo afora.
O campeonato uruguaio de futebol da 1ª divisão corre o risco de ser interrompido por tempo indeterminado. Motivo: atraso no pagamento de jogadores de vários clubes. Essa situação não deve ser muito diferente da de vários clubes da primeira divisão do Brasil também. Lá os jogadores estão organizados, o público vê os jogadores como trabalhadores profissionais e a mídia pouco influente.
Por outro lado, talvez no Uruguai os jogadores ainda podem organizar uma greve. A economia é pequena, assim como a demanda pelo campeonato, tanto no estádio quanto pela televisão. Por isso os patrocinadores são poucos, certamente com baixo poder de barganha, assim como as emissoras de televisão. As “estrelas” uruguaias brilham em outras ligas de futebol. Se faltar um Nacional x Peñarol, um Montevideo Wanderers x Danubio, transmitem um Gimnasia x Estudiantes (campeonato argentino) ou Atlético de Madrid x La Corunha (campeonato espanhol).
Ai se a moda pega no Brasil! Imaginem se jogadores brasileiros entram em greve. Entretanto, isso no Brasil não acontece. Os patrocinadores são mais fortes e pagaram “muito” pelo espaço de publicidade que o jogo e o canal de televisão oferecem. E as emissoras de TV também pagaram “bastante”. Para não falar da influência de importantes terceiros nisso tudo.

Francescoli ergue o último título do Uruguai: a Copa América’95 (auf.org.uy)
Não haverá profundas transformações no futebol uruguaio em curto prazo. É triste. Há anos não tem a seleção renovada à altura de nomes como Francescoli, Nazassi, Castro, Cea, Schiaffino, Cubilla e Mazurkiewicz. Há anos não vê um clube seu ganhar uma Libertadores (o último foi o Nacional, em 1988). Com o objetivo de manterem competitividade, uma solução é a inclusão de grandes clubes uruguaios em ligas vizinhas, como a da Argentina ou do Brasil. Nacional e Peñarol jogando o campeonato gaúcho, já pensou?
Artigas deve estar irritado, com o mate bem amargo e com o doce-de-leite não tão doce assim.
Boa briga entre Campo Grande e Cuiabá, para ser uma das cidades-sede da Copa de 2014. Em textos anteriores coloquei que uma delas será a segunda cidade do Centro-Oeste do Brasil para o Mundial, depois de Brasília. Sem dúvida que a Capital Federal será escolhida, justa e simplesmente pelo fato de ser a Capital Federal.
Não sou sul-matogrossense, nem tenho nada contra Mato Grosso, mas conheço as duas cidades. Campo Grande dispõe de melhor infra-estrutura, melhores acessos e dá conexão a ricas regiões dos países que fazem fronteira com o seu estado: Santa Cruz (Bolívia) e Pedro Juan Caballero (Paraguai). Ademais, Campo Grande é porta de entrada para quem faz turismo naquela região, como o Pantanal e Bonito. O Mato Grosso do Sul não possui mesmo é palmarés no futebol brasileiro. O Operário de Campo Grande já não é mais aquele da 3ª colocação no Brasileirão’79.

Campo Grande (Fonte: delbianco.com.br)
Já os clubes de Cuiabá se destacam mais no cenário nacional: Mixto, Sinop e Operário de Várzea Grande. Entretanto, a economia mato-grossense concentra-se em cidades como Rondonópolis, Sorriso ou Lucas do Rio Verde. Isso vai jogar contra Cuiabá. No Mato Grosso do Sul a riqueza se concentra majoritariamente em Campo Grande. Em termos de turismo, quem entra pelo Pantanal, não vai por Cáceres (MT). Vai por Campo Grande. E a Chapada dos Guimarães está longe de ser tão visitada quanto Bonito e o Pantanal.

Cuiabá (cuiaba.mt.gov.br)
Blairo Maggi, governador do Mato Grosso, não confirmou sua presença na sede da FIFA em Zurique, dia 20 de março, quando serão definidas as 12 cidades-sede do Mundial de 2014. André Puccinelli, governador de Mato Grosso do Sul, lá vai estar. Só isso já demonstra o quanto Campo Grande quer ser a escolhida. A não-confirmação de Maggi no evento evidencia a baixa probabilidade da capital mato-grossense em ser a eleita.
Em comparação com as atitudes tomadas por Campo Grande para ser cidade-sede, é uma pena verificar a apatia do governo de Mato Grosso nessa questão. Uma Copa do Mundo é capaz de alavancar vários setores naquela região. Uma pena.
Parvoíce do governo dos Emirados Árabes Unidos (EAU) ao não permitirem a entrada da tenista israelense Shahar Peer, que participaria do Aberto do Dubai. A razão para isso foram os ataques à faixa de Gaza, promovidos pelo governo de Jersusalém, em solidariedade à causa palestina.
Ora, é um tanto contraditório e confuso. Apesar de não haver relações diplomáticas entre os dois países, Israel é um dos maiores parceiros comerciais e investidores nos EAU. Dinheiro mesmo não tem pátria, tampouco religião. Essa solidariedade ao povo palestino promovida pelos EAU é outra treta!
Como consequência o Aberto do Dubai já perdeu patrocínios. O petróleo lá está acabando e cidades como o Dubai e Abu Dhabi estão investindo maciçamente no setor de serviços, já prevendo o breve fim deste recurso. E não vai ser uma atitude como esta que promoverá os EAU. Muito pelo contrário. Ficou feio para o país haver usado o esporte como discurso político. Aliás, discurso algum.
Vou escrever este texto em primeira pessoa mesmo e colocar as minhas impressões sobre o grande dérbi lisboeta (Sporting x Benfica), que tive a oportunidade de ver ontem, ao vivo, em Alvalade. Talvez seja o último enquanto morador do velho mundo. Ah, o título deste texto é o nome de um programa desportivo de TV que passa às segundas-feiras por aqui, nos moldes do “Terceiro Tempo” (Record) e do “Cartão Verde” (TV Cultura).
Foi realmente um dérbi em sua essência: duas equipes de enorme tradição e com grande número de – fanáticos – seguidores. A entrada foi confusa. Pensava que isso era típico da América do Sul, mas não. Em Madrid, no Atlético x Real também foi confuso. Mas ontem levei 1:30h na fila para entrar devido ao inadequado esquema de policiamento para a entrada dos torcedores visitantes e a demorada entrada destes torcedores visitantes. A área para eles reservada é ocupada em sua maioria pelos membros das torcidas organizadas (no caso os “Diabos Vermelhos” e os “No Name Boys”). Os adeptos (como se diz por cá) visitantes “comuns” misturam-se com os locais, mas sem dúvida alguma em muito menor número e muito mais reservados que os donos-da-casa.

Estádio José de Alvalade, do Sporting (Fonte: pontapedesaida.com)
Devido à intensa demora, houve muito empurra-empurra e à entrada viam-se discussões de torcedores com a polícia e os stewards. Uma briga logo foi contida pela segurança. A separação das torcidas aqui não é como no Brasil. Uma – frágil – grade separa os visitantes dos locais. Ao lado desta grade há uma fila de 3 tipos de força: os stewards, os spotters da polícia e a própria polícia. Os stewards contém, separam e procuram dissipar algum tumulto. Não sendo possível, atuam os spotters. Em último caso, age a polícia. Ao meu ver, um esquema de segurança frágil e delicado. Entre a torcida visitante e a torcida local, há apenas esta grade e a fila com as pessoas que fazem a segurança. Ou seja, entre os torcedores locais e visitantes, existe, no máximo, 1 metro. Se toda a massa resolver investir contra a grade e a segurança, o pior aconteceria. Fiquei na divisa entre as torcidas. Por analogia, era como se estivesse em um dos lados da fronteira entre Israel e a faixa de Gaza.

Estávamos bem próximos aos torcedores visitantes (crédito: Felipe Corbellini)
E ontem o dérbi teve todos os ingredientes para essa segurança ir abaixo. Eram 45 mil pessoas.
A começar pela entrada. A revista foi aquém do esperado, pela cautela que um dérbi requer. Além disso a região destinada aos torcedores do Benfica parecia estar superlotada. Era muito fácil alvejar outros torcedores com copos ou sanduíches. Para piorar (ou melhorar), o jogo foi intenso, com a vitória do Sporting por 3-2. Um gol mais bonito que o outro. Tudo isso serviu de fator para início de tumulto e provocações. Ao final do jogo não faltaram cadeiras arrancadas, discussões, xingamentos, gritos-de-guerra e ameaças de derrubar aquela grade que citei acima. Eu inclusive não saí imune. Perguntem ao meu amigo Felipe, que esteve comigo lá ontem.
Sporting-Benfica, Grêmio-Inter, Atlético-Cruzeiro, Boca-River, Newell’s-Central, Roma-Lazio, XV de Jaú-Noroeste. Um dérbi é um dérbi, seja aqui, seja na China. Aqui realmente a violência é menor, muito o Brasil tem para aprender com o que se passa por aqui. Mas, que na Europa não há violência nos estádios, que não existem cambistas, batedores-de-carteira, flanelinhas no estacionamento e tudo é muito organizado, é uma treta!
Golfe, squash, beisebol, softbol, Rugby, caratê e patinação. São 7 as modalidades que querem se tornar olímpicas, mas o COI (Comitê Olímpico Internacional) abriu apenas 2 vagas. Existem vários critérios a serem levados em consideração pelo organismo, como o número de atletas federados e a quantidade de países em que a modalidade é praticada. A seguir uma breve análise sobre cada uma delas.
Golfe: um dos esportes que mais crescem, com cada vez mais praticantes. Tem um dos atletas mais bem pagos do mundo (Tiger Woods), porém restrito. O equipamento é caro, além de o recinto de jogo requerer amplo espaço e alto custo de manutenção. Ponto negativo: popularidade. Ponto positivo: praticantes “influentes”.

Golfe (Fonte: www.terravistabrasil.com.br)
Patinação: também atrai cada vez mais praticantes, mas não está organizado. Faltam federações para definir suas regras. Caso escolhido, que tipo de patinação seria? Patinação de velocidade, de habilidade ou simplesmente corrida? Ponto positivo: número de praticantes. Ponto negativo: organização.
Squash: pequeno espaço para a prática e baixo custo de manutenção, porém poucos praticantes fora dos países da comunidade britânica. Ponto positivo: espaço e custo. Ponto negativo: poucos praticantes.
Caratê: popular no mundo inteiro, grande frequência na realização de torneios internacionais, tema para vários filmes. Não vejo pontos negativos e é de surpreender que ainda não seja uma modalidade dos Jogos Olímpicos.

Quem não se lembra do “Karate Kid”? Sr. Miyagi e Daniel Sam? (Fonte: www.fast-rewind.com)
Beisebol e softbol: Popular em apenas 2 regiões do planeta (Japão e Caribe). A MLB (Major League Baseball) dos Estados Unidos possui apenas nome e está em crise, com jogos com assistência cada vez menor. Nem os Yankees de Nova Iorque escapam. Escândalos de dopagem também marcaram as modalidades nos últimos anos. Além disso, foram recentemente excluídos dos Jogos, o que faz com que o retorno seja demorado (se acontecer). Pontos negativos: dopagem, recém-excluídos, crise da modalidade. Ponto positivo: modalidade mais popular em uma parte do planeta economicamente importante, o Japão.
Rugby: modalidade que possui o campeonato do mundo mais rentável e lucrativo. Conhecidos patrocinadores, boa organização, extremamente popular (ainda falta conquistar países importantes como a China e o Brasil) e federação internacional com mais de 100 países filiados. Provavelmente, dentro do Rugby será escolhida a modalidade de “Seven”, menos demorada. Os torneios de Rugby XV demandam grande intervalo de dias entre uma partida e outra. Ponto negativo: muitos dizem ser violento; o torneio de Rugby XV é demorado. Ponto positivo: popularidade, países filiados e organização.
Para este blog, os favoritos são: caratê e Rugby (na modalidade de sevens). Em termos de praticantes esportivos e rendimentos com os patrocínios, o Comitê Olímpico Internacional só tem a ganhar com a entrada destes dois esportes.
Quem não se lembra do glorioso Elia Jr. quando dizia isso nos programas da TV Bandeirantes: “…não muda de canal não, é pá e bola…até já!”. Pá e bola em dois assuntos do mundo do futebol que chamaram a atenção.
Em primeiro lugar, a carga de ingressos para torcedores visitantes. Enquanto os estádios de futebol forem lugar para a manifestação de confusões em forma de violência física e verbal, menos bilhetes para a torcida visitante. Medida cabível para a redução da violência. Um estádio, como um recinto desportivo, precisa ser visto como um espaço de convívio entre os membros de uma sociedade, como um prestador de serviços. Se o espectador paga pelo ingresso, em contrapartida ele precisa usufruir dos benefícios que um estádio pode oferecer: no Brasil, ainda poucos.

Torcida do Schalke 04 (fonte: gazprom-sport.de)
Muitos dizem que a Inglaterra acabou com os hooligans devido ao policiamento e à punição aos responsáveis. Sem dúvida que a força pública teve parte nisso. Entretanto, ninguém vê que há 20 anos as classes sociais que frequentavam os estádios Britânicos eram as “C”, “D” e “E”. Atualmente, 90% da assistência pertence às classes “A” e “B”, ou seja, houve um aumento do preço dos ingressos. O preço de assistir uma partida na Itália há 15 anos não é o mesmo que hoje, em comparação com o salário mínimo. Mas, por outro lado, o Estado dá ao torcedor transporte público até o estádio, estacionamento (se for o caso), assento marcado, coberto, além da segurança na saída.
Outros muitos dizem que a menor presença das torcidas organizadas nos estádios tiraria o brilho dos jogos. Tiraria mesmo, sem dúvida alguma! A festa, as coreografias e os cânticos. Mas a coreografia e os cânticos não enchem o bolso, e os clubes precisam arranjar maneiras de aumentarem suas receitas. A tendência é que os preços dos ingressos aumentem.
Mudando o assunto de pato para ganso, chamou a atenção a história do garoto que saiu da Guiné-Conacri (costa ocidental da África) escondido no porão de um navio para ser jogador de futebol no Brasil. Foi descoberto quando o navio parou em Salvador (BA). O que não faz um sonho com a gente!
Top 4 para os Jogos Olímpicos de 2016: Rio de Janeiro, Madri, Tóquio e Chicago. O site da Bwin (apostas) coloca os favoritos na seguinte ordem: Chicago, Tóquio, Rio e Madri. Para a capital nipônica e o Rio, os valores pagos são praticamente os mesmos (4,25 e 4,50, respectivamente). A capital espanhola vem muito atrás (pagam 11).
Com o “pé no chão” e “na real”, sabe-se que o favoritismo não está nesta ordem. O Brasil há de trabalhar muito para receber um evento como os Jogos Olímpicos. Acredito que muitos pensam que a escolha do Rio de Janeiro para as Olimpíadas de 2016 será o ponto-de-partida para a Cidade Maravilhosa voltar aos seus áureos tempos das décadas de 50 e 60 do século XX. Os que pensam assim estão equivocados.
Antes de se investir em infra-estrutura (de comunicações, transportes, turismo e esportes), segurança e saneamento básico para os outros (visitantes do mundo todo para os Jogos), é preciso trabalhar para a população carioca. Trabalhar em todos estes pontos para servir em primeiro lugar à população do Rio de Janeiro e Grande Rio. Caso todo este investimento e trabalho resulte, aí sim enxergar longe e preparar uma candidatura para receber eventos como os Jogos Olímpicos. Em outras palavras, o poder público obter o reconhecimento da opinião pública nacional e internacional. Tornar-se referência no país, no continente e no mundo. Se o poder público servir (e é este o seu dever) à população de maneira ordenada e satisfatória, a cidade está capacitada para uma candidatura. Caso contrário, não.
Daqui até outubro – quando a cidade-sede para os Jogos Olímpicos de 2016 será divulgada -, veremos como o processo de escolha vai decorrer. Infelizmente, na atual conjuntura política do país e vontade daqueles que representam o poder público, talvez apenas manifestar o interesse de receber as Olimpíadas seja a saída para uma mudança. Aquela máxima do Barão de Coubertin aplica-se a esta situação: “Ver longe (uma candidatura para os Jogos), agir firmemente (definir prioridades para a população local e trabalhar por ela) e falar francamente (transparência política)”. Isso pode resultar porque querer é poder.