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Fim de Semana Milionário

Fórmula 1 em São Paulo, realização perfeita. Só não foi mais-que-perfeita porque Hamilton sagrou-se campeão do mundo. Bom para Hamilton, bom para a escola britânica de automobilismo, bom para a cidade de São Paulo. Circuito cheio, hotéis lotados, turistas, consumo, renda. Milhares de empregos diretos e indiretos criados devido a um evento que dura um pouco mais que um fim-de-semana. Mas tenham certeza que a partir de amanhã a maioria dos hotéis e a administração paulistana já começarão a acertar os ponteiros para receberem a corrida do próximo ano. Oxalá que para melhorar o que ficou a desejar neste ano.

Cidade de São Paulo (fonte: capital.sp.gov.br)

Hoje cedo ouvia a Jovem Pan AM pela net e impressionei-me com a quantidade de fãs da velocidade vindos de diversos países da América Latina. A certa altura, metade dos entrevistados eram estrangeiros. Chile, México e principalmente Argentina, onde Fangio e Reutemann foram os maiores exponentes na F1. Mais um motivo para a cidade de São Paulo ser mais divulgada nestes países e posicionar-se mais como o principal centro urbano latino-americano. Mais motivos para a língua castelhana ser ensinada com mais ênfase no Brasil, com a finalidade de maior integração com os vizinhos.

Autódromo José Carlos “Moco” Pace, Interlagos (fonte: jornale.com.br)

O Brasil e São Paulo apareceram bastante na mídia internacional nestas duas últimas semanas. E não foi pela acentuada queda da Bovespa, nem pelo futebol, eleições municipais ou seqüestros, mas sim por receberem o “circo” da Fórmula 1. Tamanha exposição na imprensa – através de um aspecto positivo que é o desporto, em vez da violência – só tem a favorecer a cidade de São Paulo. A partir de Interlagos a capital paulista é capaz de transmitir ao mundo o quão cosmopolita ela é, assim como o seu poder econômico. O resultado disso é um maior volume de investimentos que por sua vez significa geração de emprego, renda e qualidade de vida para a população.

Região da Berrini, em São Paulo (fonte: estacoesferroviarias.com.br)

O esporte é sim capaz disso tudo e que isso não fique restrito apenas à cidade de São Paulo. Infelizmente o autódromo José Carlos Pace é o único no Brasil (e na América Latina) em condições de receber uma prova da F1. E ainda com diversas restrições, muito há de ser melhorado.

GP de F1 na Oceania (fonte: caradvice.com.au)

Como percebido, milhões e milhões de dólares circularam por São Paulo nestes dias. Muitos outros a McLaren Mercedes forneceu à Toyota também. Por que não? O automobilismo precisa ter um campeão inglês, para não perder a fatia do mercado britânico e o seu grande poder de consumo: durante a década de 90, Damon Hill ficou campeão e depois desta conquista, ele sumiu. Até rimou: o Hill sumiu! Brincadeiras à parte, parabéns a Hamilton, o mais jovem piloto a conseguir um título mundial de Fórmula Um. Mais que isso, ele quebrou uma barreira – barreira não, uma barragem – racial ao ser o primeiro negro a levar o título. Queria mesmo era que a corrida de hoje acontecesse há 30 anos, em Kyalami, África do Sul, em pleno Apartheid. Queria mesmo ver o que a elite sul-africana daquela época faria ao ver Hamilton, negro, campeoníssimo.

Parabéns Hamilton. Parabéns e muito obrigado, Felipe Massa!!!

BH Rugby 5 Anos

No passado dia 30 de outubro (ontem), o Belo Horizonte Rugby Clube completou 5 anos de existência. Tenho muito orgulho por ter feito parte desta história desde o início. Vida longa ao BH e meus parabéns a todos que fizeram – mas que sempre fazem e farão -, fazem e farão parte deste grande clube! BH FORÇA, BH RAÇA, BH RUGBY! Ontem, hoje e sempre!

Bandeira do BH Rugby

As 8 mil y el Pibe

No dia em que este blog comemora 8 mil visualizações, outra celebração: hoje foi nomeado nada mais nada menos que Diego Armando Maradona para o cargo de técnico da seleção argentina. É o início da era do eterno camisa 10 alvi-celeste no comando da seleção “gaucha”. Ontem mesmo pensava comigo: Grondona (presidente da AFA e vice-presidente da FIFA) não concederia o cargo a ele. Antes Pekerman, Bilardo ou mesmo Batista.

Carlos Bilardo e Maradona, durante a Copa de 1986 (fonte: ole.clarin.com.ar)

Enfim, sem mais delongas e avesso às rivalidades, bom trabalho a Maradona!

Jogar em Casa

Se o caro leitor achar que este texto falará da importância de um clube possuir um estádio ou da influência da torcida em uma partida, tanto ao jogar como local ou visitante, pare por aqui. A “casa” que está inserida no texto é uma outra. Sim, em termos relaciona-se com um estádio, mas vai mais além.

Fonte: www.s3.amazonaws.com

Um dos sonhos de João Havelange ao longo dos mais de 90 anos da sua vida , porém não realizado, foi não ter organizado ou visto uma partida entre Israel e Palestina. Filiada à FIFA desde 1998, hoje pela primeira vez a Palestina faz uma partida como local, dentro de território da Autoridade Palestina. O jogo é um amistoso (amigável) contra a Jordânia e histórico também. Quem sabe o esporte, através do futebol, não faça as diversas facções existentes entre os palestinos chegarem a um acordo comum, que promova o diálogo e o bom senso para alcançarem um acordo de paz e terem uma “casa” em definitivo para poderem jogar perante o seu público.

Logo do movimento para a realização de uma Copa do Mundo conjunta entre Israel e Palestina (Fonte: blogdoisrael.blogspot.com)

Toda nação quer ter uma “casa” para jogar e este jogo significa um avanço no processo de paz entre Israel e Palestina, com o aval israelense à realização da partida. Israel sabe bem o que foi não ter uma “casa” para mandar os seus jogos por vários anos. Muito antes da criação do Estado de Israel, havia a Federação Israelense, com uma seleção que jogava ora na Europa, ora na América, ora na África. Qual a vantagem e motivação tinha esta equipe sem uma “casa” para jogar? Era menor, sem dúvida.

Com tudo isso, que estes 90 minutos deste jogo que neste momento está sendo realizado, sirvam como referência, como avanço para a promoção da paz.

Coexistência

Que a Holanda não é exemplo de país em que as comunidades que lá residem conseguem viver, ou melhor, coexistir, não é mesmo. Claro que não chega ao ponto de ser uma guerra civil, muito bem longe disso. Entretanto, basta ver a atuação da extrema direita naquele país e o assassinato de seu líder, Pim Fortuyn, por um imigrante marroquino. Até há pouco tempo, os jogadores brancos e negros da seleção não se falavam. Theo Van Gogh, reconhecido cineasta holandês, foi também foi morto por um imigrante africano. Atualmente é o filho de um imigrante marroquino que tem ocupado as primeiras páginas dos diários batavos.

A multirracial seleção holandesa de futebol (fonte: knvb.nl)

Ahmed Aboutaleb é o nome dele. Escolhido para ser o prefeito de Roterdã, a segunda cidade holandesa e maior porto do mundo, é o primeiro muçulmano a ocupar tal cargo naquele país. Só para terem uma idéia, 46% de seus 600 mil habitantes é originária de 174 países. Simbolicamente Roterdã pode ser considerada uma sociedade das nações.

Ahmed Aboutaleb, o novo prefeito de Roterdã (fonte: dereporter.nl)

Apelidado de “unificador”, tem 45% de apoio entre os holandeses e defensor da negociação como método de trabalho que, segundo o próprio, é uma característica essencial do islamismo. Pretende exercer os 6 anos de mandato que tem pela frente e por enquanto as críticas não vêm da extrema direita, mas sim daqueles mais “bairristas”, uma vez que Aboutaleb, muçulmano, é adepto do AFC Ajax Amsterdam em vez do Feyenoord local. Uma característica curiosa esta, uma vez que – se for levada em consideração a questão do conflito no Oriente Médio -, o Ajax foi fundado por judeus e é o clube da comunidade judaica holandesa, internacionalmente reconhecido. Quiçá por estas características este tal Aboutaleb pode sim ser considerado um “unificador”.

Torcida do AFC Ajax Amsterdam (fonte: ajaxfotoside.net)

Para ele, portanto, ficam os votos de bom trabalho, para que exerça um ótimo mandato e satisfaça as necessidades dos habitantes de Roterdã. Que estes 45% de aprovação aumentem e que ele seja o exemplo para que a Holanda caminhe em direção a uma harmônica coexistência entre as diversas comunidades que lá vivem (coexistem).

Sobre o Duelo do Prata

Ontem jogaram Argentina vs. Uruguai, no Monumental de Núñez, em Buenos Aires. Tempo bom, relvado excelente, atmosfera única. Tudo nas melhores condições para receber o maior clássico entre seleções do planeta ao lado de um Argentina-Brasil. Pensava-se que haveria um problema: os jogadores. Os próprios que fazem o espetáculo.

Os capitães uruguaio e argentino antes da final da Copa do Mundo de 1930. Notem o figurino do árbitro (fonte: auf.org.uy)

Como assim os jogadores? Se forem analisados os somados 22 iniciais celestes e alvi-celestes, quase todos atuam no futebol europeu. Pensava-se que não seria visto um típico jogo sul-americano: ríspido, catimbado, de extrema técnica e toque de bola. Imaginava-se que não seria vista uma partida digna daquelas com Francescoli, Nazassi, Schiaffino, Gradín e Varela pelo lado oriental; Houseman, Sivori, Kempes, Rattin e Lostau pelo lado argentino. A corrupção, individualismo e amadorismo do corpo diretivo do futebol sul-americano (clubes e federações), somados ao câmbio desfavorável fazem com que os melhores jogadores da América do Sul partam para atuar em canchas do Oriente Médio, Europa, Japão e até da América do Norte!

Jogadores uruguaios (fonte: auf.org.uy)

Tal expectativa foi em vão. Viu-se realmente um grande jogo, um típico duelo do Prata, com San Martín e Artigas (heróis argentino e uruguaio, respectivamente) a assistirem de camarote. Mais de 10 cartões amarelos, mas nenhuma expulsão. Isso é obvio, foi um jogo entre gentlemen ! Noventa minutos muito bem disputados, brigados a cada centímetro do campo, a cada gota de suor (ou sangue, como preferirem), a cada fio rasgado da camisa. Tudo indicava que os argentinos goleariam com dois gols (golos) anotados logo ao início do encontro. Mas quem um dia na história da humanidade duvidou da garra uruguaia? Nem Napoleão na sua prepotência e arrogância duvidaria disso. Foi assim que os orientais descontaram, ao recuperarem em uma bola que até o Fundo Monetário Internacional, em meio a esta grave crise financeira que passa o mundo, dava por perdida.

CA Boca Juniors x CA Peñarol, pela Taça Libertadores de 1979 (fonte: Conmebol)

Oxalá um dia os jogadores que promoveram o duelo do Prata de ontem voltem a atuar nas canchas da América do Sul. Com seriedade e profissionalismo isso vai acontecer, mas muito há de se mudar antes. O esporte, principalmente o futebol, é um potencial gerador de serviços, empregos e rendimentos diretos e indiretos. E, sem dúvida, mais espectáculo ainda.

Maradona, o Avô

Fui pego de surpresa durante esta semana! Não foi por causa das eleições, nem pela derrota do FC Porto em Londres, ou do Artmedia Petrzalka, em Bratislava. Vi Kun Agüero comemorando um gol alá Robinho a celebrar a breve chegada ou o nascimento do seu filho. Pergunto ao Corbellini se a noiva dele, Gianinna, filha de Maradona, estava grávida. Resposta afirmativa, Maradona avô! Difícil de acreditar.

O casal Gianinna Maradona e Kun Agüero (Fonte: diariouno.com.ar)

Independente do triste fim de carreira (a futebolística) que ele teve, dizem que assim é a vida. Uma hora ou outra ele iria ser avô mesmo. Aquele garoto nascido em um bairro privado (privado de luz, água, saneamento básico), quando ainda criança disse um dia disse à TV que conquistaria o mundo com a seleção argentina. E conquistou. Foi campeão mundial adulto aos 17 anos, fez fama e sucesso. Foi o melhor do mundo ao lado de Pelé. Um domínio de bola, noção de espaço e garra dentro de campo incomparáveis. Acabou com um país usando os pés, claro, mas também ao usar uma das mãos, que ele disse era a de Deus.

A “Mão de Deus” de Maradona, contra a Inglaterra, no Mundial México’86 (fonte: fifa.com)

Rodou o planeta, fez a Argentina ser mais ainda conhecida pelo globo. Conheceu reis, rainhas, sultões, generais, comandantes. Conheceu pessoas. Conheceu pessoas que levaram-no a tomar um caminho de onde até hoje ele quer sair (pelo menos acredito), mas não consegue. Em determinadas ocasiões – nas clínicas de tratamento -, convive com pessoas que acreditam serem o Papa ou San Martín. Ele não pode falar nada que acredita ser o Maradona, porque ele é o próprio. A vergonha que ele sente em ter escolhido este outro caminho é visível.

Não adianta aparecerem Robinhos, Messis, Henrys, Beckhams, Cristianos Ronaldos. Maradona será insuperável. Hoje em dia muitos condenam-no pelo seu passado (quiçá pelo presente também), mas ele merece outra chance. Quem sabe Leonel Agüero Maradona, o futuro neto, faça do avô perceber o tempo que perdeu, o tempo que poderia ter passado com a família, o exemplo que ele precisa ser para este neto. Tomara.

1 Ano

Hoje este blog completa o seu 365º dia, ou seja, 1 ano. Ao longo destas 8760 horas foram feitas 7016 visitas a esta página, que significam 19,22 visualizações/dia! Obrigado!

“Major Premier League”

Um dia propuseram que as ligas – principalmente de futebol – européias adotassem um modelo estadunidense em sua forma de disputa. A característica principal deste modelo é a não existência do chamado “rebaixamento”, que consiste no descenso da equipe para disputar, no próximo ano, um torneio de menor nível técnico para, se obtiverem um bom desempenho nele, voltarem ao escalão máximo da modalidade em termos de competição.

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A NFL (futebol americano) e suas equipes (Fonte: nfl.com)

Os defensores do modelo dos EUA dizem que a inexistência do descenso permite um maior planejamento do clube em termos de infra-estrutura, direcionamento estratégico, profissionalização dos quadros diretivos e os salários dos jogadores mais nivelados (o que permite um maior planejamento financeiro). Sem dúvida, isso é observável nas ligas de basquete (NBA), futebol americano (NFL), beisebol (MLB) e futebol (MLS) naquele país, por toda a promoção que existe em torno de um jogo, de um torneio e de como o desporto lá é realmente um prestador de serviços. Este é o modelo principalmente dos Estados Unidos e Canadá e que o México tem procurado adotar, obviamente, adaptado à sua realidade, completamente distinta.

Realidade esta que permite o ascenso e o descenso. A mesma realidade que há na Inglaterra, em Portugal, na Argentina, no Paraguai, enfim. Se houvesse uma liga “fechada” (modelo dos EUA), dificilmente os Queen’s Park Rangers disputariam a “Premier League”; ou na Argentina o CA Temperley a “Nacional A”. A busca e a necessidade de estarem na primeira divisão – para conseguirem maiores receitas com bilheteria e direitos de transmissão pela TV – também podem permitir ao clube a necessidade de criar um planejamento estratégico, uma estrutura profissional do seu corpo diretivo, trabalhar com a paixão do adepto e sócios da instituição como o licenciamento, merchandising de produtos oficiais e outras campanhas de marketing como o no Brasil conhecido por “Sócio-Torcedor”.

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Torcida do Temperley (grande Bs As), das divisões inferiores do futebol argentino (Fonte: intercele.com.ar)

Quando um torcedor compra uma temporada inteira de bilhetes, ele sabe que corre o risco de ver a sua equipe rebaixada para uma divisão inferior e um clube, mesmo estando em uma dessas divisões inferiores, pode manter ou aumentar a sua renda com a venda de ingressos. O Corinthians – até onde sei -, tem conseguido fazer isso em simultâneo com a reestruturação da sua direção, que tem se mostrado mais profissional, transparente e com objetivos mais claros. O Manchester City FC é outro caso: antes mesmo de ser comprado por magnatas tailandeses e árabes, de ter a evidência que possui hoje, o clube, depois de algumas temporadas fora da primeira divisão inglesa passou por um processo de reerguimento que culminou com a construção de um novo estádio (Cidade de Manchester) e a volta à “Premier League”. A mesma coisa não aconteceu ao Leeds United: depois de gastar, gastar e gastar, chegar às semi-finais da Liga dos Campeões em 2000, o clube não saldou suas dívidas e mergulhou em uma crise que o levou às profundezas da terceira divisão inglesa. Um dia é capaz que voltem e revivam momentos de glória, como em 1992.

O Manchester City FC (Fonte: www.mcfc.co.uk)

Tal retorno do Leeds pode realmente acontecer, desde que a sua direção perceba que o esporte também é um prestador de serviços, como um teatro ou um concerto musical. É necessário cativar o público, o seu público. O torcedor não ser visto apenas como apaixonado, mas também como potencial consumidor. Assim sendo, a instituição poderá investir, por exemplo, em infra-estrutura, em comodidade. Terá margem de manobra para montar uma boa equipe. Riscos de rebaixamento sempre existirão. Se todos os clubes adotarem esta política, o nível de competitividade aumentará. Claro que haverá os clubes que, por terem maior torcida e estarem localizados em centros mais ricos e populosos, terão condições de estabelecerem melhores plantéis.

O modelo dos EUA de disputa de campeonatos é particularmente deles e lá deve ficar. Talvez não daria certo na América do Sul, Japão ou Europa. Entretanto, campeonatos nestes continentes, com o mediatismo e dimensão estadunidenses, combinado com um modelo de subida e descida de divisões, são sim possíveis.

T.O.P.S.T.A.R.

Deco, Kaká, Riquelme, Kun Agüero, Beckham, Ronaldinho, Drogba, Cristiano Ronaldo, Torres, Schweinsteiger, Van Nistelrooy. Tantos nomes, lendas do futebol mundial. Jogam nas melhores equipes do mundo, são patrocinados pelas maiores marcas, mas nem todos são grandes estrelas. Como assim? Todos estes jogadores, mais os outros vários sempre evidentes na mídia não são “topstars”? Não. Vejamos ao analisar letra a letra (em inglês) o que é preciso para um jogador ser um “topstar”!

T.O.P.S.T.A.R.

De acordo com estudiosos da gestão e comunicação no esporte, T: team. O: off-field life. P: physical characteristics. S: success. T: transferability. A: age. R: reputation.

Um atleta, para ser uma grande estrela precisa ter ao seu lado, uma grande equipe ou um retrospecto na carreira de grandes equipes. Uma vida de celebridade, conciliada com a vida familiar. Cortes de cabelo modernos e tatuagens chamam a atenção dos mais jovens, mas mais das mais jovens. Sucesso traduz-se em palmarés, em títulos conquistados. A idade reflete em quanto a marca do jogador ainda pode ser trabalhada (os mais jovens são mais próximos do público da mesma idade, com poder de consumo). Reputação entende-se pelo jogo limpo e relacionamento com o público.

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Cristiano Ronaldo (Fonte: uefa.com)

Vejamos três casos: David Beckham, Cristiano Ronaldo e Kaká. Muitos diriam que os 3 são “topstars”, que todos encaixam-se nas categorias acima citadas. Não. Falta para Kaká o corte de cabelo e quiçá as tatuagens (transferência) para fazer dele um “topstar”, algo que o aproxime do público ou de um nicho mais específico de torcedores.

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Beckham com o filho em jogo dos LA Lakers (Fonte: France Presse)

Beckham, por sua vez, preenche todos estes requisitos. O casamento com Victoria, ex-Spice Girl, o nascimento dos filhos e a manutenção deste casamento valorizou ainda mais a sua “marca”. Vê-se um Beckham zeloso com os filhos e a mulher em público. O seu estilo de penteado mais as várias tatuagens pelo corpo contribuem para a imagem dele, assim como o relacionamento com os fãs, os idiomas que ele fala e pelo esforço que fez em falar castelhano quando jogou em Madri. Características que contam, que cativam, além de ainda ser jovem e possuir um peculiar estilo de jogo combinado com um jogo limpo e disciplinado.

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Kaká: popular, mas não “topstar” (Fonte: acmilan.com)

É polêmico, muitos não vão concordar com esses pontos, no entanto em geral se aplicam. Ayrton Senna, Niki Lauda, Kelly Slater, Teofilo Stevenson, Muhammad Ali, Mark Spitz e Magic Johnson são exemplos em outras modalidades. Dos que foram citados acima, Cristiano Ronaldo e Beckham certamente preenchem os requisitos de T.O.P.S.T.A.R..


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