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Desempenhos Olímpicos

Observe o quadro de medalhas destes últimos Jogos Olímpicos. Entre os 10 primeiros países, com exceção da China e dos EUA, todos eles têm uma população menor que a do Brasil. Bem menor! A Austrália com cerca de 20 milhões; a Coréia do Sul, com 55; o Reino Unido, com 60; a Itália, com os mesmos 60. Holanda (15 milhões), Espanha (40 milhões), Ucrânia (55 milhões) e Jamaica (2 milhões!) estiveram à frente do Brasil, 23º no quadro geral. Até a Etiópia vem antes do Brasil.

Corredor Etíope (Fonte: Folha)

Várias explicações existem para isso e uma delas é o do investimento no esporte. Em nada surpreende a quarta colocação dos britânicos. Resultado do “Game Plan” elaborado pelo governo de Londres, com vistas aos Jogos de 2012, mas principalmente para melhorar a qualidade de vida da população. Vale ressaltar que o investimento não é apenas na alta competição. Rússia e Ucrânia herdaram o potencial da ex-URSS. Na Oceania, a prática esportiva e a vida do australiano sempre andaram lado a lado. A Coréia do Sul, que investe maciçamente no esporte como meio formador da sociedade daquele país, colhe os frutos que começaram há 20 anos, com os Jogos de Seul. Com relação a países como Jamaica e Etiópia, todas as suas medalhas foram para o atletismo e reflete como esta modalidade predomina nestes países, assim como o beisebol está para a República Dominicana e o críquete para a Índia. Sim, os seus resultados valem muito. Mas, em uma modalidade apenas, não significam e tampouco projetam grandes coisas.

Reggae Boys (Fonte: globoesporte.com)

Desempenho pífio do Brasil, com apenas 3 medalhas de ouro? Claro que não! 15 medalhas, o recorde junto com os Jogos de Atlanta’96. O resultado é excelente, tendo em vista a gama das modalidades em que os brasileiros obtiveram as medalhas, como por exemplo o bronze da dupla feminina na vela, o bronze no Tae Kwon Do, o primeiro ouro da natação e do salto em distância.

Marcelinho e Giba, da seleção masculina de voleibol do Brasil (Fonte: CBV)

Muito mais investimento deve ser feito, sem sombra de dúvidas, sem esquecer que não apenas a posição no quadro geral de medalhas é importante. Isto é apenas a conseqüência da massificação do esporte, um dos fatores essenciais para o crescimento do país.

B.R.! (blog record)

No ritmo das Olimpíadas também está este blog, que anteontem atingiu as 5 mil (!) visualizações. Aos que gostam de índices, dados, marcas e recordes, aí vai: desde quando está no ar, cerca de 16 visitas/dia. Lendo ou não, o meu obrigado.

Saudações Olímpicas!

Numeritos

Do jamaicano Usain Bolt, campeão Olímpico dos 100m rasos, em Pequim. Tempo da prova: 9”69 (recorde mundial). Tempo de reação na largada: 0,165s. Passada: 2,65m (o comprimento de um Smart). Velocidade média: 37,151km/h. Número de passadas dentro destes 100m: 41. À frente do 2º colocado: 2m. Número de telespectadores da prova: 2,75bi de pessoas. 

Usain Bolt (JAM), campeão Olímpico nos 100m rasos (Fonte: COI)

Foram os 100 metros mais importantes para a história da Puma. Ainda mais com o cadarço (atacador) do pé esquerdo desamarrado.

O cadarço (atacador) desamarrado de Usain Bolt

Numeritos campeões olímpicos e recordistas mundiais.

Algerian Girls

Não faz muito tempo que uma medalhista de ouro olímpica foi insultada e considerada traidora em seu país por haver corrido “quase nua”, de acordo com – deturpadas – tradições da sua pátria de origem. A atleta em questão é a argelina Hassiba Boulmerka, campeã dos 1500m nos Jogos de 1992. Quando do seu retorno à Argélia – com população majoritariamente muçulmana – após este triunfo, boa parte da opinião pública daquele país voltou-se contra ela, por haver corrido quase despida.

A "semi-nua" Hassiba Boulmerka, da Argélia, ouro nos Jogos de 92

A “semi-nua” Hassiba Boulmerka, da Argélia, ouro nos Jogos de 92

Dezesseis anos mais tarde, ou as tradições mudaram ou as jogadoras da seleção argelina de voleibol, presentes nos Jogos Olímpicos, querem desafiar os tradicionalistas de Argel. Diferentemente das egípcias nas Olimpíadas de Atenas (2004), elas jogaram com calções curtos, ou seja, com as pernas à vista. Sinais de mudança? Sim. O país é governado por um regime militar pró-ocidente e averso a um governo fundamentalista. Pode ser que os dirigentes até tenham apoiado esta iniciativa, mas as jogadoras não estão “quase nuas” e os uniformes são bem mais “comportados” que os das italianas, cubanas e brasileiras. Antes disso, o exagero em tudo é ruim e os considerados tradicionalistas devem se ocupar com outras coisas em vez de estarem atentos a grandes mulheres que estão a levar mundo afora o nome da Argélia. O islamismo certamente não está preocupado se elas estão ou não com as pernas descobertas. Independentemente de serem xiitas ou sunitas, vejam as turcas. Vejam as azeris.

 

Seleção Egípcia de voleibol feminino

Seleção Egípcia de voleibol feminino

Mesmo não tendo um determinado êxito nos Jogos, estas mulheres argelinas já servem de exemplo, que para respeitá-las não é preciso jogar com calças. Tal opinião pode ser considerada extremamente “ocidental”, porém intolerância também pode ser sinal de ignorância.

Novo Agradecimento (versão 4.0)

Aproveitando o ambiente Olímpico, mais um recorde atingido! Não por um atleta, tampouco por telespectadores, mas sim por este blog, que hoje passou das 4 mil visitas! Para quem gosta de estatísticas, 12,73 visualizações/dia. Para quem esperava menos de uma por dia, está bom demais!

Lendo ou não, o meu muito obrigado. Abraços a todos. Agora é rumo às 5 mil!

Alguma Coisa (sempre) Está Fora da Ordem

Oito de agosto de 2008, data que marcou o início dos XXIX Jogos Olímpicos da Era Moderna. Na Grécia da antigüidade, os jogos representavam também um período de trégua entre as cidades-Estado da época, ou seja, simbolicamente os conflitos eram “transferidos” às disputas em Olímpia. Ultimamente – e também simbolicamente – o Comitê Olímpico Internacional e a Organização das Nações Unidas têm trabalhado em conjunto para que o período em que são disputadas as Olimpíadas seja também de trégua entre povos e países em conflito. Convém repetir: simbolicamente.

Oito de agosto de 2008: dia do início das hostilidades entre os russos e os georgianos. Fontes bem informadas (?) contabilizam 2000 mortes só em uma cidade da Geórgia. O governo de Moscou acusa o de Tbilisi de limpeza étnica, russos que estariam sendo perseguidos em território daquele país do Cáucaso. Tbilisi acusa Moscou de financiar os movimentos separatistas da Abkhazia e da Ossétia do Sul, região esta que é a pivô destas hostilidades.

Família foge de conflito na Ossétia do Sul (Fonte: AE)

Quando idealizou o retorno dos Jogos, no final do século dezenove, Pierre de Coubertin também pretendia resgatar o que era realizado durante os jogos da Grécia antiga, o de haver uma trégua nas guerras existentes pelo mundo enquanto decorriam as Olimpíadas. Pelo visto, isso não irá acontecer tão cedo. Todas as edições dos Jogos Olímpicos da Era Moderna, desde 1896, tanto as de verão quanto as de inverno presenciaram conflitos. Três edições (1916, 1940 e 1944) foram canceldas por este motivo. Além disso, inúmeras outras edições serviram de campos de batalha!

Força Pública chinesa guarda o Estádio Olímpico de Pequim (Fonte: France Presse)

Isso que um dos países deste conflito em questão é a Rússia, maior país do planeta, membro do G-8 e herdeira do vasto arsenal da ex-URSS. E os demais que existem pelo mundo todo, raramente divulgados ou que sequer se sabe ou se considera? Darfur, Afeganistão, Aceh, Mauritânia, Somália, Burundi. São inúmeros os exemplos, longe da trégua, mais longe ainda da paz, dos direitos humanos, enfim, sempre fora da ordem.

O Maior Espetáculo da Terra

É esportivo. O maior espetáculo da Terra é esportivo e recomeça na próxima sexta-feira, dia 08, de agosto, mês 8 do calendário gregoriano, às 8:08 da noite do horário de Pequim. São os Jogos Olímpicos. Para os chineses, os anfitriões da vez, o número 8 é o da sorte. Os Jogos Olímpicos existem há milhares de anos, mas foi resgatado pelo Barão Pierre de Coubertin há cerca de 120, quando a sua primeira edição da era moderna foi disputada em Atenas, em 1896.

Sede do Comitê Olímpico Internacional, em Lausanne, Suíça (Fonte: AP)

No princípio, os jogos eram disputados em conjunto com a Feira Mundial e testemunhou reis, princípes e nobres a competirem; viu modalidades hoje já inexistentes, incorporou várias, desincorporou outras tantas. Revelou ídolos, heróis e outros reis. Viu um campeão correr 42km descalço. Viu um pastor do interior dos EUA, negro, a desbancar um déspota em sua própria casa. Foi palco para que países afirmassem a sua soberania através da participação nos Jogos, ainda mais com as suas conquistas. A cada edição, mais e mais nações. Foram – e são – neles que as pessoas lutaram – e lutam – pelos mesmos direitos a todos os cidadãos do planeta. Um evento que incorporou conflitos que não tinham nada a ver com o esporte. Entreveros mundiais, brigas ideológicas, religiosas, políticas, econômicas, sociais e raciais. Um evento que é aberto a todos os países do mundo e que hoje em dia todos eles participam. Os boicotes já estão fora de moda. E isso os Jogos Olímpicos também viram! Desde 1896 a crescer. Não apenas em números de participantes, mas em termos de público, patrocinadores, valores financeiros, telespectadores, avanços tecnológicos, entre outros aspectos.    

A tendência disso tudo é crescer ainda mais porque o esporte atualmente é o único fenômeno que consegue reunir em uma mesma ocasião pessoas dos mais diversos rincões do planeta, de diferentes raças, religiões e idiomas, que estão ali para ver, praticar, enfim, viver o esporte, uma linguagem comum entre todos. Por isso a Olimpíada é o maior espetáculo da Terra. É fundamental que o Comitê Olímpico Internacional continue com o seu trabalho de fomentar o espírito Olímpico entre todos os povos, não apenas durante a realização dos Jogos, mas sim durante o nosso dia-a-dia. Dentro ou não do esporte, para que um mundo melhor – como pregava Coubertin – seja construído a partir dos valores transmitidos pelo esporte.

Bons Jogos a todos!!!

Significados dos Jogos Olímpicos

Muitos vão pensar que neste texto será dito que os Jogos Olímpicos, o Comitê Olímpico Internacional e o esporte são capazes de integrarem mais países que a própria Organização das Nações Unidas. Muitos daqueles que lêem este blog, ao verem o título deste excerto, pensarão que será aqui escrito que as Olimpíadas são capazes de mobilizarem bilhões de pessoas do mundo inteiro em uma única oportunidade a cada quatro anos (na verdade de 2 em 2, mas os desportos de inverno não são acessíveis para todos os países do globo).

Os Jogos representam mais do que isso. Serão palco de tudo o que há de mais moderno nas comunicações, nos transportes, nos equipamentos esportivos, na preparação dos atletas, nas instalações, na alimentação, na detecção de milésimos de segundo e na diferença de milímetros de distância. Em Helsinque (Jogos Olímpicos de 1952) surgiram os placares eletrônicos. Os Jogos de Roma em 1960 foram os primeiros transmitidos pela TV. Seul em 1988 viu a utilização dos aparelhos de fax. Sydney (2000) marcou o início do uso da internet. Foi na capital italiana, em 1960, que o “conflito calçadista” entre a adidas e a Puma começou. Mais empresas entraram nesta briga nos Jogos seguintes e o conflito não é mais entre sapatos, mas sim entre equipamentos, como a roupa para natação desenvolvida pela australiana Speedo. Kodak, Fuji Film e Agfa disputavam os rolos das máquinas fotográficas dos turistas, juízes e atletas. Visa e Mastercard brigam muito pelos consumidores ávidos pelos souvenirs. Omega, Timex e Tag Heuer sempre estão na luta para computarem as menores frações de segundo das Olimpíadas. Marcas que não aparecerão nas transmissões televisivas, mas que serão exclusivas nos dias de realização dos Jogos.

Os atletas estarão hospedados em apartamentos de última geração, dotados de excelentes recursos e serão transportados em trens de grande velocidade para estações localizadas dentro dos estádios e das demais instalações onde vão competir. Instalações estas climatizadas, com uma acústica perfeita para não prejudicarem os atletas, que se concentrarão em vestiários amplos e confortáveis. Os espectadores vão pelo celular (telemóvel) transmitir ao vivo para os seus países de origem todas as disputas para aqueles que não puderam comparecer aos Jogos. Quando quiserem comer algo, não demorarão 2 minutos em saírem de seus lugares e voltarem com a refeição pretendida.

Cerimônia de encerramento dos Jogos de Atenas, em 2004 (cortesia: AP)

Mais importante ainda, exemplos de superação, persistência e coragem também não faltarão. O significado do esporte, principalmente para as crianças, estará muito presente. Ainda mais em um país como a China, que faz da prática esportiva uma ferramenta para a construção da sociedade. Nada mais correto.

Talvez de agora em diante o maior desafio dos Jogos Olímpicos será em como promover a preservação ambiental através dele. Muito se fala e se falou que as Olimpíadas unem povos, presenciam avanços tecnológicos, mas há uma lacuna no que diz respeito às políticas ambientais, como o aquecimento global de que tanto se fala. Pequim podia ter feito mais por isso. Se os Jogos Olímpicos têm entre suas funções promoverem a paz, resgatarem valores e princípios para a construção de uma sociedade melhor, esta sociedade melhor também será beneficiada pela preservação do meio ambiente. Para Londres, em 2012, fica o desafio de como serão edificados os Jogos em conjugação com o benefício ao meio ambiente.

O Esporte como Mediador de Conflitos (?)

Nos próximos dias, semanas e quiçá meses, a opinião pública internacional falará muito bem, “babará o ovo” para Nicolas Sarkozy, Presidente da França, um dos responsáveis pelo fim do seqüestro de Ingrid Betancourt pelas FARC-EP (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia – Exército Popular) e pela aproximação dos líderes Israelense e Palestino afim de chegarem a um acordo de paz que, segundo o Premiê de Jerusalém, “nunca esteve tão próximo”. Sarkozy, por estes atos, poderá ser visto como um líder compromissado com a paz mundial, um Chefe-de-Estado responsável e, pelos franceses, como aquele que está a reposicionar a França no cenário geopolítico mundial, como nos áureos tempos da Legião Estrangeira. Enfim, palmas a ele.

Recentemente a UEFA (União Européia de Associações de Futebol) tentou aproximar armênios e azeris – inimigos históricos – ao colocá-los no mesmo grupo de apuramento para o Europeu de Seleções de 2008. Não deu certo. Um país não aceitou jogar contra o outro. O esporte não serve como mediador de conflitos, apesar de muita gente pensar o contrário. O que pode haver é uma aproximação entre as duas partes, uma amenização do impasse, mas nunca o fim dele por completo. Neste blog já foi falado sobre a partida de pólo aquático entre húngaros e soviéticos pelas Olimpíadas de 1956, logo após a violenta supressão soviética à Revolução de Budapeste. Qual jogador magiar não entrou naquela piscina sem se lembrar deste fato? Obviamente que nenhum. E na Copa do Mundo de 1998, aquele jogo entre os EUA x Irã: não adiantaram as flores, as placas e demonstrações de amizade antes da partida quando, após seu final, com a vitória dos persas por 2 a 1, a TV estatal iraniana coloca o Aiatollah ao vivo, em uma mensagem a dizer que o povo do Irã é capaz de vencer o grande satã (os EUA).

Confraternização entre estadunidenses e iranianos em jogo da Copa de 98 (Fonte: AP)

Um dos sonhos de Havelange não cumpridos enquanto presidia a FIFA, foi o de realizar uma partida entre Israelenses e Palestinos. O esporte sim é um instrumento para a paz e confraternização dos povos, mas pensar que ele sozinho é capaz de pôr fim a anos, décadas e séculos de hostilidades, é inocência em demasia.

Imigrantes da Bola

Há uma semana a Espanha sagrou-se campeã da Europa de seleções. No elenco, uns catalães, outros andaluzes, madrilenhos, mas todos espanhóis. Com exceção de um: Marcos Senna, espanhol “adotado” de São Paulo. É o primeiro brasileiro campeão da Europa em termos de seleções, mas não o primeiro estrangeiro a triunfar ao atuar pela nacional de um outro país.

Começamos na Copa de 1934, quando inúmeros jogadores uruguaios e argentinos e inclusive um brasileiro (Anfilóquio “Filó” Guarisi) com descendência italiana foram convocados. Naquele ano, a Itália ganhou a Copa, em casa. Em 1962 o meu conterrâneo Ângelo Sormani, também disputou o mundial, no Chile, pela Itália, uma vez que os pais eram italianos. Sem falar nos anos 90, quando o brasileiro Oliveira fez sucesso jogando pela seleção da Bélgica e Paulo Rink pela da Alemanha. Os casos mais recentes mostram Deco, Bosingwa e Pepe (brasileiro, congolês e brasileiro, respectivamente) a jogarem por Portugal; o argentino Camoranesi – campeão mundial em 2006 – pela Itália; Colautti, ítalo-argentino a atuar pela seleção de Israel. Para não falar de Brasileiros como Rui Ramos e Wagner Lopes a jogarem pelo Japão!
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Ângelo Sormani campeão da Europa 68/69 (cortesia acmilan.com)

Atraídos pelos salários e visibilidade, jogadores latino-americanos e africanos cada vez mais passam a atuar nas ligas de futebol da Europa, do Japão e dos Estados Unidos. Aproveitando-se pelo fato de apresentarem descendência – em certos casos não – e da demora em serem convocados pelas seleções de seus países de origem, vários jogadores vêem-se muitas vezes na situação de se mudarem de pátria, como nos casos acima citados. Isso certamente não é bom para o futebol e a FIFA já começou a trabalhar em cima disso, para a formação de futebolistas locais e, mais longe, da prática do esporte em países como a Itália e a Espanha.

Enquanto o futebol latino-americano for extremamente clientelista e ignorante em relação ao produto que possui em ‘mãos’, as seleções dos países com as ligas de maior evidência estarão sendo mais e mais disputadas por aqueles jogadores “renegados” nas equipes nacionais de seus respectivos países. Assim sendo, cada vez mais haverá os “imigrantes da bola”.


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