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Bom Senso

O post vai tratar do movimento de atletas profissionais do futebol por melhores condições de trabalho. Exatamente, melhores condições de trabalho. Os que jogam em clubes grandes, são servidos de um excelente centro de treinamento e possuem diversos benefícios, esses são uma pequena minoria. E esta é uma realidade muito distante para a maior parte dos futebolistas.

O calendário do futebol nacional é desumano para a maioria e para a minoria. Os atletas ficam longe da família, longe de casa boa parte do ano. Só isso é capaz de deixar qualquer ser humano sem cabeça para trabalhar, para produzir, para render. Consequentemente isso afeta os jogos e os estádios podem esvaziar. Se os jogos ficam prejudicados, diminui o interesse da TV porque diminui a audiência. É uma bola de neve. Viagens – mesmo para lugares bacanas -, hotel – mesmo os melhores do mundo -, concentração – mesmo com tudo à mão -, tudo isso desgasta.

A CLT (código de leis trabalhistas) existe desde os anos 1940, com o ex-Presidente Vargas. Mas não se aplica ao esporte, sobretudo ao futebol, em benefício de interesses políticos e econômicos. Atletas precisam de 30 dias e até mais. Podem dizer que ficarão muitos dias sem futebol, sem espetáculo esportivo. É aí que podem surgir oportunidades como eventos corporativos, congressos, a interação Academia (Universidade) e o esporte, outros tipos de espetáculo que envolvem o jogo de uma outra maneira que facilita o atleta em cumprir compromissos extra-campo e potencializar a imagem dele enquanto ídolo. Haja vista que o ídolo é a representação do ideal ético e estético, o que nos faz aproximar ainda mais do esporte.

Atleta tem família e a profissão dele é profissão, assim como a de todos.

Não perca todas as sextas, às 13h ‘Estação Rugby Clube’ pela REW Rádio Estação Web – radioestacaoweb.com.br

Sr Hélio

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O Brasil deve muito ao Sr Hélio Gracie, cujo centenário de nascimento acontece hoje, 1/10/2013. Graças a um trabalho na área que começou com ele, o país é visto como um celeiro de grandes atletas das artes marciais, mas, antes disso, de desportividade. Em meio a falsas e equivocadas impressões que os estrangeiros têm do Brasil – e até mesmo de nós mesmos -, o país é admirado e muito respeitado por quem no mínimo tem conhecimento de quem ele foi e o legado que ele deixou dentro e fora dos tatames.

Obrigado Sr Hélio por haver pensado muito adiante. Obrigado pelo exemplo.

Na seção ‘de Letra’, uma frase de Hélio Gracie

6 Anos

Hoje este blog comemora 6 anos de atividade desde a sua primeira publicação, em 2007.

São 362 textos ao todo, fora as informações em “Utilidade Pública”, os testes malucos em “Quiz”, curiosidades em “Anúncios de Graça” e a originalidade do mundo do esporte no “de Letra”. Passem por lá também, no guia acima dos posts.

Bodas de Perfume ou Açúcar.

Obrigado leitor que de vez em quando segue o espaço.

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Conspira e Expira

Tem comentarista que diz que o Corinthians é uma equipe sem alma! Há algumas semanas estava com a bola toda, subindo na tabela. Há momentos e momentos. Inúmeros fatores extra-campo interferem no alto-rendimento.

E que Mano Menezes saiu do Flamengo pra assumir o clube paulista. Outros já falam que o treinador estava incomodado com as condições de trabalho.

Acredita-se no que? Em nada, deixa acontecer. Melhor.

Dennis e o Ditador

kimDennis Rodman (ex-jogador da NBA) tem feito constantes viagens para a Coreia do Norte. Diz-se amigo do ditador, Kim Jung-Un, de aproximadamente 30 anos de idade, educado bem longe de Pyongyang e preparado para assumir o lugar do pai, falecido há alguns anos.

Mais uma vez o esporte usado pra fins políticos.

Kim Jong-Un conhece o mundo ocidental, sabe o que é a NBA, quem foi e quem é Dennis Rodman. Por isso o recebe de braços abertos. Abertura que apenas o esporte é capaz de fazer. Ora, Rodman é estadunidense, nacionalidade a quem os norte-coreanos dirigem todas as suas hostilidades propagandísticas. Ele não vai à toa até lá. A aproximação à República Popular da Coreia é política de Estado norte-americana.

Se as viagens de Rodman não possuem fins políticos, outra explicação portanto não existe, se até o ping pong (!) aproximou a República Popular da China (Mao Tse Tung) dos EUA (Richard Nixon) nos anos 1970.

Justa Escolha

Tóquio foi escolhida no último sábado (7) a sede dos Jogos Olímpicos de 2020. O Japão portanto sediará dois dos eventos mais vistos do tokyo 2020planeta em dois anos: mundial de rugby (2019) e as Olimpíadas, no ano seguinte. Para acrescentar, o Extremo Oriente em três anos receberá 3 dos maiores e mais vistos eventos esportivos, um em cada ano: Jogos Olímpicos de 2018 em Peyongchang (Coreia do Sul) mais os dois citados antes. Duas Olimpíadas e um mundial de rugby.

Justa escolha. Não foram os protestos turcos nem o conflito na Síria que influenciaram o COI na decisão. Se fosse por isso Pequim não seria a escolhida porque faz fronteira com países em constante belicismo (Afeganistão, Paquistão e Coreia do Norte). Ou nem em Seul (1988), já que tecnicamente as duas coreias ainda estão em guerra desde 1953. Perderam Espanha e Turquia pelos recentes escândalos de doping, sobretudo com os espanhóis. E isso o princípio Olímpico não aceita. O Japão, alheio a tudo isso, passou limpo e foi escolhido.

As Olimpíadas agora voltam-se para o Extremo Oriente, berço de sociedades com ideais, princípios e valores que se encontram com aquilo que o Olimpismo prega. Vão os Olímpicos praquele lado do planeta a fim de restaurar e resgatar o espírito do esporte.

Transpiração Conspirante

Ou conspiração transpirante?

Damiani (presidente do Peñarol) e Francescoli (maior jogador do Uruguai nos anos 80 e 90) juntos, com Sanchez (ex-presidente do Corinthians), Chilavert, Romário, Maradona e Ruggeri, contra a entidade máxima do futebol sul-americano (CONMEBOL).

Inspirem.

Transpiram feito loucos para conspirar contra uma federação continental que faz um desserviço ao esporte. A conspiração será um serviço! O presidente da CONMEBOL é uruguaio, Eugenio Figueredo. A Full Play, que entrou no lugar da Traffic, sobre os direitos comerciais dos torneios da entidade, tem sede também no Uruguai.

Expirem.

A saber: Damiani/Francescoli x Figueredo. O Uruguai é pequeno, todos se conhecem.

Aí tem coisa.

Pitacos

Dias atrás assistia um programa da CNN com o Richard Quest (aquele que tem uma voz que lembra a do Pato Donald). Era um programa de economia. Ora, esporte também faz parte da economia e altera PIBs. Perguntava-se – na opinião dele – do absurdo de o Real Madri ter contratado um atleta (Bale) por centenas de milhões de dólares, enquanto 56% dos jovens espanhóis estão desempregados.

Não importa. Esporte de alto-rendimento é resultado. Se julgaram que Bale pode trazer resultados, contrataram. E a cobrança será proporcional ao investimento. Mais resultados, mais pessoas comprando a camisa dele, vendo jogos e comprando pay-per-view.

Já dizia Gustavo Pires: fair-play é treta!

bombMais uma: basquetebol masculino brasileiro em crise. De um lado, o treinador. Do outro, os principais atletas do país, que atuam em grandes ligas pelo mundo. Os dois lados se acusam. Muitos lados darão opiniões. Não há o que opinar. Não sabemos o que acontece nos bastidores. Se descobrirmos, que se escutem os dois lados da história.

Perda de tempo tudo isso. A opinião pública está ao lado dos ídolos, não do treinador. Ainda mais ele sendo estrangeiro. Treta.

Que apaguem esse incêndio logo e abafem esse caso pelo menos.

Desaforos

Na Guerra do Pacífico (1879-1883), Duque de Caxias ‘dedurou’ a aliança entre Peru e Bolívia para o Chile.

Em 1903 o Acre se torna território brasileiro.

Mais recentemente, um senador boliviano pediu asilo político na Embaixada do Brasil em La Paz. Enquanto isso, nacionalizaram empresas brasileiras em território boliviano. Ao mesmo tempo a influência brasileira no cotidiano do país é cada vez maior.

Brasileiros mataram um torcedor local em Oruro, em fevereiro, em plena partida de futebol. Sem critério, escolheram alguns para prender. Sem critério aparente, soltaram.

Fizeram revista em avião do governo do Brasil quando passava por território boliviano.

E levaram o senador boliviano para o Brasil sem o salvo-conduto. Uma afronta ao governo de La Paz.

Tantos desaforos que culminaram na queda do Ministro das Relações Exteriores. Infelizmente o esporte é também responsável porque não souberam administrá-lo e preservá-lo.

Como Funciona

O anúncio que explica como o universo do esporte de alto-rendimento funciona:

Parece  ser um simples treino, mas a chuva faz o personagem do anúncio pensar em que poderia acontecer caso a vontade de ir treinar fosse vencida pela chuva.

Oras, se não fosse, não aperfeiçoaria seu jogo e nem ajudaria os colegas com o de cada um. Diminuiriam as chances da equipe de vencer. Vencendo, as chances de alguém da equipe em ser convocado para a seleção nacional aumentariam e os interesses comerciais sobre o jogador e a equipe, também. Da mesma maneira que aumentaria também o número de torcedores que frequentariam o estádio e se interessariam em consumir mais coisas alusivas à equipe. Maior interesse comercial, mais agentes esportivos, advogados com especialização em Direito esportivo, mais empregos diretos e indiretos sendo gerados. Se não treinasse, não haveria jogo no fim-de-semana e não haveria notícia para divulgar. Menos notícias para divulgar, menos jornalistas, “mesas-redondas”, “talk-shows”, câmeras, fotógrafos, direitos de transmissão, canais de TV e vendedores de jornais. Menos pessoas saberiam da existência do jogador, da equipe, da seleção e do esporte. Sem ídolos ou referências, cada vez menos crianças teriam acesso e interesse em praticar algo que desconhecessem. Em caindo a demanda, a equipe desmancharia com o tempo e deixaria de existir. Sem equipe, sem treino. Com ou sem chuva.

Tudo começa de quem e de onde? Desde o início, a partir do entusiasta, do praticante, do torcedor.


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