Archive for the 'Mídia e Esporte' Category

Campeonato Brasileiro de Rugby

Recentemente trabalhei na transmissão da final do “Super 16 – Campeonato Brasileiro de Rugby”, com o grande Maurício Bonato como narrador, no BandSports. Quero parabenizar não apenas o vencedor do título (Poli), mas todas as equipes, atletas, voluntários e torcedores de todos os clubes.

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Fico feliz porque acredito este ter sido um torneio que foi um marco na mídia de audiovisual do rugby do Brasil, dentro do incansável trabalho do “Portal do Rugby”, das transmissões por webrádio do Luís Kolle, do Alexandre Ferrer e do Tom Júnior Dias, do amigo (multitarefa) Marcus Travinha, sem falar da “FotoJump”, do Jean Bettega, Lucas Toniazzo, Roberth Corgosinho entre tantos outros.

Parabéns a todos vocês que levaram o rugby brasileiro para todos os cantos, “subiram a barra” e não há volta: em 2019 é preciso mais. 

Entrevista para o “Salão Oval”

Nesta semana fui entrevistado pela galera do Salão Oval, importante veículo de comunicação especializado em futebol americano. Falamos sobre o que o futebol americano pode aprender com o rugby e vice-versa. Confiram:

Spartan Race Brasil

Nesta semana trabalhei no lançamento da corrida de obstáculos Spartan Race, que no Brasil acontecerá em Pirapora do Bom Jesus/SP, no próximo dia 4 de Novembro. Uma das maiores corridas do planeta. Na ocasião, Carolina Máximo, Evelyn Santos e Vanessa Teixeira (que representarão o país no mundial – foto abaixo) falaram das expectativas para a prova que acontece dia 20 de Setembro, em Lake Tahoe, CA/EUA.

SPARTAN_RACE_LinkedIn

Relações Internacionais

Internacionalização é a solução. De acordo. Foi o que li no Lance! de hoje, 5 de Junho. Acredito ser uma das soluções para gerar receita dentro do esporte nacional. A seleção de voleibol faz isso, a de futebol também. Elas conseguem transformar seus jogos em um produto para ser consumido mundo afora.

Brazil-v-Russia-logo-3Há quanto tempo a seleção de futebol não fazia uma visita regular ao Brasil? Ela costuma fazer os jogos em Londres, nos países árabes e nos EUA aos finais-de-semana em função do fuso horário mais adequado a uma maior audiência e ao poder aquisitivo das populações desses lugares do mundo. Soma-se a isso a condição de um estádio no Brasil em receber um produto desse tipo: gramado, iluminação, arquibancada e segurança. Quanto à iluminação, reparem um jogo noturno nos EUA, Japão e principais campeonatos europeus e compare com um no Brasil. No Morumbi, a escuridão predomina atrás das balizas.

Eu já disse em textos anteriores sobre o que é preciso para internacionalizar o esporte brasileiro. É só clicar aqui para conferi-los.

Então levamos um clube de futebol para Angola? Ora, podemos. No entanto, com quem concorreremos em Angola? Com o basquete e com os clubes de futebol de Portugal, por tratar-se de uma ex-colônia Lusa. Qual o poder aquisitivo do angolano? Acesso a TV a cabo e a campeonatos brasileiros? Esses são apenas alguns fatores que devem ser levados em conta.

bgtComo é o mercado que queremos estar inseridos? Com quem vamos concorrer? Poder de consumo da população? Acesso aos nossos campeonatos? Como se comportam nossos concorrentes? O que eles têm de melhor? Qual é o histórico de relação desse país com o Brasil? São perguntas que devem ser feitas e o seu produto esportivo ter a resposta para elas.

A mídia é fundamental para isso. Quanto mais canais de televisão do Brasil estiverem presentes pelo mundo, melhor. Quanto mais souberem trabalhar com o esporte brasileiro como um produto de entretenimento e seus os direitos de transmissão pelo mundo, mais fácil de ele ser vendido e, consequentemente, consumido. Por outro lado, os clubes podem trabalhar fazendo algo bem simples: traduzindo suas páginas na internet. O website é a porta de entrada do mundo para o clube.

A partir de então, contratam-se atletas estrangeiros e realizam-se digressões. A marca está mais presente pelo mundo, e cada vez mais chineses, japoneses, árabes, tailandeses e europeus se enchem de souvenirs do seu produto e querem fazer visitas in loco (Brasil) para vê-lo mais de perto. Com isso, abre-se um novo mercado para as agências de turismo no país: o turismo esportivo de estrangeiros por aqui. Não o de brasileiros lá fora.

Internacionalização é isso.

Flor da Escócia

“…and sent him homeward,

to think again”

Este é um trecho do hino da Escócia, cuja população poderá pensar de novo e escolher no final de 2014 pela independência ao Reino Unido, de que faz parte de 1707. O acordo para o referendo foi celebrado ontem entre o Primeiro-Ministro Britânico David Cameron e o presidente do Parlamento Autônomo Escocês, Alex Salmond.

Esportivamente, o que ganha ou perde o Reino Unido com a separação da Escócia? Não ganha nada. Perde pouco. Opa, em parte! No esporte-motor perde muito: Jim Clark, David Coulthard, Ian e Jack Stewart são ótimos exemplos. Os escoceses competem para o Comitê Olímpico Britânico, que reúne Inglaterra, País de Gales e Irlanda do Norte. São poucos os atletas escoceses bem sucedidos nas Olimpíadas. O rúgbi e o futebol são duas modalidades em que a nacionalidade escocesa é bastante exaltada e não competem sob bandeira britânica. Diferentemente dos galeses do Swansea e do Cardiff, que atuam na Liga Inglesa, Celtic e Rangers jogam o campeonato escocês e fazem, para muitos, o maior clássico do futebol mundial, entre clubes. Os torcedores do Celtic são em sua maioria católicos e anti-monarquistas, por isso levam bandeiras da Irlanda (catolicismo) e Escócia (nacionalismo); adeptos do Rangers são monarquistas/leais e carregam consigo a Union Jack (bandeira do Reino Unido).

Sporting CP x Glasgow Rangers FC 10.04.2008 002

Torcida do Rangers

Celtic

Torcida do Celtic

Economicamente o Reino Unido não perde significamente com a independência escocesa. Ademais, ela não significa o rompimento de todos os lados. Uma saída pacífica solidifica uma relação de confiança que certamente vai se refletir em todos os aspectos da sociedade da Grã-Bretanha. Diferentemente do processo como houve com a Irlanda (Eire), cuja independência só foi possível através de uma Guerra (1916-1921), cujos resquícios que persistem até hoje através, por exemplo, do IRA (Exército Republicano Irlandês).

Na Península Ibérica, a Catalunha representa boa parte da economia espanhola; e não vai ser falando em catalão que um novo país conquistará novos mercados, sobretudo o latino-americano. Ou seja, Barcelona e a Catalunha precisam de Madri e do Rei. No esporte, o Barcelona só existe porque existe o Real Madrid. E vice-versa. Um faz o outro. Se querem independência, como demonstraram no último clássico, que se preparem para jogar contra o Sant Andreu, Hospitalet ou o Gimnàstic. Jogaços! É nos momentos de crise econômica que os grupos defensores da autonomia mais se fazem valer para convencer a população que a independência é a solução. E em catalão eles não vão chegar a lado algum.

Como diz uma amiga: que se joguem todos juntos e abraçados.

Não é este o caso da Escócia, que tem uma oportunidade única em 2014, como diz o seu próprio hino:

“But we can still rise now,

and be a nation again!…” 

Comunicações para o Esporte

A programação esportiva da imprensa Brasileira mudou muito e para melhor. O conteúdo tem sido mais completo e abrangente, muito diferente do arroz-com-feijão que costumávamos assistir há alguns anos: eleições polêmicas nos clubes, escândalos, preparação para os jogos, provocações, etc. . De tanto que a imprensa tem condenado, os jogadores já tem tido respostas mais articuladas e são esses que mais têm aparecido. A programação tem sido mais Mundial e “Olímpica”, muito em função do crescimento da economia Brasileira, da presença dos nossos compatriotas pelo mundo, do papel social e global que possui o esporte e o Brasil ter sido escolhido País-sede de dois grandes eventos esportivos.

Trabalho esse todo de apresentador X ou Y? Não! Consequência da concorrência na área das comunicações. Com o desenvolvimento e aumento do alcance da internet e da TV paga, o rádio, a TV (tanto aberta e quanto a paga nacional) e os jornais precisaram inovar para cativar, manter e conquistar audiência, cansada das gírias, jargões e mesmices do mundo dos esportes. Ademais, atualmente são mais os canais exclusivamente dedicados ao esporte; ou ao menos que tem boa parte da grade de programação dedicada a ele. Obviamente que as “mesmices” continuam em algumas emissoras e programas, majoritariamente seguidos por telespectadores de maior faixa etária.

Como resultado disso tudo, vislumbra-se uma geração mais exigente, consciente e inserida na indústria do esporte. Como consequência disso ela exigirá e demandará transparência, excelência e  profissionalismo dessa indústria – para os resultados/produtos esportivos ou não -, caso contrário buscará outras alternativas de entretenimento.

Não apenas restrito às colunas e comentários dos comunicadores do esporte, é o próprio desenvolvimento das comunicações a serviço do crescimento e profissionalismo da indústria do esporte.

Questão de Produto

Hoje (segunda-feira, 25 de Abril) FC Barcelona e Real Madrid CF foram tema da chamada de abertura (as manchetes) do Jornal Nacional, da Rede Globo. Tratava-se da semi-final da Liga dos Campeões da UEFA. Tudo bem o esporte – neste caso o futebol – fazer parte das manchetes, mas nada bem serem dois clubes da Espanha, cuja ligação máxima com o Brasil é o fato de terem alguns jogadores brasileiros no elenco. Isso não é bom para o futebol brasileiro, não é bom para o futebol sul-americano.

Tenho dito muito sobre este tema. Se isso acontece, isso é dado em função da precariedade da gestão do futebol brasileiro, não em relação aos resultados, mas sim em transformá-lo em produto. Muitos jogos da Libertadores terminam em batalhas campais. Avaí e Botafogo, pela Copa do Brasil, também terminou de maneira nada amistosa. Jogadores que xingam os árbitros e jogadores que se ofendem entre si à frente de milhares de pessoas, são alguns dos exemplos.

Na contramão dessa tendência, a Liga dos Campeões da UEFA – cuja semi-final foi manchete do Jornal Nacional – e a Liga Inglesa: hoje no jogo entre Blackburn e Manchester City, o juiz se dirigia unicamente ao capitão da equipe local, que aceitava as explicações. Por uns instantes pensei se não estava vendo um jogo de Rugby.

Em longo prazo a consequência disso é a perda de torcedores, baixo consumo do produto futebol local, estádios vazios com o tempo e desinteresse da imprensa do País, que cada vez mais vai se interessar por campeonatos estrangeiros. Há quem diga que o motivo principal para isso é a qualidade dos jogadores. Oras, o Brasil é muito “bem servido” de atletas e recursos humanos para um espetáculo não faltam. É pena que o produto de fora seja mais atraente.


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Esses Dias na História

20 de Novembro

1994 – O governo de Angola (MPLA) e os rebeldes (UNITA) assinam o protocolo de Lusaka, no Zâmbia, e colocam fim a 19 anos de Guerra Civil

21 de Novembro

1902 – O Philadelphia Football Athletics derrota o Kanaweola Athletic Club de Elmira/NY por 39 a 0, no primeiro jogo profissional do Futebol Americano jogado à noite

22 de Novembro

1975 – Juan Carlos é declarado Rei da Espanha, após a morte do Gral. Franco

23 de Novembro

1971 – A República Popular da China ganha a vaga da República da China no Conselho de Segurança da ONU

24 de Novembro

1973 – É imposto limite de velocidade nas “AutoBahns” alemãs em função da crise do petróleo. Esta imposição dura apenas 4 meses.

25 de Novembro

1966 – Primeiro link de TV entre o Reino Unido e a Austrália

26 de Novembro

1917 – Formação da National Hockey League/Liga Nacional de Hóquei (NHL) com as seguintes equipes (todas canadenses): Montréal Canadiens, Montréal Wanderers, Ottawa Senators, Québec Bulldogs e Toronto Arenas

27 de Novembro

***Dia de São Virgílio***

1971 – O programa espacial soviético comemora a chegada do módulo “Mars 2”, o primeiro objeto produzido pelo homem a atingir a superfície do planeta Marte

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