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Cidades do Esporte

Concorrem em 2014 para o prêmio de ‘Cidade Esportiva do Ano’ da SportBusiness, as seguintes cidades, em categorias delimitadas pelo tamanho:

Grandes Metrópoles: Istambul (TUR), Londres (ING), Moscou (RUS), Nova York (EUA) e Tóquio (JAP)

Metrópoles: Berlim (ALE), Cidade do Cabo (AFS), Melbourne (AUS), Cingapura e Sydney (AUS)

Grandes Cidades A: Auckland (NZL), Copenhague (DIN), Dubai (EAU), Kuala Lumpur (MAL) e Paris (FRA)

Grandes Cidades B: Amsterdã (HOL), Calgary (CAN), Glasgow (ESC), Manchester (ING) e Vancouver (CAN)

Geral: Auckland (NZL), Calgary (CAN), Copenhague (DIN), Londres (ING) e Melbourne (AUS).

Em vias de realizar Copa do Mundo FIFA, Jogos Olímpicos, nenhuma cidade brasileira está aí.

E não vai ser Copa do Mundo FIFA e nem Jogos Olímpicos que farão com que sejam lembradas para o mesmo prêmio, em anos futuros.

 

Tá na B

cabanas__4429ab12d5aa9212d567103a91É o recomeço para Salvador Cabañas, excelente futebolista paraguaio, com 44 internacionalizações e 10 gols pela albirroja. O Tanabi EC, equipe da série B do Campeonato Paulista contratou o jogador. Em janeiro de 2010 Cabañas esteve com a vida por um fio quando, no auge da carreira, atuava pelo América (México) e foi baleado na cabeça durante discussão em uma casa noturna da capital mexicana.

De lá pra cá se esforça na recuperação. Não tem sido fácil. Alguns clubes abriram as portas para ele, mas meses depois ele era dispensado.

O Tanabi e seus dirigentes viram nele oportunidade de projeção. É o máximo. Cabañas já não é aquele futebolista como no jogo em que eliminou o Flamengo da Libertadores por 3 a 0 no Maracanã.

A cidade de Tanabi vai abraçá-lo. O campeonato é limitado, Cabañas vai se destacar e não vai demorar muito para tornar-se uma referência. Ele precisa disso. O incidente no México é como se fosse uma interrupção bruta de um ciclo que precisa ser fechado.

O Tanabi está na B, mas é uma grande chance.

Arrecadação de Recursos x Vaquinhas

Está em curso uma campanha de arrecadação de recursos para a Laís Sousa, atleta Olímpica de esporte de inverno que acidentou-se pouco antes dos Jogos em Sochi. O destino dos recursos arrecadados é o tratamento dela.

A campanha começou no domingo e ainda bem, vai muito bem!

No outro extremo, fazem vaquinha para libertar presos acusados do mensalão. Centenas de milhares, milhão de reais juntados em questão de poucos dias, para soltá-los. Mas mesmo tempo comprar acesso ao partido político, à concorrência, à licitação, ao lobby, à informação, à vantagem.

Ao mesmo tampo há tantos atletas com enorme talento que procuram por patrocínio que não têm.

Tantas microempresas com ideias inovadoras que buscam por créditos extremamente burocráticos, que não dão.

Grupos de pesquisa acadêmicos que dependem de um financiamento, que demoram para ceder.

Tudo errado.

Rugby Clube a 100%

Olá pessoal. Este blogueiro possui um programa de rádio via internet sobre rugby. Todas as sextas, às 13h em http://www.radioestacaoweb.com.br

Em função do aumento da audiência, um dos objetivos de 2014 é adquirir um estúdio próprio para a programação ser de rugby as 24 horas!

Portanto, criei uma conta no vakinha.com.br, ou seja, participe da minha vaquinha! Mande sua mensagem aqui:

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Agradecemos pela sua resposta. ✨

Atenção
Atenção
Atenção

Atenção!

O Cosmo do Soccer

O Bayern de Munique vai abrir em Nova York um escritório comercial. O primeiro fora da Alemanha. E não é China, não é Japão, não é Malásia ou Coreia, historicamente mais acostumados ao contato com ingleses e espanhóis. É por isso que equipes como o United, Arsenal ou o FC Barcelona fazem suas digressões por lá.

Por que o Bayern vai pra Nova York? Não seria o estadunidense o povo que marginaliza o soccer? Talvez um dia foi assim, mas hoje não. Os motivos (não estão por ondem de importância):

1) a Major League Soccer é o torneio de futebol que mais cresce no mundo;

2) o poder de consumo do norte-americano é altíssimo;

3) Jürgen Klinsmann é o atual treinador dos EUA;

4) os EUA têm ainda uma base militar na Alemanha. Vários filhos de militares nasceram e cresceram por lá, conhecendo o futebol local e principais equipes. Alguns deles se tornaram jogadores da seleção norte-americana: Thomas Dooley (1994);

5) Franz Beckenbauer jogou nos anos 1970 no NY Cosmos, com Pelé e Carlos Alberto Torres; Soccer - NASL - New York Cosmos

São motivos mais que suficientes. Por se tratar de um clube da Bundesliga, semana passada via um jogo desse campeonato na TV. Não me lembro qual era, mas era um conhecido vs menos conhecido. Foi 4 a 0 pro conhecido. Via o jogo e pensava que a liga alemã tinha perdido a graça. Hoje os resultados são previsíveis o desequilíbrio é maior. Era um torneio outrora caracterizado pela igualdade de competitividade entre as equipes, potencializada pela dificuldade de adaptação de astros estrangeiros no país e o tímido comportamento comercial das suas equipes. Em 1998 o Kaiserslautern foi campeão da primeira divisão em seu primeiro ano após o acesso do segundo escalão.

Campeonatos como os da Inglaterra, Itália e Espanha (pra não falar de Holanda e Portugal), são fáceis de prever. Sempre os mesmos campeões, os mesmos ponteiros. Não sai daqueles clubes. Ora, a incerteza é fator que contribui para comparecer e/ou assistir a um evento esportivo. Exemplo: a baixa procura por ingressos nos jogos do Taiti durante a Copa das Confederações 2013.

Nos campeonatos sul-americanos, isso também não existe, haja vista a rotatividade de campeões na Argentina. Nos EUA, trabalham com o recrutamento (os melhores vão para as piores equipes) e há um teto salarial, o que não atrai os grandes astros e favorece a competitividade. Por consequência, a incerteza.

Depois de tudo isso, tenha cuidado, Bundesliga. Ou será a próxima.

Praças de Guerra

Kiev e Caracas. Capitais distantes, mas com muita coisa em comum. Ambas são palco de manifestações contra o governo de (e dessa) situação em seus países, Ucrânia e Venezuela, respectivamente. O europeu, marionete russa. O sul-americano, controlado por uma ditadura imbecil, de falsos socialistas.

É tanta repressão na Ucrânia que alguns atletas do país nos Jogos Olímpicos de Sochi deixaram as competições. O prefeito de Kiev, pertencente ao partido dessa situação, renunciou ao mandato e abandonou a legenda. O principal líder da oposição na Ucrânia e pró-União Europeia é Wladimir Klitschko, ex-pugilista, um dos maiores do mundo. Metaforicamente um cruzado ou um uppercut bem aplicado derrubam o governo.

Na Venezuela chegam ao absurdo de colocarem no salão da presidência um quadro do ex-presidente daquele país Hugo Chávez ao lado do de Simón Bolívar. Não há o que comparar. É falso socialismo porque a pobreza aumenta a cada dia. Nos supermercados, uma garrafa de um litro de Coca-Cola custa dez reais. Por cinco reais se enche o tanque de gasolina do carro.

Isso é certo? Não. Por isso a insatisfação. Isso porque não citei o Brasil.

Única

Isadora Williams competiu ontem pelo Brasil nos Jogos Olímpicos de inverno, em Sochi. Segundo ela mesma, o desempenho não foi o melhor. Entretanto, em vez de reclamar e apontar responsáveis ou irresponsáveis, ela simplesmente pediu desculpas. Imenso exemplo de simplicidade e brio. Única.

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Que o que ela fez e o que ela disse sirvam de exemplo para uma classe política brasileira que fala demais e age de menos.

Obrigado, Isadora.

Devasso

É estranho um Deputado Federal ser garoto-propaganda de uma marca de cerveja. Nada contra a bebida, sou apreciador dela. No entanto ela está relacionada aos incidentes no trânsito e violência doméstica. Um cargo público como o que exerce Romário exige decoro e compromisso para com uma sociedade.

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De nada adianta questionar grandes eventos esportivos, origem e destino de recursos destinados ao esporte. Dê-se o respeito. Se a moda pega teremos parlamentares que farão anúncios de pizzaria ou de fogos-de-artifício.

Mudando de assunto de Pato pra Ganso (que agora jogam na mesma equipe), alguns torcedores peruanos presentes ao jogo do Real Garcilaso conta o Cruzeiro nesta semana (12/2) pela Taça Bridgestone Libertadores mostraram ao mundo como voltar pra trás. Justo no Peru, país com etnias que historicamente não se entendem entre si (brancos x nativos; negros x brancos; negros x nativos). O maior ídolo do esporte no Peru, Teofilo Cubillas, é negro, como o Tinga (vítima de racismo naquela partida).

Para finalizar, os TOP 10 da France Football de fevereiro/2014:

1) A FIFA não pediu pro Brasil sediar a Copa. Foi o contrário.

2) A corrupção no Brasil é endêmica, do povo ao governo.

3) A burocracia é cultural, tudo precisa ser carimbado, gerando milhões aos cartórios brasileiros.

4) Tudo se resolve na base de propinas.

5) Integrantes do governo Lula estão presos por corrupção. Mas artistas e grande parte da população acham que eles são honestos e fazem campanha para arrecadar dinheiro para eles.

6) Hoje, tudo o que acontece no Brasil é culpa da FIFA. Antes, era dos EUA. Antes ainda era de Portugal. Os brasileiros não têm culpa de nada.

7) A carga tributária no Brasil é altíssima, maior que a da França. E os serviços prestados comparáveis aos do Congo.

8) Mas o brasileiro médio pensa que mora na Suíça.

9) A FIFA, como imagem institucional, busca não se associar a ditaduras. Excluiu a África do Sul durante o Apartheid e recusou candidaturas chinesas.

10) Nos corredores da FIFA fala-se que a Copa no Brasil é o maior erro da instituição.

Cerimonial

Além dos resultados esportivos nos Jogos Olímpicos serem importantíssimos para contribuírem com a imagem percebida de um país e, consequentemente, seu produto, a cerimônia de abertura dos Jogos também são.

Sochi Olympics Opening CeremonyAo observar o de Sochi na última sexta (7/2) e ter tido uma aula sobre a história russa e seus grandiosos feitos, desde a Idade Média por terra até a era Soviética com o espaço. Ao mesmo tempo relacionava o que via na cerimônia com todos os impasses e polêmicas em que os russos estão envolvidos: Daguestão, Abkházia, Chechênia (todos ali perto), Ucrânia, Gazprom (empresa que foi alvo de campanha do Greenpeace no oceano ártico) e a questão homossexual, além de outros não menos importantes, mas numerosos para serem listados neste texto. Foi uma cerimônia para celebrar o país-sede. Por alguns instantes poderia colocar o de negativo em ligeiro esquecimento. Entretanto algumas tropeços (como o de um anel Olímpico não ter sido aceso) puseram isso em cheque.

Depois de tudo isso nada me impressionava em ver a bandeira russa a tremular incansável e constante no estádio ao lado da bandeira dos Jogos, tímida.

Direitos de Trabalho

Há de vir o dia em que um futebolista no Brasil não aceite atuar por um clube por ele não assegurar condições de trabalho. Oras, um clube de futebol de alto-rendimento é uma entidade empregadora como qualquer outra que estabeleça em contrato com um funcionário, condições adequadas para que ele execute o que é pago para fazer da melhor maneira possível. Segurança, inclusive.

Imagem

Oxalá este dia chegue bem logo. Refiro-me ao que aconteceu no fim-de-semana, no SC Corinthians Paulista, da conivência de gestores de entidades esportivas com agremiações de adeptos que promovem a violência e a desordem. No entanto isso não é ‘privilégio’ corinthiano, paulista e brasileiro. Em Portugal, líder da Juventude Leonina ao beijar presidente do Sporting Clube de Portugal (foto acima) retrata essa conivência. Se imagem vale mais que mil palavras, está mais que explicado.

Há de vir esse dia, do atleta de alto-rendimento conhecer e cobrar por boas condições de trabalho. É trabalhador como todos. Ganha mais porque o interesse comercial na profissão dele é muito alto.

Quanto mais interajo com o futebol, mais certeza tenho de que prefiro o rugby.