Depois de mais de 10 anos o Afeganistão disputou uma partida internacional em casa, na capital Cabul.
O Estádio Nacional de Cabul hoje
Venceu o Paquistão por 3 x 0. Um marco histórico. Por quase uma década, enquanto o grupo extremista Talibã esteve no poder naquele país (1996-2001), quaisquer práticas esportivas eram proibidas e o estádio Nacional de Cabul, palco de fuzilamentos.
A presença de Clarence Seedorf no cenário esportivo do Brasil tem sido excelente não apenas para o esporte dentro de campo, mas fora dele também. Impressiona o profissionalismo do atleta, clareza, sinceridade e objetividade nas ações e no discurso. É extremamente competitivo e preza pela concentração total no trabalho, quer seja dele, quer seja dos seus colegas de equipe. A reprimenda ao companheiro que reclamava com o árbitro no último jogo contra a Portuguesa de Desportos, é prova disso.
Tamanho profissionalismo enobrece o jogo e o esporte, vai contra todo o comportamento mesquinho da dissimulação, simulação e pequenez da sociedade. É o ‘fala muito’ do Tite. De falar muito e fazer pouco, da falta de atitude, da inércia e de tentar justificar o injustificável. Tudo isso reflete de maneira escrota e nojenta no nosso dia-a-dia: de jogar lixo nas ruas, da agressividade no trânsito, de levar vantagem na vida em prejuízo do próximo.
Obrigado Seedorf por estar por aqui e com pequenos gestos poder mostrar o que falta – e como podemos fazer – para o Brasil ser grande, de facto.
Comentarista é aquele que comenta. Geralmente conhece o assunto que comenta.
O trabalho e a presença do comentarista é importantíssimo dentro da mídia porque esclarece dúvidas e minimiza questionamentos e recheia o discurso de dados e certezas. Deixa a informação ao alcance de todos e muito mais completa.
Comentar é uma arte e é preciso ter cuidado. Para um comentarista ter mais credibilidade, que fale apenas aquilo que conhece. Não há espaço para achismos e é preciso muito cuidado com os bastidores. Ninguém – a não ser quem vive o dia-a-dia dentro deles – sabe como funcionam os bastidores. Ademais, como todo o profissional, atletas, clubes e até o próprio comentarista possui altos e baixos. Que isso seja respeitado.
Comentarista é aquele que prova aquilo que fala e respeita quem faz o espetáculo: o atleta e o torcedor.
O São Paulo colocou parte bilhetes para os jogos em casa, de hoje até a rodada final do Campeonato Brasileiro, a menos de dez reais. Os mais caros também abaixaram bastante. O clube tem a quinta pior assistência média e corre o risco de serem relegados a um escalão inferior do futebol nacional. Vive uma turbulência nos bastidores. Precisam de renda imediata, público e popularidade para os principais gestores da instituição.
Medidas que lembram as dos grandes populistas, como Fidel Castro (Cuba), Kim Jong-Un (Coreia do Norte) e Hugo Chávez (Venezuela), que em meio a desmandos e ingerência, tomam(ram) decisões para conquistar a simpatia do povo. Pode-se estender isso ao atual presidente do clube de futebol, o 4º da montagem acima.
Como disse um amigo há uns meses, o São Paulo nunca se pareceu tanto com o Corinthians. E o Corinthians nunca se pareceu tanto com o São Paulo.
O que faz um político utilizar equipamentos esportivos? Tudo o que o esporte representa: juventude, vanguarda, abertura, diálogo, dinamismo, visão, esforço, luta, humildade, transparência, e pelo esporte ser popular, ao alcance de todos. Bons valores que o esporte dissemina e que, por associação, pelo dirigente utilizá-lo, diretamente podem ser relacionados à pessoa.
Fidel Castro faz isso, seja com adidas, Nike ou Puma, como na montagem. O português José Sócrates também, em foto de 2007. Mostrar ao mundo um Portugal eficiente, jovem e pujante. Vejamos a Venezuela. É notória a evolução do futebol venezuelano. Recentemente classificou-se a um mundial júnior. A seleção principal chegou às semifinais da Copa América de 2011 e a chance de se classificarem ao Mundial FIFA Brasil 2014 é alta. Vejam, portanto, o que o futebol representa hoje para os venezuelanos: resultado e excelência, o que o povo quer. Ao vestir algo relacionado à ‘vinotinto’, mandatários e candidatos ‘adquirem’ esses atributos. O opositor Henrique Capriles utilizou jaqueta da Federação Venezuelana de Futebol durante a campanha presidencial após a morte do ex-presidente Hugo Chávez. Nicolás Maduro, chavista, preferiu modelo mais popular, mas com o passar do tempo, vestiu adidas. Há sim um porquê nisso, e é o da imagem associada.
É uma questão bastante delicada porque não há como controlar esse uso. Uma política de Estado mal conduzida pode conferir valor negativo à marca. Esporte é política e vice-versa, até na roupa.
Sem abusos ou absurdos. É o melhor produto esportivo alemão e, como se sabe, cumpre com os requisitos de todos os produtos que vêm de lá: qualidade, excelência e harmonia. Esta última característica é a que mais dita o crescimento da liga de futebol local, a ‘Bundesliga’ (Liga Nacional).
O futebol alemão é transmitido no Brasil desde 1992, mas em função de políticas fiscais e desportivas rigorosas, que dão preferência ao atleta, à associação e ao torcedor (os pilares do esporte), o seu crescimento foi devagar, mas constante. Hoje é um dos torneios mais interessantes, que combinam desempenho, espetáculo e competitividade, acessível a todos os tipos de público. É esta a harmonia a que me referi no parágrafo anterior. Diferentemente das outras ligas que existem pela Europa, como a Inglesa, Espanhola, Italiana ou Portuguesa (todas com poucos clubes de ponta). Doa a quem doer, produtos semelhantes só o Campeonato Brasileiro, o Argentino e o dos Estados Unidos (MLS).
A Bundesliga tem conquistado vários mercados e no Brasil cresce bastante. Logo terão que traduzir seu portal da internet para o Brasileiro. Como se vê na foto reproduzida, está disponível nos idiomas inglês, polonês e japonês. Vale a pena conferir, é um torneio muito bom, dentro e fora de campo. Começa neste sábado (10).
Estamos a praticamente três anos dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016. A participação do Brasil ainda não foi confirmada no Sevens, para isso, é preciso resultado, que deve ser imediato. Não serão formados jogadores em três anos, tampouco dada a competitividade necessária para os que sobem de categoria.
A busca por jogadores não compromete o desenvolvimento do rugby nacional. Claro que o país é grande e há muitos talentos ainda desconhecidos ou que precisam ser lapidados. No entanto, o alto-rendimento é resultado, não é filantropia. O alto-rendimento da entidade de administração do esporte necessita de investimentos, precisa dar resposta (resultados financeiros e esportivos) a esses investimentos, além de garantir seus objetivos econômicos, financeiros e políticos.
Ademais, no recrutamento de estrangeiros – com alguma origem brasileira ou não -, que despontam no mundo do rugby afora, seria um desperdício limitá-los às seleções nacionais. Eles podem ser inseridos em grandes equipes da Europa ou do eixo África do Sul-Austrália-Nova Zelândia para tornarem-se grandes ídolos nacionais, ou distribuídos nas equipes daqui e, dessa forma, contribuírem para o desenvolvimento. Aqueles que defenderam as seleções nacionais por anos e ainda defendem, atravessam por essa fase de transição, ‘roeram o osso’ por muito tempo, podem vir a ser aqueles que mais se descontentarão com essa política. A ver.
O Rugby é paixão, disciplina, respeito, solidariedade e integridade. É – como todo esporte que é ou quer ser profissional – também resultado, dentro e fora de campo.
Uma das coisas que mais me deixam curioso com o turfe é qual o critério – ou se é a falta dele – para a adoção dos nomes dos equinos que participam dos páreos.
No caderno de esportes do jornal de ontem deparei-me com nomes interessantes. Seguem alguns, divirtam-se:
– Girl of Caroline
– Valsa Vienense
– Gates of Heaven (Portões do Paraíso)
– Toca-Discos
– Noites de Ronda
– Vaga Certa
– Double Effect (Efeito em Dobro)
– Now Boarding (Embarque Imediato)
– Qua Qua Qua
– Silent Blue (Azul Silencioso)
– Request for Love (Pedido de Amar)
– Super Ézio (alá Januário de Oliveira)
– Apropriado
– Poupatempo
– Queen Desejada
– Com Justiça
– Alta Definição
Para constar, quem venceu o GP Brasil de ontem foi ‘Aerosol’.
A Confederação Sul-Americana de Futebol (CONMEBOL) estuda a possibilidade de realizar a final da Copa Bridgestone Libertadores em jogo único, em campo neutro, a exemplo da Liga dos Campeões da Europa.
Sede da CONMEBOL, em Assunção
Boa iniciativa, em parte. De um lado, ganha em competitividade (exclui o fator casa e aumenta a incerteza), praticidade, produto, reduz especulações e polêmicas, como sempre são marcadas as decisões de torneios como este. Por outro, caso a Confederação levasse a decisão para países como os EUA, México ou Venezuela (onde o futebol não atrai tanto as multidões como o beisebol), prestaria um desserviço ao futebol da América do Sul. Deslocamento de torcedores, fuso horário para a transmissão via satélite e concorrência com outros esportes, ou com o futebol local, não potencializariam a partida. No Cone Sul, deslocamento não é problema. Se fosse, os atleticanos não compareceriam em peso aos jogos fora de casa na Libertadores 2013; ou os corintianos não seriam 35 mil em Yokohama, em 2012.
Talvez realizar a final em jogo único agora não seja a solução. No entanto, a maneira atual não é a melhor. Por isso essa mudança é apenas questão de meses. Caso façam isso, que controlem-na restringindo as decisões para países onde o deslocamento é descomplicado e o fuso horário, aliviado.
Nova York é uma cidade que é um universo nela mesma. Para os especialistas, é uma metrópole ‘Alfa’ e, para a opinião pública, capital do mundo. Recebe mais turistas que muitos países, assim como seu PIB que deve ser maior em comparação com tantos outros. Falar em Nova York, é falar no superlativo.
Há alguns dias a histórica franquia novaiorquina de futebol, o NY Cosmos, anunciou a equipe para disputa na Liga de Futebol da América do Norte (NASL -North American Soccer League). Sobressai o fato de eles não disputarem a principal liga do país, a MLS (Major League Soccer). Obviamente, ganhariam a MLS e a franquia com a participação do Cosmos. Uma, por receber instituição que possui um vínculo muito grande com a cidade, e que construiu uma marca com base em grandes jogadores nos anos 1970, como Pelé. Em troca, competiria em um torneio bem disputado e com outras grandes equipes que projetaram mundialmente o futebol norte-americano nos últimos 17 anos.
Mas o post não trata disso. Bom. Qual a concorrência do Cosmos? Além de adversários diretos, do mesmo esporte, da mesma liga de futebol, concorre também com uma cidade desportiva. É conhecida como “a capital do beisebol”. Nas grandes ligas (MLB) há duas equipes: Yankees e Mets. No futebol americano (NFL), os Giants e os Jets. No hóquei-no-gelo, os Rangers e os Islanders. Na NBA, os Knicks e os Nets, de Brooklyn. No futebol (soccer/MLS), os Red Bulls, o New York City FC e, agora, os NY Cosmos, que concorrem portanto contra todos eles, em busca de mercado consumidor dos seus produtos.
Vale-se a franquia de todo histórico – vitorioso e identitário – que possui. A cidade oferece um enorme mercado de diversos gostos e costumes, com alto poder de consumo. A mesma dinâmica de negócios no esporte não acontece em outros lugares do mundo como em Nova York. Por isso ela é um cosmo a parte.