Archive for the 'Marketing Esportivo' Category



Promoção de 1992

Há 22 anos ainda estava muito distante o sonho de ser sede de Jogos Olímpicos e da frequência com que os brasileiros veriam conterrâneos subirem no topo do pódio.

As Olimpíadas de 1992 em Barcelona/ESP começaram em 25 de Julho de 1992. Naquele ano a distribuidora ‘Texaco’ de combustíveis era a patrocinadora da equipe Olímpica do Brasil e lançou uma campanha em que se ganhava um prêmio. Eu o guardei por 22 anos e apenas na semana passada resolvi abrir, conforme as fotos abaixo:

COB Texaco 1992 (1)

COB Texaco 1992 (2)

COB Texaco 1992 (3)

Foi bastante curioso ver o símbolo do COB daquela época. Hoje há o ‘Time Brasil’ (nome da equipe Olímpica brasileira), que se existisse naquela época, seria o produto que teria o patrocínio da Texaco. Por fim, essa empresa nem atua mais no Brasil com distribuição de combustíveis. Para não falar nos prêmios! TV de vinte polegadas, aparelhos de VHS (!) e camionetes D-20.

O tempo passa, muita coisa muda para melhor. Ainda bem!

 

 

Money Talks

Ando intrigado por duas coisas, mas acredito ter as respostas!

1) Qual é a do Rodman em visitar com frequência a Coreia do Norte? Sem dúvida alguma é pra satisfazer as extravagâncias de Kim Jong-Un. Se não for por isso, não tem explicação.

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2) E o Botafogo FR celebrou contrato com a TelexFree, no Brasil relacionada ao esquema de pirâmide financeira, como foi o Santos FC, nos anos 90, com o patrocínio com a ‘AlphaClub’. Já escrevi aqui sobre associação a patrocínios, o quanto um pode valorizar o outro, ou o contrário, ou vice-versa.

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Amigos, a grana fala mais alto! A grana grita!

Imagem da Marca

Hoje pela manhã assistia ao ‘Redação SPORTV’, programa que gosto muito. Em uma certa altura comentaram uma nota no ‘O Globo’ sobre a intenção de uma patrocinadora do CR Vasco da Gama em romper com o clube em função da briga da sua torcida no último dia 8/12, em Joinville. Alega a marca de não querer estar associada a uma instituição cuja torcida é uma das protagonistas daquelas cenas de brutalidade, selvageria e covardia.

Em seguida os convidados opinaram sobre o tema. Antes disso o patrocinador não fora citado, mas um dos que estavam à mesa colocou em seguida que um carro não vai deixar de ser vendido/comprado por conta daquele episódio. O outro convidado concordou. Logo, entendeu-se que a apoiadora era uma montadora de automóveis.

Em princípio, concordei  com os dois. Nesta situação, em um primeiro momento, a relação de consumo não muda bastante. No entanto, importante também para uma marca, além das vendas, é qualidade percebida dela dentro de um mercado, daquilo que as pessoas se lembram quando vêem seu nome ou seu logotipo. Chamam isso de processo de memorização.

Por analogia, famosa marca de cerveja que atua dentro do esporte tem a seguinte política de patrocínios: 1) não patrocina esporte-motor; 2) não patrocina equipes e atletas; 3) patrocina apenas eventos. O porquê de cada ponto: 1) não quer associar-se a possível fatalidade, já que a marca patrocinadora trata-se de bebida alcoólica, ou imaginem um cadáver no meio da pista e, como fundo, uma enorme placa com a logomarca da cerveja; 2) equipes e atletas têm altos e baixos, a cerveja em questão não quer estar nessa ‘gangorra’, ao contrário dos 3) eventos, que são constantes, estáveis, sem esses altos e baixos.

A marca quer ficar na memória, relacionada a coisas boas, a lembranças agradáveis. Não há nada de exagero nisso em a marca querer romper com o clube de futebol e, com o tempo, ser lembrada pelo contrário.

Produto Bem Alemão

#350

bundesliga2Sem abusos ou absurdos. É o melhor produto esportivo alemão e, como se sabe, cumpre com os requisitos de todos os produtos que vêm de lá: qualidade, excelência e harmonia. Esta última característica é a que mais dita o crescimento da liga de futebol local, a ‘Bundesliga’ (Liga Nacional).

O futebol alemão é transmitido no Brasil desde 1992, mas em função de políticas fiscais e bundesligadesportivas rigorosas, que dão preferência ao atleta, à associação e ao torcedor (os pilares do esporte), o seu crescimento foi devagar, mas constante. Hoje é um dos torneios mais interessantes, que combinam desempenho, espetáculo e competitividade, acessível a todos os tipos de público. É esta a harmonia a que me referi no parágrafo anterior. Diferentemente das outras ligas que existem pela Europa, como a Inglesa, Espanhola, Italiana ou Portuguesa (todas com poucos clubes de ponta). Doa a quem doer, produtos semelhantes só o Campeonato Brasileiro, o Argentino e o dos Estados Unidos (MLS).

A Bundesliga tem conquistado vários mercados e no Brasil cresce bastante. Logo terão que traduzir seu portal da internet para o Brasileiro. Como se vê na foto reproduzida, está disponível nos idiomas inglês, polonês e japonês. Vale a pena conferir, é um torneio muito bom, dentro e fora de campo. Começa neste sábado (10).

 

Cuidado com a Língua

foto

É preciso tomar cuidado, muito cuidado, não importa o idioma. A vontade de interagir com os fãs fez com que os organizadores da Copa Audi, na Alemanha, exibissem na publicidade dinâmica à beira do campo uma mensagem que pensaram certamente ser de apoio. Entretanto, não era, como se vê na foto acima.

Isso aconteceu antes do jogo entre Bayern de Munique e São Paulo. O mesmo podia ter acontecido em caso contrário, em um torneio no Brasil e o organizador brasileiro fosse pego por desconhecer o idioma alemão. Por analogia, é como se uma câmera descuidada pegasse um torcedor com cartaz: “Cala a boca, Galvão”.

Por isso é preciso cautela nas publicações e manter sempre aberto o ‘google tradutor’ na janela ao lado. Vorsichtig mit der sprache*.

* – cuidado com a Língua, em alemão

Relações Internacionais

Internacionalização é a solução. De acordo. Foi o que li no Lance! de hoje, 5 de Junho. Acredito ser uma das soluções para gerar receita dentro do esporte nacional. A seleção de voleibol faz isso, a de futebol também. Elas conseguem transformar seus jogos em um produto para ser consumido mundo afora.

Brazil-v-Russia-logo-3Há quanto tempo a seleção de futebol não fazia uma visita regular ao Brasil? Ela costuma fazer os jogos em Londres, nos países árabes e nos EUA aos finais-de-semana em função do fuso horário mais adequado a uma maior audiência e ao poder aquisitivo das populações desses lugares do mundo. Soma-se a isso a condição de um estádio no Brasil em receber um produto desse tipo: gramado, iluminação, arquibancada e segurança. Quanto à iluminação, reparem um jogo noturno nos EUA, Japão e principais campeonatos europeus e compare com um no Brasil. No Morumbi, a escuridão predomina atrás das balizas.

Eu já disse em textos anteriores sobre o que é preciso para internacionalizar o esporte brasileiro. É só clicar aqui para conferi-los.

Então levamos um clube de futebol para Angola? Ora, podemos. No entanto, com quem concorreremos em Angola? Com o basquete e com os clubes de futebol de Portugal, por tratar-se de uma ex-colônia Lusa. Qual o poder aquisitivo do angolano? Acesso a TV a cabo e a campeonatos brasileiros? Esses são apenas alguns fatores que devem ser levados em conta.

bgtComo é o mercado que queremos estar inseridos? Com quem vamos concorrer? Poder de consumo da população? Acesso aos nossos campeonatos? Como se comportam nossos concorrentes? O que eles têm de melhor? Qual é o histórico de relação desse país com o Brasil? São perguntas que devem ser feitas e o seu produto esportivo ter a resposta para elas.

A mídia é fundamental para isso. Quanto mais canais de televisão do Brasil estiverem presentes pelo mundo, melhor. Quanto mais souberem trabalhar com o esporte brasileiro como um produto de entretenimento e seus os direitos de transmissão pelo mundo, mais fácil de ele ser vendido e, consequentemente, consumido. Por outro lado, os clubes podem trabalhar fazendo algo bem simples: traduzindo suas páginas na internet. O website é a porta de entrada do mundo para o clube.

A partir de então, contratam-se atletas estrangeiros e realizam-se digressões. A marca está mais presente pelo mundo, e cada vez mais chineses, japoneses, árabes, tailandeses e europeus se enchem de souvenirs do seu produto e querem fazer visitas in loco (Brasil) para vê-lo mais de perto. Com isso, abre-se um novo mercado para as agências de turismo no país: o turismo esportivo de estrangeiros por aqui. Não o de brasileiros lá fora.

Internacionalização é isso.

Renovação

Quando ouvimos, lemos ou falamos a palavra que dá título a este post, logo pensamos em um plantel de alto-rendimento. Como este espaço trata de outros temas relacionados ao esporte, a renovação aqui tratar-se-á de símbolos do esporte.

capQuando este blogueiro ganhou o álbum de figurinhas do Campeonato Brasileiro de futebol de 1991 – eu tinha 9 anos -, disse intrigado ao pai: “Pai, existem 2 Flamengos!”. Meu pai logo tomou o álbum e disse: “Não, este é o Atlético Paranaense”. Eu havia acabado de confundir o distintivo do rubro-negro paranaense com o do “clube mais querido do Brasil”, como vocês podem observar aqui ao lado. Hoje, o escudo da equipe do Paraná mudou e lembra muito mais o Clube Atlético Paranaense do que o Clube de Regatas do Flamengo.

E é esta a função de um símbolo. Representar uma instituição, seus valores, sua história, seu legado e inclusive o Everton0palmarés (através das estrelas). Ele deve ser de fácil lembrança e identificação e quanto mais limpo, em consequência menos visualmente poluído, melhor.

Nesse sentido, Everton, Roma e Paris St-Germain (PSG) repensaram seus escudos. Notem que o nome e o que dá identidade ao clube estão valorizados nas novas versões. No Everton, o nome e a torre. ‘Roma’ ocupou o lugar do ASR (Associazione Sportiva Roma). Quem olhava para o símbolo antigo do clube e não soubesse da história da loba e sequer fazia ideia da sigla abaixo do desenho, também não saberia identificá-lo enquanto entidade do esporte.

psgPara o PSG, a mesma coisa. A cidade de Paris é muito maior que o clube. Vincular-se mais ao nome desse município-alfa é projetar a cidade em nível mundial, o que conecta com os investimentos que têm sido feitos dentro de campo.

asromaNão tão radicais têm sido no Brasil o Cruzeiro, o Flamengo e o Corinthians. A equipe mineira consultou a torcida, que prefere as estrelas da constelação soltas na camisa, e não presas a uma circunferência. A torcida do clube carioca prefere a sigla ‘CRF’ fora do escudo, enquanto que os paulistas optaram por excluir as estrelas do símbolo e valorizar exclusivamente a âncora, o timão e os remos.

Essas mudanças se dão com a intenção de se comunicar melhor com o torcedor/consumidor. E quem não se comunica, se estrumbica!


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Esses Dias na História

20 de Janeiro

1567 – Os Povos Originários da região mais as tropas de Estácio de Sá expulsam os franceses e estabelecem o povoado do Rio de Janeiro, em um dia de São Sebastião. Por isso o nome completo da atual capital do estado do Rio de Janeiro é São Sebastião do Rio de Janeiro

21 de Janeiro

1911 – Ocorre o primeiro “Rali de Monte Carlo”

22 de Janeiro

1532 – Fundação da vila de São Vicente, no litoral de São Paulo, a mais antiga do Brasil

23 de Janeiro

1900 – Guerra dos Bôeres: termina a batalha de Spion Kop entre as forças do Reino Unido contra as da República da África do Sul e do Estado Livre de Orange, com derrota dos britânicos. É em referência a esta batalha que parte do estádio do Liverpool FC (Anfield Road) é conhecida como a “Kop”

24 de Janeiro

1984 – A Apple lança o Macintosh

25 de Janeiro

1554 – Fundação de São Paulo de Piratininga, capital do estado de São Paulo

1576 – Fundação de São Paulo da Assunção de Luanda, capital da República de Angola

26 de Janeiro

1788 –  Uma primeira frota britânica, liderada por Arthur Phillip, atraca em Porto Jackson (baía de Sydney) e estabelece o povoado de Sydney, o primeiro assentamento europeu na Austrália. Como lembrança, é neste dia celebrado o “Dia da Austrália”

1841 – Hong Kong torna-se parte do Reino Unido

27 de Janeiro

1973 – Acordos de Paz de Paris terminam oficialmente a Guerra do Vietnã

28 de Janeiro

1986 – Missão STS-51-L: o ônibus espacial Challenger explode 73 segundos após a decolagem, matando os sete astronautas a bordo

29 de Janeiro

1886 – Karl Benz patenteia o primeiro automóvel bem sucedido à gasolina

30 de Janeiro

1972 – Domingo Sangrento (o da música dos “U2”): paraquedistas britânicos abrem fogo contra manifestantes católicos em Derry, Irlanda do Norte, matando 14 pessoas

31 de Janeiro

1961 – Programa Mercury: Mercury-Redstone 2: Ham, o chimpanzé viaja pelo espaço sideral

1º de Fevereiro

1908 – Regicídio de Lisboa: o rei Carlos I de Portugal e o infante Luís Filipe são mortos a tiros em Lisboa

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