Archive for the 'Sem-categoria' Category



XV: Ameaça para o Estado Islâmico

“Verde-e-amarelo é sinal de guerra,

XV de Novembro, faz tremer a terra”

(antigo grito de guerra da torcida do XV de Jaú)

Ontem me deparei com algo bizarro e tragicômico. Um site não oficial do XV de Jaú, meu querido clube, foi invadido por hackers que colocaram símbolos e frases do Estado Islâmico (EI/ISIS – Islamic State of Iraq and Syria). Por algumas horas o XV foi colocado em meio à turbulência internacional que envolve esse grupo terrorista e foi ‘trending topic’ do twitter no Brasil entre as 7 e 8 da noite do dia 10 de Março.

xvdejausite

Infelizmente só isso mesmo para ‘erguer’ o nome do clube e duvido muito que os hackers tenham feito isso de propósito. Certamente foi por engano. Como se o XV representasse uma ameaça aos interesses desses terroristas e fosse o bastião máximo da civilização Judaico-Cristã ocidental.

Faço uma paráfrase ao treinador do Corinthians, Tite: “O XV não é isso. O XV é o XV!”

Deixo aqui um recado para esses bárbaros que se dizem “Estado Islâmico”: deixem o XV em paz. Aqui é Jaú, ‘fio’! *

مغادرة XV وحدها. هنا هو جاو ، ابني! *

20 Anos Reais

Era Copa do Mundo. Senna tinha acabado de falecer, o Brasil tinha passado por um conturbado processo de impeachment presidencial e o que ocupava o lugar de Collor de Mello era Itamar Franco. Fernando Henrique Cardoso era Ministro da Fazenda. O Brasil jogaria as oitavas-de-final contra os EUA – na casa deles – no dia 4 de Julho, data magna deles.

Em 1º de Julho de 1994 – além de ser aniversário do meu amigo varginhense Tiago Almeida -, o Brasil adotava o Real como moeda, para sepultar uma economia inflacionada que corroía salários e prejudicava o dia-a-dia de todos. Lembro-me dos ‘zeros’, da correção monetária, das siglas, das máquinas de remarcação de preços. Eram marcantes as compras do mês e dos supermercados vazios no final deles.

Eu tinha 12 anos, mal entendia disso tudo, mas no meu universo o Plano Real definiu ali pra mim que, a prazo, 1 era 1, 5 era 5 e 10 era 10. Com o tempo os preços ficariam mais caros em função do valor agregado e dos preços dos serviços embutidos neles. Não tenho dúvidas que ter passado por isso serviu muito para compreender o mercado e me sair melhor nas aulas de macroeconomia.

O Brasil não seria o mesmo se não fosse o Plano Real, que estabilizou a economia para dar as mínimas condições de crescimento para o país. O crescimento do esporte brasileiro não seria igual sem essa política monetária, que permitiu a organização financeiros através de planejamento e projetos de longo prazo, por ter como base a estabilidade de preços.

Feliz 1º de Julho.

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Parreira tem Razão

Recentemente o Coordenador Técnico da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Carlos Alberto Parreira, disse que a CBF é modelo para o mundo em termos de gestão esportiva, o ‘Brasil que deu certo’.

Muitos ficaram contrariados, a grande maioria.

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Obviamente o futebol é domínio público, tudo que acontece com a entidade que administra esse esporte no país, é potencializado e polemizado ao máximo. Mas Parreira tem muita razão. Para o que se dedica a fazer, a CBF faz bem. As seleções nacionais são ótimos produtos, Copa do Brasil e Campeonatos Brasileiros, aos poucos, também tem sido, mas ainda estão longe de outros campeonatos nacionais. É uma instituição financeiramente saudável. Como toda instituição esportiva, serve de plataforma política para muitos e satisfaz interesses de outros tantos. Por conta disso acaba sendo relacionada a diversos escândalos.

Fora isso, Carlos Alberto Parreira tem toda razão. É modelo mesmo. Na minha opinião, eu, este blogueiro, podia fazer mais; e do que faz, podia ser mais bem feito. Com o que faz, já é bem feito (e.g.: Granja Comary) e tem excelentes rendimentos.

O futebol enquanto esporte, jogo, é domínio público. Entretanto a entidade, a instituição, não.

É preciso saber bem separar para entender o que o Coordenador Técnico da CBF quis dizer.

Preto no Branco

É impressionante como a frequência dos casos de racismo no esporte aumentou. Consequência da crise econômica internacional, do individualismo, da competitividade, que conduzem à agressividade e intolerância. Esses são casos (como o de Dani Alves e o do dono dos Los Angeles Clippers) que conhecemos, que temos notícia, mas há muitos mais que sequer temos ideia. Não apenas contra afro-descendentes, mas por opção sexual, por religião, por etnia, por ser estrangeiro. E isso não é de hoje, é milenar. 

Não há solução em curto prazo para o problema, mas sim como minimizar. E esse tipo de educação, é a que vem de casa.

Rugby Clube a 100%

Olá pessoal. Este blogueiro possui um programa de rádio via internet sobre rugby. Todas as sextas, às 13h em http://www.radioestacaoweb.com.br

Em função do aumento da audiência, um dos objetivos de 2014 é adquirir um estúdio próprio para a programação ser de rugby as 24 horas!

Portanto, criei uma conta no vakinha.com.br, ou seja, participe da minha vaquinha! Mande sua mensagem aqui:

Direitos de Trabalho

Há de vir o dia em que um futebolista no Brasil não aceite atuar por um clube por ele não assegurar condições de trabalho. Oras, um clube de futebol de alto-rendimento é uma entidade empregadora como qualquer outra que estabeleça em contrato com um funcionário, condições adequadas para que ele execute o que é pago para fazer da melhor maneira possível. Segurança, inclusive.

Imagem

Oxalá este dia chegue bem logo. Refiro-me ao que aconteceu no fim-de-semana, no SC Corinthians Paulista, da conivência de gestores de entidades esportivas com agremiações de adeptos que promovem a violência e a desordem. No entanto isso não é ‘privilégio’ corinthiano, paulista e brasileiro. Em Portugal, líder da Juventude Leonina ao beijar presidente do Sporting Clube de Portugal (foto acima) retrata essa conivência. Se imagem vale mais que mil palavras, está mais que explicado.

Há de vir esse dia, do atleta de alto-rendimento conhecer e cobrar por boas condições de trabalho. É trabalhador como todos. Ganha mais porque o interesse comercial na profissão dele é muito alto.

Quanto mais interajo com o futebol, mais certeza tenho de que prefiro o rugby.

Final em Campo Neutro

A Confederação Sul-Americana de Futebol (CONMEBOL) estuda a possibilidade de realizar a final da Copa Bridgestone Libertadores em jogo único, em campo neutro, a exemplo da Liga dos Campeões da Europa.

Sede da CONMEBOL, em Assunção

Sede da CONMEBOL, em Assunção

Boa iniciativa, em parte. De um lado, ganha em competitividade (exclui o fator casa e aumenta a incerteza), praticidade, produto, reduz especulações e polêmicas, como sempre são marcadas as decisões de torneios como este. Por outro, caso a Confederação levasse a decisão para países como os EUA, México ou Venezuela (onde o futebol não atrai tanto as multidões como o beisebol), prestaria um desserviço ao futebol da América do Sul. Deslocamento de torcedores, fuso horário para a transmissão via satélite e concorrência com outros esportes, ou com o futebol local, não potencializariam a partida. No Cone Sul, deslocamento não é problema. Se fosse, os atleticanos não compareceriam em peso aos jogos fora de casa na Libertadores 2013; ou os corintianos não seriam 35 mil em Yokohama, em 2012.

Talvez realizar a final em jogo único agora não seja a solução. No entanto, a maneira atual não é a melhor. Por isso essa mudança é apenas questão de meses. Caso façam isso, que controlem-na restringindo as decisões para países onde o deslocamento é descomplicado e o fuso horário, aliviado.



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