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Cuidado com a Língua

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É preciso tomar cuidado, muito cuidado, não importa o idioma. A vontade de interagir com os fãs fez com que os organizadores da Copa Audi, na Alemanha, exibissem na publicidade dinâmica à beira do campo uma mensagem que pensaram certamente ser de apoio. Entretanto, não era, como se vê na foto acima.

Isso aconteceu antes do jogo entre Bayern de Munique e São Paulo. O mesmo podia ter acontecido em caso contrário, em um torneio no Brasil e o organizador brasileiro fosse pego por desconhecer o idioma alemão. Por analogia, é como se uma câmera descuidada pegasse um torcedor com cartaz: “Cala a boca, Galvão”.

Por isso é preciso cautela nas publicações e manter sempre aberto o ‘google tradutor’ na janela ao lado. Vorsichtig mit der sprache*.

* – cuidado com a Língua, em alemão

Museosportabilidade

Experiência. É o que um museu transmite aos frequentadores. Experiência de adentrar na história e reviver épocas. Um museu esportivo além disso, resgata os valores e a identidade de uma instituição e como ela foi sendo construída ao longo do tempo, a fim de cativar e fidelizar seguidores e simpatizantes.

O museu do FC Barcelona é o mais visitado daquela cidade, assim como o do futebol, em São Paulo. O memorial do Santos FC também. Os da União de Rugby da Nova Zelândia (NZRU), do Estádio Azteca e do futebol sul-americano, existem, possuem grande potencial, mas são pouco explorados. O esporte e as organizações esportivas fazem parte de contextos político-sócio-econômicos de uma sociedade e, associados à formação de uma identidade local, nada mais conveniente do que ganharem forma através de museus. Já dizia Marcel Mauss: ‘o futebol é um fato social total’.

Fisicamente ou não, cada apaixonado pelo esporte guarda um museu repleto de recordações. Essas recordações nos remetem a emoções positivas e dá mais magia ao ele, que se abastece de fatos dia a dia.

Veja como o Sport Lisboa e Benfica sabe bem utilizar a paixão de cada um dos seus adeptos e façam o quiz abaixo do video:

 

 

 

On Tours

Hoje, 30 de Julho de 2013, quantos eventos esportivos de caráter internacional estão acontecem ao mesmo tempo?

De imediato lembro-me do Mundial de Natação, em Barcelona. Domingo passado terminou a Copa Ouro de futebol (países da Confederação das Américas do Norte, Central e do Caribe). Há não muito tempo, os mundiais de base da FIFA e a NBA. Acontecem também as digressões das equipes europeias na Ásia. Em junho a Rússia recebeu o Mundial de Rugby Sevens, em julho a Universíade e em Agosto, o Mundial de Atletismo da IAAF.

Já existem agências especializadas em turismo esportivo, porém escassas e que promovem poucos serviços. Assim como o post de ontem tratou, o turismo esportivo é um vasto mercado e os eventos esportivos grandes opções de entretenimento em família e entre amigos.

Vasto Mercado

IMG_1462Que o esporte é gerador de emprego, renda e riqueza, muitos sabem. No Brasil e em boa parte do planeta, especialmente o futebol. Por isso, o universo do futebol também é. Dentro desse universo, uma gama de curiosos, apaixonados e saudosistas curtem uniformes de clubes e seleções do mundo todo, reúne colecionadores e, conforme a modalidade cresce, em paralelo com as comunicações e a indústria da moda, o passado se recheia de história e abastece essa indústria da memória esportiva.

Já estive em restaurantes temáticos de beisebol e futebol americano, rugby e futebol. Mas, todos eles, em trêsIMG_1463 esportes, com exceção do rugby, achei muito padronizados e funcionais. Perceptível que os artigos de decoração foram feitos sob encomenda, para se ajustarem a um ambiente. Ora, nesses casos, a paixão e o amor pelo esporte contam mais que a estética e o conforto visual. Quanto mais preenchido e ambientado o espaço, melhor. É a sensibilidade que se pede a espaços como este. Para podermos frequentá-los e vivermos experiências. Experiência de irmos a um restaurante temático. Experiências que cada foto, símbolo, cor ou frase nos fará lembrar.

Com isso tudo, são essas experiências que deixam o esporte mais mágico e constroem esse vasto mercado.

26-7

Dia importante na história de Cuba, marco para a revolução de 1959 cujo grupo político detém os poderes da ilha até hoje. Usam o esporte para sustentar esse sistema político. Nos resultados esportivos, pelo tamanho do país e número de habitantes possuem relativo sucesso em comparação com países de indicadores semelhantes. Entretanto não é o mesmo sucesso como há décadas, quando a busca por resultados esportivos não envolvia tanto investimento financeiro.

Boxe, atletismo e algumas modalidades coletivas sempre foram referência daquela ilha ao mundo. Stevenson (pugilisimo), Soto Mayor (salto em altura), Regla Torres e Mireya Luis (voleibol) são nomes conhecidos. Atualmente o esporte já não é mais referência para as políticas internas de Cuba e nem para promover o país para o mundo. Mantidos os embargos políticos e econômicos, aliados a uma política de Estado restrita e fechada – o que agrava a saúde financeira do país -, a ilha vê o esporte como não sendo mais prioridade em função das crises em outros setores e seus atletas de alto-rendimento cada vez mais pedirem asilo político em competições internacionais.

Cada vez mais ligado à inovação, a indústria do esporte demanda cada vez mais recursos financeiros e a utilização do esporte como política – interna e externa do Estado – é parte importante desta indústria.

Liberdade que, Embora Tarde

Há dez anos o magnata russo Roman Abramovich comprava o Chelsea FC e potencializava a hiperinflação no futebol. Altos salários, gastos sem medida, especulações, valores que caracterizam a configuração atual de uma – pequena – parte do futebol europeu. Abramovich abriu caminho para multimilionários tailandeses, indianos e árabes fazerem o mesmo, na Itália, na Espanha e na França.

A busca por resultados, portanto, ficou cada vez mais cara. Ao fazer a equipe, a diretoria do Clube Atlético Mineiro não mediu esforços e não economizou nos reforços. Confirma o que o seu presidente, Alexandre Kalil, diz sobre o marketing no futebol (caso queiram ver cliquem aqui).

Vale tudo isso? A que custo? Ao da liberdade. Conquistar uma Libertadores – com o maior rival tendo duas -, estar em evidência no cenário esportivo nacional e sair da sombra do maior rival nas últimas décadas. Para muitos, isso não tem preço. No entanto a futura retenção de gastos para o pagamento de dívidas pode ser drástica e triste. Mas essa já é outra história. Liberdade, antes tarde do que nunca.

Liberdade que, Embora Tarde – Em Latim a inscrição ‘Libertas Quae Sera Tamen’, da bandeira do estado de Minas Gerais

Boicotes

Li ontem no blog do Diego Saralegui a sugestão do senador estadunidense Lindsay Graham (R, Carolina do Sul) de os EUA boicotarem os Jogos Olímpicos de Inverno de Sochi (Rússia), em 2014, caso os russos concedam asilo a Edward Snowden (ex-funcionário terceirizado de agências de segurança norte-americanas, que divulgou sigilosas informações dos EUA).

Se isso acontecer, o evento corre sério risco de ter um péssimo desempenho comercial. Os norte-americanos têm grande poder de consumo. Fornecem turistas, telespectadores/audiência e consomem artigos esportivos. Boicotar está na ‘moda’? Não! Mas existe essa possibilidade e dificilmente os russos vão querer correr esse risco.

Antes usado como represália política, o boicote no esporte possui um poder de barganha tão alto em função das receitas geradas em torno de espetáculos esportivos, que possivelmente a sua ameaça se torne prática comum.

Brasiguaias II

Pelas autoridades paraguaias provarem que o estádios ‘Defensores del Chaco’ não tem capacidade mínima de 40 mil pessoas, os brasileiros querem que o jogo da volta em Belo Horizonte seja no estádio ‘Independência’, menor que a alternativa, o ‘Mineirão’. Justo.

Mais uma vez o regulamento da competição presta um desserviço ao esporte. Antes conforto e segurança do que absurdos. Claro que o Mineirão cumpre quesitos de conforto e segurança. No entanto o Independência em cumprimento com o Estatuto do Torcedor, também. Antes qualidade do que quantidade em busca de um resultado financeiro maior. O mesmo aconteceu na final da Santander Libertadores de 2005 quando o Clube Atlético Paranaense teve que mandar o jogo de ida a 800 quilômetros de casa. Talvez mudasse o resultado da partida, mas o título de longe não seria deles.

E outra: final com clube paraguaio sem um jogo ser no Defensores, não é final de Libertadores.

Mais outra Brasiguaia, mas essa ‘guaia’ é uruguaia: 16 de Julho de 2013, 63 anos do 1º vice-campeonato mundial do Brasil no futebol.

Fiquem com o quiz:

Brasiguaias

López, Madame Lynch, Duque de Caxias, Batalha do Riachuelo. Infelizmente as relações entre Brasil e Paraguai praticamente começam com esses nomes.

Entretanto os índios Guaranis ocupam(ram) extensas áreas dos dois países. Por isso parte da população puxa o ‘R’ do interior para dentro, gutural. O paraguaio fala o espanhol assim também. Comuns portanto para as duas nacionalidades nomes como Bauru, Curupaiti, Humaitá, Nhu Guaçu.

Para não se falar de Itaipu, Binacional.

Romerito ídolo no Fluminense, Gamarra no Corinthians. Larissa Riquelme e Leryn Franco no Brasil inteiro.

Atlético Mineiro x Olímpia na final da Bridgestone Libertadores 2013. Galo e Rei de Copas. Sobretudo, Decanos. Os cruzeirenses traduzem: ‘Um Cavalo Paraguaio’ x ‘Um Paraguaio’ na final.

Para conspirar e apimentar a próxima quarta (17 de Julho), o Paraguai rejeita voltar ao Mercosul se a Venezuela ficar. E quem mais apoiou a entrada da Venezuela foi o Brasil.

Enfim. Futebolisticamente, o Olímpia vai querer defender o seu ‘Chaco’ de qualquer ofensiva atleticana.

E o Atlético não tem nada a perder na maior chance da sua história.

Não conclua nada com esse texto mesmo. Faça com o Quiz abaixo.

 

Dois Toques

toque: Fernando Torres (atacante da Espanha) reclamou do clima e das distâncias entre as cidades durante a Copa das Confederações. Clima em termos de tempo e temperatura. Se sabiam onde iam jogar, podiam se preparar pra isso a fim de minimizar os riscos. Recife não é a mesma coisa em Julho que BH, assim como em Janeiro. Para 2014 sugiro aulas de noções de geografia aos gestores das seleções, para explicar quão grande e complexo é o Brasil, em clima e deslocamento. Quem não quiser vir, não venha.

toque: Sobre a coluna ‘Um Toque’ de hoje no Lance!, as entidades de administração do esporte são de Direito Privado, por isso o governo não pode intervir. Pode fazer isso através das Secretarias nacionais e do Ministério do Esporte. Por razões jurídicas é o máximo que podem fazer, e obviamente se aproveitam das vitórias no esporte para poderem se promover. Olho lá, não estou por defender esta prática, apenas torná-la melhor compreendida. E vai ser assim. Os últimos posts deste blog têm tratado disso. Cabe ao receptor da mensagem em aceitá-la ou não. Se as entidades de administração do esporte precisam mudar, isso tem que começar pelo torcedor. O torcedor/associado é quem elege a diretoria do clube. E vai ser o clube ajudará a compor a Federação estadual, que por sua vez elegerá a instituição nacional.


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