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Financiamento Coletivo em Prol do Esporte

por Flávio Perez, da SalveSport

reebokcobjos1996A SalveSport, uma recente plataforma de financiamento coletivo 100% esportiva, ajuda a psicóloga e pesquisadora Kátia Rubio a conseguir arrecadar fundos para concluir o projeto Memórias olímpicas por atletas olímpicos brasileiros. Após 40 dias de ação, a campanha já ultrapassou a marca dos R$ 120 mil, valor mínimo da iniciativa. A enciclopédia irá retratar as conquistas dos atletas do País desde os Jogos de 1920 até 2012, além de traçar o perfil dos 1.872 atletas olímpicos que participaram do maior evento do planeta.

“Foi como uma verdadeira maratona virtual e presencial. Eram pelo menos 18 horas por dia no ar fosse de São Paulo ou de qualquer outro lugar onde estivesse fisicamente. Foram incontáveis reuniões, presenciais e virtuais, com pessoas que fui conhecendo ao longo do processo e que queriam colaborar de alguma forma. Foram muitas promessas, mas muito mais ações, para não deixar a pesquisa parar. E, quando atingimos o mínimo, foi como se estivesse entrando no estádio olímpico para dar a volta final de uma maratona. Estava cercada de muita gente, cada um em sua casa, em algum lugar com um computador ou telefone, acompanhando os momentos finais da arrecadação”,  diz Kátia Rubio, que ofereceu aos padrinhos recompensas como uma velejada com Lars Grael e meligeni_lars (1)um jogo de tênis com Fernando Meligeni.

O Brasil esteve representado em 16 das 25 edições dos Jogos Olímpicos da Era Moderna, conquistando a primeira medalha olímpica em Antuérpia (1920). Até os Jogos de Londres (2012) o Brasil totalizou 109 medalhas, sendo 23 de ouro, 31 de prata e 55 de bronze, das quais apenas 14 foram ganhas em modalidades coletivas. Essa é uma indicação do quanto o esporte nacional sobrevive à custa de esforços individuais, uma vez que o processo de formação de equipes esportivas é complexo e envolve mais do que a soma de valores individuais, necessitando de tempo e a construção de vínculo entre os atletas e comissão técnica para que resultados positivos sejam alcançados.

Sobre a SalveSport – O site www.salvesport.com é uma plataforma de financiamento coletivo (crowdfunding) exclusiva para as modalidades esportivas. Atletas, treinadores, gestores e escritores, por exemplo, podem tornar, de maneira segura, seus projetos pessoais voltados ao universo esportivo em prática. A ação chamada também de “vaquinha pela internet” nada mais é que um patrocínio em pequenas cotas. Para participar da SalveSport, o autor precisa apenas publicar de maneira gratuita sua ideia e qualquer pessoa física ou jurídica pode colaborar com os projetos. Além da contribuição com valores pré-definidos, existe a opção de doação livre. Em todos os casos, a pessoa pode optar pela participação anônima. Cada campanha dura 40 dias, no mínimo, podendo chegar a 55 dias.

Confederados

Brasil campeão da Copa das Confederações da FIFA, com uma partida final de encher os olhos. Muito foco, atitude, fibra e excelência na condução do jogo. Percebia-se isso desde o início, com o Hino Nacional. Sabiam desde sempre o que queriam. E queriam muito ganhar. Queríamos, porque a torcida fez muito a diferença.

brasilOxalá a postura dentro de campo seja transferida para fora dele. O Brasil quer ser grande e uma vitória esportiva não soluciona os problemas, não acaba com a corrupção, não erradica a fome. Entretanto pode servir de exemplo de como podemos exigir as coisas e de como devemos agir no dia-a-dia para construirmos um lugar melhor pra se viver: com atitude, respeito ao próximo, pró-atividade e ousadia em inovar e acabar fazendo melhor o que ninguém esperava que fosse acontecer. Talvez isso seja improvisar? Não. Muitos acreditam que improvisar é dar um jeito, e aí esse termo acaba por ficar pejorativo porque remete ao famigerado ‘jeitinho brasileiro’ de fazer tudo ‘nas coxas’, sem excelência, pró-atividade e respeito. Improvisar é também planejar, é ter mais opções à disposição para trabalhar.

Estamos cansados desse ‘jeitinho’. Não há espaço para isso entre os melhores do mundo, dentro e fora de campo. Parabéns, Confederados!

Questão de Imagem

Há alguns dias li o comentário de um amigo, que viu pela TV o presidente do IRB (Conselho Internacional de Rúgbi) na tribuna de um estádio. Temia o meu amigo em a IRB tornar-se como a FIFA. Jeróme Valcke, Secretário-Geral da entidade do futebol, disse recentemente sobre a necessidade de mudar a imagem dela, como pode ser visto no ‘de Letra‘, neste blog.

As entidades que regulamentam o esporte são de Direito Privado e por isso elas não possuem alguns compromissos que uma empresa pública possui, como a de publicar os salários de seus colaboradores. No entanto, os esporte são de interesse público e por isso surgem demandas que questionam a transparência e idoneidade das instituições que os administram.

Por outro lado, sem profissionalismo o público não terá acesso a eventos (e também o crescimento das modalidades) tão bem realizados, como são os da FIFA, os da NBA, FIVB (voleibol) e do IRB. Ingenuidade pensar que fazem isso por voluntariedade ou por filantropia. Para haver profissionalismo, é preciso que haja rendimentos financeiros, parte deles direcionada ao pagamento desses profissionais.

Não há nada de ruim de estas entidades procurarem pelo lucro. No entanto, por ser um bem público, é preciso proteger o esporte através de 2 pilares: quem faz o esporte (os atletas) e quem o consome (espectadores e praticantes).

O porquê destes dois pilares trataremos em outro texto.

Para os numerólogos, este texto é o #333.

Divirtam-se com o quiz abaixo:

Padrão

A Federação Internacional de Futebol realmente tornou-se uma referência na organização de torneios internacionais. Chamam isso de ‘Padrão FIFA’. Isso ocorre naqueles Países que trabalham e cooperam na construção da imagem da entidade. Se ela dependesse do Brasil, estaria perdida.

"Padrão, seu zero meia..."

“Padrão, seu zero meia…”

Essa lógica da ausência do Estado com a população sem prestação de serviços, em que o mais forte sobrevive, do individualismo e do ‘cada um por si’, as pessoas exigem por esses serviços ‘Padrão FIFA’. Elas se referem a uma entidade acostumada com um historial de torneios realizados exclusivamente na Europa, América do Norte, Oriente Médio e Extremo Oriente., lugares em que a prestação de serviços públicos é exemplar.

O Brasileiro não está acostumado a ser bem tratado pelo Estado. Essa situação cansou e resultou nas manifestações populares. Só que o estrangeiro não está acostumado com isso. Pelo contrário. Com todo respeito, talvez alguém de Serra Leoa ou da Coreia do Norte se sinta mais seguro, mais livre ou melhor provido de serviços por aqui. No entanto, estadunidenses, alemães, ingleses, chineses e japoneses, não. E são de lá que vêm os investimentos externos e os turistas. Seus jornalistas, que vêm pra cá em função dos eventos esportivos, lá são formadores de opinião. Por isso as observações de cada um deles é importante.

Infelizmente não deveriam ser esses grandes eventos fazer com que os serviços públicos passassem a ser um pouco melhor prestados, ou com uma qualidade minimamente superior. A população com serviços bem prestados, isso devia ser o padrão. Isso devia ser comum.

Além da Ana Paula, padrão é o bom senso e a res publica. Ademais, a FIFA é inidônea e nada transparente.

Longe de ser padrão.

agora te desafio a responder o quiz abaixo

Confederativas

Estamos em meio à Copa das Confederações, por isso tomamos como exemplo o futebol. Mas podemos levar isso para o esporte em geral.

Dizem que o futebol interrompe guerras, que o Pelé foi responsável por um cessar-fogo. Ora, concordaram em interromper um conflito para que houvesse o jogo. Ou o Santos jogaria ao colocar seus jogadores em risco? Rússia e Geórgia estavam ainda em guerra quando estabaleceu-se uma trégua para que as duas seleções pudessem disputar partida válida para o apuramento ao Mundial de Rugby de 2011, pelos mesmos motivos.

Blatter sugere que a bola é maior que estas manifestações pelo Brasil. Parreira afirma que as manifestações usam o futebol como plataforma de divulgação. Uia, agora é o contrário! É comum o esporte ser usado para a promoção de grupos e interesses políticos. Jogos Olímpicos e a Guerra Fria, o regime de Franco e o Real Madrid; seleção portuguesa da copa de 1966 e governo de Salazar, em Portugal. Agora o feitiço se volta contra o lado que costuma ser o ‘feiticeiro’.

O motivo das manifestações não é apenas a questão dos 20 centavos, mas sim por toda falta de bom senso, dos abusos e absurdos, da falta de educação; da impunidade, da ausência do respeito ao próximo e aos mais velhos; do favorecimento de uma parte, em prejuízo da outra.

Assim como as manifestações podem mudar o destino de um povo, o esporte, a serviço de todos, também.

Em tempo: o papel social de atletas no alto-rendimento é muito grande para eles se omitirem sobre o que se passa no dia-a-dia. A sociedade dá muito reconhecimento, mas também cobra posicionamento. ‘Entocar’ os jogadores do Brasil que atuam nessa Copa FIFA das Confederações não será nem um pouco saudável, quer seja para cada atleta, quer seja para o plantel como um todo. George Weah e Manny Pacquiao foram canidatos à presidência de seus respectivos países, Libéria e Filipinas.

 

Prato Cheio

Copa das Confederações, Mundial FIFA, Jogos Olímpicos. Prato cheio para greves, reivindicações, manifestações. Foi assim com os sul-africanos no último Mundial FIFA. Foi assim em Atenas, nos Jogos Olímpicos de 2004.

O mundo está de olho no Brasil, que obviamente não quer ser mal avaliado sob o risco da diminuição do investimento externo e do turismo, em função da falta de credibilidade gerada por trabalhadores mal remunerados, serviços públicos mal prestados – muito em parte devido à desvalorização de algumas profissões, como a do professor – e custo de vida desproporcional.

Brasil colocado à prova se quer ser realmente grande.

Relações Internacionais

Internacionalização é a solução. De acordo. Foi o que li no Lance! de hoje, 5 de Junho. Acredito ser uma das soluções para gerar receita dentro do esporte nacional. A seleção de voleibol faz isso, a de futebol também. Elas conseguem transformar seus jogos em um produto para ser consumido mundo afora.

Brazil-v-Russia-logo-3Há quanto tempo a seleção de futebol não fazia uma visita regular ao Brasil? Ela costuma fazer os jogos em Londres, nos países árabes e nos EUA aos finais-de-semana em função do fuso horário mais adequado a uma maior audiência e ao poder aquisitivo das populações desses lugares do mundo. Soma-se a isso a condição de um estádio no Brasil em receber um produto desse tipo: gramado, iluminação, arquibancada e segurança. Quanto à iluminação, reparem um jogo noturno nos EUA, Japão e principais campeonatos europeus e compare com um no Brasil. No Morumbi, a escuridão predomina atrás das balizas.

Eu já disse em textos anteriores sobre o que é preciso para internacionalizar o esporte brasileiro. É só clicar aqui para conferi-los.

Então levamos um clube de futebol para Angola? Ora, podemos. No entanto, com quem concorreremos em Angola? Com o basquete e com os clubes de futebol de Portugal, por tratar-se de uma ex-colônia Lusa. Qual o poder aquisitivo do angolano? Acesso a TV a cabo e a campeonatos brasileiros? Esses são apenas alguns fatores que devem ser levados em conta.

bgtComo é o mercado que queremos estar inseridos? Com quem vamos concorrer? Poder de consumo da população? Acesso aos nossos campeonatos? Como se comportam nossos concorrentes? O que eles têm de melhor? Qual é o histórico de relação desse país com o Brasil? São perguntas que devem ser feitas e o seu produto esportivo ter a resposta para elas.

A mídia é fundamental para isso. Quanto mais canais de televisão do Brasil estiverem presentes pelo mundo, melhor. Quanto mais souberem trabalhar com o esporte brasileiro como um produto de entretenimento e seus os direitos de transmissão pelo mundo, mais fácil de ele ser vendido e, consequentemente, consumido. Por outro lado, os clubes podem trabalhar fazendo algo bem simples: traduzindo suas páginas na internet. O website é a porta de entrada do mundo para o clube.

A partir de então, contratam-se atletas estrangeiros e realizam-se digressões. A marca está mais presente pelo mundo, e cada vez mais chineses, japoneses, árabes, tailandeses e europeus se enchem de souvenirs do seu produto e querem fazer visitas in loco (Brasil) para vê-lo mais de perto. Com isso, abre-se um novo mercado para as agências de turismo no país: o turismo esportivo de estrangeiros por aqui. Não o de brasileiros lá fora.

Internacionalização é isso.

Renovação

Quando ouvimos, lemos ou falamos a palavra que dá título a este post, logo pensamos em um plantel de alto-rendimento. Como este espaço trata de outros temas relacionados ao esporte, a renovação aqui tratar-se-á de símbolos do esporte.

capQuando este blogueiro ganhou o álbum de figurinhas do Campeonato Brasileiro de futebol de 1991 – eu tinha 9 anos -, disse intrigado ao pai: “Pai, existem 2 Flamengos!”. Meu pai logo tomou o álbum e disse: “Não, este é o Atlético Paranaense”. Eu havia acabado de confundir o distintivo do rubro-negro paranaense com o do “clube mais querido do Brasil”, como vocês podem observar aqui ao lado. Hoje, o escudo da equipe do Paraná mudou e lembra muito mais o Clube Atlético Paranaense do que o Clube de Regatas do Flamengo.

E é esta a função de um símbolo. Representar uma instituição, seus valores, sua história, seu legado e inclusive o Everton0palmarés (através das estrelas). Ele deve ser de fácil lembrança e identificação e quanto mais limpo, em consequência menos visualmente poluído, melhor.

Nesse sentido, Everton, Roma e Paris St-Germain (PSG) repensaram seus escudos. Notem que o nome e o que dá identidade ao clube estão valorizados nas novas versões. No Everton, o nome e a torre. ‘Roma’ ocupou o lugar do ASR (Associazione Sportiva Roma). Quem olhava para o símbolo antigo do clube e não soubesse da história da loba e sequer fazia ideia da sigla abaixo do desenho, também não saberia identificá-lo enquanto entidade do esporte.

psgPara o PSG, a mesma coisa. A cidade de Paris é muito maior que o clube. Vincular-se mais ao nome desse município-alfa é projetar a cidade em nível mundial, o que conecta com os investimentos que têm sido feitos dentro de campo.

asromaNão tão radicais têm sido no Brasil o Cruzeiro, o Flamengo e o Corinthians. A equipe mineira consultou a torcida, que prefere as estrelas da constelação soltas na camisa, e não presas a uma circunferência. A torcida do clube carioca prefere a sigla ‘CRF’ fora do escudo, enquanto que os paulistas optaram por excluir as estrelas do símbolo e valorizar exclusivamente a âncora, o timão e os remos.

Essas mudanças se dão com a intenção de se comunicar melhor com o torcedor/consumidor. E quem não se comunica, se estrumbica!

Dominicais Mundiais

Domingo repleto, de ponta-a-ponta. Parecia mais um dia de trabalho, como todos.

Uma volta ao mundo que começou na Nova Zelândia, no rugby com Chiefs x Crusaders. Pela semelhança da camisa parecia que os Crusaders viajaram milhares de quilômetros para jogar o campeonato brasileiro de futebol, em Brasília, a Capital Federal do Brasil, que viu o nascimento de várias bandas punk-rock entre os anos 1970 e 1980, entre elas o Capital Inicial. O capital rola solto nos cassinos de Mônaco, que assistiu Nico Rosberg vencer o tradicional GP da Fórmula 1. O pai de Nico, Keke, também correu na mesma categoria e venceu na temporada de 1985 a corrida dos EUA, que conhecem muito mais a Indy e tem a prova das 500 milhas de Indianápolis como referência. As 500 milhas, Indianápolis, os EUA e o mundo viram um brasileiro triunfar na prova deste domingo: Tony Kanaan, piloto que não faz muito tempo estava atrás de capital pra poder competir. Um mínimo de capital inicial, que expliquei aos alunos nas aulas de hoje, necessário para os empreendedores no esporte e a relação entre evento esportivo, dívida pública e inflação, uma das razões da crise econômica grega e da de Portugal. Portugal que assistiu hoje ao 3º vice-campeonato do Benfica em 8 dias, depois de haver deixado escapar a Liga para o Porto, a Liga Europa para o Chelsea e a Taça daquele país para o Vitória de Guimarães. Um dos Guimarães, o Ulysses, que era torcedor do Santos, clube que aceitou a proposta do Barcelona por Neymar, cujo último gol pela equipe foi marcado no passado mês de abril, mês este que dá nome ao grupo de comunicação cujo diretor-presidente (Roberto Civita) faleceu hoje. O Grupo ‘Abril’ publica a revista masculina ‘Playboy’, que ofereceu milhões à protagonista de uma novela que terminou há alguns dias em horário nobre da Globo. Aos domingos esse horário nobre é ocupado pelo ‘Fantástico’.

Só que, fantástico mesmo foi como através de um gol de cabeça de goleiro aos 47 minutos do segundo tempo, o América tornou-se campeão mexicano no fim deste domingo.

De tudo, a certeza: há muito pra ser visto!

Sexto Elemento

olympiacos Em meio à toda tragédia sócio-econômica que passa a Grécia, metade do país tem motivos para sorrir. O Olympiacos conquistou neste fim-de-semana a Euroliga de Basquetebol. É como se fosse a NBA da Europa.

Os gregos não têm grande seleção no basquete. Estão distantes de Argentina, Sérvia, Espanha ou Estados Unidos. No entanto possuem grandes clubes com numerosas e fanáticas torcidas. Ademais, a ‘olho nu’, seus jogadores parecem apaixonados pela instituição e completamente mergulhados em sua história, valores, princípios e filosofia de trabalho. Tal lealdade, somada ao festival de fidelidade através de fervorosos cânticos, cores e espetáculo de seus torcedores, conduziu a equipe grega ao título.

É gratificante observar isso em uma liga que cresce em resultado esportivo e financeiro ano a ano, sem perder a essência de um dos principais elementos do esporte, que é o torcedor. Definitivamente um sexto homem (a torcida) fez a diferença e contribuiu para a conquista do Olympiacos.

confira o vídeo abaixo e ainda desafio o paciente leitor para o quiz…abaixo do vídeo!

 


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