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Pré-Olímpicas

Estamos a duas semanas dos Jogos Olímpicos de Londres. Há 20 anos estávamos às vésperas dos de Barcelona. Eram as férias de Julho. Eu e meus amigos, o pessoal da rua, inventávamos competições ‘Olímpicas’. Nos dividíamos entre países, o clima era outro. Vivíamos os Jogos e aguardávamos ansiosamente por eles. Naquela época, Fernando Collor era presidente, ouvíamos falar do processo de impeachment sobre ele, mas era uma palavra que para nós significava mais estranha do que a possibilidade de destituição do cargo. A inflação era avassaladora: não se sabia quanto ia custar a pipoca no fim do mês. Usávamos ‘Bamba’ e ‘kichute’. Senna era (ainda é) nosso herói. Ninguém compreendia o fim da União Soviética. Só havia 6 canais de TV: Globo, Bandeirantes, SBT, Cultura, Manchete e Record. Os jornais ainda não eram coloridos. Internet? Nem ideia, assim como um computador. Ainda assim, não víamos a hora dos Jogos de Barcelona!

Hoje, não sei se pela idade, mesmo com as Olimpíadas prestes a acontecer, não vemos tudo isso do mesmo jeito. Claro que para atletas e imprensa, é diferente. Talvez se o rúgbi lá já estivesse, veria de outra maneira. Também não vemos com os mesmos olhos, temos atualmente outras prioridades que uma criança não tem/tinha. Sabemos também mais dos interesses comerciais e financeiros envolvidos no esporte. Infelizmente as Olimpíadas já não são o que foram. Ou sempre foram, mas não percebíamos. Somos diariamente expostos a tantos eventos, tantas opções de consumo de espetáculos esportivos que chegamos a considerar que as Olimpíadas são apenas mais alguns desses eventos. Para a maioria do público em geral, será. Claro que não deixarão de acompanhar, desde badminton até o tiro-ao-alvo móvel, ‘fossa-de-tantos-metros’, ‘calibre-coisa-e-tal’.

Em 20 anos muita coisa mudou. Daqui 20 anos, tanta coisa ainda pode mudar. Os Jogos Olímpicos não são unânimes e enfrentam forte concorrência. Como eles vão cativar o público, sobretudo o mais adolescente, é um grande desafio. Talvez as Olimpíadas nem sejam feitas mais para a televisão, mas sim exclusivamente pela internet, cujo sinal wi-fi estará ao alcance de todos, assim como as ondas de rádio, que são facilmente captadas pelo aparelho. Do futuro, não se sabe. São apenas previsões.

Os Jogos têm os seus ideais e valores. Tudo isso é muito bonito, mas a concorrência existe e é cada vez maior, os públicos variam, os gostos também. E gosto não se discute. Gosto se entende.

* – em 1992, o máximo em eletrônico que tínhamos dos Jogos Olímpicos era um cartucho do Mega-Drive. Eram 6 modalidades: 100 metros rasos (para se fazer o boneco correr precisava apertar rapidamente os botões ABABABABAB…), 110 metros com barreiras, natação, arremesso de peso, saltos ornamentais e dardo!

Furiosas

Muitos hoje falam que o futebol espanhol (futebol europeu) está à frente de todos os outros, em comparação com o sul-americano. O esporte espanhol (europeu) em geral está, em contraste com a acomodação de outros países e suas entidades de administração esportiva.

O que faz o esporte da Espanha estar assim à frente? Trabalho. Saber que dinheiro não nasce em árvore e investimentos na formação. E não apenas no futebol. Exemplos disso acontecem no handebol, no basquete, no rúgbi e no vôlei. Contem quantos pilotos de lá estão nas principais categorias do automobilismo mundial. Na motovelocidade é “Espanha x Resto do Mundo”. Investimentos em ciência. Esporte é quantificável e é possível o controle com o que se quantifica. Logo, você pode gerenciar e transformar isso em conhecimento. Uma vez transformado isso em conhecimento, mais capaz você se torna em formar pessoas capazes de lidar com esse gerenciamento. Isso, a prazo, traduz-se em resultados. São inúmeras as instituições de ensino superior na Espanha que trabalham com o alto-rendimento esportivo. O RCF Zaragoza dá bolsa de estudos na área.

O Brasil já foi o país do futebol. O Brasil se valeu muito pelo individualismo de seus atletas. Não é preciso ser um mago dos estudos futebolísticos para perceber que o jogo está hoje muito mais coletivo que individual. Apenas talento não ganha jogo. A própria palavra reflete isso: “tá-lento”. Assim como um economista Prêmio Nobel afirmou um dia, que o crescimento de um País dá-se com investimento em pesquisa e tecnologia. E tecnologia contribui para ganhar jogo. E nada resiste ao trabalho.

Foto: seleção espanhola de rúgbi, patrocinada pela empresa ferroviária da Espanha

Sobre o Tempo

O drop de Wilkinson ao final do segundo tempo da prorrogação da final da Copa do Mundo de 2003.

O gol de Romarinho em uma La Bombonera repleta.

O gol de Gabiru pelo SC Internacional, contra um Barcelona tido como imbatível, em 2006.

Instantes que consagram ídolos. Que distinguem os herois das pessoas comuns, que correm o risco da desonra pública por algo maior. E conseguem. Essas pessoas cujas origens (social, política e econômica) são as mais desfavoráveis. A ascensão social no menor espaço de tempo e imprevisibilidade, tornando-os espelhos para uma juventude inteira. Eles provocam tensão, espelham o conflito, representam a ansiedade. A evidente meritocracia: talvez o esporte (algumas modalidades, pelo menos) seja um dos poucos ambientes em que mesmo o melhor faz parte das seleções nacionais, das equipes, ou seja, se alguém faz parte de uma elite, é porque merece.

O gol de Viola na decisão do Paulista de 1988.

O gol de Maurício, pelo Botafogo, na decisão do Carioca de 1989.

A cesta de Belov, nos centésimos de segundos finais da decisão Olímpica de 1972.

abaixo, o drop de Wilkinson, na final do Mundial de rúgbi de 2003:

Foto: a cesta de Belov na decisão do basquete nos Jogos Olímpicos de 1972

Guarânias

Há poucos dias o Paraguai tem um novo presidente, que busca que seu governo seja reconhecido pelos países vizinhos. Dilma Rousseff, pelo Brasil, e Cristina Kirchner, pela Argentina, se recusam a reconhecê-lo. Cristina é viúva de Néstor, fanático torcedor do Racing Club, rival do Boca Juniors, que faz a final da Libertadores da América contra o Corinthians, equipe para quem torce o ex-presidente Lula, que uma vez se lembrou da Copa Roca, em homenagem a um ex-presidente argentino (Gral. Roca), defensor de uma aproximação entre seus conterrâneos e brasileiros no fim do século XIX e início do XX, simpatizante do Alumni, clube que largou o futebol em função do profissionalismo e atualmente é referência no rugby, esporte que tem o terceiro evento mais visto no planeta e foi criado na Inglaterra, cuja seleção foi campeã do mundo em 2003 e possui dois ilustres torcedores, os Príncipes William e Harry, filhos do casamento de Charles com Diana, em 1981.

Naquela época, Margaret Thatcher era a Primeira-Ministra Britânica e liderou o Reino Unido na Guerra das Malvinas, em 1982, em que o objeto foi um arquipélago no Atlântico Sul. Isso provocou a ruptura de contrato do jogador argentino Osvaldo Ardiles com o Tottenham, clube de futebol da comunidade Judaica em Londres, assim como é o Ajax, mas na capital holandesa. Judeus de procedência holandesa, mas com muitos deles tendo sido criados no Recife, em Pernambuco, foram os fundadores da antiga Nova Amsterdã, atual Nova Iorque, cidade estadunidense onde foram rodados vários filmes da atriz Rachel Welch, prima da ex-presidente boliviana Lidia Tejada, que ainda ‘pagava’ as contas da Guerra do Chaco, durante os anos 30 do século passado, contra o Paraguai.

Paraguai, país que na semana passada o poder executivo (foto) sofreu um processo de impeachment e há poucos dias tem um novo presidente.

Europeias

Eurocopa 2012: russos e polacos se enfrentam nas ruas, antes do jogo entre as duas seleções. Notícia antiga, é verdade. Problema mais antigo ainda. Há séculos esses dois povos não se entendem. Invasões, controle político, emboscadas, atentados. A Rússia sempre interferiu no cotidiano da Polônia. E, claro, os poloneses nunca gostaram disso.

E ainda acham que um jogo de futebol poderia trazer a paz entre eles! E ainda acreditam que o Pelé parou uma guerra, na África, nos anos 70. São lendas, criadas para vender supostos mitos e heróis. Não serão 90 minutos que colocariam fim a centenas de anos de divergências. Não existe isso. Ainda mais com a vitória de uma equipe sobre a outra. Se a Rússia vence, simbolicamente os russos mantêm um ‘domínio’ sobre a Polônia. Se ganham os polacos, simbolicamente a Polônia é superior à Rússia. Em 2007 a União Europeia de Futebol fez a besteira de colocar Armênia e Azerbaijão no mesmo grupo de apuramento ao Mundial FIFA 2010. Armênios e azeris se odeiam desde suas primeiras gerações. Foi preciso cancelar os dois jogos.

Que dentro de campo e do recinto esportivo, que as boas atitudes prevaleçam entre os jogadores e torcedores. Infelizmente esta consciência está entre aqueles com bom poder aquisitivo, que podem comprar bilhetes para jogos como este. Ou seja, boa parte da população não tem acesso a ele. Fora dele, difícil o esporte colocar fim a um passado de ódio, submissão e repressão. Achar que uma bola vai resolver esses problemas e que os torcedores deveriam se esquecer disso e agir com fair-play é, no mínimo, inocência.

Além de Palavras

#300

Em todos os idiomas, toda palavra possui a sua origem e tem um significado. Quando a pronunciamos, no entanto, o homem é capaz de conferir a ela um significado completamente distinto. Quando se conta um fato, por exemplo. Mais ainda quando se vive este fato. Contar estes fatos, ao vivê-los, é uma arte. Processar milhares de informações que estão a disposição em um determinado momento e, no menor espaço de tempo,  transformar tudo isso em palavras, que devem ser ditas o mais rápido possível, para não perder as outras milhares de informações que vêm a seguir, é para poucos. São magos desta arte.

Comecei a admirá-los quando criança, quando ainda passava na TV Cultura, nos sábados à tarde, o programa ‘Grandes Momentos do Esporte’. Tudo bem, o futebol era mais lento, cadenciado, mas a arte de narrar, a mesma. Me encantava com as narrações do Luiz Noriega, quando depois dos gols, ele repetia: “Esporte também é Cultura” (e é isso mesmo, por isso o considero um visionário):

Mas é esta narração que consegue me deixar feliz e infeliz ao mesmo tempo:

Infeliz porque é um passado que não volta e eu não vivi nada daquilo. Porém, muito mais feliz, por que é o XV! Imaginar esses gols sem os relatos de Noriega não teriam absolutamente a mesma graça.

O narrador esportivo lida com a paixão o tempo todo e está sob constante avaliação de milhões de pessoas pelo mundo. É difícil agradar a todos, saber exatamente todas as informações, acertar todos os detalhes. Não, não se agrada a todos os ouvidos, não se sabe exatamente todas as informações e os detalhes passam desapercebidos quando ele deve prestar atenção a milhares de tantos outros detalhes. Vejam só este video, com Grant Fox, minha referência no rúgbi:

Vasculhei pelo YouTube inúmeras narrações, vários bons exemplos que podia citar aqui. Mas todos eles são muito bons! Esqueçam a equipe para quem eles puxam, esqueçam os erros (todos nós erramos), atentem-se aos fatos. Narrador ruim é aquele que não ama o que faz. E narrador bom, não é bom sozinho. Tem que haver um ótimo comentarista e uma grande equipe em campo e fora dele, responsáveis pelo infarto, ou melhor, emoção que você vai sentir em casa, no carro, onde quer que seja. Afinal, você procura o esporte para fugir da rotina, viver a tensão e o conflito entre opostos. Por isso mesmo que eles, os cronistas, são elementos do esporte. Fiquem com Jorge Perestrelo, de Portugal:

Para eles, um tiro-de-meta é muito mais que uma reposição de bola em jogo; uma falta é um crime; um escanteio contra, uma ameaça bélica; uma defesa a favor, digna da máxima condecoração nacional; um cartão amarelo ou vermelho, conspirações; um gol a favor transforma-se em orgasmo. Orgasmo público! E é o esporte talvez o único meio em que você pode demonstrar publicamente suas emoções, sem ser julgado pela sociedade.

Este texto – que por sinal é o número 300 deste blog – é dedicado a eles, no dia em que me tornei habilitado a desempenhar esta função. Estou longe de ser locutor, me especializei nisso para ajudar na minha atuação como comentarista, para, pelo menos, acompanhá-los mais de perto.

Legado à Cubana

Teófilo Stevenson (à direita)

Teófilo Stevenson (à direita)

O cubano Teófilo Stevenson foi o maior pugilista não-profissional de todos os tempos. Faleceu ontem, aos 60 anos. Só não foi tetracampeão Olímpico porque Cuba boicotou os Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 1984. Das 321 lutas que disputou, venceu 301 e nunca perdeu por nocaute.

Grande atleta, sem dúvida alguma. Também grande em seus valores e princípios. Por muitas vezes tentaram levá-lo para fora de Cuba, por milhões de dólares. Não conseguiram. Leal aos seus princípios, Stevenson continuou a viver na ilha e transmitir o boxe para milhares de crianças. Ele dizia: “fora daqui eu não serei feliz”, e por lá ficou. Vários podem dizer que foi colaborador do regime de Fidel Castro, por isso da sua permanência em Cuba, mas esta é outra história. Importante é que ele foi leal aos seus ideais – algo muito difícil atualmente – e passou adiante todo o seu conhecimento em benefício da juventude, em benefício de seu País.

Em suma, Teófilo Stevenson deixou um legado. Dinheiro, fama, imprensa, patrocinadores, seduzem. Vejam bem, não há nada de errado em aceitar uma vida assim, desde que os valores do esporte se mantenham. Entretanto, na maioria das vezes, isso não acontece. Mesmo assim, Stevenson não se deixou levar. Exemplo de compromisso com a sociedade.

Batismo de Fogo

A Argentina disputará a partir deste ano o ‘3 Nações’, tradicional torneio internacional de rúgbi no Hemisfério Sul que reunia a Austrália, a Nova Zelândia e a África do Sul. Obviamente que a entrada dos argentinos fez com que o nome da competição deixasse de ser esse.

Além disso, muita coisa vai mudar também. Os jogos em território argentino vão gerar muitos rendimentos, não apenas com os ingressos, mas já chamam a atenção de todo um continente aflito por grandes jogos de rúgbi. No Brasil, a procura por pacotes já é imensa e também é intensa entre chilenos, uruguaios, paraguaios e demais nacionalidades. Sinal de hotéis ocupados, mais táxis com passageiros, mais restaurantes para atender a todos estes turistas, mais carregadores de bagagens, mais gorjetas, mais pessoas sendo contratadas para atenderem demandas cada vez maiores dos turistas/torcedores/consumidores/clientes. É previsto que a entrada da Argentina neste torneio trará lucro da ordem de 39 milhões de dólares.

Dentro de campo, não há dúvidas de que a Argentina tem tudo para desempenhar um excelente papel frente aos Springboks (África do Sul), Wallabies (Austrália) e All Blacks (Nova Zelândia). Fora de campo, um Batismo de Fogo para um País que quer organizar o Mundial de 2023 ou o de 2027.

A Política na Bola

Ljacic, pela Sérvia (de branco)

Ljacic, pela Sérvia (de branco)

Recentemente soube sobre o jogador sérvio Ljacic, expulso da seleção do seu país pelo treinador Mihajlovic por não haver cantado o hino nacional no amistoso do último sábado, contra a Espanha. Ljacic alegou motivos pessoais para isso, mas ele é de origem Islâmica, reprimida dentro de uma Sérvia majoritariamente Cristã Ortodoxa. Nos Bálcãs, os Islâmicos são bósnios ou kosovares/albaneses.

Ora, se não se sente sérvio, recuse então à convocação. Encontre outro País para jogar. Não há motivos pessoais para não cantar o hino. O motivo é evidente: Ljacic não se sente sérvio. Caso contrário, o atleta apenas poderia dizer: “gosto de ouvir o hino apenas, como parte da concentração”. Declarações como estas não são tão pessoais assim. Sinal de que a chapa ainda é quente por lá, desde o Dínamo Zagreb-Estrela Vermelha de 1990.

Agora na América do Sul, amanhã é dia de duelo entre bolivianos e chilenos em La Paz, Bolívia, país de quem o Chile retirou o acesso ao mar após vencer a Guerra do Pacífico, no final do Século XIX. Até hoje a Bolívia reclama pelo seu litoral, de maneira diplomática. No esporte há como isso acontecer? Claro que não! Mas uma vitória boliviana amanhã é capaz de, ainda que simbolicamente, o povo boliviano pode conseguir algo (algo) sobre os chilenos.

Sem dúvida que amanhã, enquanto tocar o hino chileno, a torcida local cantará: “Bo-Bo-B0-Li-Li-Li-Via-Via-Via…viva Bolivia por toda la vida con su litoral!”

Decisão Internacional

Barcella e Harinordoquy carregam bandeira Basca após a final do Mundial de Rúgbi de 2011, quando a França perdeu para a Nova Zelândia

Barcella e Harinordoquy carregam bandeira Basca após a final do Mundial de Rúgbi de 2011, quando a França perdeu para a Nova Zelândia

O que Biarritz Olympique e o Athletic Bilbao possuem em comum? A bola oval do rúgbi do Biarritz é a ‘obalo baiola’* e as arquibancadas do San Mamés, em Bilbao, conversam em Basco, como dizia Eduardo Galeano, em ‘O Futebol ao Sol e à Sombra’.

O Athletic está na final da Liga Europa, contra o Atlético de Madri. Não é como uma decisão contra o Real Madri, clube símbolo da Monarquia Espanhola, soberana sobre o território Basco, que possui um vasto histórico na luta pela autonomia política, atualmente enfraquecida. No entanto, o Atlético tem um bom número de torcedores simpatizantes do ditador Franco, que por muitos anos proibiu a língua basca. A maior parte do País Basco está no nordeste da Espanha. Uma menor parte, que inclui a cidade de Biarritz, está no extremo sudoeste da França.

Por Bilbao estar na Espanha, dizem que a decisão será espanhola. Grave engano! Diga isso a um Basco. Nem o mais fiel ao Rei Juan Carlos dirá o mesmo. Há a nação espanhola (castelhana) e a nação basca, com identidade própria. Duas nações distintas em um mesmo País, mas como se fossem dois. Estranho, não? Mas é assim. Portanto, uma decisão internacional. Aqui você leitor tem uma prova da força da identidade Basca, através de um vídeo que promove uma Seleção daquele ‘País’. Por ora o Athletic já é uma Seleção Basca, uma vez que aceita apenas jogadores nascidos na região ou descendentes diretos de Bascos.

Decisão internacional sim, ou então, como dizem os bascos: nazioarteko erabaki.

* Bola oval, em basco


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